Araújo com exonerações e nomeações em Quelimane

O edil do Conselho Autárquico de Quelimane, Manuel de Araújo exonerou funcionários e nomeou outros. E ainda quer movimentar outros para nova dinâmica ao serviço de munícipes.

Entre os exonerados e nomeados estão os vereadores, chefes de vários sectores, director e coordenador.

Através de despachos de Manuel de Araújo, datados a 5 de julho de 2024, é nomeado Bernardo Francisco Machona, para o cargo de Vereador da Educação e Cultura; Agocindo Agostinho Roque, para o cargo de Chefe de Secção de Transito da Polícia Municipal; Baridjane Francisco Brujane, para o cargo de Director de Saneamento.

Com as mesmas datas, o edil manda cessar funções o Chefe do Serviço de Transito Municipal, Inês Alfredo Manuel Noventeya Alfredo; Secretária da Polícia Municipal, Carina Irene Luís Machaia; Serviço de Reciclagem do Lixo, Jonathan Eugénio Sulemane; Vereador de Actividades Económicas, Abel Vicente Sana Sana; Chefe do Posto Administrativo Municipal n°4/Santagua, Leocádia Luciano Contente; Coordenador do Projecto Desenvolvimento Urbano Local- PDUL, Hortênsio Sunde Manuel Lopes; Vereador de Juventude, Filipe Santos José Ribeiro; e Vereador de Urbanização e Infra-estruturas, Plácido Leontino Silvestre Sabonete. (Profundus PDF).

Nhamatanda: “Camaradas” dão “bifes” ao MDM para estressar outros nas sessões municipais

Alguns membros da Assembleia Municipal pela Frelimo, partido no poder, na vila de Nhamatanda têm recorrido a oposição para apresentar informações que quebram cabeça aos outros camaradas”. É a revelação do único membro do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), na Assembleia Municipal, Semedo Barreto, durante a IIª Sessão ordinária.

Na vila de Nhamatanda, as sessões da Assembleia municipal têm sido polémicas pela natureza de discussão dos 23 membros. Em algum momento, certos “camaradas” vêem-se “despidos” por palavras, que para eles é fora do profissionalismo. Na “casa do povo”, chega-se até a se discutir quem sabe melhor que o outro ou quem melhor interpreta as leis. Ali sai-se da agenda para discussão com parecer rancoroso.

Para quem não sabia, as habituais revelações da oposição, principalmente, do MDM, são passadas por membros da Frelimo cansados do sistema interno. Já se desconfiava pelo nível de “beefs” muitas vezes bombardeados pela oposição. Confirmou-se com o pronunciamento do habitual revelador Semedo Barreto.

Depois do primeiro ponto de agenda (apresentação, apreciação e aprovação da acta da Iª Sessão Ordinária que decorreu há meses), na II Sessão Ordinária estava marcado o assunto (apresentação de relatórios de comissões de trabalho), composto por membros mistos dos três partidos. É aqui onde fez estremecer os camaradas, no dia 03 de Julho corrente.

Tudo começou quando o único membro do MDM criticou a lentidão de leitura de Fina Dinoche, da acta que segundo ele motivou soneca e foi imperceptível, não parecendo que quem a leu é licenciada.

MDM também leu, mas, para alguns críticos pela Frelimo, a leitura de Fina Dinoche, foi a mais compreensível que de Semedo.

Em reacção sobre os pronunciamentos do MDM, Estevão Azenha também criticou no ponto de agenda número 2 da Apresentação, aprovação de Relatórios das Comissões de Trabalho, cuja leitura foi feita por Semedo Barreto. Chegou até a questionar-se se a qualidade de leitura de Semedo seria pelo ensino à distância ou mesmo presencial, alegando má leitura.

Outra crítica estava relacionada a Renamo para o seu porta-voz, Francisco Manuel que também tem um estabelecimento de comercialização cuja motivação de clientela não escapa a poluição sonora. Quando é ele que deveria ser exemplar contra a poluição sonora na vila municipal.

