EM MENOS DE 20 ANO: Búfalos passam de 50 para cerca de 1.500 em Gorongosa

Os dados evolutivos mostram que em 2014, os búfalos no Parque Nacional da Gorongosa estavam em números de 670; (2016) 696; (2018) 960; (2020); 1.212; e (2022) 1.223. Portanto, 1.500 búfalos em menos de 20 anos, desde 1972.

“Em 1972, a população era estimada em 14.000 e em 2006 existiam apenas cerca de 50. Entre 2006 e 2009 foram reintroduzidos 200 búfalos e há dois anos, durante o levantamento aéreo de fauna bravia, contámos cerca de 1.500 búfalos”, descreveu o director de ciências do Parque Nacional da Gorongosa, Marc Stalmans.

Esta capacidade de recuperação de várias espécies na Gorongosa, depois de uma guerra civil (entre 1977 e 1992), motivou a Fundação BBVA a premiar recentemente ao Parque na categoria de “Conservação da Biodiversidade no Mundo”.

A contagem aérea de fauna bravia, em 2022, documentou mais de 100.000 animais em 60 por cento do Parque; mais de 1.500 Bois-cavalos (ou Gnus); cerca de 1,500 Bufalos; e mais de 900 Hipopótamos, um aumento de 10 por cento comparativamente aos períodos de entre 2018 e 2020. São dados que constam num estudo “Contagem aérea de vida selvagem do Parque Nacional da Gorongosa, Moçambique, Outubro de 2022”, a que o “Profundus” teve acesso.

O ano de 2022 somou a quinta contagem completa da área central, e mais importante, do Vale do Rift do Parque Nacional da Gorongosa. Este ano, 2024, o levantamento terminou no dia 23 de outubro, mas falta a compilação do relatório.

A contagem foi realizada entre os dias 11 e 24 de outubro de 2022. Houve um efectivo de 13 dias de contagem (1 para as linhas Leste e Oeste, 11 para os diferentes blocos e 1 para o levantamento de crocodilos e hipopótamos, seguido à tarde pelo levantamento do bloco de conservação).

Este tipo de pesquisa acontece desde 2014. A contagem de 2024 é considerada a sexta com as mesmas metodologias, numa abrangência de 60 por cento da área do Parque Nacional da Gorongosa.

A recente contagem “levou-se aproximadamente duas semanas para cobrir cerca de 220.000 hectares do parque”. (Profundus).

NedBank e Parque Nacional da Gorongosa renovam parceria

O NedBank Moçambique e o Parque Nacional da Gorongosa renovaram recentemente o compromisso de apoio mútuo. Esta colaboração visa fortalecer a fiscalização nas áreas protegidas e expandir o programa de reabilitação de espécies ameaçadas, como o pangolim, contribuindo para a preservação da biodiversidade e o com bate à caça furtiva; e ao mesmo tempo a intenção do Banco em continuar a apoiar os esforços de conservação do PNG.

O Nedbank Moçambique e o Parque Nacional da Gorongosa assinaram recentemente a renovação da sua parceria. Este compromisso reforça o apoio do Nedbank ao Departamento de Conservação da Gorongosa, que lidera acções de protecção nas áreas selvagens do Parque e suas zonas envolventes. Este apoio inclui, não apenas o contributo directo do Banco, mas também as contribuições de indivíduos e entidades que, ao utilizarem os cartões pré-pago e de crédito Gorongosa, participam activamente neste esforço de preservação deste património natural ímpar de Moçambique.

Com esta parceria vamos fortalecer as operações de fiscalização, combater a caça furtiva e expandir programas de reabilitação de pangolins, uma espécie essencial e em risco. O nosso objectivo é garantir a protecção contínua da biodiversidade única da Gorongosa e aumentar a sensibilização para a importância da sua preservação. Escreve o NedBank, na sua conta do Facebook.

Já o Parque Nacional da Gorongosa, tambem na sua conta do Facebook, escreve:

Estamos a reforçar a capacidade das nossas equipas de fiscais, a intensificar os esforços contra a caça furtiva e a expandir o Centro de Reabilitação de Pangolins graças aos nossos parceiros do Nedbank Moçambique. O seu apoio ajudar-nos-á a reforçar os nossos serviços veterinários e de proteção da vida selvagem e a garantir que as espécies críticas, como o pangolim, recebem os cuidados de que necessitam. Juntos, aumentaremos a consciencialização sobre a conservação da vida selvagem e expandiremos a nossa parceria educativa às comunidades locais e não só. (Profundus).

