Gorongosa leva palestras sobre floresta para Chidanga

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) fez, ontem, sábado, palestras sobre “floresta e economia” Chidanga, dentro da vila de Inhainga, interior do distrito de Cheringoma, alusiva ao Dia Mundial das Florestas, 21 de Março. O objectivo do evento é chamar à consciência da comunidade para melhores práticas, garantindo florestas e economia.

Na província de Sofala, as queimadas descontroladas, urbanização; comércio ilegal de madeira; produção de carvão; e abertura de áreas para a prática de agricultura itinerante estão entre as causas do desflorestamento. Consequentemente, há erosão dos solos, seca, perda da biodiversidade (aumento do risco de extinção/desaparecimento de animais selvagens), alteração do clima e aumento da pobreza (pois não se terá o carvão, lenha, frutos silvestres).

No Dia Mundial das Florestas, no terreno, os membros do Governo, da comunidade e profissionais do Parque plantaram, mostrando o exemplo que deve ser diário.

No distrito de Cheringoma, há esforços significativos para reflorestar e conservar a Biodiversidade.

O governo com o apoio de parceiros como PNG criou a Área de Conservação Comunitária de Cheringoma, com 36 mil hectares, visando empoderar as comunidades locais na gestão de recursos naturais e promover actividades sustentáveis como agricultura, pesca e ecoturismo.

Na ocasião, 246 participantes do evento plantaram 320 mudas de diferentes espécies como Chanfuta, Unbaua, Tamarindo, Graviola, Acácias e Panga-Panga, reiterando a necessidade desta prática continua.

O supervisor distrital do Programa de Educação para a Conservação do Meio Ambiente do PNG, Lucumane Agy, apresentou algumas iniciativas sendo implementadas no distrito de Cheringoma: “apoiar iniciativas de reflorestamento e conservação; promover a educação ambiental e a consciencialização sobre a importância da preservação florestal; e defender a transparência na gestão de recursos naturais e a justa distribuição de benefícios para as comunidades locais.

O caso de Sofala, não se exclui a Serra de Gorongosa, que é uma montanha coberta por uma grande floresta tropical e abriga espécies que podem não ser encontradas em nenhum outro lugar do mundo.

A Serra da Gorongosa é importante não só pelas suas espécies endémicas, mas também porque representa uma grande parte da captação de água do Parque. A floresta tropical absorve humidade durante a estação chuvosa e rega as vastas planícies da Gorongosa durante a estação seca.

Através do lema deste ano “Florestas e Economia” entende-se que o verdadeiro desenvolvimento só é possível quando a prosperidade financeira anda de mãos dadas com a preservação ambiental. É um chamado para transformar a relação entre a sociedade e natureza em algo equilibrado, duradouro e justo. (Muamine Benjamim).

Gorongosa leva palestras sobre floresta para comunidade de Mussinhâ

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) fez, ontem, sábado, palestras sobre “floresta e economia” na comunidade de Mussinhâ, interior do distrito de Gorongosa, alusiva ao Dia Mundial das Florestas, 21 de Março. O objectivo do evento é chamar à consciência da comunidade para melhores práticas, garantindo florestas e economia.

No terreno, os membros do Governo, da comunidade e profissionais do Parque plantaram, mostrando o exemplo que deve ser diário.

O supervisor distrital do Programa de Educação para a Conservação do Meio Ambiente do PNG, Samuel Figueira, explicou sobre a necessidade de continuar a consciencializar a comunidade para melhores práticas ambientais, reconhecendo que continuam desafios: “Embora os trabalhos de consciencialização estejam a ser desenvolvidos, ainda prevalecem principalmente as queimadas descontroladas e o abate das árvores. Essas duas práticas são mais frequentes nas comunidades, por conta da agricultura, na abertura de novas áreas de produção, na produção de colmeias e no fabrico de carvão”.

São essas acções que “nos levam a continuar a fazer palestras de modo a chamar à consciência da comunidade para abandonarem as más práticas”.

O supervisor distrital do Programa de Educação para a Conservação do Meio Ambiente do PNG apelou à comunidade de Mussinhâ a optar pelas melhores práticas que contribuem para a redução do devastamento das florestas, abandonando a prática tradicional de agricultura, optando pela agricultura de conservação, não abater as árvores e abandonar a prática das queimadas descontroladas e continuar com o reflorestamento das áreas degradadas.

