Dívidas ocultas: Privinvest tenta suspender pagamento de 2 mil milhões de dólares a Moçambique

A Privinvest pediu ontem, quarta-feira, a permissão para recorrer da decisão do Tribunal Comercial de Londres que obriga o grupo naval a pagar cerca de dois mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) de compensação a Moçambique.

Numa audição a decorrer na divisão Comercial do Tribunal Superior (High Court) de Londres, o advogado da Privinvest, Duncan Matthews, pediu que a execução do pagamento fique suspensa para que seja escutado um recurso.

O causídico invocou, entre outras razões, a falha de Moçambique em divulgar documentos oficiais importantes, pelo que “um julgamento justo não era possível”.

A Privinvest adiantou também que não tem fundos suficientes para pagar a quantia estipulada e avisou que, se esta suspensão não for aceite, terá de entrar em insolvência.

Na sentença de 29 de julho, que culminou um processo de quatro anos na justiça britânica, o juiz Robin Knowles determinou que Moçambique tinha direito ao pagamento de 825 milhões de dólares (741 milhões de euros no câmbio atual) e a uma indemnização para cobrir 1,5 mil milhões de dólares (1,35 mil milhões de euros) que é responsável por pagar a bancos e obrigacionistas.

A este valor deve ser descontado cerca de 421 milhões de dólares (378 milhões de euros) em espécie e ativos entretanto recuperados pelas autoridades moçambicanas, acrescentou.

Em discussão hoje no tribunal estiveram também o valor dos juros acrescidos exigidos por Moçambique, calculados em 40 milhões de libras (58 milhões de euros), e o pagamento das custas judiciais.

Segundo documentos apresentados pela equipa jurídica que representa a Procuradoria-Geral de Moçambique, foram estimados em cerca de 49 milhões de dólares (44 milhões de euros) os gastos incorridos pela PGR com este processo.

O advogado que representa Moçambique, Joe Smouha, argumentou contra o pedido de recurso e contra a suspensão da execução requeridos pela Privinvest.

“A fraude tem consequências, e hoje está em causa a Privinvest sofrer essas consequências”, disse.

Uma decisão sobre estas matérias deverá ser tomada ao final do dia. Mesmo que o pedido de recurso seja recusado, a Privinvest pode insistir junto do Tribunal de Recurso.

Na sentença de 29 de julho, o juiz Robin Knowles considerou que a Privinvest pagou subornos ao antigo ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang, pagos pelo grupo naval com sede no Líbano e Emirados Árabes Unidos.

Foi Chang quem assinou garantias estatais sobre os empréstimos bancários feitos pelas empresas públicas Proinducus, Ematum e MAM em 2013 e 2014 para comprar navios e equipamento de vigilância marítima em 2013.

Descobertas em 2016, as dívidas foram estimadas em cerca de 2,7 mil milhões de dólares (cerca de 2,49 mil milhões de euros), de acordo com valores apresentados pelo Ministério Público moçambicano.

O caso que ficou conhecido por “dívidas ocultas” afundou Moçambique numa crise financeira, após duas décadas durante as quais Moçambique foi uma das dez economias de crescimento mais rápido do mundo, segundo o Banco Mundial.

Em agosto, um júri federal nos Estados Unidos considerou Manuel Chang culpado de aceitar subornos e de conspiração para desviar fundos públicos, da qual o antigo ministro manifestou intenção de recorrer.

À margem do processo em Londres, Moçambique concluiu acordos extrajudiciais com outros credores, nomeadamente o Credit Suisse, banco russo VTB e outras instituições financeiras como o português BCP para anular ou reduzir montantes em dívida. (RTP).

Frelimo promete mais serviços básicos em Chemba

Em Chemba, o partido Frelimo promete prover mais serviços básicos caso o seu candidato presidencial Daniel Francisco Chapo saia vitorioso nas eleições gerais de 09 de Outubro próximo.

O chefe adjunto do Gabinete distrital de Preparação de Eleições Gerais de 2024, Bento Conde Zeca pediu votos, ontem, terça-feira, aos eleitores de Chemba, reunidos nas artérias da sede distrital.

No rol das promessas, consta a construção de mais escolas, montagem de sistemas de abastecimento de água potável, hospitais públicos, melhoramento de vias de acesso e melhoria da vida do povo moçambicano em todas condições.

O candidato da Frelimo vai continuar com Programa de boa Governação para os destinos do povo moçambicano, por isso, Bento Conde Zeca apelou que não sejam enganados com falsas promessas de alguns partidos políticos.

Para além de fazer campanha eleitoral nas artérias da sede distrital, a Frelimo trabalhou no povoado de Ndango, onde o chefe Adjunto da brigada Provincial de Assistência  Política ao Distrito de Chemba, Lino Manecas Chioza, explicou como votar no seu Candidato Presidencial Daniel Francisco Chapo.

