Arábia Saudita: Sete pessoas executadas num dia por traição e terrorismo

O Ministério do Interior da Arábia Saudita saudita anunciou que sete pessoas acusadas de “trair a sua pátria” e adoptar uma “ideologia terrorista” foram executadas naterça-feira (27.02) na província de Riade.

“Foi executada uma sentença de morte contra perpetradores que cometeram actos criminosos que envolveram trair a sua pátria, ameaçar a sua estabilidade e pôr em perigo a sua segurança, através da adopção de uma ideologia terrorista que tolera o derramamento de sangue, a criação e o financiamento de organizações e entidades terroristas”, refere o Ministério do Interior em comunicado.

Na nota, o Ministério da Arábia Saudita identifica os sete cidadãos executados com nomes e apelidos e a data da sua detenção. (JN).

SriLankan Airlines atrasa voos por invasão de rato

Um avião da SriLankan Airlines esteve três dias sem realizar voos, depois de um rato ter sido visto dentro da aeronave na quinta-feira, (22.02), na cidade paquistanesa de Lahore.

De acordo com o The Independent, citado por Notícias ao Minuto, só depois de uma “cuidadosa” inspecção é que o Airbus pôde voltar a voar, uma vez que foi necessário confirmar se o animal, que entretanto foi encontrado morto, não tinha roído algo que pusesse pôr em perigo a viagem.

O incidente causou atrasos em cadeia nos vários voos da companhia aérea, uma que p vez avião passou três dias em Colombo, capital do Sri Lanka, a ser examinado.

De acordo com o ministro da Aviação do Sri Lanka, Nimal Siripala de Silva, o caso poderá afectar investidores interessados na empresa que atravessa sérias dificuldades financeiras.

Recorde-se que sucessivas vezes, o governo do Sri Lanka já tentou vender a companhia aérea nacional, considerada um peso para o país pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). (NM).

Papa Francisco recebe Benfica nas comemorações dos 120 anos do Clube

Uma comitiva do Benfica, liderada pelo presidente Rui Costa e com vários dirigentes do clube, foi ontem quinta-feira (29.02) recebida pelo Papa Francisco em audiência privada no Vaticano, no âmbito das comemorações dos 120 anos do emblema lisboeta.

Acompanharam a audiência, o patriarca de Lisboa, Rui Valério, e o cónego Paulo Franco, num encontro em que Rui Costa presenteou o Papa com uma camisola do Clube com a inscrição do nome de Francisco.

“Rui Costa agradeceu a disponibilidade do Santo Padre em receber a comitiva do Sport Lisboa e Benfica, no ano em que orgulhosamente o Clube celebra os seus 120 anos, e manifestou, em nome de todos os benfiquistas, a enorme honra que representa ser recebido no Vaticano pelo Papa Francisco”, refere o Clube.

No encontro, também o Papa “expressou o enorme carinho que sente por Portugal, pelos portugueses e por Fátima”.

O Benfica, fundado em 28 de Fevereiro de 1904 com a designação Sport Lisboa, assinalou na quinta-feira 120 anos. (TSF).

Fim do projecto: Tzu Chi com 3.023 construções até 2025

Quando o ano de 2025 estiver a terminar, a Fundação de Caridade Tzu Chi, através do Projecto de Reconstrução Pós Idai, estará também a chegar ao fim da sua execução, com a edificação de raiz, de 23 escolas e 3000 casas convencionais, na província de Sofala, num investimento de 108 milhões de dólares americanos (cerca de 6.912.000.000 de meticais).

”Quando falamos de 23 escolas, incluímos a reabilitação da Universidade Católica de Moçambique, Delegação da Beira, que foi a primeira a ser intervencionada pela nossa Fundação, bem como, o Centro de Formação de Técnicos de Saúde de Nhamatanda, que esperamos e acreditamos que com o esforço de todos, e a Fundação fará o seu papel, para que esse respeito se transforme em instituto“, disse a Tzu Chi, em mensagem na ocasião de inauguração da maior escola secundária pós-independência no país, em Mafambisse – Dondo.

As escolas, entre as do ensino primário e secundário, encontrar-se-ão na Beira, Dondo, Nhamatanda e Búzi.