Há muitas coisas práticas que a comunidade de Mussinhâ não sabia.

“Aprendi muita coisa, principalmente sobre a conservação. Aprendi que para conservação, devemos plantar as árvores e abandonar a prática das queimadas descontroladas. Apelo aos que não participaram no evento a conservarem o nosso meio natural e abandonar as más práticas que destroem a floresta”, disse a residente de Mussinhã, Tina Francisco Dunquene.

Marcelino Guezane Chaiabande já sabia sobre o dia. “Hoje recordamos sobre o que temos aprendido sobre o reflorestamento. Aprendi que devemos conservar hoje para garantir as futuras gerações; aprendi que a nossa vida também depende do meio ambiente, da floresta do ar que respiramos e muito mais; devemos plantar árvores, abandonar as práticas de queimadas descontroladas; devemos optar pelas queimadas frias, para podermos conservar a nossa natureza. Daqui para frente, vou chamar atenção da comunidade sobre a importância do reflorestamento, para haver mudança de comportamento”.

Atraves do lema deste ano “Florestas e Economia” entende-se que o verdadeiro desenvolvimento só é possível quando a prosperidade financeira anda de mãos dadas com a preservação ambiental. É um chamado para transformar a relação entre a sociedade e natureza em algo equilibrado, duradouro e justo.

“Não devemos cortar as árvores, se derrubarmos árvores devemos substituir, plantando outra. Daqui para frente, vamos sensibilizar a nossa comunidade para abandonar as práticas nocivas a floresta para que haja mudança de comportamento comunitário”, disse Fazminha António Candeeiro. (Ana Cleta de Lopes Coimbra).

Há secretismo das auscultações da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo?

Não há relatórios publicados sobre as auscultações realizadas na primeira fase, bem como os relatórios de progresso dos dez grupos de trabalho temáticos, com a obrigação legal de entrega de relatórios mensais. Mesmo assim, a Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo (COTE) iniciou a segunda fase.

A Sociedade Civil, por exemplo, o Centro de Integridade Pública (CIP) manifestou preocupação.

O CIP faz lembrar que a segunda fase de auscultação, iniciada no passado dia 10 de março e com foco particular nas zonas rurais, ocorre num momento crítico para o país, marcado pela necessidade de consolidar a estabilidade política e responder às tensões sociais decorrentes do período pós-eleitoral de 2024. Desta forma, o processo de diálogo nacional deve ser encarado como aquele que representa uma oportunidade relevante para promover reformas estruturais e reforçar a confiança nas instituições públicas.

Mas “esta oportunidade corre o risco de ser comprometida por um défice de transparência que fragiliza a credibilidade e a legitimidade do próprio processo de diálogo, nomeadamente pela falta de publicação de dois resultados preliminares referentes à primeira fase de auscultações, que decorreu entre outubro a dezembro de 2025, e dos relatórios mensais dos grupos de trabalho, que permitam, designadamente: (i) aferir a transparência do processo; (ii) rastreabilidade das propostas em discussão; (iii) possibilidade de escrutínio público informado; e (iv) qualidade da participação cidadã”.

Afinal, “num processo que poderá culminar em reformas legislativas e, sobretudo, de natureza constitucional, a participação pública não pode limitar-se à recolha de opiniões, por meio de auscultações e de realização de trabalhos bibliográficos não sujeitos à divulgação e consumo público. É necessário que haja mecanismos que permitam aos cidadãos compreender como as suas contribuições são tratadas, integradas ou rejeitadas. Sem acesso à informação estruturada, a participação torna-se meramente formal, esvaziando o princípio de cidadania informada e comprometendo a legitimidade das decisões finais”.

O modelo institucional da COTE assenta em três pilares fundamentais: participação pública, através de auscultações; produção técnica, por via dos grupos de trabalho; e deliberação política, conduzida pelos actores institucionais competentes.

