“GERAIS 2024”: Alocados 6.589.559.000 dos 8,3 mil milhões de meticais previstos

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) já assegurou que foram alocados 6.589.559.000,00mt, dos 8,3 mil milhões de meticais de orçamento previstos para suprir as despesas das VII Eleições Gerais (Presidenciais e Legislativas, e das Quartas dos Membros das Assembleias Provinciais e do Governador de Província), a decorrerem no dia 9 outubro próximo.

O recenseamento eleitoral vai decorrer de 15 de março a 28 de abril de 2024, em todos os distritos sem autarquias, tendo como grupo-alvo toda a população com a idade eleitoral activa.

O recenseamento eleitoral de actualização no período retromencionado vai decorrer nos distritos com autarquias, tendo como grupo-alvo todos os cidadãos que não puderam se recensear em 2023, os que perderam os seus cartões de eleitores, os que mudaram de residência e os que tenham anomalias no cartão.

O recenseamento no estrangeiro de 30 de março a 28 de abril de 2024 – tendo como grupo-alvo toda a população com a idade eleitoral activa.

Com efeito e em cumprimento do calendário redefinido estão em curso as actividades preparatórias do recenseamento eleitoral cuja projecção do número de eleitores que se devem fazer à votação, isto é, incluindo os que se recensearam aquando da realização das eleições autárquicas de 11 de outubro de 2023, é de 16.497.501 eleitores, dos quais 16.217.816 cidadãos eleitores previstos a nível nacional e 279.685 eleitores previstos no estrangeiro.

Dos eleitores previstos a nível nacional, 8.723.805 eleitores foram inscritos no ano de 2023 aquando das eleições autárquicas de 11 de outubro; e, 7.773.696 eleitores serão inscritos no presente ano dos quais 7.494.011 no território nacional e 279.685, no estrangeiro.

Para a efectivação do recenseamento eleitoral, do presente ano, serão criadas 6.330 brigadas, das quais 6.033 no território nacional e 297 no estrangeiro.

Serão criados 9.165 postos de recenseamento eleitoral, dos quais 8.774 no território nacional e 391, no estrangeiro.

Os Mobiles ID já se encontram em todas as províncias. E está em curso a distribuição dos painéis solares e consumíveis.

O número de mobiles corresponde ao número de brigadas de recenseamento. Aos 3.192 Mobile ID utilizados em 2023 acrescer-se-ão este ano 3.900 totalizando 7.092 unidades).

O orçamento eleitoral para o presente ano eleitoral previsto é de cerca de 8,3 mil milhões de meticais, dos quais foram alocados 6.589.559.000 de meticais aprovados pela Assembleia da República. (Profundus).

Chemba: População de luto na recepção do novo administrador

Enquanto a população de Chemba aguardava pela recepção do novo dirigente do distrito, muito cedo, uma parte da população de Chemba ficou de luto por causa de um ataque mortal de crocodilo a uma mãe de quatro filhos.

Trata-se de Luísa Filipe Viúva que foi atacada pela madrugada de hoje sábado, na lagoa Ntunga, no vale do rio Zambeze, em Chemba.

Este é o primeiro ataque do ano por crocodilos que coincide com a apresentação do novo administrador de Chemba, Bento Zeca, no lugar de Paulo Raposo (antigo dirigente).

Zeca era primeiro secretário da Frelimo no distrito de Nhamatanda, e passa a administrar Chemba pela primeira vez na vida. (Rosário Phoinde Ntepa).

Macorococho: População clama por reforço de serviços básicos

O destaque da queixa vai para água, fome, rede de telefonia móvel, vias de acesso, segurança, insuficiência de professores, insuficiência de escolas com níveis secundários e segurança.

Ali, como de hábito, o administrador de Nhamatanda, Adamo Ossumane deixa que cada visado responda segundo a sua responsabilidade que lhe é confiado ao serviço da população.