Quando chegou a fez de reacção desses dois (oposição), deixaram claro que não iriam descer ao nível do também crítico Azenha, alegando que naquela casa do povo não é para discutir assuntos relacionados à vida privada dos membros da Assembleia municipal.

Entretanto, que a verdade seja dita. Existem sim estabelecimentos poluindo o meio ambiente, cujos proprietários são alguns influentes.

Afinal, segundo concluíram os presentes membros da Frelimo, todo “desrespeito” aos camaradas em sessões, é justificado pela partilha antecipada de “bifes” ao Semedo.

Em resposta a essas críticas, Semedo foi além ao afirmar que tem “bifes” de todos presentes na sala da IIª Sessão Municipal. E que se quisesse poderia destapar todas matérias até assuntos de casa. E se não o fez é por respeito. Tem informações com detalhes partilhadas por pessoas da Frelimo para ele espalhar nas sessões, mas, preferiu não revelar as fontes. Esta informação atiçou desconfiança entre camaradas. Era uma forma de ameaçar que se for para assuntos da vida privada dos presentes, estava pronto.

Contrariamente ao que a Renamo havia exigido antes, chegou de deixar o ponto de agenda (Informe do edil), para falar da vida privada de António Charumar João, ao não ocupar a residência atribuída pelo Estado, preferindo a pessoal. Prontamente, o edil prometeu reagir nos moldes ao nível do porta-voz da Renamo, Francisco Manuel.

A reacção da Renamo obrigou a retirada de palavra à perdiz.

Contudo, a Renamo foi a única bancada que votou contra o Informe do edil, alegadamente por não apresentar os detalhes de como foi usado o dinehrio do povo. Mas aprovou a acta da Iª Sessão Ordinária; e apresentação, aprovação de Relatórios das Comissões de Trabalho. Os restantes membros da Assembleia Municipal (18 da Frelimo) e (1 do MDM) votaram a favor de todos documentos. (Muamine Benjamim).

Conservação: Gorongosa aponta motivos para criação de Fórum de Diálogo Distrital

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) apresentou os motivos pelos quais, houve a necessidade de reflexão para a criação de um Fórum de Dialogo Distrital focado na Conservação.

Dentre vários motivos, o administrador do Parque Nacional da Gorongosa, Pedro Muagura destacou a caça furtiva, desmatamento, queimadas descontroladas, garimpo e pesca ilegal.

Algumas pessoas pensam que os solos que estão dentro do Parque são os mais férteis, mas, para Pedro Muagura, isso “não é verdade”, justificando que “esgotaram a capacidade nutritiva dos solos em zonas com muita frequência de uso, provavelmente obedecendo técnicas não muito recomendadas. “Os solos já são pobres”, declarou.

“Os solos que estão dentro do Parque podem ser ricos, mas, também se se aplicar uma má técnica de cultivo no mesmo solo, daqui a dois anos tornar-se-ão pobres igualmente ao que é apontado pobre hoje”.

A extracção de ouro ilegalmente é outro motivo para a criação de um Fórum de Dialogo para discutir assuntos interessantes da Conservação na Zona de Desenvolvimento Sustentável do Parque Nacional da Gorongosa.

Pedro Muagura

A extracção ilegal de ouro nem sempre é feita pelos residentes da Gorongosa, mas, também por pessoas provenientes das províncias vizinhas de Sofala, principalmente, Zambézia e Manica ou até por todos que viram ali um lugar de ilegalmente fazerem dinheiro. Mas, nos últimos anos, segundo Pedro Muagura, “os que praticam esta actividade já sabem que quando forem encontrados terminarão mal”.