Os relatórios de progresso constituem o principal instrumento de ligação entre estes três níveis. É através deles que se assegura: coerência entre contributos recolhidos e propostas formuladas; transparência sobre o trabalho técnico desenvolvido; responsabilização dos actores envolvidos. A sua não divulgação compromete este equilíbrio institucional e cria um vazio de informação que impede o acompanhamento independente do processo com o risco de repetição de práticas que fragilizam reformas, sendo que momento crítico como este exige abertura e prestação de contas. (Profundus).

Chemba: 20 casas destruídas e 60 famílias afectadas pelas inundações

O Comité Operativo de Emergência (COE) do Distrito de Chemba foi reactivado na noite de ontem, sábado, para responder à situação de inundações que afecta a sede distrital, devido ao transbordo da lagoa n’tunga, motivado pelas águas do rio Zambeze.

Durante a reunião, o Director do Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas, Vânio António Mujaide, apresentou uma avaliação preliminar do impacto da calamidade, indicando 60 famílias afectadas e cerca de 20 habitações de material precário desabadas.

O presidente do COE Distrital, Bento Conde Zeca, apelou à seriedade e ao compromisso de todos os membros, sublinhando a necessidade de intensificar o trabalho no terreno para dar resposta eficaz à emergência.

O dirigente encerrou a reunião com uma chamada firme à acção “mãos à obra”, reforçando o compromisso colectivo de actuar de forma contínua, com foco na disseminação de avisos à população, assistência às famílias afectadas e mitigação dos impactos das inundações. (Rosário Phoinde).

Programa SLDP entrega 434 máquinas entre moagens, motobombas e debulhadores

O Programa de Desenvolvimento de Meios de Vida Sustentáveis para Comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável Sustainable Livelihoods Development Program  (SLDP) implementado pelo Parque Nacional da Gorongosa (PNG), Resilience e Right To Play, continua a surpreender as comunidades dos distritos de Gorongosa, Nhamatanda, Dondo, Marìngué, Cheringoma e Muanza. Está a entregar 434 equipamentos como quatro moagens, 100 motobombas, 232 debulhadoras de milho, oito armazéns, dez sensores de humidade, 24 balanças, 22 lonas, duas multicultivadoras, nove máquinas de processamento de amendoim, duas máquinas de processamento de farinha de mandioca, além de reabilitar uma represa de água para impulsionar a agricultura e rendimentos financeiros a 640 beneficiários.

Os distritos de Dondo e Nhamatanda já receberam os equipamentos nos dias 09 e 11 deste mês, (segunda-feira e quarta-feira), respectivamente.

O distrito de Gorongosa vai receber o maior número (105) de equipamentos, sendo 40 debulhadores, das quais 15 são a gasolina e 25 funcionam manualmente, dois armazéns, duas moagens, quatro multicultivadoras, 16 balanças, oito lonas, três sensores de humidade, 30 motobombas solares.

Na segunda posição em termos de número de equipamento está o distrito de Nhamatanda que já recebeu 91 equipamentos: duas máquinas de processamento de amendoim, 50 debulhadores de milho sendo 15 a gasolina e 35 funcionam manualmente, um armazém, uma multicultivadora, seis balanças, quatro lonas, dois sensores de humidade e 25 motobombas solares.

Cheringoma ocupa a terceira posição. De acordo com o documento de distribuição de equipamento elaborado pela Resilience Mozambique, a que o “Profundus” teve acesso, o distrito de Cheringoma vai receber duas máquinas de processamento de amendoim, 43 debulhadores de milho, sendo oito a gasolina e 35 que funcionam manualmente, um armazém, uma reabilitação de uma represa de água, quatro balanças, duas lonas, 15 motobombas solares e um sensor de humidade, num total de 69 equipamentos.

O distrito de Dondo já recebeu duas máquinas de processamento de amendoim, 33 debulhadores sendo oito gasolina e 25 que funcionam manualmente, um armazém, uma máquina de processamento de farinha de mandioca, seis balanças, quatro lonas, dois sensores de humidade e dez motobombas, nu total de 59 equipamentos.

Marìngué vai receber uma máquina de processamento de amendoim, 33 debulhadores de milho, sendo oito a gasolina e 25 que funcionam manualmente, dois armazéns, duas moagens, uma máquina de processamento de farinha de mandioca, quatro balanças duas lonas um sensor de humidade e dez bombas solares, num total de 56 equipamentos.

