OMM 2023: Um sucesso pelo ganho de eleições municipais em Nhamatanda

Assumindo que Nhamatanda como outros pontos de Moçambique há mais jovens que idosos e mais mulheres que homens, o ganho da Frelimo nas autarquias municipais de 11 de outubro de 2023, foi na maior parte com apoio de mulheres na vila municipal. Assim torna-se mais fácil avaliar a Organização da Mulher Moçambicana (OMM) no distrito.

EM 2023, um dos objectivos da Organização da Mulher Moçambicana (OMM) em Nhamatanda era de “mobilizar e consciencializar as jovens para aderirem em massa ao partido Frelimo, coesas para ganhar as eleições municipais”. A equação desse plano é mais fácil medir pelo resultado de 11 de outubro de 2023, facilitando mais assentos na Assembleia municipal. Foi assim que “o relatório de actividades foi aprovado com unanimidade”.

Só em 2023, a OMM-Nhamtanda somou mais 320 mulheres na sua maioria jovens. Com este número, saiu de 18.805 membros para 19.125 que também vão “avermelhar” as ruas, zonas, bairros, localidades e postos administrativos nas eleições gerais de 2024.

Estando no primeiro mês do ano, “já traçamos algumas estratégias para entrarmos de novo na base para conseguirmos mobilizar a população em geral para a vitória da Frelimo”, disse a secretária da OMM –Nhamatanda, Verónica Domingos.

Noutra abordagem, por se tratar dos primeiros dias de 2024, Verónica Domingos viu oportuno aconselhar as mães sendo responsáveis das crianças, a “prepará-las, matriculando-as e organizando-lhes o material escolar”, para o ano lectivo.

Verónica Domingos falava na terça-feira (23.01.2024), durante a IIª Sessão Ordinária do Conselho Distrital, cujo objectivo era a apresentação das Comissões de Trabalho; Informe sobre Saúde dos quadros; Apresentação do Relatório Anual das Actividades do Secretariado distrital; Debate e Aprovação do Relatório das Actividades do Secretariado Distrital; Debate e Aprovação do Plano das Actividades para 2024; e Apresentação das Monções e resoluções.

 

Verónica Domingos deixa OMM para outra pasta

Depois de 15 anos (três mandatos) seguidos como secretária da OMM –Nhamatanda, Verónica Domingos deixa de dirigir a Organização da mulher frelimista.

O posto administrativo de Chupanga, no distrito de Marromeu já será chefiado por Verónica Domingos ainda dentro da província de Sofala.

De OMM ao cargo de chefe de posto, Verónica Domingos leva “respeito, humildade, saber ser, saber estar, acima de tudo” para conquistar amizades e sucessos, segundo a sua auto-avaliação.

Para a próxima secretária da OMM-Nhamatanda, Verónica aconselha “a ter muita paciência com as mulheres jovens e idosas com responsabilidade”. Acrescenta: “trabalhar sem objectivo lucrativo, fielmente a todos níveis”.

Verónica Domingos
Verónica Domingos

Verónica Domingos auto-avalia-se “positivamente” pelas acções que lhe mereceram novo cargo, recorrendo ao diálogo e ouvindo conselhos para frente”.

 

O que fica de Verónica?

Como membro da OMM, 2023 foi um sucesso, avaliou Maria Inês Bila. E “ela [Verónica Domingos] trabalhou bem, mais força para as eleições gerais”.

Para Laurinda João Raguece “continuarmos fortes como OMM em frente de tudo” é a missão, tal como fez a secretária da Organização. E nesse trabalho, reconhece que é preciso haver chances iguais para as jovens incluindo os filhos dos membros da mulher moçambicana. Ora, “os nomes que constam nas listas de oportunidades são daqueles que até já trabalham” disse em representação das lamentações que tem acompanhado” como grupo de choque. “Que essas coisas não se repitam em Nhamatanda”.

“Quero que ainda desenvolva mais o distrito”. Afinal, a saída de Verónica deixa uma “tristeza” para alguns membros da OMM, mas como diz o adágio popular quem “trabalha, ganha”. Avaliou Domingas José.

(Da esquerda à direita) Maria Inês Bila, Laurinda João Raguece e Domingas José

As entrevistadas são unânimes em esperar que a próxima mãe da OMM no distrito seja seguidora dos princípios da Organização frelimista. E que 2024 seja mais um ano com objectivos alcançados.

