Nyusi orienta para assistência prioritária às vítimas do terrorismo

O Presidente da República, Filipe Nyusi, orientou na quarta-feira, à Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) a buscar estratégias para prestar assistências às vítimas do terrorismo em Cabo Delgado.

“Que todo cidadão encontre na CNDH um porto seguro, onde será acolhido quando tiver uma dúvida, preocupação ou encontrar auxílio para repor os seus direitos violados. Neste aspecto, em particular, a atenção deve ser dada às vítimas de insegurança causada pelos ataques armados em partes de Cabo Delgado, que se têm vistos privadas dos mais elementares direitos”.

“Encorajamos o processo com vista a abertura da primeira delegação da Comissão fora de Maputo, o que poderá criar condições para um maior apoio às vítimas dos ataques terroristas”.

Nyusi falava depois de conferir posse à nova direcção da CNDH já composta por Albachir Macassar (presidente), Ismael Panashande (vice-presidente), Paulo Banguine, Clodoaldo Castiano, Hélio Fernando e
Ana de Lurdes Cala, Cláudio Foquisso e Augusta Almeida, além de Alfredo Caetano Dias, Cidália Chaúque e Augusto Mateus, eleitos pela Assembleia da República. (Profundus).

Nova medida na ESGN: Uniforme para curso nocturno

Professores e professoras “sentiam-se” “despidos” ou mesmo davam-lhes a sensação de outro “ar” durante as aulas. Os educandos, principalmente, alunas pareciam estar a competir na moda ou desfile ou mesmo como se estivessem na “praia” para concurso internacional, todo corpo quase decalcado para aulas na Escola Secundária Geral de Nhamatanda (ESGN).

Ambiente com vestuários desses, o assédio pode estar à vista, embora ainda não haja relatos de professores ou professoras, pelo menos aos ouvidos de Órgãos de Comunicação Social à partir da ESGN.

Mas isso já poderá acabar com a nova norma que já consta no Regulamento Interno da Escola Secundária Geral de Nhamatanda, apresentada no dia de abertura do ano lectivo escolar.

A nova medida para a ESGN não é uma invenção alheia. É justificada pelo Regulamento de Organização e Funcionamento das Escolas Secundárias aprovado no dia 22 de Dezembro de 2023 para o uso de uniforme escolar, excepto aos do Ensino à Distância e Educação de Adultos.

Segundo o director da ESGN, Zacarias Magueva Chiruve, “este ano, os [alunos] do curso nocturno passam a usar também o uniforme” independentemente da classe.

Sem uniforme, é difícil identificar um aluno de outra pessoa. “O que nós pretendemos é que os do curso nocturno estejam identificados”, fortificou a nova medida.

O desafio agora é sensibilizar os alunos a usarem o uniforme. (Muamine Benjamim).

Administradora Adjunta da USAID visita Moçambique

A Administradora Adjunta da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID sigla inglesa), Isobel Coleman, concluiu uma viagem de seis dias a Moçambique, onde se reuniu com funcionários do governo, actores da sociedade civil e representantes do sector privado para destacar o apoio de longa data dos EUA ao país, especialmente nas províncias do centro e norte.

Após a sua chegada a Maputo no dia 25 de janeiro, Isobel Coleman o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos de Moçambique, Carlos Alberto Fortes Mesquita, com o vice-Ministro da Economia e Finanças, Amílcar Tivane, e com funcionários do governo local no Centro e Norte de Moçambique para discutir oportunidade, visando fortalecer a parceria entre os EUA e Moçambique.

A conversa centrou-se na promoção da estabilidade no Norte e enfatizou a importância de um processo democrático livre, justo e transparente à medida que o governo se prepara para as eleições presidenciais em outubro de 2024. A Administradora Adjunta felicitou os funcionários do governo pela aprovação da legislação que estabelece um fundo soberano e enfatizou a importância da sua utilização para o desenvolvimento inclusivo e o crescimento económico sustentável.

No dia 26 de janeiro, Coleman deslocou-se à Beira, onde se encontrou com a secretária de Estado para a Província de Sofala, Cecília Chamutota, o governador de Sofala, Lourenço Bulha, e o presidente do Município da Beira, Albano Carige, antes de visitar um Programa de Reconstrução Resiliente da ONU-Habitat, financiado pela USAID, que está a criar resiliência contra os riscos climáticos.

