Caia: Cinco pessoas morreram carbonizadas dentro das casas

Cinco pessoas morreram carbonizadas vítimas de dois incêndios nos bairros Malocotera e Sacatucua, ontem, segunda-feira, no distrito de Caia, província de Sofala. As causas ainda são desconhecidas.

O primeiro caso aconteceu no regulado de Sacatucua, vitimando um menor de 9 anos, às 19h. O segundo foi registado 00 horas, no bairro Malocotera, vitimando quatro membros da mesma família, sendo um casal de idosos dois menores de 3 e 7 anos respectivamente.

No segundo caso, os vizinhos tentaram salvar as vítimas, mas foi tudo em vão porque a porta estava trancada, obrigando-lhes a quebrar a parede da casa de material precário, já era tarde.

As informações ainda são escassas, mas tudo aconteceu coincidentemente na noite de ontem, segunda-feira.

Membros do Governo de Caia deslocaram-se aos locais para prestar solidariedade às famílias. (Rosário Ntepa).

Gorongosa e parceiros vão transformar Inhaminga num “modelo de urbanização do futuro”

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG), através de parceiros como UN Habitat, Governo do distrito de Cheringoma, Direcção Provincial de Desenvolvimento Territorial e Ambiente e líderes comunitários, pretendem transformar a vila de Inhaminga num modelo de urbanização do Futuro. Para tal, foi lançada ontem, segunda-feira, naquela vila, o seu componente quadro de desenvolvimento sustentável: assistência Técnica ao PNG na Redução do Risco de Catástrofes e Reconstrução Resiliente na Zona Tampão da Gorongosa.

No discurso de abertura do evento, sob o lema “juntos na transformação de Inhaminga no modelo de urbanização do Futuro”, a administradora de Cheringoma, Henriqueta Fermino do Rosário, começou por enaltecer a iniciativa do Parque Nacional da Gorongosa, para depois pedir a colaboração de todos, principalmente líderes comunitários dos 13 bairros a serem abrangidos.

O projecto vai ser implementado nos 13, designadamente, Dak, 25 de Junho, Matadouro, Kankhomba, Dimba, Chide, Santa Fé, Aeródromo, Maguiguane, Chite, 11 de Novembro, 3 de Fevereiro e Ceta.

“Se não levarmos o amor e colocar à frente, o projecto não vai avante. Vamos fazer Inhaminga, a cidade do futuro. O Parque Nacional da Gorongosa já apareceu para impulsionar”.

“Esperamos que cada secretário do bairro tenha a consciência de que este projecto veio para ficar e veio para minha comunidade”, chamou atenção a administradora.

O PNG, através da Directora do Departamento de Infra-estruturas e Desenvolvimento Urbano do Parque Nacional da Gorongosa, Thais Glowacki explicou que com o encontro de quatro dias, pretende-se elaborar de forma conjunta, aquilo que realmente deve ser Inhaminga no futuro.

O desenvolvimento de Inhaminga faz parte do Programa de Urbanização do Parque Nacional da Gorongosa. Este Programa “vem planificar o crescimento ordenado das áreas urbanizadas das áreas urbanizadas da Zona de Desenvolvimento Sustentável da Gorongosa”, portanto, um apoio, disse Thais Glowacki, reiterando que “se você não sabe o que é actividade prioritária, fica difícil tomar o primeiro passo”.

Sendo o primeiro dia, o encontro serviu de exposição do enquadramento e perfil de riscos da Vila de Inhaminga; assistência técnica da UN Habitat ao PNG; o Programa de apoio na Zona de Desenvolvimento Sustentável; o Projecto para a reconstrução resiliente; a componente do quadro do desenvolvimento sustentável; incluindo objectivos e os resultados esperados. (Manuel Gado).

Cabo Delgado: Tribunal vende bens da Plexus Mozambique Limitada após queixa de funcionários

O Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado está a vender em hasta pública os bens da Plexus Mozambique Limitada, uma empresa de exportação de algodão. A decisão foi tomada depois de uma queixa feita pelos trabalhadores e produtores de algodão.

O anúncio da venda já foi publicado no dia 25 de julho último, com a previsão de colectar cerca de 200 milhões de meticais.

O anúncio foi feito através de um documento do tribunal, apontando hoje, terça-feira, o dia da venda. “No dia 5 de Agosto de 2025, pelas 9 horas, serão vendidos em praça pública, pela primeira vez, os bens da  Plexus Mozambique Limitada, através de uma proposta de cartas fechadas, ao maior lance dos valores indicados pelo Tribunal Judicial da Província de Cabo Delgado, nos autos da acção especial de insolvência da empresa”, lê-se na comunicação do Tribunal Judicial de Cabo Delgado.

