Hoje pode ser um dos dias mais curtos da história da Terra – alertam cientistas

Existe aquela sensação generalizada de que um dia não é suficiente para resolver todas as pendências que temos pela frente. Pois, hoje, quarta-feira essa noção poderá se tornar parcialmente verdadeira, porque há uma grande probabilidade de este ser um dos dias mais curtos da história de nosso planeta.

Embora nenhum cientista saiba exactamente o que está por trás desse fenómeno, estudos recentes revelam que o movimento de rotação — aquele que a Terra realiza ao redor de seu próprio eixo — parece estar se acelerando nos últimos 5 anos.

A mudança é tão sútil que não há necessidade de fazer quaisquer ajustes nos ponteiros dos relógios, embora alguns equipamentos mais sensíveis (como satélites ou GPS) possam necessitar de acertos técnicos.

 

Rotação acelerada

O alerta foi feito pelo astrofísico Graham Jones, do site timeandate.com, que realiza medições precisas do tempo com o auxílio de ferramentas avançadas.

Numa publicação, o especialista explica que o movimento completo de rotação da Terra dura exactamente 86.400 segundos — o equivalente a 24 horas.

No entanto, desde 2020, o planeta parece estar mais apressado.

Nos períodos de verão no Hemisfério Norte e inverno no Hemisfério Sul, ele tem concluído a rotação alguns milissegundos mais rápido do que o esperado.

Para colocar em perspectiva, um milissegundo é algo muito ligeiro e equivale a 0,001 segundo. Uma piscada de olho demora 100 milissegundos. E uma batida de asas da abelha leva ao redor de 5 milissegundos.

Mas voltemos à discussão do momento: segundo Graham, antes de 2020, o dia mais curto até então registrado por relógios atómicos (que fazem uma medição muito precisa do tempo) teve -1,05 milissegundos.

Na prática, isso significa que a rotação completa no próprio eixo foi concluída momentos antes do relógio completar os 86,400 segundos.

E isso tem se repetido com frequência recentemente: nos últimos anos, esse encurtamento do dia se repetiu todos os anos.

Foram registados -1,66 milissegundos em 5 de julho de 2024 (o novo recorde), além de -1,47 em 9 de julho de 2021, -1,59 em 30 de junho de 2022 e -1,31 em 16 de junho de 2023.

Os especialistas projectam que essa “perda de tempo” deve se repetir agora em 2025.

E, segundo Jones, isso pode acontecer em três datas específicas nas próximas semanas: 9/7, 22/7 e 5/8.

Nesses dias, a Lua está mais afastada da Linha do Equador e exerce uma menor influência gravitacional.

E a predição é que a rotação se conclua entre -1,30 a -1,51 milissegundos nessas datas estipuladas.

 

Por que isso está acontecendo?

Mas, afinal, o que explica essa “pressa” da Terra?

Os cientistas ainda não têm muita certeza sobre isso. Num artigo escrito por Jones no site timeandate.com, são citadas algumas possíveis explicações.

“Variações de longo prazo na velocidade de rotação da Terra podem ser afectados por uma série de factores, como os movimentos complexos do núcleo do planeta, os oceanos e a atmosfera”, escreve ele.

O facto de termos relógios atómicos capazes de medições mais precisas apenas a partir dos anos 1950 também dificulta o entendimento dessa dinâmica ao longo de um período mais prolongado.

No mesmo texto, o pesquisador Leonid Zotov — descrito como uma autoridade global nos movimentos de rotação da Terra — admite que ninguém esperava um fenómeno desses.

“A maioria dos cientistas acredita que isso tem algo a ver com o interior do planeta. Modelos oceanográficos e atmosféricos não são suficientes para explicar essa grande aceleração”, pontua o especialista, que atua na Universidade Estadual de Moscou, na Rússia.

Zotov projecta que a tendência para os próximos anos é de uma reversão do fenómeno. Com isso, o planeta que habitamos vai entrar numa fase de desaceleração.

Em entrevista ao programa Today, da BBC Radio 4, no Reino Unido, a professora Hannah Fry observou que, “ao longo da História, nós sempre definimos nosso tempo pelo ritmo de rotação da Terra”.

“Mas nosso planeta não é lá muito bom em termos de medição do tempo. Afinal, habitamos uma pedra meio desengonçada que flutua no espaço”, brincou ela, que é professora de entendimento público da Matemática na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Fry destaca que a rotação não é um movimento consistente e sofreu variações importantes ao longo das eras geológicas.

“O planeta costumava girar muito mais rápido no passado. A gente pode ver isso ao analisar corais ancestrais e contar os anéis internos que eles apresentam, de uma forma parecida ao que fazemos com as árvores”, explica ela.

