Secretário do 9° bairro na vila de Nhamatanda: Entre a “espada e parede”

O secretário do 9 bairro na vila municipal de Nhamatanda, José Moda Sozinho, está entre a “espada e parede”. Recebeu dois documentos de cessação de cargo, e nesta semana estava prevista a nomeação de outro secretário, mas, por exigência de motivos, não aconteceu.

Dois documentos datados de 18 de Junho corrente, a que o “Profundus” teve acesso, ordenam o secretário do 9 bairro –Eduardo Mondlane na vila municipal José Moda Sozinho, a cessar o cargo, baseando-se no Diploma Ministerial nº 80/2004 de 14 de Maio. Ainda não há sucessor.

Um documento foi assinado pelo edil de Nhamatanda, António Charumar João; e o outro oficio assinado pela vereadora de Administracao e Desenvolvimento Institucional, Joana Chapare. Ambos com assunto “cessação de cargo”.

“Mando cessar José Moda Sozinho, Secretário do bairro Eduardo Mondlane (9° bairro)”, assina o edil.

“Com vista a imprimir uma nova dinâmica e dar cobro os Serviços da Comunidade do bairro Eduardo Mondlane (9° bairro), junto se informa que, a luz das competências conferidas no Capitulo IV, artigo 11 do Diploma Ministerial nº 80/2004 de 14 de Maio, o Presidente do Conselho Municipal da Vila de Nhamatanda, mandou cessar o cargo de Secretário de Bairro Eduardo Mondlane, com efeitos imediatos o Sr. José Moda Sozinho”. Lê-se no documento assinado por Joana Filipe Chapare.

O mesmo documento orienta “a comunidade local para a luz do artigo 9 do mesmo Decreto, eleger um novo Secretário do bairro no dia 20 do mês em curso”. Chegado ao dia, a exigência de apresentação de motivos foi maior que tiveram que adiar a nomeação.

Os municípios em Moçambique são autónomos. No entanto, segundo apurou o “Profundus”, munícipes e alguns secretários da vila municipal de Nhamatanda exigem esclarecimentos. Aliás, até chegam a apontar a possibilidade de falarem com o secretário distrital da Frelimo. E é um dos bairros que menos reclama.

Alguns secretários querem esclarecimentos para basearem-se na experiência do colega e assim evitar erros de governação ou mesmo evitar receios. Já para os munícipes, aquele secretário não era de se esperar que fosse afastado: “Quando vasculhamos, não estamos a ver nada, só pode ser maldade de alguém que inventou sobre ele”. Ambos em anonimato prometem agir.

Politicamente, na vila de Nhamatanda, sabe-se que nas eleições de 11 de Outubro de 2023, tantos votos saíram do 9 bairro –Eduardo Mondlane. Não se trata de ser um bairro com muitos ou menos residentes, mas, sim ao acesso estratégico da população de Mecuzi – localidade de Chirassicua e à localidade de Macorocho.

Eduardo Mondlane é aquele bairro que ainda precisa de um pouco de tudo: expansão da energia eléctrica; condicionamento de vias de acesso, principalmente, a que dá acesso à escola mãe do distrito (Escola Secundária Geral de Nhamatanda) pela ponte – em tempos de chuva, não há aulas; canalização da água do recente famoso projecto que apesar dos tubos passarem dali, o bairro ainda não se beneficiou, mas, outros bairros já usam-na; entendimento entre o areeiro e munícipes; ordenamento territorial (bairro com casas desordenadas); benefícios de munícipes com os talhões depois de limparem para dar acesso ao novo Mercado 10 de Junho (há pessoas fora do bairro beneficiadas, em detrimento dos locais), entre outras necessidades. (Profundus).

Estados Unidos celebram 40 anos de parceria e progresso em Moçambique pela USAID

Os Estados Unidos da América (EUA) e Moçambique assinalaram quatro décadas de colaboração impactante através da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) numa celebração na baixa de Maputo.  O Embaixador Peter H. Vrooman e a Directora da Missão da USAID Helen Pataki foram os anfitriões do evento que contou com a participação do Ministro da Saúde, Armindo Daniel Tiago, que representou o Governo de Moçambique.