Enquanto isso, vai se “caçando” quem poderá ser sucessora de Verónica Domingos em Nhamatanda. (Muamine Benjamim).

Animais vadios: Um problema por ultrapassar na vila de Nhamatanda?

Ver animais de qualquer maneira “a passear” ou a invadir propriedades, principalmente, na época de produção agrícola, na vila municipal está a parecer normal. Mas há uma táctica de isso acabar, com a taxa já introduzida pelo Conselho Municipal da Vila de Nhamatanda.

Na última sessão de dezembro de 2023 por sinal a final do mandato, aquela mesma que a bancada da Renamo boicotou não participando alegadamente, porque havia nomes mal escritos dos seus membros e erro de comunicação supostamente cometidos pela autarquia, a Assembleia Municipal aprovou uma taxa de cobrança por animais vadios, além de aprovar a acta do evento anterior, relatórios das comissões de trabalho e o informe do edil.

Na ocasião, o presidente da Assembleia André Machatine que já vai entregar as chaves das pastas, brevemente, disse não conhecer os motivos da ausência da Renamo, uma vez que foi-lhe comunicado sobre o evento.

Na sequência das taxas aprovadas, neste momento, um grupo de jovens de ambos géneros, com colete e cordas nas mãos até com capacidade de perseguir qualquer irracional, está espalhado na vila municipal de Nhamatanda. Por um animal vadio, se a equipa municipal capturá-lo, o respectivo dono deverá pagar uma quantia de 1.000 meticais como resgate.

Com esta medida, para o edil de Nhamatanda António Charumar João, “é uma forma de disciplinar as pessoas para controlarem os [seus] animais”.

Também, sabe-se que com esta medida, politicamente, o munícipe estará a contribuir de forma financeira para o desenvolvimento da vila de Nhamatanda que já sonha em se tornar cidade municipal.

A vila de Nhamatanda parece estar a concorrer para uma continuação da zona rural (campo). Ali há mistura de pessoas e culturas, mas com regras de como se cada um quisesse fazer o que bem entender nos talhões até com os animais. Este facto deve-se a políticas locais, além de êxodo rural e urbano.

Recorre-se a Geografia para desmistificar isso. Êxodo rural é a saída de pessoas do meio rural (campo) para a cidade. As razões económicas são as mais decisivas para este facto, tal como o caso de Nhamatanda onde há aqueles que abandonam ou até vendem seus campos agrícolas na esperança de terem nova forma de viver na vila municipal à procura de melhores condições de vida.

As condições laborais são frequentemente mais difíceis no campo do que nas cidades, a título de exemplo, baixas oportunidades, reduzido poder de compra; falta ou insuficiência de meios e vias de transporte e comunicação; falta ou insuficiência de apoios médicos e assistência social; dificuldade de acesso a estabelecimentos de ensino, principalmente dos níveis secundários e universitários; desemprego; atracção psicológica exercida pelas melhores condições de vida nas cidades, entre outras. E facilmente, vão com quase tudo às cidades.

O êxodo rural tem impactos positivos, porém importa referir a afecção negativa para o caso da vila de Nhamatanda. Força o desemprego e subemprego; mendicidade; saturação demográfica; problemas habitacionais que levam à proliferação de bairros de lata e de bairros clandestinos; maior pressão sobre os recursos naturais existentes no ambiente urbano; precárias condições higio-sanitárias e aumento da criminalidade, delinquência e força até as políticas. É assim que a tão sonhada cidade de Nhamatanda ganha ritmos de “passeio de animais”.

“Levem os animais para [criarem] num local para não saírem”, aconselhou Charumar como o é popularmente conhecido, destacando o “porco e cabrito”. Mas seria mais interessante o caso de cães, sendo problemáticos, dariam de falar ao capturá-los.

Já o êxodo urbano é a saída de pessoas da cidade para o campo. Para o caso de Nhamatanda é muito mais pelos campos de produção localizados nos postos administrativos e localidades, fora da sede.

Portanto, na vila de Nhamatanda, ocorrem os dois processos de saída (rural e urbano) interno do território. Pensando em qualidade de vida melhor, a população busca moradias ocasionais nas áreas rurais para a produção de alimentos, também recorrem ao conforto ou oportunidade muito mais pela industrialização.

Voltando ao contexto de animais vadios, está “normalizado” encontrar uma quinta, no coração da vila municipal, até próxima de instituições públicas. Estes animais, por serem irracionais, além de oferecerem insegurança para os munícipes, o seu cheiro a partir dos curais consegue ser insuportável para alguns munícipes e, consequentemente, pode ser um concurso para doenças.