O Serviço Distrital de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI), através do respectivo director Nelson Nensa, garantiu que já tem a lista de fontenários por concertar, enquanto se aguarda por parceiros para novos furos de água. E haverá levantamento sobre as vias de acesso e daí decidir o passo a seguir.

E sobre antena de telefonia móvel, a sugestão para a Movitel rede preferida, localmente. Aguarda-se pela resposta para também incluir Macorococho além da Vodacom existente, depois de desaparecer Tmcel.

Por fim, Nelson Nensa justificou que sobre a ponteca paralisada que dá acesso a comunidade de Mbimbir pelo Centro de Saúde, o dinheiro dado ao empreiteiro terminou onde está a obra.

Ali, um e outro na sua intervenção, ameaçou e foi aplaudido pelos populares, ao sugerir que em outubro próximo “ninguém estará vivo pela fome” e negativamente reflectirá na “votação” durante as eleições gerais.

Fome. A precipitação deste ano (mudanças climáticas) influenciou a produção e produtividade, por isso, a fome faz-se sentir. Reconheceu o director do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE), Fernando Chimbuia, reforçado pelo administrador que disse partilhar esta preocupação ao alto nível para solução, sugerindo o Programa Mundial de Alimentação.

Ali, há pessoas que não têm tido apoio, mesmo com sacrifício próprio sem apoio, especificamente pelo Programa “Sustenta”. Nisso, Ossumene ordenou que os técnicos prestassem também, atenção aos que sacrificam sem apoio. Foi a reacção depois do administrador visitar campos de produção agrícola e deparado com uma mãe que com esforço próprio pratica a agricultura com rendimentos, mas sem “mão” do Governo.

A educação pelo respectivo director, Sérgio Raposo garantiu ensino básico (1ª-9ª classe), mas falta articular para incluir a 10ª classe na sede da localidade, mas será à distância até 12ª classe. Para tal, precisa de planificação até março.

Ainda no contexto da educação, Raposo garantiu que vai articular com parceiros para condicionar carteiras escolares.

Na semana passada, foram mandados dois professores para Macorococho, e ainda há mais para responder a insuficiência dos educadores.

A UNICEF vai reabilitar o Centro de Saúde de Macorococho e Chiadeia. Agora aguarda-se pelo início ainda sem data. Ambos edifícios foram destruídos pela autoproclamada Junta Militar da Renamo, há anos.

Sobre apoio aos idosos em Macorococho, o medico-chefe de Nhamatanda, Joshua Mangue, em representação da directora distrital da Saúde, Mulher e Acção Social, disse que vai reunir-se para depois articular com a chefe da localidade, como forma de melhor posicionar-se.

Para garantir a segurança e tranquilidade públicas, o comandante distrital instou às autoridades de Macorococho a chamarem atenção aos infractores e que encaminhem à vila sede de Nhamatanda, aos casos de resistentes.

Enquanto isso, a saúde vai destacar agentes polivalentes para atender as situações sanitárias em zonas em que os respectivos serviços ainda são um sonho.

Contudo, o executivo de Nhamatanda avalia Macorococho a projectar-se ao “desenvolvimento”, depois do fim de Mariano Nhongo que teria destruído uma residência da chefe de posto, secretaria administrativa local, residências de enfermeiros, Centro de Saúde e Escola Primária Completa, em 2020. E no ano passado, foi construída a secretaria e nomeada a nova chefe daquele ponto a sudeste do distrito.

Os clamores da população são como Trabalho para Casa (TPC) a ser resolvido pelo executivo. (Muamine Benjamim).

Mãe e filhos enterrados na Zambézia

No dia 07 de fevereiro, coincidentemente de empoçamento nos municípios moçambicanos, foram encontrados três corpos sem vida num campo de produção agrícola no distrito de Mopeia, na Zambézia.

Os corpos de Maria José, de 38 anos de idade e dois filhos menores de entre 8 e 10 anos de idade, foram encontrados enterrados num campo de produção familiar, com sinais de golpes por enxada.