Ao celebrar a solidariedade duradoura entre os Estados Unidos e Moçambique, uma exposição destacou os esforços conjuntos na abordagem dos desafios de desenvolvimento e na resposta a cheias, ciclones, secas e pandemias.  Foi destacada a resiliência dos moçambicanos e décadas de inovação conjunta no trabalho para o desenvolvimento de Moçambique.

O Embaixador Vrooman sublinhou os avanços significativos nos sectores da saúde, educação e economia, afirmando que o país está preparado para novos progressos. Ele também reflectiu sobre as realizações da parceria e expressou optimismo para o futuro, prevendo um progresso contínuo e laços mais fortes entre as duas nações. “Celebramos também o impacto duradouro das inovações no desenvolvimento, a importância dos Moçambicanos na liderança, e um futuro cheio de potencial. Estivemos com Moçambique ao longo dos anos e continuaremos a trabalhar ao lado do povo moçambicano, construindo um futuro mais próspero, mais saudável e inclusivo para todos.”, disse o Embaixador Vrooman.  A Directora da Missão, Pataki, sublinhou que a experiência de Moçambique mostra que o desenvolvimento é uma questão de harmonização de esforços e colaboração.

 

Durante o evento, a USAID-Moçambique também homenageou os talentos e contribuições da juventude, atribuindo prémios a três jovens jornalistas e cinco fotógrafos. A celebração contou com uma nova e poderosa canção da famosa rapper e advogada de direitos humanos Iveth, intitulada “40 anos da USAID”, e uma actuação nostálgica da banda marrabenta Ghorwane, que celebrou os seus 40 anos de carreira.

A celebração do 40º aniversário sublinhou o compromisso da USAID em promover o crescimento de Moçambique através de soluções inovadoras nos sectores da agricultura, educação e saúde. Nos últimos 40 anos, a USAID investiu mais de $7.4 biliões de dólares em desenvolvimento e resposta a desastres em Moçambique.  (EUA).

Incêndio “propositado” mata 2 irmãos na vila de Nhamatanda

Ontem, terça-feira, por volta das 23 horas, dois irmãos morreram dentro de uma residência no 11° bairro, na vila Municipal de Nhamatanda. A casa com material precário e sem corrente eléctrica, ardeu detrás e à frente pela porta, reduzindo-se em cinzas.

Trata-se de irmãos, Afonso Joaquim e Zito Joaquim, de 21 e 10 anos de idade, respectivamente.

Afonso Joaquim era aluno da 8ª Classe na Escola Secundária de Kura. E o irmãozinho, Zito Joaquim estudava na EPC 3 de Fevereiro.

Além de aluno, Afonso Joaquim era comerciante de ovos. Muitos o conhecem na vila de Nhamatanda. Deixava os ovos em cada cliente e passava a recolher o dinheiro mais tarde.

Afonso Joaquim também conhecido por Bebe.

O pai, Zito Joaquim que deu o mesmo nome a um dos filhos, lamenta o facto.

“Afonso tinha programado viajar hoje, quarta-feira, para a cidade de Chimoio. O seu plano era de comprar mais ovos com os cerca de 10.000 meticais economizados. Mas, nem ele e nem o dinheiro escaparam do fogo dentro da residência”, explicou o pai Zito.

O pai conta: “Estivemos a dormir, ouvi gritos de socorro. Quando abri a porta, vi fogo a arder na porta e atrás da casa. Tentamos sem sucesso. Os dois perderam a vida”.

Este caso poderá motivar novos detalhes nos próximos dias. O Serviço de Investigação Criminal (SERNIC) já esteve no local do incêndio.

As circunstâncias apontam para um incêndio propositado, tanto que a secretária do 11° bairro, Lucinda Portugal, aconselhou para que haja perdão em caso de falha entre pessoas, não vingar-se daquela maneira. (Muamine Benjamim).

Telecomunicações: Tarifas actualizadas continuam sem “ilimitado”

Goste como não, já foram actualizadas novas tarifas pelas operadoras de telefonias móveis. De novo, não há ilimitado.