Para Lino Manecas Chioza, votar a Frelimo e no seu candidato é escolher os melhores destinos do povo moçambicano, Porque o Chapo é o candidato ideal para dirigir os destinos do povo moçambicano. (Rosário Phoinde Ntepa).

Aumentam confrontos entre Frelimo, Renamo, MDM e PODEMOS

A campanha eleitoral continua a apresentar anomalias, no que se refere ao princípio de Democracia. Continuam confrontos, uso de meios do Estado, desinformação, Comunicação tendente a favorecer de certos partidos, em detrimento dos outros. São dados que constam do Consorcio Mais Integridade.

 

Dinâmicas e Estratégias de Campanha

Na terceira semana da campanha eleitoral, nos distritos observados pelo Mais Integridade, a FRELIMO continuou a ter o maior número de eventos de campanha (45%), seguida pela RENAMO (28%), MDM (15%) e PODEMOS (12%). Os restantes concorrentes tiveram poucas ou nenhumas acções no terreno. Embora tenha registado uma pequena redução, a campanha porta-a porta continuou a ser a principal estratégia usada pelos partidos (46% de todos os eventos observados). As caravanas (24%) e os comícios (15%) continuaram a ser, respectivamente, a segunda e terceira estratégias mais usadas.

 

Uso de Meios Públicos

O uso indevido dos meios públicos para fins eleitorais, à semelhança da segunda semana, foi verificado em 12% das actividades observadas. A FRELIMO continuou a liderar o uso dos meios e bens públicos (24% dos eventos observados), seguida pelo MDM (2%) e a Renamo (1%). Professores e funcionários públicos e viaturas do Estado dos sectores de educação e saúde são os que foram vistos com mais frequência nas campanhas da FRELIMO, nos distritos de Bilene, Limpompo e Xai-Xai (Gaza); Maxixe e Homoíne (Inhambane); Beira e Nhamatanda (Sofala); Mussorize, Sussundenga e Chimoio (Manica), Chifunde, Moatize e Tete (Tete); Gurué, Morrumbala e Molumbo (Zambézia); Malema e Moma (Nampula); Montepuez (Cabo Delgado) e Cuamba (Niassa). O destaque vai para a paralização das aulas no Instituto de Formação de Professores e Instituto Agrário de Inhamússua em Homoíne (Inhambane); Escola Secundária de Moma (Nampula); Instituto de Formação de Ciências de Saúde de Nhamatanda (Sofala) e Instituto de Formação de Professores de Cuamba (Niassa), que paralisaram aulas devido a campanha da FRELIMO.

 

Presença da PRM

Os dados colhidos pelos observadores mostram que, à medida que a campanha avança, a presença da PRM nos eventos de campanha vai diminuindo. Com efeito, a PRM esteve presente em 37% dos eventos observados, uma redução de 5% em relação à semana anterior. Na larga maioria dos casos em que estava presente, a sua actuação foi considerada normal e profissional.

 

Interferência/intimidação e Violência Eleitoral

No geral, as actividades de campanha, ao longo destas três semanas, continuam calmas e sem grandes incidentes. Apesar de ainda se registarem casos de interferência/ intimidação, os actos de intimidação perpetrados pela PRM e provocados por simpatizantes de partidos políticos diminuíram, significativamente, em relação à segunda semana da campanha, particularmente no caso da PRM, em que houve uma redução de 15%. Contudo, na última semana, registou-se um aumento de casos de confrontos entre apoiantes da FRELIMO, RENAMO, MDM e PODEMOS. Em Quelimane, registaram-se confrontos violentos entre simpatizantes da FRELIMO e da RENAMO, que só terminaram depois de negociações entre a UIR e o delegado provincial da Renamo. A destruição de material de propaganda dos partidos políticos registou-se com maior frequência em XaiXai (Gaza); Vilanculos (Inhambane); Maringué (Sofala), Nicoadala (Zambézia); Moma (Nampula); Pemba (Cabo Delgado) e Cuamba (Niassa). Neste último distrito, registouse o atropelamento de um membro do PODEMOS pelos simpatizantes da FRELIMO. Estes incidentes resultaram no ferimento de 5 pessoas, sendo 4 membros de partidos políticos e um membro da população. Dentre os feridos, destaca-se uma 1 mulher. Um novo fenómeno registou-se em alguns distritos nesta terceira semana de campanha e protagonizado por membros do partido FRELIMO. Para além de brigadas da FRELIMO estarem a registar, de casa em casa, cidadãos que têm idade para votar (ChicualacualaGaza) e (Pemba-Cabo Delgado), trocaram cartões de eleitor por dinheiro (Moma e Angoche-Nampula).