Um morto e 5 feridos pela PRM: Defensores de Direitos Humanos exigem “responsabilização urgente”

Imagens de vídeo captadas no sábado, 26 de outubro, no distrito de Mecanhelas, na província de Niassa, e postas a circular nas redes sociais, estão a chocar o mundo pela forma desproporcional, brutal e desumana como agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) reprimem uma manifestação pacífica.

No vídeo, os agentes de diversas unidades da PRM aparecem a disparar balas verdadeiras e atirando gás lacrimogéneo contra uma caravana de membros e simpatizantes do par tido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS) que marchavam próximo à sede do Comité Distrital da Frelimo, local onde os membros do partido governamental celebravam os resultados das eleições fraudulentas anunciados na semana passada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE). A actuação da Polícia resultou na morte de uma pessoa. Há um registo de, pelo menos, cinco feridos, todos membros do PODEMOS. Porque injustificada e ilegal, a actuação da Polícia deve ser alvo de uma investigação, célere e independente para que os agentes que agiram à margem da lei e violando os direitos humanos e fundamentais, nomeadamente o direito à vida, a integridade física e à manifestação possam ser acusados, julgados e condenados.

A marcha do PODEMOS acontecia no contexto da luta que esta formação política e o seu candidato presidencial, Venâncio Mondlane, travam para a reposição da verdade eleitoral. Mondlane e o PODEMOS reclamam vitória nas eleições de 9 de Outubro.

No vídeo, a Polícia aparece entre os membros dos dois partidos, que se encontravam com os ânimos exaltados, mas com as armas apontadas para a caravana do PODEMOS, ordenando que a mesma recuasse.

Porque a caravana do PODEMOS não recuava e os seus membros subiam o tom dos protestos, de repente, a Polícia abriu fogo contra os manifestan tes, perseguindo-os, enquanto disparava balas verdadeiras e jogando gás lacrimogéneo. A acção da Polícia culminou com a morte de uma pessoa e cinco feridos, entre graves e ligeiros.

A actuação da Polícia está a ser duplamente criticada, por um lado, pelo uso desproporcional de meios, e, por outro lado, pela forma parcial e desigual como a intervenção foi conduzida, protegendo a Frelimo. No que toca à desproporcionalidade de meios critica-se o recurso a armas de fogo para disparar contra pessoas indefesas a uma distância muito curta, o que levanta dúvidas de que o objectivo dessa intervenção era dispersar os manifestantes para evitar choque com os membros da Frelimo. Relativamente à falta de imparcialidade e ausência do dever de tratar a todos de forma igual, como manda a Constituição da República, apesar de os membros da Frelimo terem entoado cânticos com teor provocativo dirigidos aos membros do PODEMOS, não se viu a Polícia a, no mínimo, chamar atenção aos membros do partido no poder. Mais: enquanto a Polícia descarregava sobre a caravana do PODEMOS, os membros e simpatizantes da Frelimo punha-se a aplaudir a actuação.

 

Polícia e SISE condicionam trabalho dos jornalistas

Para além da violência policial, contra os membros do Podemos, o director do Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) e o director do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Mecanhelas, recolheram material de trabalho dos jornalistas da Rádio e Televisão Amaramba, Rádio Esperança e TV Sucesso. Os jornalistas encontravam-se a registar a brutalidade policial que usava gás lacrimogéneo e balas verdadeiras para reprimir a manifestação dos membros e simpatizantes do PODEMOS. O evento deu-se por volta das 11h00.  O material só foi devolvido depois de duas horas pelos directores do SISE e do SERNIC com uma condição: destruir todo o material recolhido no local. Um vídeo do chefe da secreta a recolher o material de trabalho dos jornalistas está a ‘viralizar’.

O episódio de Mecanhelas deve-nos convocar a todos para uma reflexão mais profunda sobre a actuação das entidades públicas, particularmente a Polícia no que toca aos direitos humanos, sobre tudo em contexto de manifestações. Quer no caso dos membros do PODEMOS, quer no caso dos jornalistas, a actuação da Polícia foi injustificada, ilegal e violadora de direitos humanos, por isso, o Centro para a Democracia e Direitos Humanos (CDD), exige uma investigação célere e independente, para que os agentes que agiram à margem da lei e violando os direitos humanos e fundamentais, nomeadamente o direito à vida, à integridade física e à manifestação, bem como a liberdade de imprensa, possam ser acusados, julgados e condenados (CDD).