Outro elemento associado a agricultura é a prática de queimadas, precedidas pelo abate indiscriminado de árvores. Mas também, existem pessoas que sem praticar agricultura gostam mesmo de queimar para clarear o redor do ambiente, por exemplo nas noites. E esta, segundo Muagura é uma grande percentagem: “não podemos pensar que o fogo só deriva da agricultura”.

A pesca é outro factor influenciador para a criação de um Fórum de Diálogo distrital para a Conservação. “Tem sido um elemento muito nocivo [principalmente], usando redes mosquiteiras” ou até uso de “produtos químicos nos rios para matar o peixe”. (Profundus PDF).

Comunidades reduzem invasão a Gorongosa

As comunidades estão a reduzir a invasão ao Parque Nacional da Gorongosa. É avaliação do Comité de Gestão de Recursos Naturais de Nhabaua, no distrito de Cheringoma, província de Sofala, fruto de sensibilizações, de maior aproximação e apoio directo do PNG para melhor percepção sobre legislação e o Plano de Maneio.

O Presidente do Comité de Gestão de Recursos Naturais da Comunidade Nhabaua, António Carlos Camisa, aponta a redução de invasão como resultado de sensibilização apoiada pelo próprio Parque Nacional da Gorongosa. O Parque tem promovido sessões de capacitação das comunidades locais em matérias sobre utilização sustentável dos recursos naturais, para que as possam liderar o processo de tomada de decisão sobre o acesso, uso e controlo dos recursos naturais nas comunidades.

António Carlos Camisa destaca actividades de sensibilização nas comunidades, realizadas pelos Animadores Comunitários (membros das comunidades locais com conhecimentos e habilidades para facilitarem palestras e outro tipo de intervenção ao nível da comunidade) para adopção de boas práticas de uso sustentável dos recursos escassos existentes. “As comunidades estão a acatar com seriedade [as mensagens] “.

António Carlos Camisa

“Já está minimizada a situação de invasão do Parque por causa de Recursos Naturais porque sensibilizamos as nossas comunidades”, avaliou o Presidente do Comité de Gestão de Recursos Naturais, sem quantificar a redução.

“As comunidades já sabem o que é o Parque, a quem pertence o Parque e quais são os benefícios do Parque”, apontou Camisa as razões da redução da invasão.

O Presidente do Comité de Gestão de Recursos Naturais da Comunidade Nhabaua diz que agora o Parque está mais perto da comunidade do que antes, através das suas intervenções. “A comunidade não conhecia aquela matéria e a razão de estarmos a conservar”.

Com a colaboração entre o Parque e Governo, segundo o Presidente do Comité de Gestão de Recursos Naturais, as pessoas da comunidade recebem benefícios em “termos da saúde, agricultura, educação”, exemplificou, destacando que já “conhecem as vantagens” da Conservação.

Lembre-se que Nhabaua faz parte dos 16 Comités de Gestão de Recursos Naturais (Mecombezi, Bebedo e Nhampoca em Nhamatanda; Nhamacuenguere em Dondo; Nguinha e Nhantadza em Muanza; Muanandimai, Catemo e Nhabaua em Cheringoma; Nhamacolomo em Maringué; e Santunjira, Canda, Tambarara, Nhanguo, Nhambita e Djuchenje em Gorongosa) que receberam cerca de 730.220,54 meticais, resultantes de 20% das taxas de entrada no Parque Nacional de Gorongosa em 2023, cuja cerimónia de entrega oficial destes valores teve lugar na Vila de Inhaminga, distrito de Cheringoma. Neste evento participaram igualmente, os CGRN das comunidades. (Profundus PDF).

Cerca de 30 jovens capacitados em matérias de liderança e engajamento cívico

A Associação Anjo da Guarda (AAGUA) realizou hoje, uma capacitação de 30 jovens do distrito de Nhamatanda, em matérias de liderança e engajamento cívico, cujo objectivo é de empoderá-los a melhorarem a sua participação nos processos democráticos ao nível distrital.