Coleman, tmbém reuniu-se com a Associação Comercial da Beira, uma das associações empresariais mais activas do país, para discutir constrangimentos e oportunidades para o desenvolvimento do sector privado.

A Administradora Adjunta passou dois dias seguintes a visitar os projectos da USAID no Parque Nacional de Gorongosa (PNG) e nos seus arredores, onde viu como os projectos melhoram o bem-estar humano nas comunidades fora do parque – conhecida como a zona-tampão – e conservam a biodiversidade dentro do Parque.

Pela Gorongosa, Coleman falou com pequenos agricultores e interagiu com Comités Comunitários de Gestão de Recursos Naturais, que promovem a conservação e o desenvolvimento económico através da utilização sustentável dos recursos naturais.

A Administradora Adjunta também tomou conhecimento das actividades de conservação do Parque Nacional de Gorongosa e reuniu-se com a direcção do Programa de Mestrado em Biologia da Conservação que funciona no interior do Parque, o único do género em África.

Depois, Coleman viajou depois para Ilha de Moçambique, onde se reuniu com um grupo de mulheres que participam o programa Feed the Future Resilient Coastal Communities (Alimentar as Comunidades Costeiras Resilientes do Futuro) para aprenderem sobre o papel que as mulheres desempenham no sector das pescas e como a USAID ajuda as mulheres a enfrentarem os desafios das comunidades costeiras.

No vizinho distrito de Monapo, Coleman reuniu-se com membros da comunidade e com a Associação Nova Aliança, um grupo de poupança de 30 mulheres, para aprender sobre o seu papel no financiamento de soluções de saneamento e na melhoria do saneamento nas comudidades locais.

Ali, Coleman reuniu-se depois com jornalistas locais e jovens na Assistência às Rádios Comunitárias para um Maior Empoderamento dos Moçambicanos na discussão da liberdade de imprensa e do envolvimento cívico dos jovens. E ainda reuniu-se com as principais organizações da sociedade civil para ouvir as suas perspectivas sobre o espaço cívico em Moçambique e recomendações para promover uma sociedade mais democrática.

 

Parcerias contra pobreza

A Administradora Adjunta foi a convidada de honra na assinatura um Memorando de Entendimento (MdE) entre a USAID e a Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação (SDC).

Este acordo irá alavancar 6,7 milhões de dólares em financiamento da SDC para actividades complementares que irão expandir a cobertura do programa Feed the Future PREMIER no valor de 25,5 milhões de dólares da USAID e aumentar o rendimento e emprego para os agricultores e agro-industriais no Norte de Moçambique.

Antes da assinatura, Coleman visitou um produtor local de frangos que está a receber uma das nove subvenções locais para empresas locais que estão a criar empregos e a aumentar a produtividade agrícola.

Antes de partir de Moçambique, a Administradora Adjunta Coleman reuniu-se com o pessoal da USAID para expressar o seu apreço pelo seu trabalho árduo no cumprimento da missão da USAID.  (EUA/Profundus).

Cidadão indiciado de matar amante patroa por ciúme

A Policia da República de Moçambique (PRM) vai apresentar hoje pelas 11:30, no distrito de Dondo, um caso de um cidadão indiciado de homicídio por motivos passionais, a uma cidadã casada que supostamente era a sua amante.

“Presume-se que quem a mata [seja] o amante que era igualmente seu empregado”, adiante a PRM no seu convite a jornalistas.

“Portanto dito na má-língua, empregado mata sua patroa, que por sinal era amante do mesmo e casada“. Em outras palavras o amante da boss que era casada teve ciúmes e a matou. (Profundus).

EPC de TSONI deixa de recorrer salas da Igreja Católica

A Escola Primária do 1º e 2 º Grau de Tsoni deixa de recorrer às salas do edifício da Igreja Católica em Chemba, na província de Sofala. A mudança resulta do novo edifício já entregue ontem durante a abertura do ano lectivo escolar.