Muanza vai receber duas máquinas de processamento de amendoim, 33 debulhadores, sendo oito a gasolina e 25 que funcionam manualmente, um armazém, uma máquina de processamento de farinha de mandioca, quatro balanças, duas lonas, um sensor de humidade e dez motobombas solares. No total, 54 equipamentos.

A entrega dos equipamentos é consoante a necessidade de cada distrito e capacidade produtiva.

 

O caso de Dondo

 

A cerimónia de entrega dos equipamentos foi presidida pelo governador da província de Sofala, Lourenço Bulha. É o mesmo evento com o qual foram entregues 300 kits de sementes compostos por cinco quilogramas de milho, um tractor, dois quilos de feijão vulgar e 50 gramas de sementes de hortícolas, de tomate, de couve, de cebola, de alface e de quiabo a 300 famílias, no âmbito do Programa Inclusivo de Desenvolvimento da Cadeia de Valor Agro-Alimentar (PROCAVA).

Na ocasião, o Parque, especificamente, apoiou 26 produtores, sendo 13 homens e 13 mulheres com equipamentos acima mencionados destinados à produção, processamento e armazenamento de produtos agrícolas.

“Fizemos a entrega de equipamentos de produção e apoio à comercialização para reduzir perdas pós-colheita e facilitar o acesso ao mercado. Estes meios são destinados aos produtores assistidos pelo Parque Nacional da Gorongosa no âmbito do projecto SDLP”, explicou o director da Resiliência Moçambique, Cláudio Gundana.

O apoio inclui um modelo de comparticipação, em que os produtores contribuem com 30% do valor do equipamento, enquanto o projecto financia 70%, promovendo maior apropriação e incentivando o uso dos meios como fonte de rendimento.

A introdução de sistemas de irrigação solar surge como solução sem poluição ambiental ao substituir combustível em zonas onde não há energia eléctrica.

“Estamos a incentivar os produtores a capitalizarem as pequenas áreas que possuem, uma vez que estão na zona tampão onde é difícil expandir as áreas de cultivo. Com isso, apostamos em tecnologias que aumentem a produtividade”, explicou Gundana.

Com este apoio, o SLDP projecta aumento da produção e devido armazenamento, consequentemente, melhoraria a renda das famílias e as condições de vida das comunidades rurais.

Por exemplo, a máquina de processamento de amendoim vai ajudar a jovem Leonilde Celestino a projectar-se na vida.

“Para ter a máquina, comparticipei com 30% do valor. A máquina custa cerca de 65 mil meticais. Antes vivia de trabalhos ocasionais, mas agora sinto que tenho oportunidade para começar o meu próprio negócio,” disse a jovem de 27 anos.

A beneficiária de uma debulhadora de milho, Maria Matambudja, destacou a redução do esforço físico no trabalho agrícola. “Antigamente sofríamos muito porque tínhamos de bater os sacos manualmente e até as crianças ajudavam. Agora, com a máquina, conseguimos debulhar vários sacos em pouco tempo.”

Manuel Wabua, de 29 anos, da localidade de Savane, recebeu uma máquina de processamento de mandioca. “Antes fazia este trabalho com uma máquina manual e levava muito tempo para produzir. Com esta máquina, posso produzir mais de cinco sacos por dia, beneficiando não só a minha família, mas também outras pessoas da comunidade.”

Em cinco anos, (2022 -2027), o SLDP centra-se na melhoria das condições socioeconómicas das comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável, aplicando um financiamento de 20 milhões de Euros (cerca de 1.280.000.000 de meticais). O plano é abranger 45.000 beneficiários directos, dos quais 15.000 produtores do sector familiar e 30.000 membros das comunidades alcançadas pelas campanhas de sensibilização em matérias de nutrição e Água, Saneamento e Higiene, Water Sanitation and Hygiene  (WASH). (Narcísio Cantanha).

ADEMO lança “Vozes e Cores da Gorongosa” pelo artesanato

Os distritos de Gorongosa e de Nhatamanda acolhem o Projecto “Vozes e Cores da Gorongosa” pelo artesanato “empoderamento e sustentabilidade no turismo local”, a ser implementado pela Associação dos Deficientes Moçambicanos (ADEMO). O lançamento da iniciativa já foi feito na última quarta-feira, na vila distrital de Gorongosa, juntando representantes de estâncias turísticas.

