Chefes: A nossa mina explodiu

Engana-se ou fecha olho quem pensa que aquela mina parou de motivar a reclamação de munícipes do 5° bairro-25 de Junho, na vila de Nhamatanda, em Sofala, região central de Moçambique.

A Hiperbrita Limita continua a explodir, apesar de não ser como antes. Isso sim, motivado pela reacção da população através de cartas que não foram dadas razão, mesmo com fotos, talvez por falta de advogado.

A mina explodiu hoje às 12:12, ninguém deve fingir demência, ali.

O curioso é que não houve razão dada a população, mas pela queixa, as explosões reduziram, passando de quase 24 horas para quase um trimestre. Não houve sentada com a autarquia e nem com Governo, mas, cada um no seu escritório sente cada explosão.

Foto tirada, segundos depois da explosão, dia 02.07.2024

Ali continuam obras paralisadas por causa do estremecer de terras provocado pela mina de exploração subterrânea Hiperbrita Limitada. De igual forma, curiosamente, continua a construção de outras- como de quem tem sonho de deixar pelo menos casa para os filhos.

O caso foi à Procuradoria, mas, segundo fundamentou não há razão para culpar o português ou chinês. Esta situação pode motivar uma desconfiança entre instituições estatais e a população, aliás, até um espírito de rebeldia não com os chefes com quem andam (cargos), mas pelo cidadão pacato.

Alguns chefes com obras ali choram às escondidas pelo “sistema”.

Qualquer empresa deve ter uma boa relação com as comunidades ao seu redor. E isso faz-se pela comunicação, ouvindo, sorrindo, sugerindo, negando, aceitando e definindo maneiras de convivência dos que ali residem e têm histórico até produzem ao redor. Eles conhecem a “espiritualidade das terras”. Mas, o sorriso real daqueles dali está muito longe pela mina.

A população foi lhe habituada a sentar para juntos sugerirem soluções sobre qualquer preocupação. Mas parece que sobre este assunto, o interesse não é suficiente ou simplesmente há quem sai barriga com aquela mina. Ali, existem obras que levam o nome de Nhamatanda para a diáspora. Mas, mesmo com

as queixas há mais de 2 anos, não há solução. E quem diz que representa as cartas da população, nem “piu”.

É um assunto que já teve destaque na media nacional e internacional, mas, parece que não basta reportar.

Nhamatanda é um distrito corredor do sucesso para alguns. As razões ainda não são claras, talvez com tempo. (Muamine Benjamim).

Governo e parceiros criam Fórum de Diálogo Distrital sobre Conservação

O Governo do distrito de Cheringoma e parceiros já estão reunidos para a criação de um Fórum de Diálogo Distrital de Cheringoma, envolvendo vários actores. Dentre várias finalidades, pretende-se discutir e alcançar consensos, além de garantias sobre assuntos relacionados a responsabilidade na implementação da legislação das Áreas de Conservação, do tráfico de produtos de flora e fauna e, da Coexistência Homem Fauna Bravia na Zona de Desenvolvimento Sustentável do Parque Nacional da Gorongosa, nas comunidades ao redor da Coutada 12 e no respectivo corredor ecológico.

O Fórum passará a contar com a participação permanente de representantes do Conselho Executivo Provincial de Sofala, Conselho de Representação do Estado de Sofala, Governo do distrito de Cheringoma, Magistrados do Ministério Público, representantes das Organizações da Sociedade Civil que actuam na área do ambiente e afins, representantes do Sector Privado, representantes do Comando distrital da Polícia da República de Moçambique em Cheringoma, Polícia de Protecção dos Recursos Naturais e Meio Ambiente, AQUA, Líderes comunitários, membros das comunidades locais, membros dos Comités de Gestão de Recursos Naturais e Comités de Desenvolvimento de Mulheres de Cheringoma e o Parque Nacional da Gorongosa.

O Fórum irá reunir uma vez por ano de forma ordinária e extraordinariamente sempre que se justificar.