“Essas taxas não são apenas para o próximo mandato”, a partir de 2024. Resultam de uma revisão dos dois mandatos de existência da autarquia de Nhamatanda.

Nos bairros, alguns munícipes não se sentem à vontade, pois, pequena desconcentração resulta em invasão de suas residências ou propriedades pelos animais. É como se os munícipes estivessem a ser criados pelos animais, quando é ao contrário.

Quem deve se sentir à vontade é o munícipe que tem as crias, não ao contrário.

Na saída das pessoas das localidades ou postos administrativos de Nhamatanda para se tornarem munícipes da vila, levam tudo até as crias a serem soltas nos bairros. Mas Nhamatanda de ontem não é o mesmo de hoje. É preciso repensar para um local que se sonha em deixar de ser vila para cidade. Para tal, a sanidade, industrialização, geopolítica, geoestratégia e um olhar activo dos envolvidos devem funcionar.

 

Só animal vadio?

Existindo autarquia é preciso triplicar a sua existência com acções, pois, além de animais vadios, as pontes sobre rio Nhamatanda, estradas que dão acesso a alguns bairros, candeeiros nas vias públicas, segurança na vila municipal e construções desordenadas continuam preocupantes. Enquanto a água que era calcanhar de Aquiles está aos poucos a sair da boca de munícipes desde outubro passado ao jorrar nas torneiras e mantendo-se a expansão para outros bairros.

A tomada de posse dos presidentes dos municípios frutos de eleições de 11 de outubro de 2023 será no dia 7 de fevereiro próximo. E de lá, saber-se-ão planos para responder as várias preocupações da vila de Nhamatanda e quais prioridades. Pois, agora evita-se qualquer comentário pelo menos da maioria ganhadora depois da votação que deu de falar no país e no internacional.

Contudo, se é ou não o fim do problema de animais vadios na autarquia, a equação será mais simples no andar do tempo com a medida do município. (Muamine Benjamim).

Dubai: Homem enfrenta prisão após pedir aos vizinhos que baixassem música

Um homem, de 75 anos, pode vir a ser condenado a uma pena de prisão no Dubai após pedir aos vizinhos que baixassem a música.

Ian Mackellar e a mulher, naturais da Escócia, viajaram até ao Dubai para visitarem a filha e a neta.

Na véspera de Ano Novo, os vizinhos da filha deram uma festa que impossibilitou, segundo o homem, que a família dormisse. De acordo com a ITV News, a família enviou cerca da 01h00 uma mensagem a pedir que baixassem a música. No entanto, o volume acabou por se tornar mais alto.

O reformado dirigiu-se então à casa vizinha para falar pessoalmente com os anfitriões da festa e levou a neta, de 18 meses, ao colo. Mas, como ninguém respondeu o homem decidiu entrar pelo jardim onde decorria a festa.

Mackellar pediu que o evento fosse transferido para dentro de casa, mas os convidados recusaram e gritaram com o homem, que acabou empurrado. Mackellar abandonou depois o local, mas antes o dono da casa ainda despejou uma bebida em cima da bebé.

O escocês ainda ameaçou contactar a polícia, mas recuou já que a filha não queria causar mais tensões com os vizinhos. Os anfitriões da festa acabaram por apresentar uma queixa contra o homem por invasão de propriedade, o que acabou por resultar na proibição de viajar e na possibilidade de vir a ser condenado a vários anos de prisão. (Notícias ao Minuto).

Tribunal anula suspensão de mandato de Paulo Vahanle

O Tribunal Judicial da província de Nampula acaba de anular a decisão tomada em novembro passado, de suspender o edil de Nampula, Paulo Vahanle, das suas actividades políticas e administrativas.

A suspensão de Paulo Vahanle surge na sequência da alegação de que terá promovido incitação à desobediência colectiva, no contexto das manifestações do partido Renamo, em contestação aos resultados das VI eleições autárquicas tidas no dia 11 de ouubro de 2023.

A anulação da medida resulta de uma contestação da decisão apresentada ao Tribunal por Paulo Vahanle. O dirigente teria fundamentado no documento que os protestos foram pacíficos, mas, teria havido provocação política.

Paulo Vahanle disse no documento, não entender a razão da suspensão das suas actividades.

Analisado o documento, o Tribunal decidiu a favor de Vahanle.