 

Origem das obras

Quando já havia prenúncios de que o Ciclone Idai abater-se-ia sobre Sofala, facto que veio a ocorrer no dia 13 de março de 2019, a Fundação de Caridade Tzu Chi Moçambique mandou uma equipa de apoio e assistência humanitária, especificamente para Beira.

”Uma semana depois, sob a decisão da nossa Dharma Master Cheng Yen, fundadora da Fundação de Compaixão Budista Tzu Chi, acompanhado de uma equipa de comunicação, desloquei-me à Cidade da Beira para fazer um levantamento no terreno“, conta o presidente nacional da Tzu Chi, Dino Foi, no comunicado.

”Quando, nos trabalhos de levantamento dos estragos e necessidades, nos fazíamos ao largo do Município da Beira, me apercebo de uma criança que estava à frente de nós, preparada para atravessar a estrada. Encostamos entre charcos de água, o veículo para deixá-la passar. Num olhar atento, aquela criança determinada, algo me chamou atenção: ela tinha livros nas mãos”. Continuou: “É aqui que decido sair do carro e ir ao encontro da criança era a Zinha. Sentámos os dois no chão para conversar. Afinal a Zinha só queria secar os livros, pois assim que saísse do abrigo, uma loja exactamente em frente ao Município, a Zinha queria ir à escola”.

“Naquele instante e naquele dia, aquele episódio e atitude determinada da Zinha, me [chocaram e partiram-me o coração e, numa mistura de emoções, eu e minha equipa decidimos ir ao encontro dos pais da Zinha e o resto é história. O facto é que aquela criança que no meio de toda aflição, apenas queria ir à escola e estudar. [Isso] criou em nós na Fundação, o movimento que culminou com este projecto de escolas”.

Em reuniões internas, foi decidido que, depois de palmilhar a província de Sofala, fazer o levantamento de 70 escolas e vários centros de reassentamento, a Fundação traria à mesa, um projecto de 23 escolas e 3000 casas.

Na sequência da discussão de “mesa” “fomos a Sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, onde procedemos a apresentação do projecto na ECOSOC, onde a Fundação Tzu Chi é Membro. Nós falamos por Moçambique e do flagelo que grassou a Sofala e quatro semanas depois, um grupo de membros particulares da Fundação em 51 países, contribuiu para o projecto de reconstrução até 2025. (Muamine Benjamim/Profundus PDF).

Nhamatanda: Empossados evitem “protagonismo”

Recentemente, tomaram posse 38 profissionais da educação e da saúde, no distrito de Nhamatanda. Entre eles, estão os chefes das secretarias, directores adjuntos e directores. Para todos, o administrador não quer protagonismo.

Trata-se de directores de algumas escolas primárias do 1º e 2º Graus, nomeadamente, Simião Lucas Mandeu, Paulo José Avelares, Bernardo Ernesto Wuacha e Ivo Pita Malissane; directores adjuntos de outras escolas 1º e 2º Graus, como José Lucas Bernardo, Ana Paula Custódio, Augusto Marguissa Mateus, Serrano Domingos Vontade, Jordão Bertino Cosmo Mpinicamula, Lazaro Fernando João Vicente, Marta Chico Samo e Martina Domingos Chobebe, Fernando Sete Gumbua, Tome Luís Joaquim, Inês António Chinai, Cordagem Três Alfeto, Elidja João Duna, Domingos Fernando Mesa, Fernando Eusébio Taimo e Neima Duarte João.

Outros que tomaram posse na passada quinta-feira (15.02), para dirigirem os destinos de cidadãos pelas várias instituições estatais em Nhamatanda, foram, nomeadamente, o chefe da Secretaria da Escola Secundária Geral do 2º Ciclo, Helena Maruva José Nhampure; e o chefe da Secretaria do Instituto de Ciências da Saúde de Nhamatanda, Daniel Verniz Cofe.

Mais do que isso, fazem parte dos empossados no dia, o chefe da Secretaria Distrital, Paulo Fernando Torres e Augusto Fernando Jovando; e o chefe da Secretaria das Escolas Primárias do 1 e 2 1º e 2º Graus, Alberto Carlos José Roque, João Augusto Chocuda, Pio João Narciso, Rabeca António Gumbaza Mabae, Rachide Miquitaio Armando Miquitaio, Joaquim João Tica, Genito Pedro Amosse Capetera, Emiidio Felisberto Castro Lelo, Josefa Horácio Castigo, Miacela Lazaro Januário, Dudu Inácio Talo Luís, Coimbra Francisco Manjope, Escova Castigo Escova e Elisa Fernando.