A capacitação é fruto do projecto SOU JOVEM implementado pela Plan Internacional Finlândia em colaboração com o Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD), co-financiado pela União Europeia (UE).

Esta capacitação baseou-se em abordagens específicas de modo que os jovens desenvolvam capacidades cognitivas e habilidades intrapessoais para o desenvolvimento da AAGUA e de influência de outros adolescentes.

A capacitação cingiu-se nas matérias de liderança, envolvendo a dinâmica de grupos e exercícios práticos: Mudança e Autoconfiança;

Engajamento Cívico, Direitos e Participação: Engajamento Cívico, Deveres e Direitos da Juventude na Governação Local, envolvendo a dinâmica de grupos em exercícios práticos: Participação Política da Juventude.

O líder da AAGUA, António Luís Golonga, espera que com esta capacitação, os jovens saibam se “identificar, autoconfiarem-se, saber gerir as suas actividades e participar nas actividades políticas tomando decisões”.

Por vezes, os jovens não participam actividades sinérgicas por falta de “conhecimento”, por isso, através dessa “capacitação”, já poderão fazer.

A Associação Anjo da Guarda (AAGUA) é de base comunitária, constituída e liderada por jovens de Nhamatanda-Sofala. Desde 2019, tem desenvolvido actividades a nível do distrito cujo foco é exclusivo para a melhoria da condição de vida de jovens.

(Da esquerda à direita) Representante do Serviço Distrital da Saúde, Mulher e Acção Social, Paciência Armando; Vereador de Assuntos Sociais e Géneros no Município de Nhamatanda, Francisco Noticie; Coordenador da AAGUA, António Golonga.

Jovens prontos para mudança

O evento de um dia foi participado até por jovens das localidades de Bebedo, Nhampoca, interior do distrito. Todos dizem ser uma oportunidade de aprendizado e de agora em diante, querem fazer mudanças, desde a forma de pensar a resolução de problemas que lhes apoquentam.

O evento para Rosa Gatia “foi um despertar muito grande”. Ela já se considera “líder com muita capacidade de gerir um grupo ou certa actividade”.

Rosa Gatia

Joaquim Lemos diz que os jovens não podem estar de braços cruzados esperando oportunidades, deve ter uma mente aberta. Ele quebra a vergonha de sentar nas ruas pelo serviço financeiro móvel. Portanto, a capacitação veio para fortificar a sua visão.

Joaquim Lemos

Teresa Manuel prefere ser “líder servidora” na solução de problemas sociais, colocando as prioridades para os mais carenciados – é um aprendizado fruto da capacitação. Ela defende que “toda mulher quer ser independente e pode fazer aquilo que o homem não consegue fazer”.

Teresa Manuel

Existente há mais de cinco anos, a AAGUA foi oficializada neste ano, cujo foco é operar ao nível nacional, mas, por enquanto tem representações em Sofala e a província vizinha Manica.

A AAGUA tem levado a cabo palestras, diálogos comunitários e pequenas formações em Direitos Humanos, Conservação da biodiversidade e empoderamento económico.

Além dos jovens, a capacitação contou com a participação de membros do Governo distrital e do Conselho Municipal da Vila de Nhamatanda. (Muamine Benjamim).

Nhamatanda: 2 mortos e 4 feridos graves da mesma família a paulada

Pela madrugada de hoje, um crime assustou o 2° bairro, na vila municipal de Nhamatanda. O pai da família e mais três filhos menores estão numa situação grave, enquanto a mãe da casa e mais um filho foram mortos, com recurso a um pau “pilador”, dentro de uma residência.

Dos oito membros da mesma família, apenas dois escaparam a fúria dos malfeitores. Ainda não se tem pistas. Mas na noite de ontem, o dono da casa esteve a beber só saiu quando o filho foi solicitado para levá-lo a casa.

Os que escaparam são crianças que tinham dormido noutra casa do mesmo quintal.