As autoridades ainda dizem tratar-se de um crime de homicídio agravado. Agora, decorrem investigações e suspeita-se de tratar-se de alguém conhecido, dado o facto de o provável assassino ter sepultado os corpos na machamba familiar das vítimas.

Na mesma província, um dia depois do empoçamento, foi encontrado o corpo de Celeste Mucunha, por volta das 05 horas, no distrito de Nicoadala, aos 15 quilómetros da cidade municipal Quelimane. Era membro da Assembleia Municipal daquela autarquia. (Profundus).

Contra abandono escolar: 544 alunas recebem bicicletas em Nhamatanda

A Escola Secundária de Tica, no posto administrativo do mesmo nome, acolheu o evento provincial de entrega de bicicletas a 2.441 alunas da 9ª Classe a oito distritos das 13 existentes, que deveriam ter recebido no ano passado na província de Sofala, no âmbito de “Eu Sou capaz”.

Em Sofala, a entrega de bicicletas foi para os distritos de Nhamatanda, Marromeu, Caia, Maringué, Chibabava, Cheringoma, Buzi e Beira, abrangendo 14 escolas do ensino secundário.

Ainda no contexto do “Eu Sou capaz”, cerca de 500 escolas do ensino primário na componente de distribuição de uniformes escolares gratuitamente, serão incluídas.

Só no distrito de Nhamatanda, anfitrião do evento de entrega de bicicletas, nesta primeira fase, recebeu os meios circulantes a ”Escola Secundária de Tica (353), Escola Secundária de Jasse [- Siluvo] (152) e Escola Secundária Alberto Chipande –Chiadeia (39)”. Ao todo, foram 544 a igual número de alunas beneficiárias. São dados apontados pela chefe do Gabinete do Governador de Sofala, em respectiva representação, Ana Maria Chirinda.

No próximo mês de agosto, no âmbito desta iniciativa, voltar-se-á entregar bicicletas, desta vez, a raparigas de 8ª classe. Posteriormente, uniformes escolares, kits de dignidade, realização da Copa “Eu Sou capaz”.

O “Eu Sou capaz”, segundo a chefe do Gabinete do Governador de Sofala, em respectiva representação, Ana Maria Chirinda, “melhorou o aproveitamento pedagógico das escolas abrangidas, reduziu o atraso e abandono escolar, tem estado a aumentar o número das raparigas matriculadas e reduziu o custo em ensino sobretudo na aquisição de uniformes e bicicletas para as raparigas”.

As cerimónias de género devem decorrer num distrito onde tem mais raparigas, eis a escolha de Nhamatanda, no posto administrativo de Tica.

“A doação de bicicletas irá melhorar a nossa permanência e rendimento escolar, encurtando assim o tempo, casa-escola, permitindo a assiduidade e pontualidade na escola”.

“Muitas são as raparigas em todo país que ainda necessitam de assistência social para garantirem o seu sucesso escolar e futuro promissor”, lê-se na mensagem das beneficiárias.

A entrega dessas bicicletas faz parte das cerca de 12 mil raparigas que estudam em 87 escolas secundárias de seis províncias moçambicanas, nomeadamente, Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Manica, Sofala e Maputo, como forma de reduzir a desistência escolar pelas distâncias entre casa-escolas.

O programa “Eu sou capaz” é desenvolvido pelo Instituto Nacional da Juventude e foi lançado em abril de 2021 no distrito de Gondola, província de Manica, por Isaura Ferrão Nyusi, primeira-dama de Moçambique e patrona da iniciativa, cujo objectivo é de reter a rapariga na escola e proporcionar melhores oportunidades de educação e acesso a serviços.