Adamo Ossumane reconhece haver “insuficiência de recursos humanos” para responder aos demais serviços vinculados às instituições dos empossados [e a] “falta de finanças. Mas nem com isso, para os empossados serem improdutivos.

Para Ossumane, cada dirigente é chamado a ser “criativo”. Com isso, o plano é para que os empossados “conheçam o desenvolvimento [do sector face ao distrito] em cada minuto”.

Alguns que tomaram posse são frutos de uma formação. Mas a esses cargos, não basta o know-how [saber fazer], também “saibam respeitar o legado que já foi deixado e as contribuições de cada colega ” pelos antigos dirigentes de cada área. Nada de “protagonismo”, é preciso trabalhar em equipa dinâmica.

Agora que já são chefes, “nada de desprezarem os colegas que já estão no terreno”. Enquanto isso, a comunidade está de olho para sentir os impactos dos discursos de tomada de poder dos novos chefes, no distrito de Nhamatanda.

 

Reacção dos empossados

“A corrupção não é tão visível por causa do nível em que nós estamos. Há vezes que alguns pais mal-entendidos podem aliciar aos colegas, incluindo a direcção da escola, mas sabemos que não [devia] porque o nosso objectivo é de pôr a criança a saber ler e escrever independentemente das condições em que a criança tiver”.  Contra este mal, “eu como director e meu elenco, iremos nos esforçar para isso não acontecer”, disse o director da EPC 1º e 2º Graus 7 de Setembro, em Siluvo.

Outra recém-empossada é Anapaula Custódio, ao cargo de directora adjunta da EPC 1º e 2º Graus de Tica. Para ela, o segredo da confiança ao cargo é o “trabalho”. Com isso, vai exercé-lo “com zelo e muita confiança para fazer valer e servir a nação”, servindo de exemplo de responsabilidade.

O novo chefe da Secretaria do Serviço Distrital da Saúde, Mulher e Acção Social, Augusto Fernando Jovando, espera criar inovações, começando por ser “fiel ao serviço, assiduidade, ser exemplar” e contra o “mau-atendimento nas unidades sanitárias”. (Muamine Benjamim/Profundus PDF).

 

Detido português que burlava moçambicanos com promessas de trabalho em Portugal

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) de Moçambique anunciou ontem, quarta-feira (27.02) a detenção de um cidadão português suspeito de burlar mais de uma dezena de moçambicanos, aliciados para irem trabalhar em Portugal.

“Este indivíduo ter-se-á juntado a mais dois cidadãos moçambicanos e esses, por sua via, iam aliciando alguns cidadãos interessados em ingressar no mercado de emprego, de preferência o mercado internacional que é Portugal”, explicou, em declarações aos jornalistas, o porta-voz do SERNIC na cidade de Maputo, Hilário Lole.

O português, consultor e dono de uma empresa de recrutamento em Maputo há cerca de dois anos, foi encontrado na posse de 13 passaportes de cidadãos moçambicanos, segundo o SERNIC.

“Vieram ter comigo. Eu não burlei a ninguém”, disse o detido, apresentado por aquela força de investigação policial aos jornalistas.

O SERNIC explicou que os interessados, que procuravam emprego em Portugal em áreas como turismo, hotelaria ou construção civil, realizavam pagamentos faseados de 20 mil meticais (290 euros), mas sem obtenção de trabalho, como denunciaram.

“Aliciavam esses indivíduos, exigindo valores monetários de forma faseada, que perfaziam 60 mil meticais [865 euros] para o processo, por cada cidadão”, acrescentou o porta-voz Hilário Lole. (Lusa).

Nampula com 1.326 casos de conjuntivite hemorrágica

Moçambique regista um surto de conjuntivite hemorrágica na província de Nampula, norte do país, onde entre 10 a 24 de fevereiro do ano corrente, foram notificados 1.326 casos, dos quais, 501 (37,8%) provenientes da capital provincial, 485 (36,6%) do distrito de Angoche e 340 (25,6%) do distrito de Nacala Porto. São dados partilhados ontem segunda-feira (26.02) pelo Ministério da Saúde (MISAU).