Trata-se de um novo edifício com dois blocos contendo cinco salas de aulas, um balneário, bloco administrativo e um torre para abastecimento de água. Localizado no posto administrativo de 3 de Fevereiro, Chemba sede.

A escola funcionava nas salas do edifício da Igreja Católica. Em 2023, tinha dez funcionários para 362 alunos sendo 185 raparigas.

Na entrega do edifício, o director do Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT), Abdul Mbuinia, fez lembrar que o seu sector está comprometido com o desempenho e competência nas classes iniciais para o domínio de numeracia e literacia. Não bastam edifícios novos, é preciso qualidade dos alunos.

Chemba já matriculou 5.158 alunos do novo ingresso sendo 2.312 raparigas. Deste número, 409 alunos com 203 raparigas são da EPC de Tsoni.

A EPC de Tsoni ora entregue ainda não tem carteiras, tanto que o Executivo diz estar a lutar para “aquisição e alocação” do material.

Lembre-se que é a mesma escola que devia ser entregue no ano passado, mas não chegou de ser concluída. E do outro lado, no posto administrativo de Mulima, continuam abandonadas, desde 2020, as obras da única escola secundária.

Noutra abordagem, coube ao Executivo chamar atenção para a prevenção da cólera que já foi detectada no povoado de Cado, Ndango em Chemba e no vizinho posto administrativo de Sena-Caia. (Rosário Phoinde Ntepa).

O “prémio” de Stella por Beira? Já é embaixadora

Stella Pinto Novo Zeca tem sido descrita como uma mulher simples e acessível. Foi descoberta nas lides da academia e desde 2015 anda no Executivo, quando foi nomeada Governadora de Gaza e, em 2020 secretária de Estado em Sofala, e há seis dias como embaixadora de Moçambique em Portugal, depois da “porada” eleitoral de 11 de outubro de 2023.

Depois de ter sido “seduzida” para cabeça-de-lista da Frelimo nas eleições municipais na autarquia da Beira, ganhas pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Stella Pinto Novo Zeca já assume a Embaixada de Moçambique em Portugal, substituindo Joaquim Simeão Casimiro Bule.

Semanas após a validação os resultados eleitorais das controversas eleições de 11 de Outubro passado, pelo Conselho Constitucional, circularam com muita insistência informações, em corredores políticos/diplomáticos, que Stella Pinto Novo Zeca iria ser nomeada embaixadora em Portugal, indicações agora confirmadas pela Presidência da República. (Profundus).

Morreu Iskandar Safa: O “expert” das “dívidas ocultas” moçambicanas

O bilionário franco-libanês, proprietário da Privinvest – a construtora naval no epicentro das chamadas “dívidas ocultas” moçambicanas. Iskandar Safa morreu de cancro em Mougins (Alpes-Marítimos da França),na noite da segunda-feira, aos 68 anos de idade.

A informação foi confirmada pelo director editorial da revista conservadora Valeurs nationaux, Tugdual Denis, cujo dono deste outro projecto é Iskandar Safa.

Com a sua fortuna estimada, há alguns anos, em mil milhões de euros, Iskandar Safa e a sua empresa, Privinvest, são alvos de um processo promovido em Londres pelo Estado moçambicano, pelo papel central que desempenharam na origem da “telenovela dívidas ocultas”.

Iskandar Safa e respectiva empresa são acusados por Moçambique de subornarem funcionários dos bancos Credit Suisse e VTB para facilitarem as transacções.  O empresário franco-libanês e o grupo naval sempre recusaram de praticar a corrupção.

Moçambique exige 3,1 mil milhões de dólares à Privinvest e ao proprietário, Iskandar Safa, por danos, compensação e indemnização, no âmbito do caso das “dívidas ocultas”, cujo julgamento espera um desfecho no Tribunal Comercial de Londres.

A Privinvest é acusada de subornar funcionários públicos, em particular o antigo ministro das Finanças Manuel Chang que agora responde nos EUA. O suborno era para aprovarem contratos e o financiamento de empréstimos (Proindicus, EMATUM e MAM) para a compra de barcos de pesca e equipamento de segurança marítima à construtora naval.

