Jovem indiciado de homicídio a uma anciã que recusou manter relações sexuais

Na cidade da Beira, um jovem é indiciado de homicídio a uma anciã de 64 anos por recusar manter relações sexuais. É um caso que será apresentado hoje, quinta-feira, pela Polícia da República de Moçambique (PRM), naquela capital da província de Sofala.

Segundo uma nota informativa a que o “Profundus” teve acesso “a PRM vai proceder a apresentação pública de um caso de homicídio agravado na 12ª Esquadra da PRM Inhamizua, protagonizado por um cidadão de 19 anos tendo feito vítima uma anciã de 64 anos por se ter recusado a manter relações sexuais com o indiciado”.

A apresentação do caso está marcada para hoje pelas 11:30 min. (Profundus).

Adolescente encontrado morto num recinto escolar em Gorongosa

Na manhã de ontem, quarta-feira, foi encontrado um corpo sem vida no recinto da Escola Básica de Mapombue, no distrito de Gorongosa.

Trata-se de um adolescente de 17 anos de idade do sexo masculino residente no bairro de Mapombue Unidade D. o funeral será realizado hoje, quinta-feira.

Os familiares mostram-se indignados, uma vez que o adolescente não estudava, mas que o seu corpo foi encontrado na escola.

Ainda não são conhecidas as causas da morte. O corpo da vítima foi encontrado sem sinais de agressão física.

Já o secretário do bairro de Mapombwe, Gonçalo Luís Guedje, lamentou sobre a morte do adolescente e diz que é o primeiro caso a ser registado no bairro. (Ancha Assane – Gorongosa).

Vila de Nhamatanda parcialmente com dificuldades de iluminação pública

A vila municipal de Nhamatanda tem iluminação pública, apesar de depender de lâmpadas colocadas de forma intercalada nas principais ruas. Mas especificamente, a via que dá acesso à Escola “mãe” do distrito está às escuras há duas semanas.

De noite, os alunos andam com lanternas de telefones, outros com mesmo aquelas de pilha. Cada um na sua condição, o que interessa é ver quem está na sua frente, atrás, meio e quem realmente está naquela rua, no 9º bairro-Eduardo Mondlane.

João é um dos alunos do curso nocturno na Escola Secundária Geral de Nhamatanda. “Não parece que estamos numa autarquia”, como se justifica semanas e semanas sem iluminação pública numa rua da escola grande do distrito? Questiona-se.

“E ainda nos prometem para lhes votar. Este é o período que deveriam evitar isso e nos agradar, mas é pelo contrário”, observou o jovem.

Maria relaciona a falta de iluminação pública nesses dias com os crimes contra mulheres em Nhamatanda. “A vila municipal está um pouco calma nos assassinatos. Mas esta escuridão pode abrir janela para esse tipo de crime”.

 

EDM fala de solução

O director da Electricidade de Moçambique (EDM) em Nhamatanda, Mário Yule, reagindo ao “Profundus” disse que hoje mesmo a rua voltará a ser iluminada. Havia “avaria dos dispositivos automáticos” que permitem a iluminação.

Lembre-se que a Escola “mãe” do distrito de Nhamatanda está no 9º Bairro-Eduardo Mondlane, uma zona isolada da vila municipal através da pequena ponte que fica submersa pelas águas do Rio Nhamatanda em tempos chuvosos e sem aulas, além de que a via é de “terra batida” (lama) e que as intervenções do Município têm sido de “tapa-buraco”. É o teste natural das chuvas para o tipo de intervenção municipal nas vias de acesso. (Muamine Benjamim -Nhamatanda).

Gorongosa leva prémio de “Conservação da Biodiversidade no Mundo”

A Fundação BBVA reconhece a protecção das tartarugas-comuns em Tarragona, os salvadores da vida selvagem boliviana, a reconstrução do Parque Nacional da Gorongosa em Moçambique e o relatório ambiental de Silvia García, Jacob Petrus e José Luis Galleg.

Na Conservação da Biodiversidade em Espanha, o prémio vai para a Fundación para la Conservación y Recuperación de Animales Marinos (CRAM) pela sua contribuição para a conservação da tartaruga marinha ao longo da costa de Tarragona, com o envolvimento da maior parte da frota de arrasto.

O prémio Conservação da Biodiversidade na América Latina foi atribuído à ONG boliviana Comunidad Inti Wara Yassi (CIWY) pelo seu trabalho no resgate e cuidado de animais selvagens traficados ilegalmente e na protecção de 1.300 hectares de floresta amazónica.