 

Poder e género

Nesta semana, as actividades de campanha foram lideradas em 37% dos casos só por homens e em apenas 9% só por mulheres, mantendo-se a diferença já evidenciada nas semanas anteriores. Se tivermos em conta a desagregação da informação por funções, verifica-se o aprofundamento da desigualdade entre homens e mulheres. Por exemplo, nas actividades dirigidas por membros do Conselho de Ministros, onde há paridade de género, 66% foram dirigidas por ministros contra 24% por ministras. O apelo ao voto dos eleitores e eleitoras teve como principal tema a “melhoria dos serviços de educação e saúde” (promessa feita por 73% de homens e 77% de mulheres), sendo de destacar que as mulheres atribuíram mais importância “ao emprego para mulheres” (46% de promessas feitas por homens contra 62% por mulheres). Sublinha-se, ainda, que o “diálogo com os adversários” e “alargar o diálogo com a sociedade civil” foram os temas menos valorizados, com uma média não superior a 6%. No que se refere ao apelo ao voto das mulheres, realizado em cerca de metade das actividades, destacam-se as afirmações “garantir que as mulheres tenham acesso à água, saúde e educação”, “garantir que os eleitos respeitem os direitos das mulheres” e “garantir que os eleitos combatam a violência de género”. Por fim, cerca de 70% de homens e mulheres que dirigem campanhas afirmaram que “a mulher tem um papel central na luta pela paz e pela igualdade de direitos de todos os cidadãos”.

 

Acesso à Informação

Os Órgãos de Gestão Eleitoral (OGE) estão a transmitir, ao público, informação sobre o processo eleitoral recorrendo tanto às línguas nacionais como locais, dependendo da audiência. Na maioria dos casos observados (84%), estes órgãos forneceram a informação sobre as eleições aos jornalistas. Nos poucos casos em que não o fizeram, houve falta de coordenação ou de um mecanismo de informação dos OGE com os órgãos de informação e observadores. Após três semanas de observação, continua a tendência de maior uso da rádio, cartazes e campanhas porta-a-porta e caravanas como os principais meios de campanha. As campanhas da FRELIMO, MDM e AMUSI são as que fazem melhor uso de redes sociais que alcançam eleitores dos distritos.

Os partidos têm, geralmente, fornecidos seus planos e agendas de campanha eleitoral aos jornalistas e observadores (77% dos casos), embora ainda existam obstáculos. A desconfiança e o receio de sabotagem pelos adversários políticos, a falta de estrutura e conhecimento para disponibilização de informação, assim como as agendas apertadas são as principais causas para a não disponibilização de informação eleitoral pelos partidos e candidatos.

 

Inclusão das pessoas com deficiência

As pessoas com deficiência não estiveram representadas em 58% das actividades de campanha eleitoral, um ligeiro aumento em comparação com as duas semanas anteriores. Assuntos específicos a pessoas com deficiência foram mencionados em 10% dos eventos observados na terceira semana de campanha, contra uma média de 7% nas duas primeiras semanas. Embora haja algum envolvimento de pessoas com deficiência nas actividades de campanha, estes dados revelam, ainda, a tendência de se ignorar assuntos de interesse de pessoas com deficiência nos eventos. À semelhança do que se reportou nos comunicados anteriores, em 90% dos eventos de campanha não havia nenhum recurso de acessibilidade, tal como intérpretes de língua de sinais ou rampas móveis. Estes dados sugerem que acessibilidade para pessoas com deficiência continua sem ser prioridade para os partidos, e que a campanha tende cada vez mais a excluir eleitores com deficiência.

 

Análise dos Media (tempos de antena e cobertura jornalística)

Durante a terceira semana da campanha, a equipa do Mais Integridade analisou um total de 2482 peças informativas, das quais 603 nos jornais diários (Notícias, Diário de Moçambique, O País e Carta de Moçambique); 114 nos jornais semanários (Savana, Zambeze, Domingo, Magazine Independente, Evidências, Dossiers e Factos e Público) e 1765 nos meios de radiodifusão (Antena Nacional da RM, STV, Miramar, TV Sucesso e TVM). Do total das unidades recolhidas e analisadas nos meios de radiodifusão, 66% correspondem à cobertura jornalística e 34% aos tempos de antena (na RM e TVM).

A Rádio e Televisão públicas, embora tenham melhorado o alinhamento dos tempos de antena para os candidatos às eleições presidenciais, continuam a ter desajustamentos na colocação das propagandas dos partidos políticos nos espaços de alinhamentos definidos pelo regulamento da CNE. Este desajustamento nota-se mais na Rádio Moçambique com 80% das peças fora do alinhamento, enquanto a TVM tem somente 20%. No que diz respeito à cobertura jornalística, os dados mostram uma tendência crescente de favorecimento à campanha da FRELIMO. Os jornais diários alocaram à FRELIMO, no seu total, uma cobertura de 41% em termos de unidades publicadas, seguida pela RENAMO com 24%; MDM com 19% e o PODEMOS com 11%. A mesma tendência verificou-se nos jornais semanários onde a FRELIMO teve 41% das unidades analisadas, seguida pela RENAMO com 20%; MDM com 16% e PODEMOS com 19%. Os semanários são os que mais espaço têm oferecido ao PODEMOS, comparado com a percentagem de cobertura que lhe é oferecida noutro tipo de meios. Nos meios de Radiodifusão, a FRELIMO possui 30% das unidades analisadas, seguida pela RENAMO com 18%, MDM com 17% e PODEMOS com 7%.