A nova actualização resulta da recomendação do dia 05 de maio do ano em curso, do Governo em “recuar às antigas tarifas, enquanto o regulador estuda as melhores para o mercado nacional”, disse o vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alissone, na capital moçambicana, Maputo, em conferência de imprensa.

Uma semana depois, o INCM anunciou novidades, mas, não para breve. Eis que hoje, segunda-feira, pela madrugada, os clientes viram novas tarifas.

Pelo contrário, não recuaram para as antigas tarifas, apenas quase duplicaram os minutos, MB e chamadas de voz daquelas tarifas que tanto foram reclamadas. (Muamine Benjamim).

James Story é o próximo Embaixador Dos EUA em Moçambique

O Presidente dos Estados Unidos de América (EUA), Joe Biden, anunciou recentemente, a nomeação de James Story como novo embaixador extraordinário e plenipotenciário dos EUA na República de Moçambique.

Segundo um comunicado emitido pela Casa Branca, esta nomeação representa um marco importante nas relações diplomáticas entre os dois países.

James Story é descrito como um diplomata de carreira com vasta experiência, sendo membro do Serviço Diplomático Sénior na classe de Ministro-Conselheiro. Actualmente, ocupa o cargo de Sénior Fellow – profissional altamente qualificado e experiente – na Universidade de Georgetown, após concluir o seu mandato como embaixador dos Estados Unidos na Venezuela.

O percurso de James Story é notável, “tendo servido em diversas funções em vários países. Antes de ser embaixador, foi encarregado de Negócios interino na Embaixada dos EUA em Caracas (Venezuela) e liderou a Unidade de Assuntos da Venezuela, baseada na Embaixada dos EUA em Bogotá (Colômbia). Além disso, actuou como cônsul-geral no Consulado-Geral dos EUA no Rio de Janeiro (Brasil) e como director de Narcóticos Internacionais e Execução da Lei para o Hemisfério Ocidental e Colômbia”, lê-se no comunicado.

O documento sublinha ainda que James Story desempenhou um papel crucial como civil sénior da task force Rakkasan no RC-East Afeganistão e ocupou várias posições nas embaixadas e onsulados dos EUA no Brasil, Moçambique e México.

Em termos académicos, de acordo com a nota oficial, James Story possui licenciaturas em Artes (B.A.) e Ciências (B.S.) pelo South Carolina College da Universidade da Carolina do Sul, além de um mestrado em Serviço Diplomático (M.S.) pela Universidade de Georgetown. A sua carreira foi marcada por múltiplas distinções, incluindo o Prémio de Classe Presidencial, o Prémio de Serviço Excepcional do Director da Inteligência Nacional, o Prémio de Serviço Civil Superior do Departamento do Exército, e vários prémios do Departamento de Estado, como o Prémio Warren Christopher por Realização Excepcional em Assuntos Globais e um Prémio de Honra Distinto.

“James Story é casado com Susan West Story e tem um filho, James McKelvey Story. Natural de Moncks Corner, Carolina do Sul, Story fala fluentemente espanhol e português, o que certamente facilitará a sua integração em Moçambique e contribuirá para o fortalecimento das relações bilaterais entre os EUA e Moçambique”, destaca a nota.

James Story vai substituir Peter Hendrick Vrooman, actual embaixador dos Estados Unidos para a República de Moçambique. Vrooman foi nomeado pelo Presidente Joseph R. Biden Jr. a 27 de julho de 2021 e confirmado pelo Senado a 18 de dezembro do mesmo ano. (Profundus PDF).

Profundus Informativo 15.06.2024

Subiu de 23 para 25 mortes por um acidente de viação em Dondo; Cinco agentes da PRM, dois dos quais aparecem em vídeo a agredir uma mulher na vila de Homoine, já vão responder processos judiciais; ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­Jovens desempregados queixam-se de exclusão em várias oportunidades no distrito de Chemba, em Sofala; A vila de Nhamatanda destaca desenvolvimento nos 86 anos festejados no dia 10 de Junho do ano.

Por que, numa guerra moderna, com mísseis e drones, a Rússia ainda usa código Morse?

Guerras modernas dispõem, actualmente, de diversas opções de equipamentos com tecnologia de ponta, de IA a drones e mísseis hipersônicos. Mas o código Morse, com mais de um século de história, segue provando seu valor.