Na categoria Conservação da Biodiversidade no Mundo, o prémio vai para o Projecto de Restauração da Gorongosa em Moçambique pela reconstrução bem-sucedida do Parque Nacional após a devastação de uma guerra civil de 15 anos, com excelentes resultados na conservação de grandes mamíferos.

Na Difusão de Conhecimento e Comunicação em formatos audiovisuais, o prémio é partilhado por Silvia García e Jacob Petrus, por colocarem as questões ambientais na vanguarda dos noticiários televisivos, alcançando grandes audiências com qualidade, solvência científica e abordagem optimista.

O prémio de Divulgação e Comunicação de Conhecimento nos restantes formatos vai para José Luis Gallego, responsável pela área de Ambiente do El Confidencial, por uma carreira jornalística que combina o rigor científico com o compromisso com os valores conservacionistas.

A protecção da tartaruga marinha cabeçuda e de outras espécies marinhas, através da sensibilização e do envolvimento do sector do arrasto na província de Tarragona; o resgate, protecção e cuidado de animais selvagens traficados ilegalmente na floresta amazónica da Bolívia; a reconstrução do Parque Nacional da Gorongosa em Moçambique, com excelentes resultados na conservação de grandes mamíferos como elefantes, leões, búfalos e antílopes; o jornalismo televisivo ambiental de Silvia García (editora da Antena 3 News) e Jacob Petrus (realizador do programa TVE Aquí La Tierra); e a carreira de relator ambiental de José Luis Gallego (chefe da secção de Ambiente do El Confidencial), aliando o rigor científico aos valores conservacionistas, são homenageados nesta 19ª edição dos Prémios da Fundação BBVA para a Conservação da Biodiversidade.

O Prémio da Fundação BBVA para a Conservação da Biodiversidade no Mundo foi atribuído ao Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique, pela restauração bem-sucedida do Parque, com “resultados notáveis na conservação de espécies de grandes mamíferos, como elefantes, leões, búfalos e antílopes”.

O júri destacou ainda “as dificuldades de levar a cabo este trabalho de conservação num país que ainda está a recuperar da devastação de 15 anos de guerra civil e de um longo período pós-guerra”, acrescentando que “os sucessos alcançados na Gorongosa representam uma fonte de inspiração para outras nações Africanas.

 

Conservação da Biodiversidade no Mundo: O Projecto de Restauração da Gorongosa

A restauração de um paraíso da biodiversidade devastado pela guerra civil Moçambicana.

O grande naturalista Edward O. Wilson descreveu o Parque Nacional da Gorongosa em Moçambique como “uma janela para a eternidade”, um tributo à espantosa biodiversidade que descobriu nas suas visitas ao local em três ocasiões entre 2011 e 2014. Mas este paraíso selvagem estava à beira do abismo. Como resultado da guerra civil que assolou o país durante 15 anos (1977-1992) após a sua independência de Portugal, a vida selvagem da Gorongosa sofreu um declínio catastrófico.

De facto, o primeiro censo aéreo pós-conflito realizado em 1994 confirmou perdas de 90-99% nas suas grandes populações de mamíferos, incluindo elefantes, búfalos, hipopótamos e zebras. Hoje, graças ao trabalho do Projecto de Restauração da Gorongosa, galardoado com o Prémio Mundial de Conservação da Biodiversidade, o parque Moçambicano e a sua Zona de Desenvolvimento Sustentável– num total de mais de 1.300.000 hectares – recuperou grande parte da sua integridade ecológica.

“Quando começámos, havia menos de 10 mil animais de grande porte no Parque. Existem agora mais de 100.000, por isso aumentámos o seu número por um factor de dez”, disse o Director Científico do Projecto, Marc Stalmans.

Este sucesso deve-se à parceria firmada em 2008 entre uma fundação privada, criada pelo filantropo americano Greg Carr com o objectivo de restaurar o Parque da Gorongosa, e o governo Moçambicano.

O projecto baseou-se principalmente na protecção eficaz da vida selvagem através da vigilância por uma extensa rede de fiscais, bem como num programa de reintrodução de espécies que foram quase exterminadas, como búfalos, leopardos, hienas, mabecos e bois-cavalos. “Nos casos mais graves, conseguimos excelentes resultados com a reintrodução de espécies, mas outras conseguiram recuperar sozinhas. Se der uma oportunidade à natureza, com uma boa protecção, ela poderá recuperar espectacularmente”, observa Stalmans.