Tão cedo, os feridos foram levados ao Hospital Rural de Nhamatanda, mas pelo estado “grave”, segundo o director do Hospital, Joaquim Botão, foram transferidos para Hospital Central da Beira (HCB).

Dentro da residência, foi encontrado o tal “pilador” ensanguentado e com restos de cabelos, dando subentender que as vítimas foram agredidas até à parte da cabeça. Aliás, tinha um cabo de machado, sem a parte cortante.

É um facto que poderá motivar outros detalhes. O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) já esteve no local.

Não se sabe ao certo o que aconteceu. Até porque o secretário do bairro que deveria melhor saber contar como autoridade local esteve presente em pouco tempo no local, ficando difícil ainda localizá-lo, mesmo na sua residência não esteve. Entretanto, Joana Francisco é a sobrinha que conseguiu falar sobre o tio que agora está no hospital com outros filhos vítimas.

Segundo Joana, o tio estava a beber ontem. A mãe de Joana chamou o filho para levar o pai, tirando-lhe da bebedeira. De madrugada, a família surpreendeu-se com luto e agressões.

O tal filho é menor de 13 anos de idade, mas, é o mais velho gerido pelo casal. Agora, está baralhado pela situação de mortes e outros feridos graves.

Este crime eleva para cinco mortes em duas semanas só na vila municipal de Nhamatanda, contando com dois irmãos mortos por suposto fogo posto na residência, outro crime foi a catanada a um guarda.

Lembre-se que até ao final do primeiro semestre de 2023, os assassinatos de mulheres já davam outro ar de alívio no distrito. Mas estes novos episódios registados nas residências reactivam o medo de munícipes e obrigação das autoridades de Nhamatanda a fortificarem cada vez mais a segurança. (Maumine Benjamim).

PNG E UNIVERSIDADE ESTADUAL DE BOISE: Parceiros para conservação, sustentabilidade e intercâmbio cultural

A Universidade Estadual de Boise (EUA), através do seu Centro de Engajamento Global, reforça seu compromisso com a sustentabilidade, intercâmbio cultural, patrocinando seis professores e seis educadores de ensino fundamental bem como do ensino médio de Idaho para participarem do renomado programa Fulbright-Hays Group Project Abroad (GPA) em Moçambique, África. Esta oportunidade é fruto de uma bolsa concedida pelo programa de Educação Internacional e Línguas Estrangeiras do Departamento de Educação dos Estados Unidos.

Os participantes seleccionados participarão de um programa inovador de desenvolvimento de currículo intitulado “Forjando um Futuro para a África Através da sustentabilidade: Lições do Parque Nacional da Gorongosa, em Moçambique”. O programa visa aprofundar os laços entre Idaho e Moçambique, promovendo práticas sustentáveis e intercâmbio cultural.

Alinhado com essa iniciativa, o Parque Nacional da Gorongosa teve a honra, recentemente de receber um grupo de educadores apaixonados em várias disciplinas da Universidade Boise State, Idaho. A visita enfocou o programa Clubes de Jovens da Gorongosa, que envolve estudantes locais em esforços de conservação e promove um senso de comunidade em torno da protecção da rica biodiversidade do parque.

Segundo a Gorongosa, “esta colaboração destacou a importância das parcerias na preservação do nosso mundo natural e serviu como uma experiência de aprendizagem valiosa para todos os envolvidos.

A Universidade de Boise State está entusiasmada em fazer parte dessa jornada transformadora e espera ansiosamente o impacto positivo que terá em nossos professores, educadores e na comunidade em geral.

Juntos, podemos construir um mundo mais sustentável, interconectado e culturalmente consciente para as gerações futuras”.

Durante sua estadia em Moçambique, os educadores do Estado de Idaho visitaram escolas secundárias locais, interagindo com membros dos Clubes de Jovens e obtendo perspectivas sobre suas experiências.