O edil que tem poucos dias para entregar as chaves do Município de Nampula, voltou a exercer as suas funções desde 12 do mês em curso. E hoje quarta-feira, Vahanle lançou a campanha de remoção de lixo em resposta às lamentações dos munícipes sobre o estado em que se encontra a autarquia. (Profundus).

LAM passa a ligar Cabo Delgado e África do Sul

As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) anunciaram ontem a criação de voo directo entre Pemba (Cabo Delgado) e Joanesburgo, vizinho África do Sul, com três ligações semanais a partir da próxima segunda-feira.

A rota Joanesburgo – Pemba faz parte do plano de revitalização da operadora, depois de a empresa sul-africana Fly Modern Ark (FMA) ter entrado na gestão da LAM em abril do ano passado para o processo de reestruturação.

A nova ligação junta-se a outros voos directos que a LAM já introduziu nos últimos meses, no processo de revitalização em curso desde abril passado, entre Joanesburgo e Cidade do Cabo, na África do Sul, e Maputo, Inhambane e Vilanculos, seguindo-se agora Pemba, escreve o jornal Notícias.

Mambas jogam pela história diante do Gana: difícil, não impossível!

A selecção nacional de futebol, os Mambas, defronta, esta segunda-feira, a sua congénere do Gana, em partida da terceira e última jornada do grupo B da fase final do CAN da Costa do Marfim. É o tudo ou nada diante das Estrelas Negras, sendo que o resultado que interessa aos Mambas é a vitória, para fazer história no CAN.

Tudo ou nada! É fazer história ou deixar a história passar ao lado! Diante do Gana só um resultado interessa aos Mambas se quiserem manter vivo o sonho de fazer história neste CAN.

É que, com Cabo Verde já qualificado em primeira no grupo e a defrontar o Egipto, segundo com dois pontos, há mais possibilidade de o seleccionador cabo-verdiano, “Budista”, usar a segunda linha dos jogadores, para permitir que todos tenham oportunidade de jogar na prova, e consequentemente mais possibilidades dos faraós saírem vencedores.

Nesta ordem de ideias, Moçambique e Gana, que contam com um ponto cada, estariam a lutar por um melhor terceiro lugar, dos quatro que passam para a fase seguinte. Mas, para tal, teriam de sair do jogo com a vitória para somar quatro pontos e sonhar.

Por isso, será o jogo do tudo ou nada para os Mambas, o mesmo para as Estrelas Negras, para continuarem a fazer história, ou então deixarem que a história passe ao lado e a selecção regresse mais cedo ao país.

 

Gana: Osso duro de roer

Moçambique não terá tarefa facilitada no embate desta segunda-feira diante do Gana, um adversário que nunca antes tinha ganhado. São seis jogos na história dos confrontos entre as duas selecções, dos quais as Estrelas Negras venceram quatro jogos e empataram dois.

No CAN da África do Sul, em 1996, o Gana venceu por duas bolas sem resposta, no primeiro jogo de sempre entre as duas selecções.

Dois anos depois, as duas selecções defrontaram-se duas vezes em jogos de controlo que antecediam à fase final do CAN do Burquina Faso. No primeiro deles, a 14 de Janeiro, houve empate sem abertura de contagem, e no segundo, a 19 do mesmo mês, as Estrelas Negras venceram por 3-1, com Tico-Tico a marcar o golo de honra.

No ano seguinte, na fase de qualificação para o CAN do ano 2000, os Mambas foram afastados na eliminatória única, por uma bola sem resposta, somando a terceira derrota com o Gana.

Os dois últimos confrontos aconteceram em 2016, na qualificação para o CAN 2017, com o Gana a vencer o primeiro jogo, em Accra, novamente por 3-1, com Sonito a apontar o tento de honra, e na segunda volta, em Maputo, registo do segundo empate, novamente sem abertura de contagem.

Realce nas duas selecções para jogadores que voltam a cruzar-se, entre os quais Jonathan Mensah, Jordan Ayew, Daniel Amartey e Andre Ayew, do lado das Estrelas Negras; Edmilson, Clésio, Reinildo, Domingues, Gildo e Witi, do lado dos Mambas.

Em mais um frente-a-frente entre os jogadores das duas equipas, resta saber quem sairá o vencedor do embate entre Moçambique e Gana, marcado para as 22h00 de Maputo, mesma hora em que Cabo Verde e Egipto disputam o outro jogo do grupo B. (O país).