Jeremias Langa passa a presidir o MISA Regional

O presidente do MISA Moçambique é, desde esta segunda-feira, 9 de outubro de 2024, o novo presidente do Conselho Governativo do MISA Regional. Jeremias Langa assume o cargo cerca de sete meses depois de ter sido indicado, em março último, como membro e vice-presidente do Conselho Regional Governativo do Instituto de Comunicação Social da África Austral (MISA Regional).

O novo presidente do Conselho Governativo do MISA Regional substitui, no cargo, o zimbabwiano Golden Maunganidze, que acaba de terminar o seu mandato em frente do órgão. No novo cargo, Jeremias Langa será coadjuvado por Golden Matonga (presidente do MISA Malawi), como vice-presidente, e pela tanzaniana Salame Kitomari (do MISA Tanzânia), como tesoureira.

 

“É um sentimento de gratidão”

Para Jeremias Langa, o acto representa um sentimento de gratidão porque significa que “os nossos parceiros, na região, reconhecem o trabalho que estamos a fazer, em Moçambique, em prol das Liberdades de Expressão e de Imprensa”. Para Langa, esta é, também, uma grande honra para o próprio país, Moçambique, pois “é a primeira vez que assumimos tão importante cargo”.

Sobre o trabalho pela frente, o novo presidente do Conselho Governativo do MISA Regional aponta, como uma das principais prioridades, a instalação e consolidação da organização em todos os países da região como plataforma de advocacia em torno das liberdades. E dá um dos exemplos mais actuais. “Estamos em fase final da reinstalação do MISA Angola, trabalho que tem sido liderado pelo MISA Moçambique”, refere Langa, acrescentando que “queremos que o MISA volte a ter a pujança que o caracterizou aquando da sua fundação”.

Sobre o que se esperar do MISA Regional num contexto de contínuas violações contra a Liberdade de Imprensa e de Expressão, como o exemplo recente de Moçambique, Jeremias Langa aponta o diálogo como uma das saídas. “Infelizmente, o nosso trabalho está a jusante dos processos democráticos. Quanto mais se deteriora o ambiente político e democrático, mais são afectados os direitos dos cidadãos. Mas não vamos desistir, vamos continuar a fazer o nosso trabalho de advocacia. A nossa base de trabalho assenta no diálogo permanente com as instituições: Governo, Assembleia da República, Provedor da Justiça, entre outros stakeholders importantes para a materialização dos direitos fundamentais”, afirma. (MISA).

Chapo aberto para diálogo com Venâncio

A Frelimo, partido no poder, apontou ontem, sexta-feira, uma “preocupação” com as manifestações de apoiantes do candidato presidencial Venâncio Mondlane, por não reconhecerem os resultados eleitorais de 9 de outubro, admitindo a possibilidade de “diálogo” entre as partes.

“O nosso candidato [presidencial, declarado vencedor pela CNE, Daniel Chapo] disse que está aberto para o diálogo, mas, entretanto temos que tomar em consideração que ainda estamos no processo dos resultados. E estes resultados ainda vão ao Conselho Constitucional [CC] para obtermos aquele que é o posicionamento final”, disse a porta-voz da Frelimo, Ludmila Maguni, depois da reunião da comissão política da Frelimo.

“Então, isto faz parte do processo que estamos todos a seguir e à espera daquilo que será a informação final a ser dada pelo Conselho Constitucional”, acrescentou, referindo-se aos resultados da votação de 09 de outubro, anunciados na quinta-feira pela Comissão Nacional de Eleições, que deram a vitória à Frelimo nas três eleições, mas que ainda têm de ser validados e proclamados pelo Conselho Constitucional.

“O diálogo, neste momento, não posso precisar quando é que poderá acontecer, mas acontecendo, penso que teremos todos nós a oportunidade de acompanhar”, disse Ludmila Maguni.

A reacção da Frelimo resulta depois de um pronunciamento de Venâncio Mondlane na última quinta-feira após a divulgação de resultados da Comissão Nacional de Eleições (CNE) dando vitória à Frelimo.

Venâncio Mondlane que falava em “parte incerta” através da habitual rede social Facebook, alegando motivos de segurança, insistiu que não reconhece os resultados de mais de 20%, sugerindo um diálogo.

“Dialogar é bom, nós estamos abertos a dialogar”, mas Venâncio Mondlane diz que “linhas vermelhas nesse diálogo: reposição da vontade popular. Nós estamos a consentir todo o tipo de sacrifícios por causa do nosso povo, que está a sofrer”.

A Renamo e Movimento Democrático de Moçambique (MDM) também recusam os resultados, alegando fraude.