“No caso dos leões, por exemplo, quando o projecto começou havia menos de 30 indivíduos. Hoje a população chega a mais de 210.” Paralelamente, o projecto promoveu a investigação científica sobre a extraordinária biodiversidade da Gorongosa, liderada pelo Laboratório Edward O. Wilson, nomeado em homenagem ao renomado Professor de Entomologia de Harvard e laureado com Fronteiras do Conhecimento em Ecologia e Biologia da Conservação em 2011.

“Depois das suas visitas, Wilson fez questão de incentivar o estudo da vida selvagem no Parque”, diz Stalmans, “e tem sido uma grande inspiração para a ciência que conduzimos”. Este programa de investigação descobriu até 200 espécies novas para a ciência, principalmente insectos, mas também morcegos, répteis e plantas.

Outro sucesso do Projecto de Restauração da Gorongosa destacado pelo júri foi o envolvimento activo da comunidade local, conseguido através do recrutamento de jovens para a sua rede de fiscais e através de um ambicioso programa de desenvolvimento que garante o seu acesso às necessidades básicas, como água potável, juntamente com a reabilitação habitacional e a introdução de culturas sustentáveis como o café.

De facto, mais de 50% do orçamento do projecto vai para projectos de saúde, agricultura e educação, beneficiando mais de 200.000 pessoas. Muitas destas acções centram-se na educação das raparigas, particularmente na sua inserção no ensino secundário, com impacto directo na idade em que dão à luz, no número de filhos que têm e, em última análise, no controlo que têm sobre as suas próprias vidas. Além disso, a criação de um programa de Mestrado em Biologia da Conservação para estudantes Moçambicanos está a criar novos empregos técnicos de alto nível para cidadãos de todo o país. “Uma parte essencial do nosso trabalho é melhorar a vida das pessoas que vivem em redor do Parque”, explica Stalmans, “porque muitos dos problemas de sobreexploração dos recursos naturais que ameaçam a biodiversidade se devem à pobreza e à falta de conhecimento. O nosso foco no desenvolvimento económico e na educação da comunidade local é um factor chave para o sucesso que alcançamos.

Esperamos que o nosso modelo possa servir de inspiração para outros países Africanos, como observou o júri.”

 

Sobre os Prémios da Fundação BBVA para a Conservação da Biodiversidade

A biodiversidade está ao lado das alterações climáticas como a questão ambiental central do nosso tempo. Há mais de vinte anos que os Prémios da Fundação BBVA para a Conservação da Biodiversidade reconhecem o trabalho de organizações, instituições e agências de conservação na execução de políticas e projectos de conservação ambiental baseados no melhor conhecimento disponível, e nos esforços dos profissionais de comunicação que contribuíram para a protecção do nosso património natural.

Nesta 19ª edição, aos prémios para projectos em Espanha e no mundo junta-se uma terceira categoria que reconhece projectos de conservação na América Latina, cada um deles com um prémio monetário de 250.000 euros.

A categoria Divulgação foi também alargada para incluir dois prémios, de 80.000 euros cada, que distinguem os esforços de comunicação em língua Espanhola: um para formatos audiovisuais em múltiplos canais (TV, cinema, Internet, redes sociais, etc.) e outro para os restantes formatos. O seu montante monetário combinado coloca os Prémios de Conservação da Biodiversidade entre os mais elevados a nível internacional. Há anos que a comunidade científica verifica e alerta para o facto de a extinção de espécies estar a acelerar rapidamente, ao ponto de ser mil vezes mais rápida que o ritmo natural. Esta realidade, documentada pela ciência, encontrou eco nos meios de comunicação social, que se juntaram à tarefa de transmitir a evidência científica a um público cada vez mais consciente da dimensão dos desafios ambientais da actualidade.

A cultura ambiental criou raízes firmes em Espanha, com a grande maioria dos cidadãos a acreditar que a diversidade de espécies é uma parte essencial da riqueza do país e do bem-estar dos seus habitantes humanos, e a expressar as suas preocupações com a degradação do ambiente natural.

A maioria está convencida de que a situação é grave e que existe um desfasamento entre o problema que enfrentamos e as medidas tomadas para o resolver. A investigação científica de fronteira sobre o ambiente é, obviamente, um recurso vital, mas não é suficiente por si só.