“Há cerca de 430 milhões de anos, tínhamos 420 dias ao longo de um ano”, exemplifica ela.

“Ou seja, havia muito mais noites entre um aniversário e outro.”

A percepção de tempo

Já para o filósofo Julian Baggini, que escreveu sobre como o conceito de tempo é percebido por diferentes culturas, a experiência humana sobre o tempo é muito distinta do entendimento científico puro.

“Na Física, não há presente, passado ou futuro. Tampouco há uma direcção para a qual o tempo está indo”, avaliou ele, também em entrevista ao programa Today da BBC Radio 4.

No entanto, continua o filósofo, há uma enorme variação cultural na forma como observamos o passar de anos, estações do ano, meses, semanas, dias, horas, minutos, segundos — e, por que não, milissegundos.

“É interessante pensar que nós, seres humanos, experimentamos o momento presente, como outros animais. Mas, ao mesmo tempo, temos essa noção de futuro e de passado, de planejar e de preservar memórias”, reflecte ele.

Por fim, Baggini destaca que, em diferentes momentos da História, a forma de perceber o tempo variou bastante.

“No mundo ocidental contemporâneo, temos essa noção do tempo ter uma direcção, um propósito.”

“Na época de Cristo, o tempo era visto como um caminho para a salvação.”

“Já comunidades tradicionais encaram essa passagem através dos ciclos: o nascer e o pôr-do-sol, as estações do ano…”

“Era uma ideia de que tudo volta onde estava antes”, conclui ele.

9 de julho: Por que este deve ser um dos dias mais curtos da história da Terra – BBC News Brasil

O homem imaturo no mar do conhecimento

Por Rosário Phoinde

Este texto não é sobre caranguejo, é sobre o Homem com a natureza deste animal. O caranguejo no mundo do conhecimento traz consequências negativas para as gerações futuras, porque não dá nenhuma direcção aos jovens.

O caranguejo quando é tocado pela frente, volta para atrás e vice-versa, fazendo assim desnortear o sentido real da vida em vários aspectos na construção do mundo próspero. Mas este animal aquático em algumas ocasiões sofre influências por certos agentes.

O caranguejo pode ter uma direcção real e destino bem almejados, mas pela natureza das atitudes dos agentes deixam-no sem destino, servindo de um objecto simples guiado pela ventania humana.

O caranguejo tem vistas finas, mas vê tudo. Então quem é você que não sabe aproveitar este animal com a visão de observar todas as ondas do amar, por inveja?

Actualmente, temos muitos agentes exógenos que fazem o caranguejo desnortear-se no seu destino real. Criam maus tempos, onde surgem TSUNAMI, ciclones IDAI, KENNETH, GUAMBE, DINEU, ANA, FREDDY e TERRAMOTOS para o animal não avançar.

Os objectivos destes agentes exógenos é de ver o caranguejo a não progredir e não transmitir os seus saberes as futuras gerações. Só pretendem que o animal obedeça o sentido contrário, onde a inveja, o ódio, o boato, as fofocas, as calúnias, o abuso de poderes são seus pilares.

Mas na vida real, quem é o tal caranguejo? E quais são os agentes exógenos perante este animal? Será que existe este animal na sua área de inserção? E como fazer para te deixar tomar o seu rumo de livre pensar?

II FASE: Gorongosa vai vacinar mais de 126 mil crianças contra a poliomielite

Leões devoram gado bovino em Caia

Três cabeças de gado bovino foram devoradas por leões nas comunidades de Nhacalere e Npswintha, na localidade administrativa de Licoma, posto administrativo de Sena, distrito de Caia, em Sofala.

As comunidades falam de ter visto três leões que circulam nas proximidades o que cria insegurança.

Segundo relatos locais, em apenas uma semana, três cabeças de gado foram devoradas. O caso mais recente aconteceu na última sexta-feira, quando um leão atacou dentro de um curral, uma cabeça de gado, arrastando-a pela mata na zona de Nhacalere.

O director da Escola Básica de Ganunga, Lucas António Olesse confirma a preocupação da segurança local apontando os leões, por isso, pede medidas urgentes.

A circulação de leão também coloca em perigo a vida das pessoas.

Caia está próximo das Coutadas 7, 9 e 12, hoje, numa nova fase de regeneração. (Rosário Ntepa).

PADRES TAMBÉM SOFREM: O Grito silencioso da Solidão

Por Rosário Ntepa

A morte de um padre por suicídio é uma dor imensa e, ao mesmo tempo, um grito silencioso que a Igreja não pode ignorar. É como se, de repente, caísse a cortina do que muitos não querem ver: que por trás da batina há um homem. Um homem que ama, que serve, que dá a vida — mas que também sente, sofre e, às vezes, se esgota.