 

Violações contra a Liberdade de Imprensa

À terceira semana da campanha eleitoral, o exercício da Liberdade de Imprensa continua sem graves condicionalismos. Entretanto, é de destacar um caso de dois repórteres da Rádio Chuabo FM, baseada em Quelimane, Zambézia, que foram impedidos, no dia 11 de Setembro, de realizar cobertura jornalística da campanha eleitoral da FRELIMO, no bairro Brandão daquela cidade pela secretária distrital da Organização das Mulheres Moçambicanas (OMM) de Quelimane, Mariamo Amade. Inicialmente, a dirigente partidária justificou não estar autorizada pelas estruturas superiores do partido a aceitar a presença da Rádio Chuabo FM. Mas, posteriormente, alegou que as credenciais dos jornalistas, emitidas pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), poderiam ser falsas, argumentando que apenas credenciais fornecidas directamente pela sede distrital da FRELIMO seriam válidas para a cobertura do evento. Esta atitude da representante da FRELIMO é uma clara violação de Direitos Fundamentais como a Liberdade de Imprensa e o Direito à Informação.

 

Desinformação

O Facebook e o WhatsApp continuam sendo as principais plataformas digitais usadas para disseminar desinformação eleitoral. Em várias páginas do Facebook e grupos de WhatsApp estão a viralizar conteúdos de desinformação, essencialmente visando denegrir a imagem de oponentes (sejam candidatos ou partidos) e do próprio processo eleitoral. O candidato presidencial Venâncio Mondlane e o PODEMOS têm sido os mais beneficiados nas campanhas de desinformação, muitas vezes apresentados a receber apoios de membros da FRELIMO ou como “vítimas” de um sistema eleitoral liderado pela FRELIMO, através dos órgãos eleitorais, particularmente a CNE. (Mais Integridade).

 

 

INAM alerta para ventos forte no sul de Moçambique

O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a partir de amanhã, quinta-feira até sexta-feira, a ocorrência de ventos fortes no mar, com rajadas até 70 quilómetros por hora, que podem gerar ondas até cinco metros de altura, na região Sul de Moçambique.

Segundo o aviso emitido hoje pelo INAM, está igualmente prevista a ocorrência de ventos de 60 quilómetros por hora nos distritos costeiros das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.

Perante esta situação, o INAM apela à observância de medidas de precaução e segurança face aos ventos fortes no mar e em terra.(INAM)

AGRICULTURA: Cerca de 50 famílias beneficiam de apoio da Gorongosa

Cerca de 50 famílias no distrito de Gorongosa estão a beneficiar do apoio do Parque Nacional da Gorongosa. Os benefícios incluem insumos agrícolas e respectiva assistência técnica.

As famílias fazem parte de grupos criados nas comunidades. Os grupos são compostos por 25 membros com respectivo líder.

Perto da vila do distrito de Gorongosa, existem dois grupos, um de Mangú e outro de Cilindro, compostos por 25 membros cada, visitados pelo “Profundus”, perfazendo 50 famílias.

O líder do Grupo Kupedzana da comunidade de Mangú, Lencastre Feniasse, e o líder do Grupo da comunidade de Cilindro, Alfanete Magaia, confirmam que cada membro recebeu 10 kg de sementes de milho, 1 kg de gergelim, 2 kg de feijão bóer (1ª época). Na hortaliça, 5 kg de quiabo, 100 gramas de cebola, 10 gramas de repolho, 6 pacotes de tomate (6X1000 sementes) para aplicarem no campo de demonstração no qual aprendem as técnicas agrárias a aplicarem nas machambas individuais.

Ainda na hortaliça, para campos de produção pessoal, cada membro recebeu 10 gramas de cebola, 20 gramas de repolho, 10 gramas de tomate e 10 gramas de pimenta para alguns produtores.

As comunidades confirmam que lhes foram instruídas em técnicas agrárias, incluindo a produção de adubo com material local para evitar pragas às culturas, além de também serem apoiadas com sistema de regadio solar.

O Grupo “Kupedzana”, da língua local Cysena, literalmente, “Ajudarmo-nos” prevê mais de 200 kg de repolho por vender, cerca de 60 kg de cebola e tomate acima de 80 kg. Enquanto o Grupo de Cilindro prevê colher 220 kg de repolho, 100 kg de cebola e 250 de tomate.