Eles participaram da limpeza do rio Nhandare, exploraram o jardim botânico da Escola Secundária Cristo Rei e presenciaram uma performance de dança cultural vibrante organizada pelos Clubes de Jovens.

Também, exploraram as paisagens deslumbrantes do Parque Nacional da Gorongosa através de safaris inesquecíveis, descobriram a vida selvagem única do parque e aprenderam sobre os desafios e sucessos da conservação baseada na comunidade. Além disso, visitaram as pré-escolares (escolinhas) locais, onde pintaram murais e participaram de actividades criativas. (PNG/Profundus PDF).

OMS: 2,6 milhões de mortes por álcool são “inaceitavelmente elevadas”

Em 2019, registaram-se 2,6 milhões de mortes relacionadas com o álcool em todo o mundo e a Europa registou a taxa de mortalidade mais elevada, de acordo com um novo relatório.

É mais provável que as pessoas morram de problemas relacionados com o álcool na Europa do que em qualquer outro lugar, de acordo com um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Globalmente, houve 2,6 milhões de mortes relacionadas ao álcool em 2019, um declínio de 2,5% em relação a 2010, mas ainda “inaceitavelmente alto”, disse o Dr. Vladimir Poznyak, que dirige a unidade de álcool, drogas e comportamentos viciantes no departamento de saúde mental e uso de substâncias da OMS, durante uma conferência de imprensa.

A região europeia tem a taxa mais elevada de mortes relacionadas com o álcool – 52,9 por 100 000, um pouco acima dos 52,2 por 100 000 de África – bem como a taxa mais elevada do mundo de distúrbios relacionados com o consumo de álcool, com 10,7%, embora a prevalência tenha diminuído nos últimos anos.

A taxa de distúrbios relacionados com o consumo de álcool também diminuiu nas Américas e nos países do Pacífico Ocidental, ao passo que aumentou nas regiões de África, do Mediterrâneo Oriental e do Sudeste Asiático.

Globalmente, estima-se que 400 milhões de pessoas sofram de perturbações relacionadas com o consumo de álcool, o que aumenta o risco de doenças digestivas e cardiovasculares, epilepsia, cancro, lesões e outros problemas de saúde.

Os europeus também lideram o mundo no que respeita ao consumo casual de álcool, bebendo uma média de 9,2 litros per capita, em comparação com 5,5 litros a nível mundial. Entre os 10 países com maior consumo de álcool per capita, sete são Estados-Membros da União Europeia.

“Não existe um nível de consumo de álcool isento de riscos”, afirmou Poznyak, embora os fatores biológicos, sociais e contextuais desempenhem um papel importante na definição do risco individual de cada pessoa.

É por isso que, no âmbito dos objetivos de desenvolvimento sustentável da OMS, a agência pretende reduzir o consumo excessivo de álcool, em especial entre os adolescentes – mas não estabelece pontos de dados ou critérios específicos que os países devam cumprir. Até 2030, a OMS pretende que o “consumo nocivo de álcool” diminua 20% em relação a 2010.

“Lacunas críticas” no tratamento das perturbações associadas ao consumo de substâncias

O consumo de drogas e a toxicodependência são também grandes desafios para a saúde mundial.

Em 2019, quase 600 000 pessoas morreram em resultado do consumo de drogas psicoactivas, segundo o relatório. Os transtornos por uso de substâncias estão intimamente ligados às condições de saúde mental e podem aumentar o risco de doenças não transmissíveis, infecções associadas à injecção de drogas e mortes acidentais.

O acesso ao tratamento dos problemas relacionados com o consumo de substâncias continua a ser um obstáculo importante na maior parte do mundo, segundo o relatório da OMS. Nos países inquiridos, a adesão ao tratamento varia entre menos de um por cento e 35 por cento.

Existem também disparidades no interior dos países. A maioria das mortes relacionadas com o álcool ocorreu entre os homens, enquanto a perturbação por consumo de substâncias afecta desproporcionadamente as pessoas com um estatuto socioeconómico mais baixo.