O “Eu sou capaz” financiado pelo Banco Mundial, em cerca de 38 milhões de dólares (cerca de 2.432 milhões de meticais), e envolve também acções de formação e iniciativas de emprego e auto-emprego, visando ainda a redução dos índices de uniões prematuras em Moçambique. (Muamine Benjamim/Profundus PDF).

Autoridades de Nhamatanda confirmam casos de cólera

O administrador de Nhamatanda, Adamo Ossumane já confirmou que o distrito registou casos de cólera.

Nos últimos dias, “registamos dois ou três casos de Matenga e Chiadeia e não tivemos casos novos”, disse na quarta-feira (21.02), Adamo Ossumane.

O administrador de Nhamatanda respondeu a jornalistas durante o balanço de visita a localidade de Macorococho que está a projectar-se ao “desenvolvimento”, depois do fim de Mariano Nhongo que teria destruído uma residência da chefe de posto, secretaria administrativa local, residências de enfermeiros e respectivo Centro de Saúde e Escola Primária Completa, em 2020. E no ano passado foi construída a secretaria e nomeada a nova chefe daquele ponto a sudeste do distrito.

Contudo, a actualização diária do Ministério da Saúde (MISAU) indica casos de cólera notificados desde 01/10/2023 até as 07H00 do dia 19 de fevereiro de 2024 nos distritos activos. Nisto, Nhamatanda teve de 18 a 19 de Fevereiro (últimas 24 horas), três internamentos, dois ambulatórios, cinco casos e duas altas. E esses três foram os únicos naquele período em Sofala.

No histórico da cólera no distrito desde outubro passado, o documento indica que Nhamatanda somou oito internamentos, 73 ambulatórios, 81 casos, 78 altas e três actualmente internados.

Em Sofala, de outubro passado a 19 de fevereiro, Maringué somou (607) casos, Caia (423), Cheringoma (88), Muanza (14), Chemba (52), Buzi (6), mas estes dois primeiros distritos tiveram dois óbitos, um para cada. (Muamine Benjamim/Profundus PDF).

Nhamatanda: Thai Africa Lta quer explorar ouro em 15 mil hectares

Dos cerca de 22 000 hectares que a Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada explorou até 2022, passarão a serem reduzidos para de 15.900,2 hectares, assim que o Ministério aprovar. Os anos de exploração vão depender da abundância do ouro.

Dos 15.900.2 hectares, o ouro será explorado em áreas onde apenas será detectado, por isso, existe o equipamento necessário.

O representante da Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada, Surakata Jabbie promete melhoria de vida das populações. “A empresa tem muita coisa por fazer nesta zona que tem a ver com água, melhorar escola e estrada”, garantiu, acrescentando que ”há coisas que a empresa não falou durante a consulta comunitária, mas vai fazer muito trabalho“.

 

A Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada lembra que “não (será) pela primeira vez, a explorar esse precioso”.

Em cumprimento do disposto no Artigo 14 do Regulamento da Lei de Minas aprovado pelo Decreto n.º 62/2006, de 26 de Dezembro, publicado no Boletim da República, n.º 52, I.ª série, 8.º Suplemento, através do despacho da ministra dos Recursos Minerais, de 19 de julho de 2012, foi atribuída a favor de Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada, a Concessão Mineira n.º 4425 C, válida até 21 de junho de 2022 para ouro e minerais associados, nos distritos de Gorongosa e Nhamatanda província de Sofala.

Agora, a Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada quer renovar e voltar a explorar o ouro em Nhamatanda com quantidade reduzida. Mas, antes, deve fazer uma consulta comunitária.

Já na passada quinta-feira (15.02), a comunidade de Mecuze-Phuaze, local a ser explorado o ouro, acolheu o executivo provincial e distrital e o representante da Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada. Ali, houve uma interacção cara-a-cara para de olho e boca se explicarem como serão os benefícios pela exploração do ouro, sendo pela primeira naquela zona.

Reunião com a comunidade

Ali quem sabe assinar, assinou, como participante e ciente da reunião.