A evidência científica e a consciência social devem também ser traduzidas em políticas públicas, nas decisões dos principais agentes do sector privado e em acções concretas de organizações conservacionistas e ambientais, como as reconhecidas anualmente ao longo de duas décadas por estes Prémios da Fundação BBVA para a Conservação da Biodiversidade. E o apoio da opinião pública – o conhecimento e os valores combinados da população – é absolutamente vital se quisermos enfrentar de forma significativa e consistente os inúmeros desafios que rodeiam a conservação da natureza e da vida.

Ao longo de 19 edições, os prémios chegaram a um conjunto diversificado de organizações que, sob diferentes ângulos e com diferentes objectivos, tomaram medidas eficazes para proteger a natureza. Estas vão desde grandes organizações ecologistas e naturalistas, como a WWF e a SEO/Birdlife, a associações locais preocupadas com uma única espécie, como a Fundación para la Conservación del Quebrantahuesos (urubu barbudo), a Fundación Oso Pardo (urso pardo) ou o Programa Ballena Franca Austral (baleia-franca meridional) na Argentina, bem como grupos dedicados a ecossistemas específicos, como a Fundación Naturaleza y Hombre, que protege a natureza no sudeste ibérico, ou a Fundación Global Nature, que trabalha para preservar zonas húmidas, através de organismos públicos que desempenham tarefas vitais tarefas de proteção da natureza, entre elas a Polícia Ambiental SEPRONA ou o Ministério Público Ambiental. Ao mesmo tempo, a categoria Divulgação reflectiu as muitas e variadas formas de amplificar a mensagem de conservação, com prémios para jornalistas de meios de comunicação social e outros comunicadores que divulgam o conhecimento do mundo natural através de múltiplos canais e formatos, desde ilustração e fotografia a gravações áudio e documentários. Juntos, os premiados pela biodiversidade da Fundação BBVA formam um mosaico que reflete como a crise global da biodiversidade é um problema complexo e multifacetado que exige uma série de abordagens e estratégias que atuam a diferentes níveis, e um compromisso firme e de longo prazo, se quisermos fazer progressos significativos na protecção da natureza.

O júri que decide os prémios é composto por cientistas que trabalham na área do ambiente, comunicadores e representantes de ONG de conservação que trazem para a mesa pontos de vista complementares sobre a conservação da natureza.

 

Membros do Júri

O júri desta edição foi presidido por Rafael Pardo, Director da Fundação BBVA. Os restantes membros foram Alberto Aguirre de Cárcer, editor do jornal La Verdad de Murcia, Espanha; Gerardo Báguena, Vice-Presidente da Fundación para la Conservación del Quebrantahuesos (recebedor do Prémio Fundação BBVA para Projetos de Conservação da Biodiversidade em Espanha na 15ª edição); Rosa Basteiro, editora de Ciência e Ambiente da Rádio Nacional Espanhola (RNE); Teresa Guerrero, Chefe da Secção de Ciência do jornal El Mundo; Pablo Jáuregui, Chefe de Comunicação Científica e Ambiental da Fundação BBVA; Ainhoa Magrach, Professora Investigadora Ikerbasque no Centro Basco para as Alterações Climáticas; e Eva Rodríguez, chefe da secção Ambiente e Sociedade do serviço de notícias científicas da Agência SINC. (Comunicado da Fundação BBVA).

FÁBRICA MODERNA: Um modelo para cadeia de valor do mel pela Gorongosa

O Parque Nacional da Gorongosa inaugurou recentemente uma nova fábrica para o processamento e extracção de mel na Vila Municipal de Gorongosa, uma das suas Zonas de Desenvolvimento Sustentável, na província de Sofala. É um modelo para cadeia de valor do mel pela Gorongosa.

A infra-estrutura foi concebida tendo em conta os princípios de construções resilientes e a responder os padrões internacionais para a distribuição dos processos internos e as medidas de qualidade. A instalação inclui secções para a recepção de mel, processamento, decantação, engarrafamento, rotulagem e controlo de qualidade.

A fabrica moderna prevê processar 1000 quilogramas de mel por dia e 100 toneladas anualmente.

Segundo o Supervisor da Fábrica de Mel da Gorongosa, Juvêncio António, o número de apicultores vai crescendo. Só em 2023, chegou a “550” sendo 154 mulheres, provenientes da Zona de Desenvolvimento Sustentável do PNG.