A insolvência da Plexus Mozambique Limitada é resultado de uma queixa remetida pelos trabalhadores da empresa e pelos produtores de algodão que há quase quatro anos aguardam o desfecho do caso.

“Primeira coisa é a sequência social. Segunda coisa são salários atrasados e, em terceiro lugar, as indemnizações”, conta o representante dos trabalhadores da Plexus Mozambique Limitada, Tarçai Selemane.

Já o representante dos trabalhadores da Plexus Mozambique Limitada, Tarçai Selemane, diz que já há uma decisão tomada em caso de não haver pagamento dos salários em atraso, nomeadamente o confisco dos bens da empresa.

“Se não formos pagos absolutamente nada, confesso, em nome dos trabalhadores, as propriedades da empresa vamos tomar conta. Cada um vai ficar com a parte dele”, afirma.

Em causa estão 3 mil produtores ainda não pagos.

A insolvência da Plexus Mozambique Limitada é vista como o princípio do fim da era do algodão em Cabo Delgado, uma vez que entre os bens a venda constam a fábrica de Montepuez e várias infra-estruturas da maior empresa de ouro branco que operou na província por quase um século.

PEREGRINAÇÃO DO ANO JUBILAR: Sé Catedral da Beira acolhe mais de 300 fiéis

Mais de 300 cristãos e fiéis das Paróquias de Santa Catarina de Sena e Santa Teresinha do Menino Jesus do distrito de Chemba reuniram-se ontem segunda-feira, na Sé Catedral da Beira, para celebrar os 50 anos da Independência de Moçambique e o Ano Santo Jubilar.

Durante o momento de apresentação das actividades religiosas, o Bispo Auxiliar da Arquidiocese da Beira, Dom Constantino António, destacou a importância deste tempo como uma oportunidade única de reflexão sobre a vida cristã ao longo dos 50 anos de independência e no contexto jubilar.

O prelado explicou o significado profundo do Jubileu e destacou que o cristão deve cultivar três virtudes essenciais “fé, caridade e esperança”.

A fé é como uma luz que nos guia no escuro: não apaga os problemas, mas mostra o caminho. Ter fé é caminhar com confiança, mesmo sem saber tudo, porque sabemos em quem confiamos: Jesus Cristo, nosso Senhor;

A caridade é o amor cristão vivido na prática. Não é apenas sentimento, mas acção concreta movida pelo amor de Deus.

A esperança é como uma âncora firme no coração:

“Esta esperança é para nós como âncora da alma, segura”.

Essas reflexões foram partilhadas durante a catequese, moderada por Dom Constantino.

Dom Constantino abordou ainda o tema da Indulgência Plenária e os actos de penitência, reforçando os objetivos espirituais da Peregrinação da Esperança, no âmbito da história da Arquidiocese da Beira, na Província de Sofala.

Na Celebração Eucarística, presidida por Dom Cláudio Dalla Zuanna, o Arcebispo da Beira, encorajou aos fiéis, reconhecendo as dificuldades enfrentadas pelos cristãos: “não voltem para trás, as dificuldades não são o ponto final. Continuem a confiar em Jesus Cristo e peregrinar com esperança rumo à salvação”. (Rosário Ntepa)

Insurgência: Resposta tardia das FDMs que nas manifestações – critica edil de Chiúre

O edil de Chiúre não apenas criticou a exclusão da edilidade no apoio que chega aos deslocados na vila municipal, mas também a intervenção tardia quando se trata de ataque, durante o conflito em Cabo Delgado.

O edil de Chiúre, em Cabo Delgado, Alicora Ntutunha, denunciou: “Os camiões, quando vêm, param ali no partido Frelimo. É isso que eu sei. O que é que levam? Carregam o quê? Eu não sei”, lamentou o edil, assegurando que a edilidade não participa na distribuição de alimentos ou bens essenciais doados por organizações de ajuda humanitária.

O edil do município de Chiúre denunciou depois do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres Naturais e outras organizações de ajuda humanitária como o Programa Mundial de Alimentação (PMA), ter distribuído aos produtos alimentares e não comestíveis sem convidar o município.