O sacerdote não deixa de ser homem ao ser ordenado. Ele continua tendo corpo, mente, alma, limites e fragilidades. Ele sente solidão. Ele carrega o peso de decisões difíceis, a responsabilidade de conduzir uma comunidade, o olhar crítico constante. Às vezes, tudo isso sem ninguém com quem desabafar de verdade.

O padre é muitas vezes cobrado por ser irrepreensível, sorridente e perfeito: Se ele parece cansado, julgam; e se recolhe, criticam; se não visita todas as casas, é acusado de preferência; e se busca ajuda, dizem que é fraco. Mas quem carrega a cruz sem Cireneu pode desabar.

No sábado, 5 de julho de 2025, padre de 35 anos, Matteo Balzano, da Diocese de Novara (Itália), foi encontrado sem vida na residência paroquial. Segundo as informações oficiais, tirou a própria vida.

Naquela manhã, os fiéis esperavam pelo padre Matteo para a missa, mas não apareceu e não atendeu ao telefone.  Seu corpo foi encontrado no apartamento anexo à paróquia.

Antes do seminário, Matteo era especialista aeronáutico. Na Diocese, actuou em diversas paróquias e no Centro Vocacional Diocesano. Era um jovem cheio de sonhos e vontade de servir a Deus.

Os Sacerdotes são homens que, de forma livre, abraçam a missão de tornar Deus presente no mundo. São pessoas de quem muito se espera e pouco se perdoa.

Trata-se de uma notícia que deveria provocar uma séria reflexão: a urgência de apoio psicológico, de proximidade entre padres e de cuidado dos superiores. Há sofrimento entre os clérigos, e muitas vezes, é silenciado. Quando a tragédia acontece, chora-se. Mas já é tarde.

O Vaticano de Osvaldo Kaholo

Por Júnior Rafael

Em tempos onde a obediência é premiada e o pensamento crítico é criminalizado, contar a história de Osvaldo Kaholo, jovem angolano, é mais do que um ato de memória — é um gesto de resistência. Ele foi militar, professor universitário assistente, e hoje, por ter-se recusado a calar frente às injustiças, é padeiro. Mas não se engane: não é um rebaixamento, é uma reinvenção. O regime que tentou silenciá-lo não conseguiu arrancar-lhe a dignidade, apenas o deslocou do quartel e da sala de aula para um novo campo de batalha — o forno.

Osvaldo foi expulso das Forças Armadas Angolanas não por incompetência ou indisciplina, mas por algo que o autoritarismo teme profundamente: consciência social. Ao recusar-se a compactuar com o silêncio institucional sobre as desigualdades e as violações contra os marginalizados, tornou-se um “inimigo interno”. Mais tarde, quando encontrou refúgio na academia, esperava-se que se limitasse ao papel decorativo de docente domesticado. Mas, novamente, ousou ensinar mais do que datas e teorias: ensinou liberdade. Resultado? Foi também afastado da universidade.

Essa sequência de represálias não é acidental, mas sintomática. O regime angolano, como muitos outros na África e no mundo, prefere os corpos que marcham às mentes que questionam. Temem o verbo mais do que o fuzil, porque o verbo é semente. Quando alguém como Osvaldo se recusa a se curvar, torna-se um espelho perigoso para os que ainda tentam levantar a cabeça.

Hoje, Osvaldo faz e vende pão. Uma actividade humilde, sim, mas profundamente simbólica. O pão que amassa com as próprias mãos carrega uma carga política mais potente do que muitos discursos de palanque: é o pão da sobrevivência, da dignidade, do “eu não me vendi”. É pão que não alimenta apenas estômagos, mas consciências. Seu gesto cotidiano de trabalho é, também, uma declaração de princípios.

Em Angola — e em muitos países de nossa África e da América Latina — ser pobre e rebelde é considerado crime. Ter opinião é afronta. E por isso é preciso reafirmar: Osvaldo não foi vencido. O regime apenas o empurrou para onde ele fosse menos “ameaça”. Mas o que não entendem é que quem carrega a verdade dentro de si pode ser preso, expulso, silenciado — mas nunca destruído.

Este é um chamado à memória e à solidariedade. É também um alerta. Porque regimes que expulsam seus pensadores e premiam os bajuladores estão condenados a ruir. E enquanto isso não acontece, Osvaldo seguirá, com farinha nas mãos e verdade nos olhos, lembrando-nos que o pão mais precioso é aquele feito com dignidade.