A ADEMO está entre as cinco Organizações Não-Governamentais (ONGs) africanas aprovadas para subsídios históricos no turismo comunitário.

O processo rigoroso resultou na selecção de Moçambique através de “Vozes e Cores da Gorongosa, Namíbia, Tanzânia e Ruanda com duas ONGs, completando as cinco. Estes países vão receber subsídios sob o programa de pequenas subvenções para turismo ao desenvolvimento rural. Cada projecto foca no fortalecimento de capacidades entre artesãos, mulheres, jovens e comunidades enquanto conectam as suas produções criativas a cadeias de valor do turismo.

Na Namíbia, o fundo vai para as tradições no Bwabwata National, projecto de parque, trabalhando com a comunidade Khwe a revitalizar as artes tradicionais e estabelecer um centro cultural. A iniciativa apoiará 50 artesãos Khwe na conquista, visibilidade e conexão com circuitos de turismo sustentável.

Ruanda garantiu dois projectos no âmbito do programa: as Rochas Vermelhas e a Nature Rwanda. A primeira iniciativa vai cooperar com mulheres e jovens no distrito de Musanze, oferecendo treino em artes visuais, empreendedorismo e narrativa global até aproximadamente 100 beneficiários. Enquanto isso, no segundo projecto focar-se-á na ecologicamente significativa floresta de Busaga, transformando-se num destino turístico liderado por mulheres e jovens na conservação da biodiversidade, e abrangendo directamente 30 membros da comunidade por meio de experiências guiadas na floresta e artesanato integração.

Na Tanzânia, o programa estabelecerá o Programa Cultural Maasai no distrito de Kiteto, treinando 50 mulheres e jovens locais em artes, ofícios e serviços turísticos. A iniciativa enfatiza preservação cultural enquanto cria caminhos para o empoderamento económico entre as comunidades Maasai.

Em Moçambique, “Vozes e Cores da Gorongosa”, o projecto vai abranger as zonas de Púnguè, Canda, Nhambita e Vinho interior do distrito vizinho de Nhamatanda, abrangendo numa fase inicial cerca de 50 beneficiários entre deficientes, mulheres e jovens.

A escolha dos beneficiários está baseada na inclusão social.

O projecto foi aprovado com um fundo de 20 mil Euros (cerca de 1.480.000 meticais), contando com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU Turismo) em parceria com a TUI Care Foundation – uma organização que apoia associações protectoras do meio ambiente e capacita comunidades em destinos turísticos.

Em Gorongosa, o evento contou com momentos de discurso, marcando o lançamento oficial do projecto, apresentado pelo presidente da ADEMO, apresentação do projecto moderada pelo respectivo coordenador e debate pelo qual os representantes dos lodges contribuíram com estratégias para que o projecto seja implementado na efectividade com destaque no distrito de Gorongosa.

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) é considerado parceiro estratégico para a divulgação e venda dos produtos que os artistas e artesãos vão criar através da implementação do projecto.

Na ocasião, o coordenador do projecto Joaquim Jaime explicou que a escolha da implementação do projecto em Gorongosa é pela riqueza e a oportunidade para o crescimento do projecto que o distrito já oferece por receber muitos turistas e ser considerada a zona turística.

Joaquim Jaime disse ainda que o objectivo do projecto é promover o turismo local através do envolvimento activo dos artistas e artesãos como forma de empoderar os artesãos e artistas e olharem para as suas artes como um património cultural e gerar rendimentos para o auto-sustento. (Ana Cleta de Lopes Coimbra).

NHAMATANDA: Reposta ligação entre 4.º- 9.º bairros para maior escola secundária do País

ALERTA MÁXIMO: Transbordo da lagoa n’tunga ameaça Vila de Chemba

Depois de uma morte, “ponte” 4.º- 9.º bairros cortada impede alunos de estudar na Vila de Nhamatanda

A ponte sobre o rio Nhamatanda, dando acesso à maior escola secundária do País, Escola Secundária Geral de Nhamatanda (ESGN) inaugurada no final de fevereiro, dentro da vila municipal, ganhou visibilidade negativa preocupante pela morte de um jovem na última quarta-feira, pelo custo da obra 13.143.144,42 meticais proveniente do Fundo de Estradas e pela demora do término.