As famílias projectam que estas quantidades terão impactos significativos para o consumo e outra parte para a venda, além de garantir sementes aos próximos anos.

As comunidades falam dos efeitos do fenómeno Elniño que influenciou a produção agrícola da 1ª época. Mas projectam resultados na horticultura para a melhoria de vida.

O Coordenador do sector de Agricultura do Parque Nacional da Gorongosa, em Nhamatanda, Orlando Pinto, recentemente, garantiu que está a decorrer um levantamento de cereais na Zona de Desenvolvimento Sustentável para comprá-los ao consumo interno, além de apoiar as comunidades a vendé-los em diferentes mercados. Esta intenção cria expectativas para os produtores do distrito de Gorongosa.

No distrito de Gorongosa, também existem projectos de apicultura; piscicultura; produção de café, piripiri, além do lado conservador tornando-lhe a capital provincial da Biodiversidade através do Parque Nacional da Grongosa. Só na agricultura, o Governo do distrito quer sair das 616 mil, de 2023, para mais 14 toneladas em 2024.

Segundo o administrador do distrito de Gorongosa, Pedro Mussengue, para 2024, na agricultura, o Governo prevê a produção de “630.000 toneladas através de parceiros de preferência com sementes resilientes a mudanças climáticas” – um dos parceiros é o Parque Nacional da Gorongosa. (Muamine Benjamim).

Organizações Sociais prontas para vitória da Frelimo

No distrito de Nhamatanda, em Sofala, as Organizações Sociais, nomeadamente, Associação de Combatentes de Luta de Libertação Nacional (ACLLN), Organização da Mulher Moçambicana (OMM) e Organização da Juventude Moçambicana (OJM), dizem que estão prontas para enfrentar qualquer adversidade na garantia da vitória da Frelimo pelas eleições gerais do próximo 09 de outubro. Os “braços” do partido no poder manifestaram a esta intenção durante as comemorações do Dia da Victoria, 7 de Setembro, na Praça dos Heróis.

“ACLLN, OMM e OJM consideram que a manutenção da paz é um imperativo nacional, por isso, todos actores e todos cidadãos têm o dever de acarinhá-la, garantindo a segurança dos moçambicanos para que o envolvimento no combate a pobreza resulte na melhoria de vida dos moçambicanos”, justificou o secretário distrital de ACLLN, Vicente Goche, o motivo das Organizações Sociais estarem unidas para a vitória da Frelimo.

Na leitura da mensagem da ocasião, Vicente Goche disse: Nós [ACLLN, OMM e OJM] estamos prontos para enfrentar vários desafios com enfoque para a vitória da Frelimo nas eleições de 09 de Outubro deste ano”. (Muamine Benjamim).

HRN: Doenças sazonais continuam preocupantes

As doenças sazonais continuam a preocupar o Hospital Rural de Nhamatanda, na província de Sofala, região central de Moçambique. São dados tornados públicos pelo director clinico do Hospital.

A malária, as pneumonias e as diarreias fazem parte de doenças sazonais que mais preocupam o Hospital Rural de Nhamatanda.

O director clinico do Hospital Rural de Nhamatanda, Nelson Salvador, diz que “temos mais doenças sazonais: No inverno pode ter picos de doenças respiratórias; na época chuvosa pode ter os picos de diarreia”.

“Não temos doença que nos preocupa todo momento, mas vamos por época”, reiterou Nelson Salvador.

O Hospital Rural de Nhamatanda é uma referência interdistrital, depois da base – Beira. Muitos casos de enfermidades para atendimento hospitalar vindos de diferentes distritos, primeiro passam de Nhamatanda, tal é o caso de fístulas obstétricas. (Muamine Benjamim).

Aumentam confrontos entre Frelimo, Renamo, MDM e PODEMOS

A campanha eleitoral continua a apresentar anomalias, no que se refere ao princípio de Democracia. Continuam confrontos, uso de meios do Estado, desinformação, Comunicação tendente a favorecer de certos partidos, em detrimento dos outros. São dados que constam do Consorcio Mais Integridade.

 

Dinâmicas e Estratégias de Campanha

Na terceira semana da campanha eleitoral, nos distritos observados pelo Mais Integridade, a FRELIMO continuou a ter o maior número de eventos de campanha (45%), seguida pela RENAMO (28%), MDM (15%) e PODEMOS (12%). Os restantes concorrentes tiveram poucas ou nenhumas acções no terreno. Embora tenha registado uma pequena redução, a campanha porta-a porta continuou a ser a principal estratégia usada pelos partidos (46% de todos os eventos observados). As caravanas (24%) e os comícios (15%) continuaram a ser, respectivamente, a segunda e terceira estratégias mais usadas.