Pelo histórico de Moçambique, a exploração do ouro poderá ser uma tristeza ou felicidade para aquelas comunidades. Mas a Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada diz que é experiente porque já explorou em Maloa próximo a Mecuze-Phuaze –recente local a ser explorado o ouro. Sem problemas e com sucesso, a empresa quer fazer sentir a população a vantagem de ter recursos nos seus campos de produção agrícola, zonas de origem até varandas. Com isso, haverá indeminização às zonas afectadas.

“A experiência que tivemos está a nos dar mais vontade de trabalhar através da consulta comunitária que fizemos. Nesses dez anos que estivemos em Maloa, nunca houve conflito. Quando avisei a comunidade que teremos um encontro, ficaram muito felizes, quando falamos que será noutra área, perguntaram-me se não teriam mais emprego. Eu disse que terão”, descreveu Surakata Jabbie, a reacção da população de Maloa.

A Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada diz que depois de explorar o ouro, vai tapar os buracos para evitar desastres futuros.

Com a exploração de ouro na localidade de Matenga, antes explorado em Macorococho e descoberto em Siluvo e Mafufo, pedreiras, areeiro e agora ouro a ser extraído em Mecuze-Phuazi, além de outras indústrias, o distrito de Nhamatanda encontra motivos suficientes para melhorar a vida da população.

Pelo histórico de exploração manual, na qual Matenga depende do rio Mecombezi, Siluvo e Mafufo pelo rio Muda, e Macorococho por Mussicavo, as águas ficavam poluídas. Contra esta prática, a Thai Africa Friendship Trading Co, Limitada diz que tem pessoal com maquinaria própria. (Muamine Benjamim/Profundus PDF).

“ELEANOR” evolui para Tempestade Tropical Moderada

A depressão tropical localizada a leste de Madagascar, evolui para Tempestade Tropical Moderada e foi baptizada com o nome de “ELEANOR”. Este sistema tem potencial para evoluir amanhã ao estágio de ciclone.

Segundo o comunicado emitido hoje pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), “as projecções actuais indicam que a interacção deste com outros sistemas meteorológicos poderá influenciar o estado de tempo com ocorrência de chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos nas regiões Centro e Norte de Moçambique”.

O INAM apela à população a manter-se informada através de entidades competentes. (INAM).

A curiosa imagem da Tzu Chi

Cheng Yen nasceu em “Chin-Yun Wong”, no dia 14 de maio de 1937, na cidade de Kiyomizu, distrito de Taikō, província de Taichū,  (actual Qingshui, cidade de Taichung, em Taiwan). Ao contrário da maioria dos outros proeminentes líderes budistas taiwaneses, Cheng Yen nasceu em Taiwan, e não na China continental.

Seu tio não tinha filhos, então Cheng Yenfoi criada por seus tios. Cresceu durante a ocupação japonesa de Taiwan na Segunda Guerra Mundial. Essas experiências contribuíram para o que ela considerava a verdade por trás do conceito de impermanência.

Em 1945, quando ela tinha oito anos, cuidou de seu irmão doente em um hospital por oito meses, e assim conheceu mais de perto a dor e o desamparo das pessoas. Aos 23 anos, seu pai morreu repentinamente de um distúrbio dos vasos sanguíneos cerebrais que causou hemorragia e derrame. Em busca de um local de enterro para ele, Cheng Yen entrou em contacto pela primeira vez com o Dharma budista, doutrinas associadas e escrituras budistas (sutras).

Após a morte de seu pai, Cheng Yen assumiu a administração dos teatros de seu pai e tornou-se financeiramente responsável por sua família.

Em 1960, Cheng Yen decidiu se tornar freira e fugiu para um templo, temendo que, se pedisse permissão com antecedência, ela não poderia ir. Após sua primeira tentativa de fuga, sua mãe a encontrou três dias depois e a trouxe de volta para casa.