 

Governo de Cheringoma e parceiros juntos contra tráfico de produtos de flora e fauna

O Governo local já pensa no futuro, chamando Cheringoma de distrito de 3 F’s”, [significando] Fauna, Flora e Futuro”. São palavras do Secretário Permanente, Sérgio António da Costa, em representação da Administradora Distrital. Mas, antes reconheceu a ”parceria inteligente com o Parque Nacional da Gorongosa pela forma como actua”. Assim, ”passaremos a não só criar, mas estabelecer-se órgão para no dia-a-dia, cada um assumir o seu papel na gestão dos recursos naturais”.

Secretário Permanente, Sérgio António da Costa

Para Sérgio da Costa, essas sinergias devem culminar com o “desenvolvimento do distrito e melhoria de prestação de serviços ao cidadão.

A Directora do Serviço Provincial do Ambiente, em Sofala, Ermelinda Xavier Maquenze espera que sejam alcançados consensos e garantias sobre assuntos relacionados com o tráfico de produtos de flora e fauna no Parque Nacional da Gorongosa, sua [Zona de Desenvolvimento Sustentável] e nas comunidades ao redor da Coutada 12), no que tange ao conhecimento sobre a legislação sobre a protecção, conservação e uso sustentável da biodiversidade”.

A Directora espera que até ao fim da reflexão, esteja “definido o papel de cada interveniente nos consensos alcançados sobre os temas, garantindo o seu cumprimento e desenhados os respectivos fluxogramas de informação”, além de um “plano realístico de acção que responda os desafios da caça furtiva, tráfico de produtos de flora e fauna bravia e Coexistência Homem Fauna Bravia”.

Directora do Serviço Provincial do Ambiente, em Sofala, Ermelinda Xavier Maquenze

Enquanto isso, o administrador do Parque Nacional da Gorongosa, Pedro Muagura fala de “melhor envolvimento das comunidades”, desafiando assim “cada distrito a lutar para ver a sua posição em termos de conservação”.

Administrador do Parque Nacional da Gorongosa, Pedro Muagura

No Fórum que decorre em Cheringoma, Pedro Muagura, revelou que as comunidades chegam até a atribuírem nomes aos animais da Gorongosa, como parte de inclusão e reconhecimento do seu papel na preservação dos mesmos. “Os leões Muanandimai e Maciambosa” são exemplos disso. São nomes que reflectem às respectivas localidades, em Cheringoma.

“Os próprios régulos telefonam para saber do estado de saúde do seu leão”, sublinhou Muagura.

 

Abordagens interessantes no Fórum

A terminar hoje, sexta-feira, iniciou ontem (27 de junho de 2024) a realização do I° Fórum de Diálogo Distrital sob liderança do Serviço Provincial do Ambiente, com o apoio do Governo do Distrito de Cheringoma e o Parque Nacional da Gorongosa.

No primeiro Fórum, pretende-se fazer uma abordagem e divulgação da legislação ambiental, especificamente a Lei 5/2017 de 11 de Maio (Lei de Protecção, Conservação e Uso sustentável da Diversidade Biológica), a Lei 17/2023 de 29 de Dezembro (Lei de Florestas e Fauna Bravia) e a Estratégia de Mitigação do Conflito Homem e Fauna Bravia, e conhecer o papel e responsabilidade de cada interveniente na aplicação das mesmas;

Abordar a legislação ambiental, com enfoque na Estratégia de mitigação de conflito do homem – Fauna Bravia (coexistência), olhando especificamente para a divulgação, o papel e responsabilidade de cada interveniente na aplicação das mesmas;

Partilhar e discutir a situação actual da caça furtiva e do tráfico de produtos de flora e fauna nas comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável do Parque Nacional de Gorongosa e da Coutada 12, e seu corredor ecológico;