 

Uso de Meios Públicos

O uso indevido dos meios públicos para fins eleitorais, à semelhança da segunda semana, foi verificado em 12% das actividades observadas. A FRELIMO continuou a liderar o uso dos meios e bens públicos (24% dos eventos observados), seguida pelo MDM (2%) e a Renamo (1%). Professores e funcionários públicos e viaturas do Estado dos sectores de educação e saúde são os que foram vistos com mais frequência nas campanhas da FRELIMO, nos distritos de Bilene, Limpompo e Xai-Xai (Gaza); Maxixe e Homoíne (Inhambane); Beira e Nhamatanda (Sofala); Mussorize, Sussundenga e Chimoio (Manica), Chifunde, Moatize e Tete (Tete); Gurué, Morrumbala e Molumbo (Zambézia); Malema e Moma (Nampula); Montepuez (Cabo Delgado) e Cuamba (Niassa). O destaque vai para a paralização das aulas no Instituto de Formação de Professores e Instituto Agrário de Inhamússua em Homoíne (Inhambane); Escola Secundária de Moma (Nampula); Instituto de Formação de Ciências de Saúde de Nhamatanda (Sofala) e Instituto de Formação de Professores de Cuamba (Niassa), que paralisaram aulas devido a campanha da FRELIMO.

 

Presença da PRM

Os dados colhidos pelos observadores mostram que, à medida que a campanha avança, a presença da PRM nos eventos de campanha vai diminuindo. Com efeito, a PRM esteve presente em 37% dos eventos observados, uma redução de 5% em relação à semana anterior. Na larga maioria dos casos em que estava presente, a sua actuação foi considerada normal e profissional.

 

Interferência/intimidação e Violência Eleitoral

No geral, as actividades de campanha, ao longo destas três semanas, continuam calmas e sem grandes incidentes. Apesar de ainda se registarem casos de interferência/ intimidação, os actos de intimidação perpetrados pela PRM e provocados por simpatizantes de partidos políticos diminuíram, significativamente, em relação à segunda semana da campanha, particularmente no caso da PRM, em que houve uma redução de 15%. Contudo, na última semana, registou-se um aumento de casos de confrontos entre apoiantes da FRELIMO, RENAMO, MDM e PODEMOS. Em Quelimane, registaram-se confrontos violentos entre simpatizantes da FRELIMO e da RENAMO, que só terminaram depois de negociações entre a UIR e o delegado provincial da Renamo. A destruição de material de propaganda dos partidos políticos registou-se com maior frequência em XaiXai (Gaza); Vilanculos (Inhambane); Maringué (Sofala), Nicoadala (Zambézia); Moma (Nampula); Pemba (Cabo Delgado) e Cuamba (Niassa). Neste último distrito, registouse o atropelamento de um membro do PODEMOS pelos simpatizantes da FRELIMO. Estes incidentes resultaram no ferimento de 5 pessoas, sendo 4 membros de partidos políticos e um membro da população. Dentre os feridos, destaca-se uma 1 mulher. Um novo fenómeno registou-se em alguns distritos nesta terceira semana de campanha e protagonizado por membros do partido FRELIMO. Para além de brigadas da FRELIMO estarem a registar, de casa em casa, cidadãos que têm idade para votar (ChicualacualaGaza) e (Pemba-Cabo Delgado), trocaram cartões de eleitor por dinheiro (Moma e Angoche-Nampula).

 

Poder e género

Nesta semana, as actividades de campanha foram lideradas em 37% dos casos só por homens e em apenas 9% só por mulheres, mantendo-se a diferença já evidenciada nas semanas anteriores. Se tivermos em conta a desagregação da informação por funções, verifica-se o aprofundamento da desigualdade entre homens e mulheres. Por exemplo, nas actividades dirigidas por membros do Conselho de Ministros, onde há paridade de género, 66% foram dirigidas por ministros contra 24% por ministras. O apelo ao voto dos eleitores e eleitoras teve como principal tema a “melhoria dos serviços de educação e saúde” (promessa feita por 73% de homens e 77% de mulheres), sendo de destacar que as mulheres atribuíram mais importância “ao emprego para mulheres” (46% de promessas feitas por homens contra 62% por mulheres). Sublinha-se, ainda, que o “diálogo com os adversários” e “alargar o diálogo com a sociedade civil” foram os temas menos valorizados, com uma média não superior a 6%. No que se refere ao apelo ao voto das mulheres, realizado em cerca de metade das actividades, destacam-se as afirmações “garantir que as mulheres tenham acesso à água, saúde e educação”, “garantir que os eleitos respeitem os direitos das mulheres” e “garantir que os eleitos combatam a violência de género”. Por fim, cerca de 70% de homens e mulheres que dirigem campanhas afirmaram que “a mulher tem um papel central na luta pela paz e pela igualdade de direitos de todos os cidadãos”.