“A concepção desta unidade fabril vai impulsionar a comercialização do mel de maneira formal na região; vai reduzir o abate das árvores para a produção das colmeias tradicionais o que se alinha aos objectivos da Gorongosa ligados a Conservação; esta unidade de processamento serve também de modelo ao nível nacional e regional para entidades ligadas a cadeias de valor do mel; aumenta também a empregabilidade dos jovens”, avaliou o Supervisor da fábrica de mel.

O Parque Nacional da Gorongosa fornece aos apicultores os equipamentos necessários, tais como: “Fato de apicultor, colmeias, fumigadores, espanadores” etc para o início do desenvolvimento da apicultura pelas comunidades, e a assistência técnica aos apicultores; além de comprar o mel de todos os beneficiários do programa, garantindo o mercado para todo mel produzido por eles, explicou Juvêncio António, sublinhando que o preço de compra por enquanto é de “80 meticais por quilograma”.

Notavelmente, algum mel provem de cercas com colmeias que protegem os campos de produção agrícola contra elefantes que escapam da vedação da Gorongosa.

As abelhas enquanto afugentam elefantes que escapam dos limites do Parque Nacional da Gorongosa, de forma sustentável aumentam o rendimento nas plantações de café e de caju até 50%.

A construção da nova fábrica resulta do financiamento das embaixadas do Canadá e da Irlanda, em 174 mil dólares (um pouco mais de 11 milhões de meticais), para igualmente beneficiar as comunidades. (Muamine Benjamim).

 

CNE espera formar 184 mil MMVs

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) diz que para a realização das sétimas eleições Gerais, presidenciais, Legislativas, dos Membros das Assembleias Provinciais e de Governador de Província marcadas para o dia 09 de Outubro próximo, estima formar 184.310 MMVs.

Falando à jornalistas hoje em Maputo, o porta-voz da CNE, Paulo Cuinica disse que os órgãos eleitorais iniciaram no dia 27 de Setembro corrente a formação dos Membros das Mesas de Votação (MMV) em todo o território Nacional que decorre até o dia 04 de Outubro. No entanto, espera-se formar 184.310 MMVs acrescidos de 10 por cento de reserva, para servirem as 26.330 mesas de votação, sendo que deste número 602 mesas são para diáspora que serão servidas por 4.214 MMVs.

Cuinica frisou também que dos 37 concorrentes às legislativas, 4 receberam todas as tranches, 8 não receberam a segunda tranche por não terem apresentado as devidas justificativas, nomeadamente Venâncio Mondlane, partido AMUSSE, RD, FRELIMO, PANAOC, ADEMO, PARESO e PARENA. Assim como, existe um partido que não recebeu até hoje nenhuma tranche, por não ter ainda manifestado o pedido formal para ter acesso aos fundos, neste caso o PRDS.

De referir que até ao momento, foram credenciados 1.205 Jornalistas Nacionais, 1 jornalista estrangeiro, 7.051 observadores nacionais e 228 observadores internacionais.(Profundus)

INAM prevê vento forte e chuva para amanhã na zona sul

O Instituto Nacional de Meteorologia prevê ocorrência de vento forte com rajadas até até 70 quilómetros por hora, que poderá agitar o mar e gerar ondas com altura até cinco metros a sul do paralelo 24 graus sul.

O alerta do INAM emitido hoje, adiciona que poderá se registar a ocorrência de chuva fraca localmente moderada, acompanhada de trovoadas locais nas Províncias de Maputo e Gaza, a partir do final do dia de hoje.

INAM recomenda tomada de medidas de precaução e segurança face aos riscos associados aos ventos fortes. (INAM).

Gorongosa “Abra espaço Para Vida” limpando as comunidades

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) comemorou através do Programa de Educação para Conservação, o Dia Mundial da Limpeza, em coordenação com as escolas, comunidades da sua Zona de Desenvolvimento Sustentável, Serviços Distritais de Planeamento e Infra-estruturas de Cheringoma, Muanza, Dondo, Nhamatanda, Gorongosa e Maringué e Vilas Municipais de Nhamatanda e Gorongosa, organizou as celebrações do Dia Mundial da Limpeza. As cerimónias decorrem nos seis distritos, mas as centrais foram marcadas no distrito de Gorongosa, sob lema: “Abra espaço Para Vida”.

O caso de Nhamatanda

Na vila municipal de Nhamatanda, as actividades de limpeza decorreram nos mercados, praças, escolas, principais vias de acesso e outros lugares de maior concentração de pessoas.