Elaborar o Plano de Acção realístico que responda aos desafios do combate a caça furtiva e do tráfico de produtos de flora e fauna provindos daquela área do distrito de Cheringoma é um dos principais resultados esperados para o Fórum, e ao mesmo tempo esclarecer e alcançar consensos sobre os mecanismos de coordenação na implementação o quadro legal sobre a Protecção, Conservação e Uso sustentável da Diversidade Biológica e ecossistemas Florestais e o código penal atinente à caça furtiva e tráfico de produtos de flora e fauna bravia;

Discutir a Estratégia Nacional de Mitigação do Coexistência Homem – Fauna Bravia, incluindo o fluxograma da informação e responsabilidades;

Definir o papel dos diversos intervenientes na prevenção e mitigação da caca furtiva, tráfico de produtos de flora e fauna e do Conflito Homem – Fauna Bravia;

Harmonizar os mecanismos de funcionamento do Fórum de Diálogo Distrital e fluxograma de informação.

Sendo o primeiro Fórum, já conta com a presença do, secretário permanente, directores dos Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAE), Serviços Distritais de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI), Saúde Mulher e Acção Social (SDSMAS), Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT), do Chefe do posto Administrativo de Inhamitanga, os chefes das localidades de Mazamba, Maciambosa, Nangue e Josina Machel.

O encontro, igualmente, conta com a Procuradoria Distrital de Cheringoma (juiz esteve presente), Comando distrital da Polícia da República de Moçambique em Cheringoma, Polícia de Protecção dos Recursos Naturais, membros das comunidades de Catemo, Nhabaua, Muanandimai, Maciambosa, Chidanga Guma, Matondo e Chirimadzi, operadores das Concessões Florestais, Operadores das Coutadas e representantes dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM- Centro). (Profundus PDF/Muamine Benjamim- Cheringoma).

“Música e Movimento” como temas do ano pela Independência dos EUA

Ontem, quinta-feira, a Embaixada dos Estados Unidos da América em Moçambique, comemorou a Independência americana, antecipadamente a 4 de Julho. Aos americanos a “Música e Movimento” são temas deste ano que coincide com mais de 80 países a realizarem eleições, incluindo os EUA, a contarem com trabalho conjunto para futuro mais brilhante.

O evento de ontem juntou várias figuras, incluindo a Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Lídia Cardoso; corpo diplomático; parceiros do governo, sector privado, e sociedade civil; amigos moçambicanos e compatriotas americanos.

Na ocasião, Peter Vrooman deixou claro que o “trabalho conjunto para um futuro mais brilhante“ deve ser acompanhado pela escuta de várias vozes. Mas, antes, o Embaixador agradeceu a todos presentes por se juntarem ao evento.

Passamos a citar originalmente o discurso da ocasião na voz do Embaixador dos Estados Unidos da América em Moçambique, Peter Vrooman.

Boa tarde, gostaria de agradecer a todos por se juntarem a nós para celebrar a independência dos Estados Unidos da América a 4 de Julho, 1776. Agradeço, igualmente, aos nossos patrocinadores e ao pessoal da nossa Embaixada.

Hoje, 27 de Junho, estamos a meio entre essa famosa data e a do nosso mais recente feriado federal – o Dia Nacional da Independência Juneteenth, que comemora a liberdade das pessoas escravizadas em 19 de Junho de 1865. O nosso tema este ano é Música e Movimento, e estou grato à GranMah, à Grace Chiburre e ao coro da Embaixada por cantarem “Lift Every Voice and Sing,” composto pelo poeta, diplomata e activista dos direitos civis, James Weldon Johnson, em 1900.

Em Julho de 1917, James organizou um desfile de protesto silencioso de 10,000 pessoas contra o linchamento. Esta foi uma das primeiras grandes manifestações dos afro-americanos, antecedendo em quase 50 anos a famosa Marcha sobre Washington.

Avançamos para 1963: milhares de americanos – sobretudo jovens – de todas as origens marcharam em Washington, erguendo as suas vozes para pedir justiça e o fim da discriminação. Ouviram o discurso “I Have a Dream” do Reverendo Doutor Martin Luther King, um eco do refrão esperançoso do sol nascente captado em “Lift Every Voice and Sing.”