“O estigma, a discriminação e os equívocos sobre a eficácia do tratamento contribuem para estas lacunas críticas na prestação de tratamento, bem como para a contínua baixa prioridade dada aos distúrbios de uso de substâncias nas agências de saúde e desenvolvimento”, disse Poznyak.

A pandemia de COVID-19 interrompeu a recolha e análise de dados, o que atrasou a publicação do relatório em dois anos. (euronews).

Varíola M ainda é ameaça à saúde pública – OMS

Brasil é o segundo país com mais casos da doença também conhecida como Mpox; Américas lideram regiões com 43,8% de todas as notificações, seguidas da África e Europa.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que a varíola M, ou Mpox, segue uma ameaça à saúde pública com um total de 97.208 casos e 186 mortes em 117 países. O balanço é do período entre 1º de janeiro de 2022 e 30 de abril deste ano.

A agência chama a atenção para o evoluir da situação com a confirmação de mais de 3,1 mil casos em nível global desde o início de 2024.

 

Brasil

Em abril passado, as Américas reuniam 43,8% dos infectados de todo o mundo. A seguir estavam a África com 29,9% e a Europa com 20,6%. Maio registou cerca de 600 pacientes em 26 países e um aumento na região africana.

Já o Brasil, com 11.212 pacientes, é o segundo país com mais casos e aparece a seguir aos Estados Unidos. As 10 nações com o maior número global de ocorrências reúnem 32.820 pacientes.

No terceiro lugar da lista dos países com mais registos de varíola está Espanha, e depois Colômbia, França, México, Reino Unido, Alemanha, Peru e China. Juntos, estes países representam 80,8% dos casos relatados globalmente.

 

Infecção de HIV

A África do Sul teve “um surto significativo” de Mpox devido à variante clade IIb. Desde abril, as autoridades confirmaram 13 ocorrências e duas mortes de pacientes que tinham a infecção de HIV em estágio avançado e estavam internados.

A agência defende que embora viver com HIV não seja um factor de risco para Mpox, as pessoas com sistemas imunológicos debilitados correm maior risco de ficar graves e morrer.

A OMS apoiou a África do Sul em medidas de resposta imediata ao surto com informações para profissionais de saúde e pessoas em risco, além da promoção da vigilância, do rastreamento de contactos e do atendimento clínico para pacientes.

A agência disse estar avançando rapidamente para a etapa de fornecimento de recomendações de vacinação para as comunidades sul-africanas em risco.

 

Transmissão através de contacto sexual

A República Democrática do Congo é marcada por um grande surto devido à variante clade I do vírus. Neste ano, o país “teve 9.291 casos clinicamente compatíveis e 419 mortes com uma alta taxa de letalidade de quase 5%”.

As crianças congolesas têm sido particularmente afectadas pela varíola M e as taxas de mortalidade são ainda maiores. A OMS anunciou a ocorrência de casos de uma nova cepa do vírus clade I na província oriental de Kivu do Sul com transmissão sexual que chegou a cidades como Goma, em Kivu do Norte, num acampamento de deslocados internos.

Outras nações africanas que relaram novos casos da doença são a República do Congo e Camarões. Para a OMS, o continente precisa de uma nova abordagem em meio à alta de casos da varíola M. Nesse processo é recomendado fazer “intensas investigações e esforços de acompanhamento para determinar as causas por trás do ressurgimento”.

 

Infecções sexualmente transmissíveis

A agência da ONU recomenda o uso de vacinas para pessoas em risco de contrair a doença adquirida através do contacto próximo com um infectado, especialmente pele a pele.

A agência recomenda ainda que sejam integrados os serviços contra a Mpox nos actuais programas contra infecções sexualmente transmissíveis para interromper os surtos e eliminar a transmissão entre humanos.