Entre jovens, adultos, idosos, instituições governamentais e privadas, em massa, confiaram na máscara, luva, bota, vassoura, ancinho, pá, contentores de lixo entre outros materiais para limparem Nhamatanda. “Vamos deixar a nossa vila limpa, com cheiro agradável e livre de doenças propagadas pela má gestão do lixo”, disse a Supervisora do Programa de Educação para Conservação do PNG, Domingas Aleixo, justificando o grande dia de Limpeza Mundial, no Município de Nhamatanda, envolvendo o Governo local, além de Clubes de Jovens e outras Organizações.

O Mundial da Limpeza não se trata apenas de organização de multidões de pessoas para as limpezas, mas constitui uma rede forte e única de agentes que compartilham a visão de um mundo livre de resíduos. Anualmente, é celebrado o Dia na terceira semana de Setembro.

Neste ano de 2024, celebrou-se o dia Mundial da Limpeza, nos dias 20 de Setembro (sexta-feira) nas escolas e no dia 21 de Setembro (terceiro sábado), nos bairros e nas comunidades cujo objectivo foi de mobilizar a humanidade para uma acção de consciencialização através de campanha, juntando pessoas de todas as esferas e idades, incentivando-as à cidadania ambiental.

Da consciência para gerações futuras

O Dia Mundial da Limpeza é uma iniciativa global que destaca a importância da consciencialização ambiental e a acção colectiva na limpeza de comunidades e espaços públicos.

Essa data promove a responsabilidade individual e a necessidade de cuidar do nosso planeta, combatendo a poluição e o descarte inadequado de resíduos. Para tal, envolve também adolescentes jovens, garantindo o aprendizado para as futuras gerações.

O membro do Clube de Jovens em Nhamatanda pelo PNG, Diogo António Francisco de 19 anos de idade, justificou que está “a limpar a nossa vila de Nhamatanda para estar sempre limpa e para prevenir certas doenças como cólera, malária”, apelando, “a todos para mantermos sempre a nossa vila limpa, as nossas casas limpas para prevenir”. “Fazer limpeza é para deixar a vila mais bonita porque recolhemos o lixo.

Com essa limpeza é possível sensibilizar outras pessoas para fazerem limpeza”, disse Lúcia Franque Waite de 17 anos de idade, também membro do Clube de Jovens.

Rosa João Manuel é uma rapariga de 15 anos de idade que “não sabia” que existe o Dia Mundial de Limpeza, mas desde o ano passado, “estou muito feliz por ter participado nas Jornadas de Limpeza”. E, assim vai a aprendizagem das novas e futuras gerações.

Os resíduos tais como, máscaras, garrafas, pontas de cigarro, papel, sacos, etc., juntam-se aos nove milhões de toneladas de lixo lançados todos os anos nos rios, lagos, mares e oceanos, o que representa 285 quilos por segundo, onde, 80% destes resíduos provém da terra e é transportada para os oceanos pelos rios.

Se nada for feito para travar este fluxo, estudos científicos e estatísticas da ONU prevêem que, em 2050, haverá mais plástico do que peixe nos oceanos. É por isso que é tão importante tomar medidas e colocar os resíduos no seu lugar e chamar à consciência de cada um para que seja vigilante e seja responsável pela limpeza do ambiente em que se encontra inserido. (Luísa Franque).

Pai de mais de 20 filhos morto na estranheza em Chemba

O corpo de Carlitos Fernando Mulapinho foi encontrado sem vida na manhã da última segunda-feira, entre as zonas de Macanga e Goba, em Chemba.

Suspeita-se que seja uma morte por assassinato e a Polícia da República de Moçambique ainda não reagiu sobre o caso.

O homem de 52 anos deixa quatro viúvas e mais de 20 filhos.

Carlitos Fernando Mulapinho foi encontrado morto a 7 quilómetros da vila distrital de Chemba, no caminho do trabalho. (Rosário Phoinde Ntepa).

INAM: Região Sul poderá registar calor intenso amanhã

A região sul de Moçambique, concretamente, as províncias de Maputo e Gaza, poderão registar temperaturas elevadas, podendo atingir 36 a 39 graus máximas, amanhã.

É um alerta emitido na tarde de hoje, pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), avisando igualmente que para além de registar um calor intenso será um domingo húmido.

Ademais, INAM prevê a ocorrência de ventos com rajadas, trovoadas e aguaceiros no final do dia e, recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança.(INAM).

Jornal Profundus

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