Dois alunos da maior escola secundária do País, regressando a casa, de motorizada, depois das aulas, caíram, tentando atravessar na ponte improvisada e estragada, já que do outro lado, as obras da verdadeira ponte de mais de 13 milhões de meticais estão paralisadas em 2025, mesmo após o pagamento de cerca de 6 milhões pela factura emitida no final do ano. Sucede que os alunos caíram para a água tentando atravessar. Outro aluno quis ajudar, ficou preso entre a motorizada e os tubos submersos, levou quase uma hora para ser salvo. Outro jovem tentou ajudar, mas morreu.

Enquanto isso, as alunas quando se aperceberam da situação entraram em pânico, relembrando o histórico de desmaios e choros antes e depois de atravessar. Professores e pais e encarregados de educação amotinaram-se no local para certificar se não se tratava dos seus filhos e educandos.

O Presidente da República, Daniel Chapo veio de helicóptero, não passou daquela ponte, talvez seria a única maneira de avaliar o risco que os cidadãos passam diariamente. Aliás, durante uma semana de preparação, o visual do 9.º bairro –Eduardo Mondlane mudou, da principal via de acesso à escola, pura limpeza para mais visibilidade da escola construída pela Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique, e inaugurada pelo Chefe de Estado no dia 28 de fevereiro.

Ponte de 4 meses passou para quase 2 anos

Inicialmente, a construção da ponte estava prevista de 18/10/2024 a 18/01/2025 com fiscalização da COTOP. Foi “construída” apenas no papel. Terminado o tempo, prometeram construir já com outro fiscalizador Stang Consult, mas com o mesmo empreiteiro SL Construções & Investimentos, de 24//01/2025 a 24/04/2025 – naquela fase conseguiram destruir a ponte resiliente anterior e colocar pilares. Mas desde o primeiro semestre de 2025, as obras estão paralisadas.

O orçamento é de 13.143.144,42 meticais do Fundo de Estradas para aquela pequena ponte, mas o que já foi construído, ainda que não terminado, levanta dúvidas entre a qualidade que se espera e o dinheiro envolvido. Não precisa chamar perito para avaliar.

O atraso do término da construção da ponte é aliado também pela demora de pagamento da factura emitida pelo empreiteiro antes da paralisação das obras em 2025.

“O empreiteiro arrancou com a construção da ponte com os seus fundos. Sabemos o critério da Administração Nacional de Estradas (ANE). Aquela ponte é financiada pelo Fundo da ANE. Ele [empreiteiro] fez tudo por tudo, conseguiu levantar os pilares, chegou ao meio, submeteu a factura [e] e ainda não tem resposta da factura, ele não tem como avançar. Estamos à espera”, explicou o edil de Nhamatanda, António João Charumar, em novembro de 2025, durante a entrega da outra ponte que conecta o 1.º e 5.º bairros, sobre o mesmo rio, com outro financiador, Banco Mundial.

Ainda que a placa sobre a ponte indicasse Fundo de Estradas, o edil mantinha o discurso de apontar a ANE como instituição financiadora.

Mas antes, em outubro, o “Profundus” fez um cruzamento de informação, na qual o director provincial da ANE negou ser a sua instituição financiadora da ponte que dá acesso à maior escola. A equipa não parou, foi ter com o delegado provincial do Fundo de Estradas em Sofala, António Mambo – confirmou a sua instituição como financiadora, mas que na altura enfrentava dificuldades de pagamentos não apenas para a ponte de Nhamatanda, devido alegadamente a situação económica que o País enfrenta.

Já em novembro, o director provincial do Fundo de Estradas confirmou o pagamento de cerca de 6 milhões de meticais em cheque.

Obras da ponte paralizadas em 2025

A ponte entre 4.º bairro-25 de Setembro e 9.º bairro-Eduardo Mondlane evidencia o impacto da formação, ao dar acesso ao instituto Politécnico Ideias, ao ocupar sete das 30 antigas salas da Escola Secundária Geral de Nhamatanda, oferecendo, a partir deste ano, os cursos de Educação de Infância; Administração de Trabalho; Contabilidade; Gestão Autárquica e Gestão de Logística. Enquanto as restantes salas acolhem a Escola Primária Nhamissenguere a qual recebe a maioria dos alunos residentes no mesmo bairro.