O artista americano Sam Cooke inspirou-se e escreveu a canção “Change Gonna Come,” que ficou consagrada na história como uma canção de esperança para as pessoas de todo o mundo que apelam pela mudança.

Hoje, estamos a celebrar estas vozes que consolaram e inspiraram as massas. Os governos nem sempre podem ouvir a voz do povo, mas quando o fazem, todos nós nos tornamos melhores.  Temos de ouvir as vozes de músicos da América como Nina Simone, Mavis Staples e Kendrick Lamar, assim como músicos de Moçambique: Moisés Manjate do grupo Djambo, Azagaia, Ivete Marlene Mafundza e Simba Sitoi. Temos de ouvir os jornalistas que nos responsabilizam a todos. A escritores como Paulina Chiziane e Amanda Gorman. Às vozes dos eleitores que, através das urnas, determinam o rumo do seu país.

Este ano foi designado como o ano da democracia. Mais de 80 países estão a realizar eleições, incluindo os Estados Unidos e Moçambique.  4 mil milhões de pessoas em todo o mundo vão fazer ouvir a sua voz.

Nas minhas viagens por todas as províncias de Moçambique, ouvi os sonhos de muitos jovens, desde professores inspirados em Niassa a um jovem poeta e compositor albino em Nampula; de artistas de Cultural Exodus em Cabo Delgado e as bailarinas de tufo na Ilha de Moçambique; de mães na Gorongosa e no Dondo; ciclistas e pessoas com deficiência em Quelimane, Beira e Maputo, até as cozinheiras do programa de lanche escolar em Moamba e Matutuine.

A democracia prospera quando as pessoas são ouvidas, quando trabalhamos para o bem-estar do povo. Continuemos a trabalhar em conjunto para um futuro mais brilhante, mais saudável, mais próspero, mais seguro, mais resiliente, mais democrático e mais justo para todos.

Agora, peço-vos que levantem os vossos copos e se juntem a mim e a Sua Excelência a Ministra Lídia Cardoso num brinde:

– Ao povo americano e moçambicano,

– Ao Presidente Nyusi e ao Presidente Biden,

– E à amizade entre a República de Moçambique e os Estados Unidos da América. Fechou o discurso, convidando assim a Ministra Lídia Cardoso para a sua intervenção.

Já o Governo moçambicano, através da sua representante, reconheceu a boa colaboração com EUA, desde os desafios ao desenvolvimento pelas iniciativas. Segundo Lídia Cardoso, isso representa a união dos dois países, o que motiva festejo conjunto.

 

Intervenção da Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Lídia Cardoso

A Declaração da Independência, a 4 de julho de 1776, constituiu uma extraordinária conquista que transformou os Estados Unidos na primeira nação do continente americano a ter a sua independência e serviu de inspiração para outras nações, então colónias. Por isso, em nome do povo e do Governo da República de Moçambique, felicitamos calorosamente o povo e o Governo dos Estados Unidos da América com renovados votos de desejo de reforço da solidariedade, amizade e cooperação que nos une.

Reconhecemos a presença, nesta Festa Nacional, de cidadãos norte-americanos e suas famílias. É uma presença que nos toca pela sua participação e empenho na construção de um Moçambique próspero e do almejado bem-estar social para todos. Desejamos a todos vós feliz celebração do Dia da Independência. Excelências, minhas senhoras e meus senhores, nesta ocasião celebramos, 248 anos de independência dos Estados Unidos e igualmente 49 anos da nossa cooperação, simbolizada pelo estabelecimento das relações diplomáticas entre os nossos dois países, a 23 de Setembro de 1975. Tratou-se então do reconhecimento formal da independência de Moçambique pelo Governo americano, seguida, a 8 de novembro do mesmo ano, pela abertura desta Embaixada.