EN1: Um órfão abandonado

Por Júnior Rafael

Num país onde os discursos políticos se sobrepõem à realidade e os governantes parecem estar em constante negação ou actuação, a controvérsia sobre a reabilitação da Estrada Nacional Número (EN1) em Moçambique tornou-se mais do que uma disputa orçamentária — tornou-se o espelho das incoerências do Estado.

De um lado, temos o ex-ministro das Obras Públicas, do governo passado, que, antes de abandonar o cargo, afirmava com convicção que havia dinheiro para reabilitar a N1. Chegou a anunciar datas, falar com a segurança de quem conhece os cofres do Estado e até alimentar esperanças em milhares de moçambicanos que vêm na N1 mais que asfalto — vêm dignidade, circulação económica, mobilidade e desenvolvimento.

Do outro lado, surge o novo ministro do governo de Chapo, que assume o cargo e, com ar técnico e discurso realista, declara que embora o desejo político exista, os meios financeiros não acompanham a vontade. Traduzindo: não há dinheiro.

E o povo, no meio, pergunta-se: quem está a mentir? Quem brinca com as nossas esperanças? Quem detém a verdade?

Essa contradição revela dois problemas estruturais:

  1. A falta de continuidade governativa séria. Quando um ministro diz “há dinheiro” e o seguinte diz “não há”, isso mostra que a transição política, longe de ser técnica, é feita sem responsabilização e sem respeito pelo povo. Não se trata de apenas mudar nomes nas pastas, mas de dar sequência coerente às promessas feitas em nome do Estado.
  2. A manipulação política da informação pública. Usar a N1 como ferramenta de campanha, como moeda de esperança ou como símbolo de governabilidade é, no mínimo, desonesto. Pior: é cruel para quem depende daquela estrada para viver, para escoar produtos, para aceder a hospitais e escolas.

Agora, cabe-nos perguntar com firmeza: se há vontade e não há dinheiro, onde está a prioridade orçamental? Como se justificam gastos milionários em desfiles, palácios, viaturas de luxo e estruturas partidárias, passeios com chama da unidade, enquanto o país literal e simbolicamente se quebra ao meio pela deterioração da sua via principal?

Ou talvez a resposta esteja naquilo que nenhum dos ministros ousou dizer com clareza: o problema não é só dinheiro — é gestão, é transparência, é vontade política real. Porque dinheiro existe para aquilo que se considera urgente, e a N1, para quem governa distante da poeira e dos buracos, talvez não seja.

Neste jogo de versões, o povo fica como sempre ficou: esquecido. O debate já não é sobre betão ou quilómetros asfaltados. É sobre respeito. E infelizmente, isso nem o ministro antigo nem o novo parecem ter trazido no bolso.

Quando o Estado se torna o principal violador dos Direitos Humanos

Por Júnior Rafael

Num país como Moçambique, em que as instituições deveriam ser defensoras do povo, é doloroso constatar que, em muitos momentos, elas se transformam no próprio instrumento de repressão. Enquanto os discursos oficiais culpam as “intempéries” – como secas, cheias ou crises económicas globais – pelas dificuldades enfrentadas pela população, ignora-se deliberadamente o verdadeiro agente violador dos direitos humanos: o próprio Estado.

É preciso dizer com todas as letras: se as intempéries violam os direitos humanos, então aquele que dispara gás lacrimogéneo em manifestações pacíficas, aquele que atira contra civis desarmados, aquele que persegue vozes críticas e silencia jornalistas está a violar muito mais do que o clima ou o ambiente jamais conseguiria. Está a ferir a dignidade humana, está a subverter a Constituição e está a deslegitimar completamente o contrato social entre o povo e quem governa.

A Constituição da República de Moçambique, no seu artigo 40, garante o direito à vida e à integridade física e moral. O artigo 52 assegura o direito de reunião e de manifestação pacífica. No entanto, quantas vezes vimos esses direitos serem esmagados sob as botas de um regime que teme mais a liberdade de expressão do que a própria pobreza que ele perpetua?

O uso indiscriminado da força – com gás lacrimogéneo, balas reais e prisões arbitrárias – não é uma exceção. Tornou-se método. Tornou-se política de Estado. Tornou-se a linguagem do medo. E quando o Estado governa pelo medo, deixa de ser democrático e passa a ser autoritário, mesmo que se esconda atrás de eleições e protocolos internacionais.

A desculpa das “intempéries” é conveniente porque é impessoal. Culpa a natureza, o acaso, o destino. Mas quando uma criança morre porque a escola foi destruída não por um ciclone, mas por negligência estatal; quando um jovem é morto por protestar contra o custo de vida; quando um jornalista desaparece por investigar a corrupção – isso não é obra do clima. É obra de mãos humanas. É violência com assinatura institucional.