Safa é tio de Jean Boustani que também é processado pelo Estado moçambicano. (Profundus).

EUA e Suíça parceiros para apoiarem agronegócio no Norte do País

O Governo dos Estados Unidos, representado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), e a Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação (SDC) assinaram um acordo visando a promoção da agricultura baseada no mercado no Corredor de Nacala.

O acordo da segunda-feira (29.01), em Nampula, promete novas oportunidades para aumentar os rendimentos dos agricultores e dos proprietários de pequenas empresas, Sendo os agrários locais a espinha dorsal da força de trabalho da região,

O acordo funde o projecto Feed the Future (FtF) Premier, da USAID, no valor de 25,5 milhões de dólares, com o projecto Oholo, da SDC, no valor de 6,7 milhões de dólares, para criar a Parceria FtF Premier-Oholo  (PRO).

Operacional até junho de 2027, a parceria confere aos proprietários de pequenas empresas as competências e os recursos necessários para venderem fertilizantes e sementes, investimento na melhoria do marketing para ajudar os agricultores e os proprietários de empresas a fazer a transição da agricultura de subsistência para um sistema baseado no mercado.

A actividade apoia o papel do sector privado no aumento dos rendimentos dos agricultores, criando mercados, disponibilizando as infra-estruturas necessárias e incentivando os agricultores locais a adoptarem práticas agrícolas modernas.

A administradora adjunta da USAID, Isobel Colman, que está de visita a Moçambique, foi a convidada de honra da cerimónia de assinatura.

Na ocasião, Colman disse: “ao impulsionar a agricultura baseada no mercado, esta parceria irá aumentar os rendimentos e o emprego, particularmente para os jovens e as mulheres no norte de Moçambique afectado pelo conflito armado.”

O aumento da competitividade do sector agrícola é uma componente crítica da assistência mais ampla do Governo dos EUA em Moçambique.

Em estreita colaboração com o Governo de Moçambique, o Governo dos EUA fornece mais de 812 milhões de dólares em assistência anual para ajudar Moçambique a construir um país mais saudável, mais seguro, mais democrático e mais próspero para todos os cidadãos.

Feed the Future é a iniciativa do governo dos EUA para combater a fome e a pobreza a nível mundial. Reúne parceiros para ajudar alguns dos países mais pobres do mundo a aproveitar o poder da agricultura e do empreendedorismo para impulsionar as suas economias e criar novas oportunidades. (EUA).

SADC quer fortalecer cadeias de valor dos serviços climáticos

O Fórum de Perspectivas Climáticas Regionais da África Austral quer fortalecer cadeias de valor dos serviços climáticos. Para tal, o Secretariado da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC sigla inglesa), por intermédio do seu Centro de Serviços Climáticos (CSC), organizou o 28° evento abreviadamente SARCOF-28 na sigla inglesa, a decorrer entre 29 a 31 de janeiro de 2024, na cidade de Maputo.

O propósito do evento que vai começar amanhã, é de analisar os impactos das previsões da época das chuvas de outubro-novembro-dezembro de 2023, publicar a previsão sazonal para fevereiro-março-abril e março-abril-maio de 2024, juntamente do avanço para a criação de Produtos Regionais de Interface do Utilizador (RSUIP).

No evento, será discutido o estado dos factores climáticos globais e os seus prováveis impactos nos sectores sensíveis ao clima no território da SADC.

Este fórum articular-se-á perfeitamente com o SARCOF-27, realizado nas Maurícias, de 26 a 28 de setembro de 2023, que previu que a maior parte da região da SADC passaria por uma pluviosidade que varia entre normal e abaixo do normal durante o período de outubro-novembro-dezembro (OND) de 2023 e pluviosidade de entre normal e acima do normal durante o período de dezembro-janeiro-fevereiro de 2023/24.

O SARCOF foi criado em 1996 por países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), com o objectivo de permitir que os Serviços Meteorológicos preparassem previsões climáticas sazonais, consensuais e harmoniosas a nível regional, para a estação chuvosa na África Austral (outubro a março).