Alicora Ntutunha, também criticou a resposta tardia das Forças de Defesa e Segurança (FADM), também orientadas pela Frelimo. “Quando a população faz uma manifestação, a polícia chega logo. Mas quando há ataques de insurgentes, o socorro só vem depois, às vezes no dia seguinte. Isso não é socorro”, criticou.

Os insurgentes reivindicaram na sexta-feira (25.06), o ataque ao posto administrativo de Chiúre Velho, no sul da província de Cabo Delgado. A situação deslocou milhares de moçambicanos para a Vila Municipal e para o distrito de Eráti (Namapa) zona limite entre Cabo Delgado e Nampula.

Refira-se que nas eleições municipais de 2023, a polícia prontamente agiu contra as manifestações desfavoráveis aos resultados fraudulentos que davam vitória a Frelimo. Na ocasião, houve disparos contra civis, incluindo um menor, depois as autoridades trataram de ser uma bala perdida.

A província de Cabo Delgado, rica em recursos minerais, enfrenta o terrorismo desde 17 de outubro de 2017.

 

Exames laboratoriais deixam de ser gratuitos no Hospital Geral da Beira

Os exames laboratoriais deixam de ser gratuitos no Hospital Geral da Beira, província de Sofala, segundo o comunicado da instituição.

“A partir do dia 01 de agosto de 2025, os exames laboratoriais deixarão de ser gratuitos e estarão sujeitos a taxas moderadas para todos os utentes externos (vindos de outras Unidades Sanitárias). Com excepção dos utentes dos Serviços de Urgência, nomeadamente, Maternidade, Serviço de Urgência e Reanimação e Serviço de Urgência Pediátrica”, está escrito no comunicado do Serviço Provincial de Saúde, sector de Laboratório.

DEPOIS DO CULTO DE “MADZIBABAS”: Desmaios de alunos continuam em Nhamatanda

Gorongosa capacita comunidades para participação activa nas escolas

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG), através do Programa do Clubes da Gorongosa, capacitou 30 membros do Conselho da Escola Básica de Mazamba, no distrito de Cheringoma, cuja intenção é de as comunidades serem mais activas e interventivas no processo de tomada de decisões sobre o desenvolvimento da escola.

Entre directores da escola, professores, pais e encarregados de educação de alunos e representantes das comunidades da localidade de Mazamba, reuniram-se em dois dias para uma capacitação em matérias de gestão escolar. Dos 30 participantes, 18 são homens e 12 mulheres.

Segundo explica um dos facilitadores do evento, gestor do Clube da Paz, Tomás Tangay, o treinamento tinha o objectivo de dotar os membros do Conselho da Escola conhecimentos e boas práticas capazes de transformar e trazer melhorias significativas na gestão escolar democrática, inclusiva, e amiga do meio ambiente e promotora da cultura de paz.

Tomás Tangay falou da importância da capacitação dos membros do Conselho de Escola, como o órgão máximo de consulta ao nível da escola, a estabelecer a ligação entre a comunidade e a escola e vice-versa.

Igualmente, pretendia-se com a capacitação reflectir e debater sobre o papel do Conselho da Escola na protecção e salvaguarda, além da conservação do meio-ambiente e criação de ambientes escolares mais atractivos e inclusivos.

Durante a capacitação abordaram sobre o papel do Conselho das Escolas, como por exemplo, fazer o levantamento das crianças com necessidades educativas especiais que estão nas suas casas para que estas possam estudar, através de um apoio direccionado, portanto, educação inclusiva.

 

Garantida participação activa na escola

Os participantes avaliaram positivamente o treinamento. Afinal,  alguns entrevistados não conheciam claramente as suas tarefas e responsabilidades, por isso, a gestão escolar deste ano será diferente dos anos anteriores. Também afirmaram  que  pretendem participar activamente na construção da escola dos sonhos.

O ponto focal dos Conselhos de Escolas, no Serviço Distrital da Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) de Cheringoma, Inácio Sacramento Machirica reiterou a percepção de que houve muita aprendizagem durante o treinamento e que espera mudanças significativas nos próximos tempos.

Inácio Sacramento Machirica falou de recursos a mobilizar para fazer réplicas da capacitação em outras escolas de Cheringoma.

Já a professora, Joaquina Andrade disse que aprendeu bastante sobre Género e Violência Baseada no Género, Educação Ambiental e Cultura de Paz. Através deste “conhecimento adquirido na capacitação, haverá muitas mudanças na comunidade escolar”.

“Aprendemos muita coisa que vai ajudar o Conselho de Escola a trabalhar melhor”, descreveu a encarregada de educação, Gina João Sandramo, agradecendo o Parque Nacional da Gorongosa pela iniciativa e projecto de treinamento de membros do Conselho de escola.