Em áreas endémicas, a OMS busca entender melhor como o Mpox se espalha e a actuação com os países visa “melhorar a vigilância e fornecer protocolos e ferramentas de investigação” para abordar essa questão.

Além disso, a agência pede prioridade dos países para a atribuição de recursos para vacinação, tratamento e iniciativas de saúde pública para grupos de risco para um combater efectivo a ameaça à saúde pública.

Lembre-se que do outro lado, em maio passado, chefes de agências humanitárias da ONU e organizações parceiras emitiram um comunicado declarando que sem uma acção internacional urgente, a República Democrática do Congo, RD Congo, pode chegar “à beira da catástrofe”.

A escalada do conflito está impulsionando níveis recordes de violência de género, deslocamento e fome na parte leste da nação africana. (ONU News).

Nhamatanda: MDM queixa-se de anomalias da Assembleia Municipal

O Movimento Democrático de Moçambique representado pelo único membro dos 23, (18 da Frelimo) e (4 da Renamo) na Assembleia Municipal da Vila de Nhamatanda, queixa-se de anomalias da “casa do povo”.

Hoje, no habitual “aquecimento” Assunto Antes da Hora do Dia, Semedo Armando Barreto, disse que até ontem não teria recebido o Informe, uma parte da papelada para a discussão. É um dos documentos que devia ser depositado nos partidos políticos, mas não é o caso de Nhamatanda, pelo menos não desta vez.

Semedo diz que chegou de solicitar o documento mesmo através de táxi-mota, não foi possível. Contrariamente, hoje, recebeu o ofício faltando poucos minutos para o evento iniciar.

Legalmente, são oito dias antes do evento, período em que deve haver a entrega de documentos para facilitar melhor preparação do debate.

Já a Frelimo apresentou os feitos do partido no poder desde a Presidência de Moçambique, Presidência municipal, apresentação do novo candidato, Daniel Chapo e os planos para munícipes de Nhamatanda.

A Renamo não foi diferente. Apresentou a luta da perdiz em nunca parar desde os motivos em Roma aos desafios actuais, projectando-se para as Eleições Gerais de 9 de outubro próximo.

Este é apenas aquecimento, ainda há temas por debater hoje.

Independentemente desta discussão inicial, a Assembleia Municipal tinha como propostas quatro temas para esta IIª Sessão ordinária, a mencionar:

  1. Apresentação, aprovação e apreciação da acta da Iª Sessão Ordinária;
  2. Apresentação, aprovação de Relatórios das Comissões de Trabalho;
  3. Apresentação, aprovação e apreciação da Proposta de Cobrança de Imposto Predial Autárquico (IPRA) Residencial;
  4. Apresentação e apreciação do Informe do Presidente Conselho Municipal da Vila de Nhatamatanda.

Entretanto, o Conselho Municipal ainda não entregou a proposta de IPRA Residencial, por isso, esta proposta foi anulada, ficando apenas três assuntos.

 

Faltas podem levar a perda de mandato de membro da Assembleia

Antes do Assunto Antes da Hora do Dia, o presidente da Assembleia Municipal, Moisés Agostinho Inácio, chamou atenção sobre consequências de faltas de alguns membros da “casa do povo”.

Segundo Moisés Agostinho, as faltas justificadas não são objectos de desconto ou sanção, excepto as justificadas. Mas, naquela casa, existem faltosos sem provar motivos.

“A comunicação é a melhor arma para ultrapassarmos esses desafios”, disse Inácio. Para quem não sabe, quanto mais faltas tiverem os membros da Assembleia eleitos para representar as preocupações de munícipes da Vila de Nhamatanda, maior será a chance de perder mandatos.

Ainda sobre ausências, para a Sessão de hoje, dos 23 membros da Assembleia Municipal de Nhamatanda, 14 membros da Frelimo faltaram e todos cinco (MDM e Renamo) membros da oposição não faltaram. Mais detalhes no semanário Profundus. (Muamine Benjamim).

Jornal Profundus

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