Lembre-se que a SADC é uma organização que integra 16 Estados-Membros, estabelecida em 1980, como Conferência de Coordenação do Desenvolvimento da África Austral (SADCC), e, mais tarde, em agosto de 1992, transformada em Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

A SADC tem por missão promover o crescimento económico e o desenvolvimento socioeconómico sustentáveis e equitativos, através de sistemas produtivos eficientes, de uma cooperação e integração mais aprofundadas, da boa governação e da paz e segurança duradouras, a fim de que a Região emirja como actor competitivo e efectivo nos contextos das relações internacionais e da economia mundial.

São Estados-Membros da Organização a África do Sul, Angola, Botswana, União das Comores, República Democrática do Congo, Reino de Eswatini, Reino de Lesoto, Madagáscar, Malawi, Maurícias, Moçambique, Namíbia, Seychelles, República Unida da Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe. (Profundus).

Quem são os 10 candidatos que disputam as presidenciais com Putin?

Um total de dez candidatos disputarão as eleições presidenciais russas de março contra Vladimir Putin, cuja reeleição está praticamente assegurada, mas Boris Nadezhdin é o único a usar a campanha para criticar a guerra na Ucrânia e problemas sociais.

Com oito dos 11 candidatos autorizados pela Comissão Eleitoral para as eleições de 15 a 17 de março ainda a recolher assinaturas, e apenas três com candidatura oficializada, o interesse da população na campanha é escasso, sendo opinião dominante que Putin continuará no poder, que ocupa desde 1999, como Presidente ou primeiro-ministro.

Eis um perfil dos candidatos já no terreno, de acordo com vários media russos, incluindo o site Aficha Daily.

 

Boris Nadezhdin

Com 60 anos e membro da Iniciativa Civil, é o único candidato presidencial que se manifestou contra a “operação militar especial”, ou seja, a guerra na Ucrânia, além de criticar repetidamente a actual governação.

Nascido em Tashkent, capital do Uzbequistão, é formado em Física e Direito. O início da sua carreira política data de 1990, como membro do Conselho Municipal de Deputados do Povo de Dolgoprudni, pequena cidade dos arredores da capital.

Em 1997, aparece como conselheiro de Boris Nemtsov, participou na redacção dos estatutos da Gazprom, bem como de outras empresas do sector energético. No ano seguinte, é nomeado assistente do primeiro-ministro, Serguei Kiriyenko.

No seu programa eleitoral promete libertar os presos políticos, pôr termo à guerra e restabelecer as relações com os países vizinhos.

“Estou mais calmo, propenso a compromissos. Tentei até ao fim cooperar com as autoridades, conseguir algo delas. Mas a desilusão veio em 2020, quando introduziram alterações à Constituição. Com o início da ‘operação especial’ não há mais nada a dizer”, declarou Nadezhdin à imprensa a 23 de janeiro.

Com o mais destacado oposicionista russo, Alexei Navalny, detido numa prisão de alta segurança, e o mais jovem Vladimir Kara-Murza condenado no ano passado a 25 anos de cadeia, a oposição ao Kremlin debate-se com dificuldades para encontrar uma figura de referência, papel que cabe cada vez mais a Nadezhdin.

Nadezhdin anunciou na terça-feira que já recolheu mais de 100 mil assinaturas, número necessário para se registar oficialmente como candidato às eleições, e o site informativo russo Bloknot considera-o o primeiro teste verdadeiramente sério de força da oposição russa a Vladimir Putin, dentro do país e também a exilada.

 

Leonid Slutski

Com 56 anos, é membro do Partido Liberal Democrática do Rússia e iniciou a política como chefe de sector do Presidium do Soviete Supremo da Federação da Rússia, tendo sido depois conselheiro do edil de Moscovo.

Slutski foi co-autor, em 2009, do projecto-lei que responsabiliza criminalmente a reabilitação do nazismo.

Há três anos, a editora-chefe do canal televisivo RTVI, Ekaterina Kotrikadze, a produtora do canal de TV Dozhd, Daria Zhuk, e a jornalista do serviço russo da BBC, Farida Rustamova, acusaram Slutsky de assédio sexual. O político considerou as acusações “absurdas”, parte de uma “campanha personalizada”.