“Aprendemos também sobre a importância de deixar as crianças estudarem. Antes da capacitação, não sabíamos como orientar as crianças como membros do Conselho, mas agora temos conhecimentos de como orientá-las na escola e na comunidade”, acrescentou Gina João Sandramo.

Além de Cheringoma (Mazamba), as capacitações em matérias de gestão escolar com forte participação dos conselhos de escolas, estão a decorrer nos distritos de Nhamatanda (Vinho), Gorongosa (Nhambita, Samora Machel, Madzimachena e Nhandar) como escolas de pilotagem da abordagem que se pretende que seja inovadora.

O Clube da Gorongosa vai continuar a apoiar os Conselhos de Escolas, no âmbito da elaboração participativa dos instrumentos de gestão escolar para focalizar nas necessidades e problemas reais enfrentados localmente, como, por exemplo, apoio na elaboração dos Projectos Políticos Pedagógicos das escolas (PPP’s), os Planos de desenvolvimento das Escolas (PdE’s) e o plano anual de actividades a nível da escola (PdA’s). Estes instrumentos vão inspirar, orientar e inovar os processos de gestão escolar, tornando as escolas mais efectivas e eficazes nas respostas às necessidades e na busca de propostas alternadas de soluções locais com o envolvimento activo de toda a comunidade escolar (gestores de escolas, professores, alunos e alunas, pais/encarregados de educação e a comunidade em geral). (Manuel Gado).

Dondo: “Ainda não somos totalmente adultos enquanto cidade”

“Ainda não somos totalmente adultos enquanto cidade” é o reconhecimento do edil de Dondo diante dos desafios para atender os munícipes, apesar da provisão de serviços básicos como edilidade em desenvolvimento.

Manuel Chaparica reconheceu os desafios na última sexta-feira, durante as celebrações do 39º aniversário da cidade de Dondo, 25 de Julho.

Na ocasião, Chaparica anunciou ter alcançado 84% de execução das metas previstas no plano de actividades do primeiro semestre de 2025, relativamente à provisão de serviços públicos essenciais, embora ainda persistam desafios.

Entre as áreas de avanços destacam-se o abastecimento de água potável, a reabilitação de vias de acesso, a expansão da rede eléctrica e iluminação pública, infra-estruturas sociais. Entretanto, “ainda não somos totalmente adultos enquanto cidade. Estamos a crescer com uma consciência pautada no nosso lugar e nas nossas necessidades reais. Atingir 84% de execução num contexto de escassez de recursos é motivo de encorajamento para continuarmos a trabalhar com mais afinco”, disse Chaparica.

Chaparica compara Dondo de 1986 com o de hoje. “Grande parte da população consumia água de poços. Hoje, [por exemplo] cerca de 83% dos munícipes já têm acesso a água potável”.

Entre os bairros identificados com desafios prioritários ao acesso à água potável, energia eléctrica e estradas consta Thundane que dista 13 quilómetros.

Thundane conta apenas com um fontenário. A zona de Nguto, no bairro de Canhandula, é outra área que carece de atenção.

“Precisamos de olhar não só para as ruas principais, mas também para vias secundárias como a rua de Nhamaiabwe, que dá acesso à zona de Motocross. Nosso desafio é pavimentar essas vias e garantir mobilidade aos moradores”.

No bairro de Mafarinha, Chaparica prometeu mudanças no próximo ano, com intervenções nas vias. Enquanto isso, já decorrem obras na estrada que liga o bairro de Macharrote à escola local para melhorar a circulação de pessoas e bens.

A edilidade procura medidas de segurança, principalmente os moto-taxistas os quais registam casos com indivíduos que se fazem de passageiros para atacar e muitas vezes agindo em duplas.

“A criminalidade é um problema sério, temos feito alguma sensibilização aos moto-taxistas. Recolham mais cedo e evitem fazer longas viagens, sozinhos”, chamou atenção.

O município está a constituir um mercado grossista, estando na fase de aterro no bairro Samora Machel para transferir todos comerciantes apertados nos mercados, incluindo os informais. Até dezembro deste ano poderá começar a movimentação dos comerciantes.

Outra solução quanto à fraca adesão ao mercado de Nhamaiabwe, o município vai introduzir serviços internos como lojas e padaria como forma de garantir o comércio. (Narcísio Cantanha).