O estabelecimento de relações político-diplomáticas foi o abrir de uma página indelével na história do relacionamento entre os nossos dois países e povos. Ao longo destes anos, orgulhamo-nos de ter desenvolvido em conjunto uma notável cooperação nos domínios político-diplomático, militar, socioeconómico, cultural, técnico-científico, humanitário, entre outras áreas de interesse mútuo. Este mês, celebramos com júbilo os 40 anos da nossa parceria com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, revisitamos as intervenções e projectos realizados com sucesso e reafirmamos o desejo de continuar a trabalhar como parceiros para desenvolver Moçambique.

Em agosto próximo, será retomada a vinda a Moçambique dos Peace Corps, que fazem parte do Programa do Governo dos Estados Unidos, o qual treina e envia voluntários para fornecer assistência internacional ao desenvolvimento. Os voluntários norte-americanos, com histórias de sucesso no nosso país, vão de novo trabalhar, lado a lado com moçambicanos, em sectores como a saúde e a educação. Em nome do Governo de Moçambique, gostaríamos sinceramente de agradecer ao povo e ao governo americanos por todo este apoio no desenvolvimento socioeconómico, na assistência humanitária, na mitigação dos efeitos dos desastres naturais como consequência das mudanças climáticas que têm assolado Moçambique, bem como no combate ao terrorismo em alguns distritos da província de Cabo Delgado.

Senhor Embaixador, notamos com satisfação o crescimento de investimentos e a presença de empresas americanas em Moçambique. Esta presença é resultado também do engajamento entre o Governo e sector privado de Moçambique com o Conselho Corporativo para a África, o qual se reflecte no interesse e na vontade dos dois Governos em reforçar a cooperação económica, explorando as oportunidades que o nosso país oferece para promover negócios nas áreas de recursos naturais, agricultura, infraestruturas, turismo, indústria e comércio, transportes, entre outros. Saudamos, pois, os esforços e o empenho do Governo dos Estados Unidos da América para elevar os patamares de ajuda oficial ao desenvolvimento de Moçambique.

Ao reiterar o nosso reconhecimento e apreciação às decisões tomadas pelo Governo dos Estados Unidos da América, permitam-nos destacar o seguinte. A implementação do Acordo de Doação, orçado em 1.5 mil milhões de dólares americanos, assinado 31 de Março de 2022, para além de outras formas de assistência. A assinatura do Acordo de Financiamento do 2º Compacto para Moçambique entre o Governo de Moçambique e a Agência Norte-Americana Millennium Challenge Corporation, em 2023. A inclusão de Moçambique na lista de países prioritários para a estratégia dos Estados Unidos de prevenção e promoção da estabilidade no mundo. A manutenção da elegibilidade de Moçambique para beneficiar da iniciativa AGOA.

A selecção de Moçambique para a cooperação no domínio da segurança sanitária no âmbito da iniciativa Global Health Security Agenda e o reforço da cooperação bilateral no domínio da segurança alimentar. O reforço da cooperação no domínio do combate ao terrorismo e o anúncio de incremento de apoio humanitário para apoiar os esforços de estabilização em Cabo Delgado. Na avaliação das nossas relações, usamos como um dos critérios a frequência da troca de visitas entre os Estados Unidos da América e a República de Moçambique. Este ano, em abril, Sua Excelência, o Presidente Filipe Nyusi, participou em Washington na Conferência Internacional sobre o Maneio Sustentável Integrado da Floresta do Miombo, organizada pelo Governo de Moçambique com apoio da Fundação Internacional para a Conservação da Biodiversidade e da Sociedade para a Conservação da Biodiversidade.