Alguns especialistas acreditam que Slutski poderá ficar em segundo lugar nas eleições, opinião corroborada pelo site informativo russo Meduza, publicado em Riga.

“Hoje, a operação militar especial não é uma operação de conquistadores, mas de reconquistadores, para reconquistar a língua russa e o bom senso. É a única solução possível”, afirmou Slutski a 30 de julho de 2022.

 

Vladislav Davankov

Do partido Gente Nova, 39 anos, originário da cidade de Smolensk. É diplomado pela Universidade de Moscovo e pela Universidade Social.

Entrou para a política em 2020, quando participou da fundação do partido a que pertence, e ainda não se referiu à guerra na Ucrânia.

Davankov avançou no ano passado com um projecto-lei que proíbe o uso de toponímicos “ofensivos”, tendo sido co-autor de leis que proíbem a transição transgénero e a exibição de animais em circos.

Nas eleições para o município de Moscovo, em 2023, ficou em quarto lugar. Actualmente, não tem um programa eleitoral.

 

Andrey Bogdanov

Com 53 anos, pertence ao Partido da Justiça e Liberdade da Rússia. Nascido em Mojaisk, não longe de Moscovo, é mestre da Grande Loja Maçónica e fundador daquele partido, bem como do Partido Democrático e do Partido Popular da Rússia.

Nas eleições presidenciais de 2008, obteve 1,3% dos votos. Também nunca falou da “operação militar especial”.

Em 1993, formou-se na Academia Plekhanov de Economia. Em 1999, chefiou o departamento de relações públicas da Comissão Eleitoral Central da Rússia Unida, de onde saiu em 2003.

Numa entrevista recente, Bogdanov confessou não esperar vencer as eleições. “Putin fez muito pelas pessoas comuns, é difícil derrotá-lo”, acrescentou. No entanto, as eleições irão ajudá-lo a dizer aos russos o que é a “verdadeira Maçonaria”.

 

Sergei Baburin

Com 64 anos, é membro da União dos Povos da Rússia. Nascido em Semipalatinsk, cidade cazaque, estudou na Universidade de Omsk.

Nas últimas eleições presidenciais ficou em último lugar, com 0,63% dos votos. Pronunciou-se pela anexação da Crimeia e a favor da guerra.

É o presidente, desde 2015, da Academia Internacional Eslava de Ciências. Escreveu, em 2022, na revista da Academia, que “o tempo da ditadura dos Estados Unidos e da NATO acabou para sempre, a Rússia derrubou o mundo unipolar”.

“É hora de compreender que o nacionalismo ucraniano destruiu o Estado ucraniano; é impossível o regresso ao antigo modelo soviético. Deveria ser publicamente reconhecido que os territórios libertados do neonazismo estão a regressar à Rússia, e para sempre. Os que neles residem têm o direito à cidadania russa, como à protecção e apoio social para sempre”, escreveu ainda na revista “Slavianka”, como editor-chefe, em 2022.

 

Nikolai Kharitonov

Com 75 anos, é o candidato do Partido Comunista da Federação Russa.

Natural de Novossibirsk, Sibéria, ficou em segundo lugar nas eleições presidenciais de 2004, depois de Putin, com 13,69% dos votos. Desta vez, Kharitonov vai às urnas com a palavra de ordem “Basta de brincarmos ao capitalismo!”

Formou-se no Instituto Agrícola de Novossibirsk e trabalhou como agrónomo. Iniciou-se como político em 1990, como deputado da Duma Estatal. Foi co-autor de leis que interditam a venda de bebidas energéticas a adolescentes, a transição transgénero e a “propaganda de relações sexuais não tradicionais”.

Não se pronunciou sobre a “operação especial”, ainda que, em dezembro passado, após os ataques das Forças Armadas Ucranianas a Belgorod, tivesse afirmado que Kiev mostrara novamente a sua “face de besta”.

“Vladimir Putin é, hoje, um Chefe de Estado experiente e muito respeitado por todos nós. Um único ‘mas’: as pessoas estão descontentes com os salários demasiados baixos e as pensões ainda mais. E ninguém sabe que tipo de capitalismo estamos a construir. E por que estamos a construí-lo?”, interrogou numa entrevista à Free Press, a 27 de dezembro de 2023.