Os fluxos de toques que seriam instantaneamente reconhecíveis para um ferroviário há mais de 150 anos estão sendo usados pelos militares russos na guerra da Ucrânia.

Ainda hoje, muitas pessoas seriam capazes de identificar o som característico do código Morse, em particular, o padrão amplamente conhecido de três curtos, três longos, três curtos (… – – – …), que forma o alerta de emergência SOS.

E mensagens de código Morse estão sendo enviadas por equipes de bombardeio russas directamente para para seus centros de controle, ou de navios da Frota do Báltico para a base em solo firme.

As bandas de ondas curtas usadas pelos entusiastas de rádio amador são igualmente preenchidas com os bipes conhecidos pelos entusiastas como “dits” (.) e “dahs” (-), ou como pontos e traços pelo público em geral. Até mesmo os espiões ainda sintonizam as bandas de ondas curtas para ouvir estações clandestinas que transmitem em código morse.

Mas por que uma tecnologia criada na primeira metade do século 19 ainda segue em uso?

Primeiro, o código Morse foi imaginado não por um engenheiro ou mágico tecnológico, mas por um homem que vivia de pintar retratos.

Samuel Morse foi quem projectou o que hoje chamamos de uma teleimpressora, ou um dispositivo que recebe e imprime texto em papel.

Morse contou com a ajuda de Alfred Vail, um maquinista, com mais conhecimento mecânico que ele, para cuidar dos detalhes. E foi Vail quem criou os pontos e traços para representar o código e apresentou a ideia de usar som para transmitir informação.

Inicialmente, a ideia era de que o som servisse apenas para testar uma conexão. Mas rapidamente Morse e Vail perceberam que o conceito de impressão era impraticável. Adicionando som, no entanto, eles estavam diante de um conceito mais brilhante e útil do que podiam imaginar.

Uma característica marcante do código Morse é que, na forma sonora, ele compõe um ritmo. E, assim, divide um terreno comum com a música. Na verdade, observou-se que pessoas com talento musical são capazes de aprender o código Morse mais rapidamente.

Ao estimular o sentido inato de ritmo humano, o código Morse também ativa nosso senso de reconhecimento de padrões. Essa é uma habilidade existente em nossos cérebros, e que tem grande potencial para decifrar mensagens, mesmo as incompletas.

Um operador de código Morse experiente pode preencher os espaços em branco causados por interferência, sinal ruim, ruído ou mau funcionamento do equipamento.

Em um sentido neurológico, o Morse habita um nicho muito peculiar, comparado a “ler com os ouvidos”, mas em que transmitir e receber as mensagens se assemelha mais ao ato de falar do que escrever.

O outro aspecto importante do código morse é sua simplicidade tecnológica. Qualquer pessoa com habilidades básicas pode construir seu próprio transmissor usando componentes padrão.

O sinal gerado por um transmissor Morse é igualmente minimalista: utiliza uma largura de banda extremamente estreita, de apenas 100-150 hertz (as comunicações de voz padrão usam 2.500-3.000 hertz). Isso também significa que os receptores podem usar filtros muito estreitos e, assim, remover grande parte do ruído gerado por várias formas de interferência.

Por ser tão eficaz, o Morse precisa de um mínimo de energia para percorrer distâncias significativas. Entusiastas do rádio amador demonstraram, em 1956, que apenas 78 miliwatts podem ser suficientes para transmitir mensagens de Massachusetts nos EUA para a Dinamarca. Isso é menos de um décimo do que uma única lâmpada LED usa. E uma cafeteira padrão consome mais de mil vezes mais energia.

Essa combinação de simplicidade tecnológica e eficiência foi bastante útil durante a Segunda Guerra Mundial, quando membros da resistência e os comandos Aliados usaram seus transceptores Morse portáteis para manter contacto com Londres de dentro do território ocupado pela Alemanha.

Era bastante arriscado, já que os alemães estavam constantemente ouvindo as ondas de rádio. E o código Morse, embora ininteligível para o ouvido não treinado, não oferece segurança por si só.