Em Moçambique, por conta das manifestações, até ontem, sexta-feira, a Polícia da República de Moçambique deteve 371 pessoas. (Profundus).

Internet intencionalmente limitada em Moçambique

O MISA Moçambique confirma a limitação intencional da Internet em Moçambique, no que se designa em tecnicamente por Bandwidth Throttling (limitação intencional da banda larga, sobretudo a providenciada pelos principais serviços móveis.

Através da verificação feita pelo MISA Regional no IODA (Internet Outage Detection and Analysis), a velocidade da Internet em Moçambique foi reduzida sobretudo na tarde do dia 25 de Outubro, num contexto em que o País vem vivendo um contexto de tensão violenta devido ao anúncio dos resultados eleitorais.

Depois das violações contra as liberdades de imprensa e de expressão, através da violência policial, o Governo volta a violar a liberdades de expressão, ao limitar aos cidadãos de circular e trocar informações através de plataformas digitais, assim como limitado as operações de negócio e a vida social, num dia em que muitos moçambicanos se encontram a realizar as suas actividades de forma remota devido a violência nas ruas. (MISA).

Bispo Matsinhe volta a votar a favor de resultados fraudulentos da Frelimo

Salomão Moyana e seis representantes da oposição na CNE votaram contra os resultados que dão à Frelimo 195 mandatos no parlamento, contra 55 da oposição.

Os resultados foram aprovados com nove votos de representantes da Frelimo, incluindo o presidente da CNE, dom Carlos Matsinhe. A sessão iniciada às 15 horas de ontem, só terminou às 8 horas desta manhã. É a segunda vez que Carlos Matsinhe vota favoravelmente pela aprovação dos resultados eleitorais fraudulentos. A primeira vez foi nas eleições autárquicas do ano passado.

Membros que aprovaram os resultados

Os seis representantes da oposição na CNE exigem a recontagem de votos nas mesas onde se registaram discrepâncias de números de votos, a requalificação dos votos nulos e a anulação dos resultados eleitorais.

Os representantes da oposição na CNE apresentaram 10 argumentos para a não aprovação dos resultados das eleições de 9 de Outubro, dos quais os seguintes:

A marginalização dos técnicos indicados pelos partidos da oposição nos STAE, a todos os níveis, sobretudo nos CPD, locais onde é feito o armazenamento de dados eleitorais;

A selecção dos MMV foi feita com base em listas fornecidas pelo partido Frelimo, operacionalizadas pelos directores distritais dos STAE, em claro atropelo às normas eleitorais, o que contribuiu para a promoção da fraude no sistema eleitoral;

A colocação tardia dos MMV da Renamo e do MDM. Em alguns casos foram escorraçados pelos observadores do CNJ, que se entendem ser elementos da Frelimo que circulam pelas mesas dado ordens ilegais e fora do seu âmbito de observação eleitoral;

A circulação de boletins pré-votados, fora do controlo dos órgãos eleitorais, e o enchimento de urnas com a conivência dos presidentes de mesas de votos e dos directores do STAE;

A discrepância significativa do número de votantes entre as três eleições: Presidencial, Parlamento e Assembleia Provincial. As diferenças são significativas em algumas províncias;

Presença de números de eleitores acima dos inscritos nos cadernos eleitorais. O caso mais gritante é de uma mesa de Harare, Zimbabwe, onde votaram 750 eleitorais, quando o caderno só tinha 595 eleitores inscritos;

A ausência de mapas de centralização de resultados, mesa por mesa, ao nível dos distritos, e um número elevado de votos em branco e nulos, o que pode configurar falta de transparência no processo;

Na Assembleia Nacional os mandatários da oposição foram dispensados sem terem acompanhado a apresentação das actas que lhes dariam oportunidade de verificarem as suas reclamações, submetidas anteriormente;

A não verificação, pelo STAE, das dúvidas levantadas em plena sessão de apuramento com recurso aos meios informáticos.

Renamo perde 40 assentos no parlamento

ao todo, 31 dos 40 assentos da Renamo foram para o PODEMOS e nove para a Frelimo. O MDM perdeu também dois mandatos a favor da Frelimo. Os resultados serão anunciados esta tarde em Maputo, no meio de agitação por causa das manifestações. (CIP).

“Eu Sou Capaz” entrega 315 bicicletas para raparigas em Cheringoma

Um total de 315 raparigas já usa as bicicletas entregues pelo Programa “Eu Sou Capaz”, no distrito de Cheringoma, em Sofala. Com esta entrega, a intenção do Governo, através da Secretaria do Estado Juventude e Emprego é de reter as raparigas nas escolas, evitar uniões prematuras e gravidezes indesejadas.