Em 1961, pela segunda vez, Cheng Yen fugiu de casa. Viajou pelo leste de Taiwan com uma freira amiga chamada Xiūdào, assumindo um caminho não tradicional para se tornar freira, viajando por dois anos com Xiūdào.

Cheng Yen até raspou a própria cabeça antes de ser oficialmente ordenada freira. Depois de viajar por dois anos, Cheng Yen decidiu que precisava se tornar uma freira ordenada para continuar seu estilo de vida. Foi ao Templo Linji Huguo Chan para se registar para a ordenação, mas foi rejeitada porque não tinha um mestre. Normalmente, para se tornar uma freira em Taiwan, antes deve ser discípula de um mestre por dois anos antes da ordenação. Cheng Yen encontrou Yin Shun, a quem ela pediu para ser seu mentor. Aceitou o pedido, uma hora antes do encerramento das inscrições.

Em fevereiro de 1963, ela se tornou discípula de seu mentor, Yin Shun, que lhe deu o nome do dharma de Cheng Yen e o nome de cortesia de Huìzhāng.

Yin Shun também deu a ela a expectativa de “fazer tudo pela religião budista e por todos os seres”, que é escrita com seis caracteres em chinês. Esses seis personagens se tornaram os ideais mais elevados para Cheng Yen em crença, ensino e prática.

Em maio de 1963, logo após receber sua ordenação religiosa, ela foi para o Templo Pu Ming no condado de Hualien, em Taiwan, para continuar sua formação espiritual. Como parte dessa formação, ela recitava o Sutra de Lótus, que ela reverenciava, todos os dias e transcrevia todos os meses. Durante seus seis meses, ela jurou se comprometer com o Sutra de Lótus e o “Caminho dos Bodisatvas”. Tradicionalmente, um bodhisattva é qualquer pessoa que, movida por grande compaixão, gerou bodhicitta, que é o desejo espontâneo de atingir o mesmo status de  Buda para o benefício de todos os seres sencientes.

Portanto, Cheng Yen ou Shih Cheng Yen é uma mulher ordenada na vida monástica no budismo, professora e filantropa. Ela é a fundadora da Fundação Budista de Alívio da Compaixão Tzu Chi, comummente conhecida como Tzu Chi, uma organização humanitária com sede em Taiwan. Seu trabalho inclui assistência médica, socorro em desastres e trabalho ambiental.

 

Tzu Chi como fundação

A fundação foi fundada em 1966 por Cheng Yen, uma freira budista taiwanesa, como uma organização humanitária budista, inicialmente financiada por donas de casa. Tzu Chi expandiu seus serviços ao longo do tempo, abrindo uma clínica médica gratuita em 1972 e construindo seu primeiro hospital em 1986. A organização passou por uma rápida expansão no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, coincidindo com um surto de popularidade no budismo humanista em Taiwan. Na década de 1990, a organização iniciou grandes esforços internacionais de socorro em desastres.

Hoje, Tzu Chi tem uma política de ser secular em seu trabalho humanitário, com alguns ensinamentos budistas sendo integrados em suas práticas para voluntários. Cheng Yen também é considerado um dos “Quatro Reis Celestiais” do budismo taiwanês, com o próprio Tzu Chi sendo considerado uma das “Quatro Grandes Montanhas”, das organizações budistas taiwanesas, juntamente com Fo Guang Shan, Dharma Drum Mountain e Chung Tai Shan.

Tzu Chi tem um estatuto consultivo especial no Conselho Económico e Social das Nações Unidas. A fundação tem várias sub-organizações, como a Tzu Chi International Medical Association e a Tzu Chi Collegiate Youth Association (Tzu Ching). Os voluntários e trabalhadores humanitários de Tzu Chi são conhecidos por seus uniformes azuis e brancos, que são conhecidos como “.

No Ocidente, ela às vezes é chamada de “Madre Teresa da Ásia”. Desenvolveu um interesse pelo budismo quando jovem, ordenando-se monja budista em 1963, sob o conhecido proponente do budismo humanista, mestre Yin Shun.