Hoje, mesmo aqueles sem treinamento podem usar software para decifrar o conteúdo de uma mensagem de código Morse. No entanto, qualquer mensagem pode ser protegida ao ser criptografada antes do envio, conforme proposto por Vail em 1845.

Na verdade, uma das formas mais seguras de criptografia, o bloco único, não requer nada além de caneta e papel. Em essência, um bloco único é uma sequência aleatória de caracteres, que tem que ser pelo menos tão longa quanto a mensagem que será criptografada.

O remetente usa seu bloco para criptografar, enquanto o destinatário usa uma cópia do mesmo bloco para decodificar a mensagem (devem existir apenas duas cópias, e ambas devem ser destruídas imediatamente após o uso). Desde que um bloco nunca seja reutilizado, ele permanece, em tese, inquebrável, mesmo com a mais moderna tecnologia (embora seja difícil de se produzir sequências verdadeiramente aleatórias de caracteres).

Embora haja meios de comunicação digital mais eficientes atualmente, nada é capaz de rivalizar com a combinação insuperável de simplicidade e eficiência que permitiu que o código Morse sobrevivesse por mais de 150 anos.

* Tony Ingesson é professor-assistente de Ciências Políticas da Universidade de Lund, no Reino Unido.

Este artigo foi publicado originalmente no site de notícias acadêmicas The Conversation e republicado sob licença Creative Commons. Leia aqui a versão original em inglês.

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Gorongosa concretiza “Geração Restauração” na Zona de Desenvolvimento Sustentável

O Parque Nacional da Gorongosa está a tornar as comunidades uma Geração de Restauração. Em comemorações do Dia Mundial do Ambiente, 05 de Junho, as comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável estiveram unidas a favor de uma conservação sustentável dos recursos escassos.

O Parque Nacional da Gorongosa tem implementado actividades rotineiras para consciencializar as comunidades locais sobre os recursos escassos e a sua gestão sustentável. Só na última quarta-feira, por exemplo, nos seis distritos considerados Zonas de Desenvolvimento Sustentável, envolveram-se em actividades de sensibilização através de palestras, peças teatrais sobre as melhores práticas ambientais, “desfile de crianças soldados” amigos do Ambiente, plantio de várias espécies de árvores, além de marcha com mensagens sobre a conservação do meio ambiente.

Gorongosa e a população de Vunduze no Dia Mundial do Ambiente

O Dia Mundial deste ano celebrou-se sob o lema: “Nossa Terra. Nosso Futuro. Nós Somos a Geração Restauração”. Esta “Geração Restauração” já existe nos seis distritos considerados Zonas de Desenvolvimento Sustentável do Parque Nacional da Gorongosa que são os membros das comunidades e todos os outros usuários dos recursos naturais disponíveis.

Segundo “o gestor do Programa de Educação para Conservação do PNG, Dáglasse Muassinar, a data foi estabelecida com o “objectivo principal de chamar atenção a todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis”.

A Gorongosa através do Programa de Educação para Conservação, pretende que “a sociedade obtenha informações relevantes sobre os impactos das acções do Homem sobre o Meio Ambiente e adquira uma postura consciente em relação ao uso dos recursos naturais”, por isso, “a cada ano, um tema é debatido amplamente e são realizadas campanhas que mobilizam não apenas o cidadão comum, como também governantes, sector privado e empresas.

Para Dáglasse Muassinar,não significa que a nossa preocupação com o ambiente seja apenas em datas comemorativas, mas, todos os dias, através de pequenos gestos e intervenções. Por esta razão o Parque Nacional da Gorongosa e todas Áreas de Conservação da Rede Nacional das Áreas de Conservação têm o lema “Prontos para Conservar o Meio Ambiente”. É uma forma de demonstrar “a nossa prontidão em tudo fazermos para contribuirmos para um ambiente saudável para todos os seres vivos.

Nos seis distritos, o PNG através do Programa de Educação para Conservação coordenou com escolas, comunidades, parceiros e Governos para juntos reflectirem sobre o Meio Ambiente.