EUA apoiam Moçambique e Gana em políticas de equidade, clima e liderança juvenil

Administrador da Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), Michael S. Regan, viajará para Moçambique e Gana para construir parcerias e partilhar soluções numa série de prioridades ambientais, que incluem o desenvolvimento de energia limpa, a protecção do ar limpo, o incentivo à mineração responsável de minerais críticos e a reciclagem de materiais de plásticos e resíduos electrónicos.

A missão do Administrador Regan a África, responde ao apelo do Presidente Biden à acção, na Cimeira de Líderes E.U.A. -África de 2022, para expandir parcerias substanciais e significativas com países Africanos, instituições e pessoas em todo o continente.

A Agencia de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) é do governo federal dos E.U.A. E foi criada em 1970 para proteger a saúde humana e o ambiente.

Os quase 15.000 profissionais ambientais da EPA lutam contra a crise climática, salvaguardam o ar e a água da América, regulam produtos químicos e pesticidas, respondem a emergências químicas, aplicam as leis ambientais dos E.U.A e lideram pesquisas inovadoras. Uma vez que a poluição ultrapassa as fronteiras internacionais, o Gabinete de Assuntos Internacionais e Tribais da EPA trabalha com organizações internacionais e países para responder a desafios ambientais comuns.

“Estou entusiasmado por representar a Administração Biden-Harris nesta missão a África, para promover a relação duradoura e de longa data entre os Estados Unidos e este continente próspero”, disse o Administrador da EPA, Michael S. Regan. “Moçambique e o Gana são parceiros importantes no nosso trabalho colectivo para garantir que o desenvolvimento económico e a protecção ambiental andam de mãos dadas. Todos nós temos interesse em desenvolver energia limpa, proteger os recursos naturais vitais e garantir a igualdade de acesso a ar e água limpos ”.

Enquanto estiver em África, o Administrador Regan também reunir-se-á com jovens líderes em ambos os países, para inteirar-se dos seus esforços para responder os desafios globais das alterações climáticas e da justiça ambiental. No Gana, o Administrador Regan far-se-á acompanhar por Derrick Johnson, Presidente e Director Executivo da NAACP.

“A NAACP aplaude a administração por tomar as medidas necessárias para promover a justiça climática em escala global”, disse Derrick Johnson, presidente e CEO da NAACP. “Há muito tempo defendemos a centralização das vozes Negras em todas as conversas sobre o clima, já que nossa diáspora será mais afectada pelos efeitos cada vez mais extremos do desastre climático que o mundo está a enfrentar.

A NAACP espera apoiar o cultivo dessas parcerias cruciais e promover as prioridades das comunidades Negras e da linha de frente nos Estados Unidos e no exterior”.

 

22-24 de Janeiro em Moçambique

O Administrador Regan juntar-se-á a Peter Vrooman, Embaixador dos E.U.A. em Moçambique para a inauguração de um novo de monitor de qualidade do ar na Embaixada dos E.U.Am Maputo;

A EPA irá colaborar com funcionários do governo moçambicano para partilhar actualizações sobre a utilização do seu Sistema de Modelação do Ar (AERMOD), com vista a identificar os desafios da poluição e as formas de os resolver;

A EPA irá fornecer assistência e orientação técnica ao governo de Moçambique e a sociedade civil, de modo a ajudá-los a envolverem-se de forma mais significativa nos processos públicos, em torno de operações mineiras responsáveis;

Os especialistas da EPA, farão uma parceria com os seus homólogos da Sociedade Geológica dos E.U.A., para organização de um webinar com uma comunidade que está a lutar contra os impactos da Erosão Costeira.

 

25-29 de Janeiro no Gana

O Administrador Regan e o Dr. Kwaku Afriyie, Ministro do Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação, irão participar num evento em Accra e irão divulgar uma declaração conjunta que recorda os esforços em torno das alterações climáticas e a resolução de outros desafios, como a utilização de energia doméstica mais limpa, a poluição por plásticos e as emissões causadas por veículos e combustíveis;

O Administrador Regan e o Presidente Johnson irão visitar a casa do Dr. W.E.B Du Bois e o Cape Coast Castle (Castelo da Costa do Cabo). Os líderes irão depositar coroas de flores em ambos os locais;

A EPA irá apoiar a colaboração alargada em matéria de fogões de cozinha, através de uma conferência para investigação laboratorial e no terreno sobre fogões de cozinha, bem como prestar assistência técnica ao Laboratório de Fogões de Cozinha do Conselho de Investigação Científica e Industrial (CSIR);

A EPA irá ajudar a reforçar as capacidades de gestão dos resíduos  (E-Waste), através da participação do Gana no próximo Webinar sobre Resíduos Electrónicos da Rede Internacional de Gestão de Resíduos Electrónicos (IEMN) em África e irá apoiar a participação de um perito técnico em resíduos electrónicos do Governo do Gana, na reunião anual da IEMN;

A EPA, em parceria, com o Peace Corps, irá desenvolver um programa de parcerias entre escolas da América e do Gana para promover o intercâmbio de informações culturais e ambientais.