 

Acesso à Informação

Os Órgãos de Gestão Eleitoral (OGE) estão a transmitir, ao público, informação sobre o processo eleitoral recorrendo tanto às línguas nacionais como locais, dependendo da audiência. Na maioria dos casos observados (84%), estes órgãos forneceram a informação sobre as eleições aos jornalistas. Nos poucos casos em que não o fizeram, houve falta de coordenação ou de um mecanismo de informação dos OGE com os órgãos de informação e observadores. Após três semanas de observação, continua a tendência de maior uso da rádio, cartazes e campanhas porta-a-porta e caravanas como os principais meios de campanha. As campanhas da FRELIMO, MDM e AMUSI são as que fazem melhor uso de redes sociais que alcançam eleitores dos distritos.

Os partidos têm, geralmente, fornecidos seus planos e agendas de campanha eleitoral aos jornalistas e observadores (77% dos casos), embora ainda existam obstáculos. A desconfiança e o receio de sabotagem pelos adversários políticos, a falta de estrutura e conhecimento para disponibilização de informação, assim como as agendas apertadas são as principais causas para a não disponibilização de informação eleitoral pelos partidos e candidatos.

 

Inclusão das pessoas com deficiência

As pessoas com deficiência não estiveram representadas em 58% das actividades de campanha eleitoral, um ligeiro aumento em comparação com as duas semanas anteriores. Assuntos específicos a pessoas com deficiência foram mencionados em 10% dos eventos observados na terceira semana de campanha, contra uma média de 7% nas duas primeiras semanas. Embora haja algum envolvimento de pessoas com deficiência nas actividades de campanha, estes dados revelam, ainda, a tendência de se ignorar assuntos de interesse de pessoas com deficiência nos eventos. À semelhança do que se reportou nos comunicados anteriores, em 90% dos eventos de campanha não havia nenhum recurso de acessibilidade, tal como intérpretes de língua de sinais ou rampas móveis. Estes dados sugerem que acessibilidade para pessoas com deficiência continua sem ser prioridade para os partidos, e que a campanha tende cada vez mais a excluir eleitores com deficiência.

 

Análise dos Media (tempos de antena e cobertura jornalística)

Durante a terceira semana da campanha, a equipa do Mais Integridade analisou um total de 2482 peças informativas, das quais 603 nos jornais diários (Notícias, Diário de Moçambique, O País e Carta de Moçambique); 114 nos jornais semanários (Savana, Zambeze, Domingo, Magazine Independente, Evidências, Dossiers e Factos e Público) e 1765 nos meios de radiodifusão (Antena Nacional da RM, STV, Miramar, TV Sucesso e TVM). Do total das unidades recolhidas e analisadas nos meios de radiodifusão, 66% correspondem à cobertura jornalística e 34% aos tempos de antena (na RM e TVM).

A Rádio e Televisão públicas, embora tenham melhorado o alinhamento dos tempos de antena para os candidatos às eleições presidenciais, continuam a ter desajustamentos na colocação das propagandas dos partidos políticos nos espaços de alinhamentos definidos pelo regulamento da CNE. Este desajustamento nota-se mais na Rádio Moçambique com 80% das peças fora do alinhamento, enquanto a TVM tem somente 20%. No que diz respeito à cobertura jornalística, os dados mostram uma tendência crescente de favorecimento à campanha da FRELIMO. Os jornais diários alocaram à FRELIMO, no seu total, uma cobertura de 41% em termos de unidades publicadas, seguida pela RENAMO com 24%; MDM com 19% e o PODEMOS com 11%. A mesma tendência verificou-se nos jornais semanários onde a FRELIMO teve 41% das unidades analisadas, seguida pela RENAMO com 20%; MDM com 16% e PODEMOS com 19%. Os semanários são os que mais espaço têm oferecido ao PODEMOS, comparado com a percentagem de cobertura que lhe é oferecida noutro tipo de meios. Nos meios de Radiodifusão, a FRELIMO possui 30% das unidades analisadas, seguida pela RENAMO com 18%, MDM com 17% e PODEMOS com 7%.

 

Violações contra a Liberdade de Imprensa

À terceira semana da campanha eleitoral, o exercício da Liberdade de Imprensa continua sem graves condicionalismos. Entretanto, é de destacar um caso de dois repórteres da Rádio Chuabo FM, baseada em Quelimane, Zambézia, que foram impedidos, no dia 11 de Setembro, de realizar cobertura jornalística da campanha eleitoral da FRELIMO, no bairro Brandão daquela cidade pela secretária distrital da Organização das Mulheres Moçambicanas (OMM) de Quelimane, Mariamo Amade. Inicialmente, a dirigente partidária justificou não estar autorizada pelas estruturas superiores do partido a aceitar a presença da Rádio Chuabo FM. Mas, posteriormente, alegou que as credenciais dos jornalistas, emitidas pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), poderiam ser falsas, argumentando que apenas credenciais fornecidas directamente pela sede distrital da FRELIMO seriam válidas para a cobertura do evento. Esta atitude da representante da FRELIMO é uma clara violação de Direitos Fundamentais como a Liberdade de Imprensa e o Direito à Informação.