Segundo o MISAU, nas últimas 24horas, a província registou 81 casos, dos quais, 53 (65,4%) são oriundos da Cidade de Nampula, 08 (9,9%) do distrito de Angoche e 20 (24,7%) de Nacala Porto. E no mesmo período não houve qualquer óbito ou internamento, o que reforça a mensagem de que maior parte dos casos irá evoluir para a cura sem qualquer sequela.

“A faixa etária mais afectada é dos indivíduos acima dos 15 anos, com 788 casos representando 59,4% seguida da do grupo dos 5-14 anos, com 370 casos, representando 27,9%. Maior parte dos casos foram registados no sexo masculino com 685 casos, correspondendo a 51,7%”, realçou.

MISAU diz ainda que, nas restantes províncias do país podem registar-se casos esporádicos que normalmente entram pelos serviços de oftalmologia. Porém, o mais importante é que não se registam surtos. Pode registar-se aumento de casos de conjuntivite bacteriana, que é expectável nesta altura do ano, como em Cabo Delgado. E as medidas de prevenção são as mesmas”.

A conjuntivite hemorrágica é uma doença altamente contagiosa caracterizada por hemorragia subconjuntival, inchaço repentino das pálpebras congestão, vermelhidão e dor no olho.

Este surto é causado por um vírus, e já foi isolado pelo menos um vírus da família dos Adenovírus (12/45 = 26,7%). Transmite-se através do contacto com pessoas contaminadas; contacto com utensílios contaminados de uso pessoal, doméstico ou do local de trabalho, e uso de água contaminada para lavagem dos olhos.

Contra a conjuntivite, o MISAU apela para medidas como lavar as mãos várias vezes ao dia com água limpa e sabão; não partilhar objectos de uso pessoal como toalhas, roupa de cama ou cosméticos; evitar contacto com outras pessoas contaminadas; ficar em casa em isolamento durante o decurso dos sintomas. (Alfredo Armando).

Chefe da ONU alerta para crescente insegurança global e estagnação no Conselho de Segurança

António Guterres discursou na abertura da sessão de alto nível do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça. E ainda ontem segunda-feira, o presidente da Assembleia Geral e o alto-comissário para direitos humanos apontaram que a comunidade internacional deve buscar soluções para conflitos em curso.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que o mundo “está ficando menos seguro” e apontou a actual incapacidade do Conselho de Segurança de actuar nos principais conflitos em curso.

Ontem segunda-feira, o líder das Nações Unidas esteve na abertura da sessão de alto nível do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, na Suíça.

No discurso, Guterres falou sobre a questão no Oriente Médio e avaliou que uma ofensiva israelense total em Rafah significaria o fim da ajuda humanitária liderada pela ONU para a população de Gaza.

 

Regras de guerra ignoradas

Guterres fez um amplo apelo à comunidade internacional para que cumpra sua “responsabilidade principal” de promover e proteger os direitos humanos em todos os lugares e para todos.

O chefe da ONU insistiu que qualquer extensão adicional da operação terrestre de Israel no sul de Gaza “não seria apenas aterrorizante para mais de 1 milhão de civis palestinos que se abrigam lá; colocaria o último prego no caixão nos programas de ajuda”.

O principal órgão de direitos humanos também ouviu o chefe da ONU criticar como o “Estado de direito e as regras de guerra” estavam sendo minados da Ucrânia ao Sudão, de Mianmar à República Democrática do Congo e além.

Para responder a essas emergências, e em um apelo por soluções de longo prazo para esses conflitos e outras ameaças graves aos direitos humanos, Guterres enfatizou que a Cúpula do Futuro, em setembro, seria a oportunidade ideal para que os Estados-membros “se empenhem e se comprometam a trabalhar pela paz e pela segurança com base nos direitos humanos”.

 

Compromisso de protecção

Guterres também prometeu o apoio de todo o sistema do órgão global a todos os governos nesse esforço, anunciando o lançamento da Agenda das Nações Unidas para a Protecção, em parceria com o Escritório de Direitos Humanos da ONU.