Antes da viagem, a EPA está também a anunciar uma série de resultados para apoiar e fazer avançar os principais esforços ambientais em todo o continente, nomeadamente:

Parceria para Qualidade do Ar Urbano: Com base na relação de longa data da EPA com o Departamento de Estado, na abordagem da qualidade do ar em todo o mundo, este trabalho terá como objectivo ajudar várias cidades africanas a reforçar a sua capacidade de gerir eficazmente a qualidade do ar;

Transferência do ARC-X: A EPA irá transferir este software de adaptação climática para um parceiro preparado, na Serra Leoa ou no Gana, que os ajudará a adaptarem-se melhor aos impactos causados pelas alterações climáticas. Esta base de dados, fornece soluções climáticas específicas e histórias de sucesso de cidades que enfrentam desafios ambientais semelhantes;

Fogões Limpos: Com base no seu envolvimento com a EPA, a Clean Cooking Alliance está a financiar um perito para trabalhar com o governo da Serra Leoa em questões relacionadas com fogões e está a ajudar a Serra Leoa a desenvolver uma estratégia de energia e cozinha limpa;

Águas Sem Lixo: Trata-se de um guia internacional desenvolvido pela EPA para reduzir o volume de lixo que entra nos cursos de água, tanto a nível nacional como internacional. Este programa foi implementado com sucesso em partes da Ásia e da América do Sul e, com esta série de vídeos, a EPA está a planear expandir a sua adopção em África;

Memorando de Entendimento do Corpo da Paz: A EPA assinou um memorando de entendimento com o Corpo da Paz, centrado na assistência à comunidade, no desenvolvimento de capacidades e na saúde ambiental. A EPA pode fornecer apoio técnico em áreas de especialização, incluindo, mas não se limitando a fogões de cozinha, gestão de águas residuais e gestão de resíduos sólidos. (EUA).

EUA: Corpos de reclusos mortos entregues à família com órgãos em falta

Dois reclusos que morreram numa prisão do estado norte-americano do Alabama, foram devolvidos às famílias com alguns órgãos em falta.

Charles Edward Singleton, de 74 anos, morreu enquanto estava detido, em novembro de 2021. Quando o seu corpo foi entregue à família, estaria sem cérebro, indicam documentos obtidos, na semana passada, pela ABC.

A família pediu que o corpo fosse enviado para uma funerária em Pell City, onde o director da agência funerária lhes disse que “seria difícil preparar o corpo para ser visto” devido ao seu “notório estado de decomposição”, que incluía “um deslizamento avançado da pele”.

A família decidiu fazer uma autópsia independente e aí descobriu-se que Singleton não tinha órgãos, que normalmente são guardados num saco e colocados de novo no corpo.

Este caso, descoberto agora, vem na sequência de uma situação semelhante registada no final do ano passado.

Em dezembro, a família de Brandon Dotson, de 43 anos, decidiu apresentar uma queixa depois de o coração do homem não ter sido entregue juntamente com o seu corpo. O homem morreu no dia 16 de novembro, e quando o seu corpo chegou a uma funerária, cinco dias depois, estava gravemente decomposto, e a família foi forçada a abandonar os planos de um funeral de caixão aberto, refere o processo.

A família contratou um patologista independente, que chegou a uma descoberta ainda mais preocupante: O corpo não tinha coração, noticia o Washington Post.

Numa acção judicial intentada na altura, a filha da vítima alegou que o Departamento de Correcções do Alabama tinha retirado e retido o coração de Dotson durante a autópsia sem o consentimento da família.

Os advogados do Departamento de Correcções do Alabama e do Departamento de Ciências Forenses do Alabama, que efectua as autópsias, não quiseram comentar.

O caso está envolto em polémica, questionando-se em que condições viviam estes reclusos nas prisões e chegando-se mesmo a questionar se terão morrido ou se foram mortos. (Nt).

Jornal Profundus

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