A conferência promoveu oportunidades de investimento no quadro da implementação da Declaração de Maputo sobre o Miombo, visando o alcance das metas sobre as mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável integrado. Como é sabido, a Floresta do Miombo é importante para a manutenção da Bacia do Grande Zambeze, uma região rica em biodiversidade, nas suas áreas protegidas, com enorme potencial para o desenvolvimento de uma economia baseada na natureza. Em maio, uma delegação de Moçambique, liderada por Sua Excelência Ernesto Max Tonela, Ministro da Economia e Finanças, participou em aulas na 16ª Cimeira de Negócios, Estados Unidos, América e África. Pela parte dos Estados Unidos, recebemos em março a visita de Sua Excelência Anne Witowitzki, Secretária de Estado-Adjunta para Assuntos de Conflito e Operações de Estabilidade. A sua presença permitiu o reforço das relações bilaterais e a promoção da paz em Moçambique, concretamente na província de Cabo Delgado.

Sr. Embaixador, Moçambique e os Estados Unidos partilham os mesmos valores democráticos de construção de Estados direito democráticos e de justiça. Desde 1994, Moçambique tem realizado regularmente eleições geral multipartidárias, estando neste momento em preparação as eleições presidenciais, legislativas e das Assembleias Provinciais, agendadas para 9 de Outubro próximo.

Nesta data de celebração do Dia da Independência dos Estados Unidos, gostaríamos de reiterar o compromisso do Governo de Moçambique no aprofundamento da democracia, na consolidação da paz, no respeito pelos direitos humanos e na promoção do desenvolvimento económico e social sustentável e inclusivo.

Igualmente, gostaríamos de reiterar, a terminar, a vontade do Governo de Moçambique em continuar a contar com os Estados Unidos da América para enfrentar os desafios actuais, nomeadamente, a implantação e consolidação de projectos ligados à estabilização da situação de segurança na província de Cabo Delgado, a provisão de mais ajuda humanitária às vítimas do terrorismo e desastres humanitários, a prevenção e combate a pandemias e a promoção do desenvolvimento económico e social que concorre para o bem-estar de todos. (Alfredo Armando – Maputo).

Quando falta probidade e boa vontade

O momento é, para os políticos, de ebulição. Somos todos os dias, em todos os noticiários “bombardeados” com novidades sobre documentos de candidatura que não se recebem, depois são aceites;

Com candidatos que submetem reclamação para reduzir o número de concorrentes;

Com candidatos que, a coberto de um estatuto que ainda não alcançaram, “maltratarem” nossos impostos com viagens onerosas;

Com concorrentes que em apenas meia dúzia de encontros com as massas já mudaram o timbre da voz (precisam certamente de mais um assistente além do jurídico).

Somos “bombardeados” pelo silêncio dos que ainda não ousaram testar sua aceitabilidade “dando o peito às balas” e é de dentro da casa que ameaçam e rotulam a tudo e todos.

É o que momentos como estes nos acostumaram a vivermos, com uma ou outra inovação. É a pré – campanha que assume diferentes contornos de acordo com a posição do candidato. Os que estão à dextra do Altíssimo estão abuzanhados (oh, meu telefone! é ABENÇOADOS). Estes podem fazer e desfazer. Têm os céus e a terra.

Os outros são os outros mesmo. Uns conseguem se virar e ser tostados de todos os lados pelo fogo do inferno. Outros ainda, sucumbem logo à porta, vítimas da sua ousadia.

Entretanto, ainda não chegou o dia do juízo final e uns já se sentem no coro dos anjos cantando hosanas ao Pai. Deviam recordar a parábola do rico e Lázaro. Mas pouco se importam com isso porque encontraram uma fórmula de convencer Abraão e fizeram uma cópia da chave do Paraíso. Ainda que transformem todo o lugar em Sodoma, Gomorra, ou a terra do dilúvio; quando a ira do povo chegar (oh meu Deus, este android ainda me faz ir à cadeia!). Quando a ira de Deus chegar, eles passarão por outro atalho e com a sua cópia da chave vão abrir o Paraíso. Sentar-se-ão no trono do Pai e rir-se-ão dos cadáveres daqueles que não conheciam a fórmula.

É normal em África embora nalgumas paragens já se esteja a começar a mudar o paradigma. À força como fez o jovem Ibrahim Traoré. À custa de vidas como os jovens quenianos ousaram suspender uma proposta de lei que iria sufocar quem já está sufocado.