“Mas qual foi o motivo de destruir a antiga ponte, se mesmo a que está em construção já aparenta qualidade duvidosa? Com esses 13.143.144,42 meticais, o Município de Nhamatanda seria capaz de construir noutra zona, enquanto a antiga facilita a circulação de pessoas e bens”, desabafou Júlio Mendes.

“Removeram ferros das linhas-férreas na antiga ponte para na nova usarem varões duvidosos”. Afinal, qual é a intenção? Questiona-se Linda Morreira, suspeitando que corre o risco de fazerem ponte bonita, mas não resiliente, como a anterior”.

Ciclicamente, os alunos e professores ficam impedidos de atravessar o rio Nhamatanda para A, B e C na Escola Secundária Geral de Nhamatanda, sem aulas. E, ao mesmo tempo, os residentes do 9.º bairro desprovidos de acessibilidade de serviços básicos localizados na outra margem. Apesar de tudo, mantém-se a esperança de que um dia a construção termine e evite tragédias.

Não se sabe quando será retomada a construção da ponte de mais de 13 milhões de meticais.

Diante deste problema, foi improvisada a quase 30 metros da infra-estrutura paralisada, outra ponte – é como quem tenta forçar palavras, mas não é ponte (saibro ao nível das águas quando o rio enche ou simplesmente pedrinhas e areia de baixo de tubos/anilhas), na esperança de ser usada temporariamente enquanto se constrói a obra de milhões. Mas ali, onde aconteceu a tragedia na última quarta-feira. E hoje, sexta-feira, os alunos, e professores estão divididos nas duas margens do 4.º bairro e 9.º bairro, sem aulas.

Ciclicamente, os dois bairros ficam isolados, consequentemente, os residentes do 9.º bairro desprovidos de acessibilidade de serviços básicos localizados na outra margem.

Uma tragédia com rosto. Uma alma perdida, uma família de luto, alunos em pânico, um presente que amanhã será um passado assustador e quiçá revelador sobre a ponte. Entretanto, uma ponte, uma solução definitiva. (Muamine Benjamim).

 

TRAIÇÃO: O veneno da confiança

Em um mundo onde a lealdade é um conceito esquecido, a confiança se tornou um luxo que poucos podem se dar. A história de um homem que se sentiu traído pela própria sombra é um lembrete de que a hipocrisia e a traição estão em todos os lugares.

“Toda Natureza é minha inimiga”, disse ele, após ser apunhalado pelas costas por aqueles em quem confiava. Desde o mosquito que o acordou no meio da noite até as palavras mal interpretadas sobre os chineses, tudo parecia conspirar contra ele.

Mas a verdadeira questão é: quem são os responsáveis por essa traição da confiança? Seriam os hipócritas que se escondem atrás de máscaras de falsa moralidade? Ou seriam os covardes que se alimentam da desgraça alheia?

A história do homem é um reflexo da nossa própria sociedade, onde a traição e a hipocrisia são comuns. Quantas vezes vimos pessoas se apresentando como amigas, apenas para apunhalar pelas costas? Quantas vezes ouvimos palavras doces e melosas, apenas para descobrir que eram apenas armadilhas?

A resposta está em entender que a confiança é um processo de selecção. É preciso aprender a distinguir entre aqueles que são dignos de confiança e aqueles que são apenas máscaras e hipócritas.

Mas, acima de tudo, é preciso lembrar que a verdadeira força vem de dentro. É preciso ter a coragem de se levantar e dizer: “Eu não sou mais vítima da traição dos outros. Eu sou o meu próprio herói e vejo tudo em silêncio, juntando peças como se tratasse de um tabuleiro.

E aos traidores, um aviso: a justiça pode demorar, mas não falha. A verdade sempre vem à tona, e aqueles que se alimentam da desgraça alheia acabarão por se afogar na sua própria hipocrisia. O tempo, só o tempo…(Rosário Phoinde).

Jornal Profundus

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