ENTRE LÁBIO E VISTA: Família Charumar reage pela primeira vez

Na última terça-feira, o nome Nhamatanda foi citado tantas vezes pela negativa, depois que houve agressão entre duas munícipes da Vila de Nhamatanda por causa de terreno para negócios numa zona não aconselhada, pelo menos não definitivamente no limite com a Estrada Nacional Número Seis (EN6).

Uma perdeu uma parte do lábio, levando-lhe a ser transferida do Hospital Rural de Nhamatanda para o Hospital Central da Beira. Enquanto a outra, filha do edil de Nhamatanda, Inês Charumar luta para salvar a vista segundo a imagem exposta esta noite.

Está escrito numa nota de esclarecimento e de repúdio público partilhada pela equipa de comunicação do Conselho Municipal de Nhamatanda a diferentes grupos de “WhatsApp e na conta oficial do Facebook do edil:

A Família António Charumar João, profundamente consternada com os acontecimentos que recentemente abalaram a tranquilidade da vila de Nhamatanda e da própria família, vem, por este meio, esclarecer publicamente os factos relacionados com a agressão física de que foi vítima a cidadã Inês António Charumar, filha do Edil de Nhamatanda, António Charumar João.

O lamentável episódio ocorreu no passado dia 29 de Julho de 2025, por volta das 19 horas, no 3° bairro 3 de Fevereiro, na vila de Nhamatanda, enquanto a vítima exercia as suas habituais actividades comerciais e de subsistência.

De forma inesperada, a senhora Inês foi violentamente agredida por duas mulheres que, segundo testemunhos recolhidos no local, se dirigiu de forma intencional ao seu ponto de venda com o propósito claro de a atacar.

Durante a agressão, a autora do acto reivindicava o espaço ocupado pela vítima, alegando pretender instalar a sua banca naquele local. No entanto, segundo informações recolhidas, Inês António Charumar ocupa o referido espaço há mais de três meses, tendo sido a primeira a estabelecer ali a sua actividade, ao contrário da agressora, que tentava ali se instalar pela primeira vez.

Tendo sido negado o pedido de ocupação, a agressora, num gesto de extrema violência e descontrolo, atirou um fogão contra a vítima, atingindo-a com gravidade no olho direito, provocando ferimentos sérios e colocando em risco a sua visão. A brutalidade do acto foi presenciada por diversos populares que prontamente acudiram a vítima, socorrendo-a e conduzindo-a a uma unidade sanitária, onde recebeu cuidados médicos urgentes.

A própria vítima confirmou tratar-se de uma agressão deliberada e negou veementemente qualquer envolvimento em actos de provocação que pudessem justificar tal violência. O seu testemunho, aliado ao relato de várias testemunhas oculares, reforça a natureza criminosa e intencional do acto.

Neste contexto, a Família António Charumar João está a acompanhar de perto esta situação e reafirma a sua total disponibilidade para colaborar com os órgãos de justiça, no sentido de garantir que a agressora seja responsabilizada, nos termos da lei.

Entretanto, a família repudia com veemência qualquer forma de violência, sobretudo quando dirigida contra mulheres cidadãs que, com dignidade e esforço, lutam diariamente pelo seu sustento e pelo bem-estar das suas famílias.

A agressão de que foi vítima Inês António Charumar constitui uma grave violação dos direitos humanos, um atentado à dignidade da pessoa humana e um sério golpe aos valores de convivência pacífica que a sociedade moçambicana tanto preza.

Importa sublinhar que Inês António Charumar, para além de filha do Edil, é acima de tudo uma cidadã moçambicana de pleno direito, protegida pela Constituição da República e pelas leis em vigor. Por isso, merece o mesmo respeito, segurança e protecção que qualquer outro membro da nossa comunidade.

Neste momento sensível, a vítima encontra-se a receber acompanhamento médico e psicológico, com apoio directo da sua família, que está a envidar todos os esforços para garantir a sua recuperação integral e o restabelecimento da sua dignidade física e emocional.

Por fim, a Família Charumar dirige um apelo à população de Nhamatanda no sentido de manter a serenidade, evitar julgamentos precipitados e continuar a promover os valores da paz, da empatia, do respeito mútuo e da convivência harmoniosa, elementos essenciais para a coesão social e o bem comum.

Refira-se que esta versão é diferente com aquela apresentada pela vítima de lábio. Para que tem uma versão facilmente pode ficar convencido. Cada um dá-se razão.

O “Profundus” vai acompanhar este caso que já está na justiça. (Muamine Benjamim).

Jornal Profundus

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