 

Irina Sviridova

Representa o Partido Democrático da Rússia e nasceu há 35 anos. Natural de Tambov, pouco se sabe desta candidata, que nunca se referiu à operação militar especial.

Formada pela universidade da sua terra, trabalhou como economista em várias instituições. Está a escrever uma tese de doutoramento sobre a popularização da língua russa. Em 2021, participou nas eleições para a Duma Estatal do distrito de Tambov, pelo partido Alternativa Verde. Obteve apenas 2,16% dos votos.

 

Sergei Malinkovich

Com 48 anos, de São Peterburgo, concorre pelo Partido Comunista da Rússia. É deputado da Assembleia Legislativa Regional do Altai, na Sibéria, apoia a “operação especial”.

Em 2011, participou nas eleições para a Assembleia Legislativa de São Petersburgo, pelo Rússia Justa, mas não foi eleito. Dois anos depois, assumiu o município de Petrozavodsk, mas também ficou pelo caminho. Em 2022, participou nas eleições para a administração da região de Tambov, mas ficou em último lugar. Fracassou também em 2023, quando quis ser governador do Território do Altai.

Em agosto de 2023, Malinkovich apoiou a instalação de um monumento a Estaline, na cidade de Velikie Luki.

O programa eleitoral de Malinkovich prevê a “conclusão vitoriosa da operação militar especial”.

 

Rada Russkikh

Com 39 anos, concorre como independente. ‘Blogger’ com 567 mil seguidores, fundadora de uma marca de cosméticos e do Wave Diagnostics Center, em São Petersburgo, onde prolifera o esoterismo, magia e práticas espirituais. Não se referiu à guerra.

Mantém, no YouTube, um projecto “Ecológico”. Agora, com a sua equipa, está a resgatar cães da Buriátia, onde as autoridades locais decidiram abater os animais abandonados.

Russkikh defende que “os cidadãos devem estar numa posição igual à das autoridades e mostrar-se com mais maturidade, não esperar por ajuda e salvação sem fim”.

“Tenho certeza de que as pessoas querem ver uma mulher política. Por sermos mais económicas, menos agressivas, tendemos não a competir, mas a restabelecer a ordem”, disse ao portal Revizor.ru, 21 de janeiro.

 

Anatoli Batachev

Candidato independente de 48 anos de idade, este escritor, publicitário e activista ambiental é membro do partido Alternativa Verde de Vladivostok. Participou em mais de 40 campanhas eleitorais como sociólogo, analista, secretário de imprensa e em outras funções.

Segundo Anatoli Batachev, a operação militar especial serve para corrigir erros e consolidar resultados.

O activista ambiental luta, desde há anos, contra os aterros sanitários. Em 2017, participou na desativação de dois grandes aterros.

São pontos do seu programa a preservação da cultura russa e a educação patriótica das crianças.

“Hoje vejo e sinto claramente que a Rússia está cansada. Quase perdemos a capacidade de aprofundar, analisar, tentar, lutar pela mudança. É difícil para vivermos. Somos esmagados por empréstimos, instabilidade, nervosismo, necessidades, negatividade e é difícil respirar. Para remediar isto, é importante que sejamos amigos uns dos outros”, escreveu, no seu canal do Telegram, a 22 de janeiro.

 

Vladimir Putin

Candidato independente, tem 71 anos. Ex-oficial da KGB, chegou ao poder em 1999, quando Boris Ieltsin o nomeou primeiro-ministro e, quase logo a seguir, seu sucessor. Assumiu oficialmente a presidência após as eleições de 2000.

A sua equipa de apoio inclui a apresentadora de TV Iulia Baranovskaia, o pugilista Denis Lebedev, a cantora de rock Iulia Chicherina, os patinadores artísticos Evgeni Plushenko e Tatiana Navka, os actores Vladimir Mashkov e Ivan Okhlobistin, bem como outras personagens conhecidas na sociedade russa.

Dado o poder acumulado ao longo de um quarto de século de liderança, não tem concorrência à altura nestas eleições, perante candidatos de pouco peso político. (Notícias ao Minuto).

Jornal Profundus

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