Entretanto, neste normal a que nos habituamos ou fomos forçados a assumir como hábito, há algo que me parece um nova estratégia.

Um pouco por todo o lado são publicadas adjudicações milionárias. Dias depois publica-se a suspensão das mesmas. Com excepção das que são feitas pelo Vaticano de Moçambique, a CNE que nunca se abala com qualquer terramoto.

Ora, quando essas adjudicações que se suspendem eram planificadas, discutidas e autorizadas, eram-no à margem dos decisores que depois viram o bom samaritano?

De repente se surpreenderam com o anúncio dos jornais sobre assuntos sensíveis de sua casa, que demandam a assinatura de um ordenador de topo para se transformarem em documento válido?

Não será uma nova estratégia de nos mostrarem que estão preocupados com o nosso bem-estar e que lá dentro há déspotas que agem por sua conta e risco?

Professor – Ricardo Mapoissa -Cheringoma

 

Como não despertou, também, o MINEDH para em vez de carros de luxo, diga-se, aceitar transformar esse dinheiro em carteiras que se enquadrariam nas aquisições mesmo que a construção de salas ou redução da dívida com os Professores fossem recusadas pelo doador!

Eu só espero ver coisa boa acontecendo.

 

Um amigo disse-me uma vez que lá na terra onde decidiu ir viver com sua esposa de cor diferente da dele, os políticos não prometem fazer, para serem votados. Eles fazem as coisas para merecerem o voto. Que gente abençoada!

Acho que é por isso que não fazemos um grande esforço para reduzir o analfabetismo. Antes alfabetizamos para tolher a mente do cidadão para ter uma visão monolítica deste País. Temos poucos sabendo que “o boi do candidato é gordo, mas o boi do eleito é magro”.

Será sempre assim onde se pretende ficar rico à custa do que poderia ser partilhado por muitos.

O que tinha de especial a Líbia de Gaddafi?

O que tem de especial aquele enclave no meio da África que se chama Botswana sem sequer ter acesso ao mar?

Boa vontade e probidade. Só. (Ricardo Mapoissa).

Juventude: “Que se inspire nos combatentes da Luta de Libertação Nacional”

São palavras do administrador de Nhamatanda, Adamo Ossumane, durante as comemorações de 49 anos de Independência de Moçambique, hoje, Dia 25 de Junho.

Falando na Praça dos Heróis, Adamo Ossumane pediu para que a “nossa juventude se inspire nos combatentes da Luta de Libertação Nacional”.

Para Ossumane, os combatentes de Luta de Libertação “são pessoas que entregaram a sua juventude, não ganhavam nada, conseguiram buscar a independência, e agora estão a garantir o desenvolvimento através da produção”.

Administrador de Nhamatanda, Adamo Ossumane

É preciso “continuarmos unidos; continuarmos a produzir e a sustentar as nossas famílias. Esse é o sentimento básico para que haja desenvolvimento numa determinada sociedade. Também não se esquecendo da educação para as nossas crianças”, disse. (Muamine Benjamim).

Nhamatanda: Edil reconhece o papel de combatentes de Luta de Libertação Nacional

O presidente do Conselho Municipal da Vila de Nhamatanda reconheceu o papel dos combatentes de Luta de Libertação para a integridade territorial. O reconhecimento foi durante as comemorações de 49 anos de Independência de Moçambique, na Praça dos Heróis Moçambicanos.

Para Charumar, como o é popularmente conhecido, igualmente, rendeu homenagem àqueles que souberam respeitar a data para o desenvolvimento da autarquia de Nhamatanda. (Muamine Benjamim).

Mudanças climáticas: Frelimo mantem esforços para apoiar comunidades

A Frelimo em Nhamatanda diz estar a manter esforços para garantir que as comunidades estejam em condições condignas, mesmo em momentos de mudanças climáticas. É a descrição do primeiro secretário do partido no poder, aquando das comemorações de 49 anos de Independência, Dia 25 de Junho.