 

Desinformação

O Facebook e o WhatsApp continuam sendo as principais plataformas digitais usadas para disseminar desinformação eleitoral. Em várias páginas do Facebook e grupos de WhatsApp estão a viralizar conteúdos de desinformação, essencialmente visando denegrir a imagem de oponentes (sejam candidatos ou partidos) e do próprio processo eleitoral. O candidato presidencial Venâncio Mondlane e o PODEMOS têm sido os mais beneficiados nas campanhas de desinformação, muitas vezes apresentados a receber apoios de membros da FRELIMO ou como “vítimas” de um sistema eleitoral liderado pela FRELIMO, através dos órgãos eleitorais, particularmente a CNE. (Mais Integridade).

CEDES e PNG apoiam AEA em Cheringoma

O Comité Ecuménico para o Desenvolvimento Social (CEDES), uma Organização Não-Governamental moçambicana, e outra ONG, Parque Nacional da Gorongosa, estão a apoiar o Programa de Alfabetização e Educação de Adultos (AEA), no distrito de Cheringoma, província de Sofala.

O CEDES está a apoiar o Programa de AEA em oito dos 55 Centros de Alfabetização no distrito de Cheringoma.

Falando à margem da cerimónia de encerramento da semana de AEA, o coordenador distrital do CEDES, Manuel Charles Lisboa, disse que actua nas áreas da Agricultura e Educação, sendo que a região de maior concentração das suas actividades é no corredor Macude, Zângua, Malôngue e Nângue ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1). Tem ainda um Centro de Alfabetização em Dimba, a quatro quilómetros da zona nobre da vila de Inhaminga.

O CEDES apoia adicionalmente, neste ano, 20 raparigas e 5 rapazes carenciados da Escola Secundária de Inhaminga. Para o Coordenador do CEDES, este número se mantém ao longo de todos os anos, dado que à medida que alguns beneficiários concluem o Ensino Secundário vão sendo substituídos por outros necessitados.

Lisboa esclareceu que os alfabetizandos com que trabalha são membros das associações agrícolas que o CEDES assiste, os quais são alfabetizados três dias por semana. Nisto, a Organização garante o subsídio atempadamente aos alfabetizadores, ao contrário dos contratados pelo Governo que ainda não foram pagos desde Agosto de 2022.

O CEDES é financiado pela Alemanha, actuando em Cheringoma desde os tempos a seguir ao Acordo de Paz e, nessa altura, integrava ainda a área da saúde.

Ainda em Cheringoma, o Parque Nacional da Gorongosa abrange a localidade de Mazamba cujas actividades são coordenadas pelo gestor sénior do Parque Nacional da Gorongosa, Zondai Chongwene, através do Programa de Educação, dentro do Projecto de Restauração da Gorongosa pela Fundação Greg Carr. (Ricardo Mapoissa).

Jazz, Pop & Rock são propostas musicais da II edição do Maputo Global Concert

A Galeria do Porto de Maputo, na capital de Moçambique, vai acolher no dia 24 de Setembro, a partir das 18 horas, a II edição do Maputo Global Concert, que promete uma noite vibrante da música global. No entanto, Jazz, Pop & Rock são os estilos musicais que a organização do evento propõe.

O evento contará com a participação especial do saxofonista norte-americano Paul Nicholas Roth, professor da Universidade da Califórnia, San Diego, e de dois grupos da música moçambicana: o Kuche Quartet, liderado pelo saxofonista Timóteo Cuche, e a banda de Pop-Rock “Indigo Blue”, liderada por Xavier Machiana (ex vocalista da banda Rockfeller’s).

O Concerto idealizado por Timóteo Cuche, docente na Universidade Eduardo Mondlane e investigador júnior no Instituto de Etnomusicologia de Portugal, visa no entanto, promover a interculturalidade e o diálogo global através da música. E, conta com a parceria de Chico Matada, fundador do Global Club Night em Helsínquia, Finlândia e de Xavier Machiana e Indigo Blue.

Esta iniciativa une músicos, pesquisadores e educadores de diferentes partes do mundo focados em usar a música como ferramenta de conscientização e transformação social.

Lembre-se que a I edição decorreu em abril do presente ano e contou com a participação de músicos da Finlândia, Tanzânia e Moçambique, provenientes da Universidades de Artes de Helsínquia, Universidade de Makumira da Tanzânia e Universidade Eduardo Mondlane de Moçambique.(Profundus).

Jornal Profundus

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