Após um encontro com uma pobre mulher que teve um aborto espontâneo e uma conversa com freiras católicas romanas que falaram sobre os vários trabalhos de caridade da Igreja Católica, Cheng Yen fundou a Tzu Chi Foundation, em 1966, como uma organização humanitária budista.

A organização começou como um grupo de trinta donas de casa que guardavam dinheiro para famílias carentes. Tzu Chi cresceu gradualmente em popularidade e expandiu seus serviços ao longo do tempo para incluir trabalhos médicos, ambientais e de socorro a desastres, tornando-se uma das maiores organizações humanitárias do mundo e a maior organização budista em Taiwan.

Cheng Yen é considerada uma das figuras mais influentes no desenvolvimento do budismo taiwanês moderno. Em Taiwan, ela é popularmente conhecida como um dos  Quatro Reis Celestiais do budismo taiwanês, junto com seus contemporâneos Sheng-yen da Dharma Drum Mountain, Hsing Yun de Fo Guang Shan, e Wei Chueh de Chung Tai Shan.

 

O caso de Moçambique

Milhares de moçambicanos reparam à Tzu Chi como uma das doadoras promissoras sem envolver a “mão” de Estado nas questões monetárias, o que de certa forma pode ter um tipo de impasse. Mesmo assim, os benefícios são para a população do país.

Contudo, em Moçambique, os eventos da Tzu Chi são acompanhados por uma imagem (quadro preto-branco) da Tzu Chi como pessoa na frente de participantes. Numa interpretação sobre o reflexo institucional tem-se como uma visibilidade de quem financia, e num olhar económico, tem-se a maneira de garantir ao exterior que os do país não estão a dormir, estão mesmo a trabalhar com o nome para merecerem mais mão. É ai onde as câmaras jamais faltarão. Tal como os dirigentes do Estado usam a foto do Presidente.

Nos bastidores, diz-se que Dino Foi casou-se com uma chinesa. Muito pelo contrário, o presidente da Tzu Chi em Moçambique esclareceu: “na verdade, a minha esposa também voluntária da Fundação e, membro número um, é uma moçambicana das principais impulsionadoras da [recente escola de Mafambisse] sem a qual não teria energia”.

Ainda em Taiwan, a Tzu Chi como pessoa chega a ser interpretada de deusa. (Profundus).

Gorongosa: Reduz caça furtiva em Cheringoma

São dados avaliativos do Comité de Gestão de Recursos Naturais de Catemo, localidade de Mazamba, distrito de Cheringoma, zona tampão do Parque Nacional da Gorongosa, em Sofala.

O Comité de gestão de Recursos Naturais de Catemo, através do respectivo vice-presidente Afonso Desejo Quembo diz que a “caça furtiva já não acontece mais na nossa zona porque [está a] trabalhar com grupo de fiscais comunitários, nos últimos anos“.

“A caça furtiva reduziu porque antes não chegava nenhum animal na nossa zona, mas agora já chegam”, avaliou Quembo, sem precisar de números. “São esses sinais que indicam que a caça furtiva está a reduzir”, sublinhou.

A caça furtiva continua a ameaçar as actividades de restauração na Gorongosa. No dia 15 de dezembro passado, por exemplo, pelas 8 horas da manhã, dois fiscais que se encontravam em missão de patrulha na zona do rio Mueredze no distrito de Muanza, foram atingidos mortalmente por balas disparadas por caçadores furtivos. Portanto, a redução de actividades furtivas no vizinho Cheringoma, consequentemente poderá evitar mortes de profissionais do Parque ou membros das comunidades. (Luísa Franque).

 

Jornal Profundus

Stay informed with curated content and the latest headlines, all delivered straight to your inbox. Subscribe now to stay ahead and never miss a beat!

Skip to content ↓