Não se fala de independência de Moçambique, excluindo a Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) que foi a junção de movimentos nacionalistas, nomeadamente, União Nacional Africana de Moçambique Independente (UNAMI), Mozambique African National Union (MANU) e a União Democrática Nacional de Moçambique (UDENAMI).

Alberto Semente falando hoje, apresentou um desenvolvimento comparativo ao período colonial, de independência e pós-independência, sem excluir os últimos acontecimentos mais destrutivos com destaque para ciclones.

(Na linha da frente, da esquerda à direita) Dirigentes de Nhamatanda: Secretário da Frelimo, Alberto Semente; Administrador, Adamo Ossumane; Edil, António Charumar; e Secretário da ACLLN, Vicente Goche.

De forma específica, Semente destacou as recentes quatro infra-estruturas entregues na passada segunda-feira pelo Chefe de Estado, Filipe Jacinto Nyusi, no distrito de Nhamatanda. (Muamine Benjamim).

Organizações Sociais prontas para vitória da Frelimo

Numa leitura de mensagem por ocasião da passagem dos 49 anos de Independência de Moçambique, as Organizações Sociais, em Nhamatanda garantiram prontidão para vitória do partido Frelimo, pelas eleições de 09 de outubro próximo.

“Nós Organizações Sociais da Frelimo, Associação de Combatentes de Luta de Libertação Nacional (ACLLN), (OMM) e (OJM), estamos prontos para enfrentar vários desafios com enfoque para a vitória da Frelimo nas eleições de 09 de outubro de 2024”. Está escrito no documento que o secretário da ACLLN, Vicente Goche, leu.

Vicente Goche apresentou a mensagem em representação das três organizações em Nhamatanda. (Muamine Benjamim).

Tzu Chi com bolsas de estudos a 15 moçambicanos

A Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique, dentro da sua missão Educação, instituiu a partir deste ano 15 bolsas de estudo por ano.

Os primeiros 15 candidatos estudantes bolseiros para o estrangeiro, seguem a 14 de julho do corrente ano. Destes, 4 bolseiros são da província de Sofala sendo 2 de Metuchira e 2 da vila sede de Nhamatanda. E os outros 11 seleccionados em Maputo, Cidade e Província.

São estudantes que, por 4 anos, cursarão Economia, Gestão de Empresas, Ciências de Computação, Segurança Cibernética, Engenharias, Comunicação, Marketing, entre outras. Em termos de investimento, para este primeiro grupo, a Fundação Tzu Chi prevê desembolsar 43.000.000, 00 de meticais, pelo período de 4 anos.

“A filosofia da Fundação e isso é também das instituições de educação e ensino, seja na abordagem à antiga, quer da mais actual, ou moderna, é que aos esforços das infra-estruturas e belas escolas que construímos ou tenhamos, devemos também fazer esforços para associá-las, senão assegurar uma gestão mais científica para produzir os efeitos desejados, como a eficiência, equipamentos e proficiência dos seus gestores e corpos directivos”, disse o presidente da Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique, Dino Foi.

“Foi tendo presente essa exigência e premente necessidade de que a Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique se impôs ao desafio, colocando a disposição das nossas autoridades da educação para realização de uma formação de curta duração, de 8 semanas para 30 profissionais da educação no estrangeiro, especificamente, para os directores das escolas construídas pela Fundação e, não só”, disse Foi. Acrescentando: “sendo os custos cobertos pela Fundação como transporte terrestre, aéreo, acomodação, formação e alimentação”.

“Em Moçambique, ainda é possível!”, fechou Dino Foi. (Muamine Benjamim).

Profundus Informativo 22.06.2024

Dois irmãos morreram carbonizados dentro de uma residência, em Nhamatanda; USAID e Moçambique celebram 40 anos de parceria e progresso; SDEJT –Chemba recebe equipamentos agrários e meios circulantes; Moçambique projecta a produção de café.

Jornal Profundus

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