Segundo o secretário-geral da ONU, as Nações Unidas devem agir como um todo para prevenir violações de direitos humanos e para identificar e responder a elas quando ocorrerem.  Ele destacou que “esse é o Compromisso de Protecção de todos os órgãos das Nações Unidas: fazer o máximo para proteger as pessoas.”

 

Alvo de desinformação

O tema foi reforçado pelo chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, e pelo presidente da Assembleia Geral da ONU, Dennis Francis.

Acolhendo a iniciativa, o alto-comissário se ofereceu para ajudar a promover os direitos fundamentais das pessoas “em todas as circunstâncias, não importa o quão desafiador seja”.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos advertiu que o trabalho do órgão global estava em sério risco de “tentativas contínuas de minar a legitimidade e o trabalho das Nações Unidas e de outras instituições”.

Volker Turk explicou que essas tentativas “incluem desinformação que tem como alvo as organizações humanitárias das Nações Unidas, as forças de paz e o escritório de direitos humanos. “A ONU se tornou um para-raios para a propaganda manipuladora e um bode expiatório para os fracassos das políticas”, avaliou.

 

Alerta do chefe da Assembleia Geral

O presidente da Assembleia Geral da ONU, Dennis Francis, disse ao Conselho de Direitos Humanos que era hora de todos os cidadãos globais “fazerem a sua parte”. Actualmente, 75 anos após a adopção da Declaração Universal dos Direitos Humanos, ele alertou que o conflito e o impacto da mudança climática deixam 300 milhões de pessoas em extrema necessidade de assistência humanitária, cerca de 114 milhões delas sendo refugiados e outras pessoas deslocadas.

Francis afirmou que os líderes não poderiam “ficar de braços cruzados como observadores insensíveis” e serem vistos como cúmplices “na rede crescente de desumanização”. Destacando a crise no Oriente Médio, o presidente da Assembleia Geral da ONU disse que o sofrimento de civis inocentes em Gaza havia atingido um “ponto de inflexão insuportável”.

Mais de 90% da população do enclave foi deslocada e agora está “à beira da fome e presa nas profundezas de uma catástrofe de saúde pública iminente, embora evitável”, afirmou Francis aos 47 Estados-membros do fórum.

Com a continuação da guerra em Gaza após os ataques liderados pelo Hamas que deixou cerca de 1,2 mil mortos e 250 feitos reféns em 7 de outubro, “os mais vulneráveis sofrem mais”, adicionou Francis.

Francis ressaltou que “reféns e suas famílias estão vivendo em angústia; mulheres e crianças estão enfrentando futuros desesperados e incertos; e civis inocentes são injustamente pegos em fogo cruzado que ameaça a vida”.

O presidente da Assembleia Geral insistiu na necessidade de um “cessar-fogo humanitário imediato” em Gaza e de corredores para levar ajuda a cerca de 1,5 milhão de palestinos desabrigados “em nome da humanidade”.

O apelo veio dias depois de receber uma carta do chefe da agência da ONU para os palestinos, Unrwa, alertando sobre um “desastre monumental” em Gaza e na Cisjordânia, em meio a repetidos pedidos israelenses para desmantelá-la e o congelamento de US$ 450 milhões em financiamento por dezenas de doadores.

Ele reiterou o pedido aos Estados doadores que mantenham e sustentem suas contribuições para o financiamento essencial necessário para que a agência cumpra suas responsabilidades com os palestinos. Francis enfatizou que “mesmo em meio aos atuais desafios extraordinários, a Unrwa tem sido e continua sendo uma tábua de salvação indispensável para apoiar os palestinos”. (ONU News).

Moçambique vai somando mestres em Biologia da Conservação pela Gorongosa

Doze jovens concluíram o Programa de Mestrado em Biologia da Conservação, com a duração de dois anos, no Parque Nacional da Gorongosa (PNG). Este número eleva para 36 mestres moçambicanos da área, nos últimos seis anos.

Os 12 jovens mestres já graduaram na última sexta-feira, no PNG, fazendo cumprir os objectivos do único Programa de Mestrado em Biologia da Conservação no mundo gerido inteiramente num parque nacional.

A representante dos novos mestres, Elsa Cândido Caetano, proferiu um discurso no qual os alunos expressaram a sua gratidão aos seus professores e mentores, bem como aos amigos e familiares, que lhes permitiram passar dois anos a estudarem no Parque Nacional da Gorongosa.