A comunidade internacional, muitas vezes cúmplice por omissão, finge surpresa. Mas os relatórios estão aí: da *Amnistia Internacional*, da *Human Rights Watch*, da *Freedom House*. Todos apontam para os mesmos abusos, para as mesmas práticas sistemáticas de repressão. E ainda assim, poucos se atrevem a levantar a voz. E quando o povo levanta, recebe por resposta gás e bala.

Portanto, é preciso reverter a narrativa. O maior desastre em Moçambique não são as intempéries climáticas. É o desastre moral de um Estado que violenta seus próprios cidadãos enquanto esconde suas mãos atrás da retórica do progresso e da estabilidade.

Enquanto houver impunidade para os que atiram, e silêncio para os que mandam atirar, a verdadeira tempestade não virá das nuvens, mas das estruturas de poder que esquecem que o povo não é inimigo – é o dono legítimo da nação.

Município do Dondo reabilita mais de 2.000 metros de estradas com apoio de parceiros

O Município do Dondo, na província de Sofala, está a reabilitar mais de 2.000 metros de estradas pavimentadas, num investimento de 69.001.834,79 meticais do Fundo de Investimento Autárquico (FIA) e do Banco Mundial. As obras abrangem três principais troços rodoviários localizados nos bairros Dondo Sede e no limite com a rua da Papeline, incluindo valas de drenagem, cujo objectivo é garantir a circulação de pessoas e bens com segurança e durabilidade das vias.

Trata-se de pavimentação de 500 metros de estrada nos troços Praça dos Trabalhadores à Av. 25 de Setembro e Praça dos Trabalhadores à Biblioteca Municipal, incluindo drenagem, num investimento de 16.379.508,59 do mesmo financiador e tempo de término das obras. “Neste momento, as valas estão a ser abertas. Dentro de dias, vai se iniciar o tratamento da base para o assentamento de pavês”, explicou o presidente do Conselho Municipal, Manuel Chaparica, durante uma visita às obras.

Também há reabilitação decorre na estrada com pavês no troço Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI) – Morgue até ao cruzamento com a AV. 25 de Setembro, numa extensão de 552 metros, incluindo revestimento de vala de drenagem, num gasto de 34.544.941,20, para em quatro meses, portanto, até setembro próximo com o financiamento do Banco Mundial. “Estamos a trabalhar numa extensão de 552 metros com qualidade superior”, sublinhou Chaparica, destacando os padrões de execução.

A outra pavimentação é de 1.000 metros da estrada da cadeia, incluindo revestimento de vala de drenagem, com um financiamento de 18.067.385 de meticais do FIA. Iniciada no dia 18 de março deste ano, as obras vão até o dia 18 de janeiro de 2026, portanto, dez meses. “Acreditamos que a resiliência e qualidade do trabalho nesta estrada serão notáveis”, afirmou, reiterando o cumprimento rigoroso das normas técnicas e financeiras exigidas pelos parceiros de financiamento.

O edil também destacou que o financiamento do Banco Mundial e FIA faz parte do apoio programado para o período 2024-2029, com o objectivo de melhorar a mobilidade urbana e as condições de vida da população do Dondo. (Narcísio Cantanha).

População de Nharugue e Cassume exige serviços básicos

A população dos povoados de Nharugue e Cassume, no posto administrativo de Mulima, no distrito de Chemba, exige serviços básicos. A exigência foi apresentada ao administrador distrital durante uma visita local, no âmbito da governação aberta.

Durante uma visita do administrador distrital de Chemba, Bento Conde Zeca, os residentes exigiram com urgência a construção de um Centro de Saúde, a conclusão das escolas secundárias de Mulima e Cassume, a reabilitação de estradas terciárias, a expansão da energia eléctrica, fontes de abastecimento de água e a instalação de antenas de telefonia móvel para melhorar a comunicação.

Na ocasião, Bento Zeca reconheceu a legitimidade das preocupações e assegurou que o governo local está a trabalhar para garantir a provisão destes serviços.

Sobre a paralisação das obras na Escola Secundária de Mulima, explicou que o caso já se encontra nas instâncias judiciais. Relativamente à escola de Cassume, prometeu buscar mecanismos para responsabilizar o empreiteiro que abandonou.

Lembre-se que a visita decorre no âmbito da iniciativa de governação aberta cujo objectivo é auscultar directamente as necessidades das comunidades. (Rosário Phoinde).

Jornal Profundus

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