As 315 raparigas ao igual número de bicicletas entregues fazem parte de sete escolas em Cheringoma, nomeadamente, Secundária Geral de Inhaminga, Básicas da Ceta, Paulo Samuel Kankhoma, 16 de Junho de Nhaudengua, Santa Fé, Malongue e Maciamboza.

Falando na entrega das bicicletas, a directora do Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT) de Cheringoma, Julieta Domingos, em representação da administradora de Cheringoma, referiu o Programa “Eu Sou Capaz” no apoio às raparigas, principalmente naquelas zonas onde as vias de acesso ainda constituem desafios.

Directora do SDEJT de Cheringoma, Julieta Domingos, na entrega simbólica de bicicletas

 

Na ocasião, Julieta Domingos apontou os esforços na manutenção da paz, combate ao terrorismo, busca de parcerias para o desenvolvimento de Moçambique e iniciativas para a criação de emprego para jovens.

A bicicleta “facilitará o cumprimento da nossa pontualidade e assiduidade na escola”, disseram as raparigas em mensagem após receberem os meios circulantes.

“Vamos cuidar bem dos meios de transporte de modo que nos venha servir por um longo período”, garantiram as meninas.

As bicicletas foram entregues na última segunda-feira, no recinto da Escola Secundária Geral de Inhaminga. (Lucas Singale – Cheringoma).

Dondo: Jovem recolhido às celas por suspeitas de matar a mãe

Um jovem está detido no distrito de Dondo, em Sofala, acusado de matar a própria mãe. O corpo da vítima não apresenta ferimentos ou sinais de agressão, simplesmente estava amarado com uma corda.

Trata-se de Tomás Nhoane, um jovem de 24 anos, suspeito de matar a sua mãe, Amélia Nhoane José, na noite da terça-feira (15.10), na residência, no bairro Espangara em Mafambisse.

Já o irmão mais velho de Tomás conta que, antes deste assassinato, há dois meses, o agressor foi ao quarto e cortou as pernas da mãe recorrendo a uma lâmina.

Tomás é descrito como bêbado que não parava de brigar com a mãe e sempre vendia o que tinha dentro para satisfazer os seus vícios. A progenitora, também bebia. E sempre que bebessem, a briga estava à vista.

Mesmo com todas as agressões, a mãe protegia o filho para não ser conduzido às autoridades, chegando até a mentir no hospital ao qual recorreu para ser tratada depois dos ferimentos, antes da morte.

O mais velho de Tomás, quando regressou de África do Sul, não suportou viver naquela casa por conta do comportamento do irmão. Com isso, afastou-se, deixando ambos a mãe e filho.

O mais velho de Tomás diz que sempre foi proibido de notificar o irmão. A mãe sempre acreditou que o filho agressor mudaria de comportamento, bastava aconselhá-lo. Aliás, na última reunião familiar, o agressor assumiu o erro e prometeu não repetir, mas fez o pior.

No último sábado, a vítima ligou para o filho mais velho alegando estar a ser prometida morte para breve. Não demorou, na noite da última segunda-feira brigaram, já no dia seguinte, a mãe foi encontrada morta.

Depois da morte da mãe, Tomás continuou trancado na residência. Tempo depois, foi recolhido às celas.

Amélia Nhoane José, natural de Chibabava, ainda em Sofala, morreu aos 47 anos. (Tesoura Mineses – Dondo).

“Lavagem das mãos salva mais vidas que qualquer vacina”

“Lavagem das mãos salva mais vidas que qualquer vacina” defende o secretário permanente do distrito de Muanza, em Sofala, quem exorta para a observância de higiene contra várias doenças.

O secretário permanente, Félix Nhama, falava em representação da administradora de Muanza, na ocasião de 15 de outubro, Dia Mundial de Lavagem das Mãos, celebrado na Escola Primária 13 de Janeiro no bairro do mesmo nome.

 

Para o secretário permanente, o acto de lavagem das mãos salva mais vidas que qualquer vacina ou intervenção médica, sublinhando que estas práticas simples e eficazes, demostram a importância de prevenção e controlo de disseminação de infecções.

Existe uma maneira de transmitir as ideias baseando-se nas brincadeiras. No Dia da Lavagem de mãos, coube ao supervisor de água e saneamento do Parque Nacional de Gorongosa, Francisco João Bene, em Muanza, mostrar um jogo de sabão contra bactérias a crianças do núcleo de higiene e saneamento. (Maria Lopes – Muanza).

Jornal Profundus

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