“Os vossos ensinamentos, conselhos e apoio incondicional foram fundamentais para o nosso crescimento intelectual e pessoal. Que cada um de vocês saiba que o vosso legado não se limita aos livros e às salas de aula, mas se estende à vida daqueles que tiveram a honra de ser vossos alunos”. Lê-se no comunicado do PNG, citando a mensagem dos graduados.

“Tal como os anteriores, estes novos mestres em Biologia da Conservação irão promover a conservação em Moçambique e no estrangeiro através do trabalho e do estudo contínuo”. Continua o documento.

O Programa de Mestrado oferece treinamento em biologia da conservação, ecologia e gestão ambiental.

Os estudantes aplicam directamente o conhecimento adquirido nos seus cursos em pesquisas práticas no Parque e na sua Zona de Desenvolvimento Sustentável para as suas dissertações de mestrado. Para tal, recebem uma bolsa integral do HHMI.

“ Todos os novos mestres desejam contribuir para a conservação em áreas protegidas em todo Moçambique, partilhando o modelo de desenvolvimento comunitário integrado e de conservação da Gorongosa“.

A cerimónia de graduação foi participada pela Secretária de Estado em Sofala, Cecília Chamutota; Reitor da UniZambeze, Bettencourt Capece; Vice-Reitor da UniLúrio, Fred Nelson; Directora-Geral Adjunto para a Área Científica e Pedagógica do ISPM, Elisa Matola; Administrador do distrito de Gorongosa, Pedro Mussengue; membros do Consórcio de BioEducação, líderes comunitários, amigos e familiares dos estudantes.

O programa de mestrado foi desenvolvido pelo Consórcio de BioEducação liderado pelo Parque Nacional da Gorongosa com três instituições moçambicanas de ensino superior, nomeadamente, Universidade Zambeze, Universidade Lúrio e Instituto Superior Politécnico de Manica, em parceria com a Universidade de Lisboa de Portugal.

O programa de mestrado é apoiado pelo Howard Hughes Medical Institute (HHMI), com sede nos Estados Unidos, e pelo Fundo de Desenvolvimento Institucional.

Enquanto isso, no próximo dia 3 de março, outro grupo de 12 estudantes, sendo seis mulheres a igual número de homens, vai começar a fazer mestrado na Gorongosa, representando todas regiões de Moçambique.

O Projecto da Gorongosa procura integrar a conservação e o desenvolvimento humano com o entendimento de que um ecossistema saudável irá beneficiar os seres humanos, que por sua vez serão motivados a apoiarem os objectivos do Parque Nacional da Gorongosa.

A investigação científica é parte integrante do plano de longo prazo para a restauração dos diversos ecossistemas da Gorongosa, porque o conhecimento ecológico aprofundado contribui para as decisões de gestão.

O Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson foi inaugurado em março de 2014, posicionando a Gorongosa como um dos centros de investigação mais avançados de África.

O laboratório atrai investigadores nacionais, regionais e internacionais. Os cientistas que realizam investigação no Parque vêm das Universidades Eduardo Mondlane e Lúrio em Moçambique, das Universidades de Coimbra e Lisboa em Portugal, da Universidade de Oxford na Inglaterra, e das Universidades de Harvard e Princeton nos EUA, bem como de muitas outras instituições.

Uma das funções mais importantes do Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson é proporcionar formação à próxima geração de cientistas moçambicanos através do Programa de BioEducação do Parque.

O laboratório acolhe um programa de estágio para jovens da Zona de Desenvolvimento Sustentável do Parque, workshops científicos para estudantes universitários e o Programa de Mestrado em Biologia da Conservação na Gorongosa. (Profundus).

Chemba: Novo administrador desafia-se a governar “sem ódio e inveja”

O novo administrador do distrito de Chemba, Bento Conde Zeca disse que vai pautar por uma governação sem ódio, inveja e tribalismo, na qual todos deverão estar focados para o desenvolvimento local.

Bento Conde Zeca que era primeiro secretário da Frelimo, no distrito de Nhamatanda, ainda em Sofala, já foi apresentado no último sábado, à população de Chemba perante o antigo administrador Paulo Raposo. (Rosário Phoinde Ntepa).

Jornal Profundus

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