As cerimónias centrais nos seis distritos decorreram no distrito de Gorongosa, posto administrativo de Vunduzi, ali onde foi desactivada a última base da Renamo com a entrega simbólica da última arma da Renamo militarizada, das mãos do seu líder Ossufo Momade para o Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi.

O chefe do posto de Vunduzi, Eusébio dos Santos Nguiraze, em representação do administrador do distrito de Gorongosa, reconheceu o contributo do PNG. “Nós somos os donos dessa terra, o Parque está a nos consciencializar sobre a necessidade de gestão sustentável dos nossos recursos escassos, para o nosso bem”.

“A arma principal disso é a nossa união” para conservar os nossos recursos, adoptando práticas recomendações”, disse Eusébio dos Santos Nguiraze diante da população.

No distrito da Gorongosa, as actividades, no contexto do Dia Mundial do Meio Ambiente continuaram até ao dia seguinte já na Serra da Gorongosa. (Muamine Benjamim –Vunduzi/Profundus PDF).

Polícia promete penalizar agentes que agrediram casal

Num vídeo aterrorizante, agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) aparecem a bater e a pisotear uma mulher na vila de Homoine, e de lado estava o marido da vítima. À data dos factos, um dos indiciados, o marido, confessou ter sido o responsável do roubo de electrodomésticos, utensílios de quarto e baterias de viaturas.

O casal foi publicamente apresentado no dia 4 do corrente mês, como a dupla de ladrões que não deixavam residentes de Homoine descansarem.

A mulher disse que não sabia a proveniência dos bens, aliás, não sabia que o homem era ladrão. Mas, era acusada de ser ela a vendedeira daquilo que o marido conseguia na calada da noite. Coincidentemente, no dia em que recebeu porrada da Polícia, antes o casal teve desentendimento porque a esposa questionou sobre a origem da luxúria.

Dos que aparecem no vídeo, um agente policial uniformizado bate a vítima com toda força nas pernas com objecto estranho, enquanto a colega a civil pisoteava sobrepondo-se na mulher igual. Nisso a vítima gritava, quase que falava todas línguas na tentativa de não ser batida a modo saco de milho. Ali, também estava o chefe das operações do Comando Distrital da PRM, em Homoine – “assiste ao cenário de violência nada fazer para impedir que os seus subordinados torturarem a mulher indiciada de roubo segundo detalha O País”.

Já ontem, terça-feira, a PRM em Inhambane reagiu depois da repercussão do video. Falando a jornalistas, a chefe de Departamento de Relações Públicas no Comando Provincial de Inhambane, Nércia Bata, disse que aquele comportamento dos seus colegas é desviante aos princípios da corporação.

Segundo Nércia Bata, já foi aberto um inquérito para apurar o que realmente aconteceu, mas, independentemente, das causas da agressão, os agentes da Polícia serão responsabilizados criminalmente. (Profundus).

Malawi: Vice-presidente e mais 9 pessoas mortas por acidente aéreo

Na última segunda-feira, um avião com 10 pessoas a bordo partia da capital malawiana de Lilongwe. Não conseguiu aterrar na cidade de Mazuzu devido ao mau tempo, apesar de ter recebido instruções para dar a meia volta, desapareceu e foi achado no dia seguinte com todos mortos. A morte foi anunciada ontem, terça-feira, pelo Presidente malawiano Lazarus Chakwera.

Além do vice-presidente do Malawi, Saulos Chilima, estava no avião militar a ex-primeira-dama do país, Shanil Dzimbiri.

“Desculpem-me por vos informar, mas foi algo que aconteceu de maneira terrível e trágica. As equipas de resgate encontraram a aeronave nas proximidades da floresta do Ngangao, e encontraram-na completamente destruída, sem sobreviventes, pois todos os passageiros foram mortos”, disse o Presidente do Malawi, Lazarus Chakwera pela media local.

O líder do Malawi revelou que o avião foi encontrado “completamente destruído” perto de uma colina na floresta de Chikangawa, no norte do Malawi, acrescentando que “palavras não podem descrever o quão triste isto é”.

O vice-presidente se dirigia com outras noves pessoas a Mazuzu, a 370 quilómetros ao nordeste, para participar de um funeral de um antigo membro do governo.

Jornal Profundus

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