“MV7” deixa de ser deputado e muito menos da Renamo

Em três documentos a que o “Profundus” teve acesso, Venâncio Mondlane ou popularmente VM7 resolveu os murmúrios. Renunciou o cargo de deputado da Assembleia da República (AR) e saiu da Renamo.

“Venâncio António Bila Mondlane, membro do partido Renamo desde 2018, após reflexão aprofundada, concluindo que deve buscar meios alternativos para continuar a promover a ética, princípios e valores duma democracia plena, vem por este meio apresentar a V. Excia a renúncia da sua qualidade de membro do partido”. Le-se no documento protocolado pela AR.

“Venâncio António Bila Mondlane, deputado pela Bancada Parlamentar da Renamo na presente Legislatura, vem por este meio, em consequência de uma tomada de consciência profunda da necessidade de busca de meios mais eficientes e duma atmosfera política propicia para continuar o seu combate em defesa da democracia plena e na lita para o livre exercício dos deveres patrióticos, ao abrigo da aliena a) do Artigo 5 da Lei 31/2014, de 30 de Dezembro, Estatuto do Deputado, submeter a V. Excia a renúncia do seu mandato”. Lê-se no documento de ontem, segunda-feira, recebido pela Sede Nacional da Renamo.

Na quinta-feira próxima, vai submeter a sua candidatura ao cargo de Presidente de Moçambique, por coligação. (Profundus).

Chapo: O cortejo ainda vai a modo Cheringoma

Cheringoma, um distrito da região norte da província central de Sofala, virou a Meca de alguma imprensa nos tempos que correm. Falo concretamente da sua vila-sede: Inhaminga.

Poucos imaginavam que esta vila, que já foi a segunda cidade mais importante de Sofala depois da Beira, voltaria a ser famosa agora; não apenas pelo Massacre de Inhaminga cujo local da ocorrência até mereceu uma requalificação com a honrosa presença (para inauguração) do Presidente da República.

Nem o facto de ter visto nascer um dos maiores escribas da arena nacional logrou elevar esta vila, a tamanha popularidade. Refiro-me a ser o berço de Francisco Esaú Cossa ou simplesmente Ungulani Ba ka Khosa.

Sempre ficou no esquecimento (propositado?) de alguns decisores.

Hoje, Inhaminga anda de boca em boca e os motivos estão a ser exacerbados do meu ponto de vista.

Estamos todos eufóricos, entusiasmados e buscamos o pormenor que os outros ainda não descobriram para noticiar. Cada um querendo ser o primeiro a “descobrir” o que passou despercebido aos outros. Enfim todos queremos ser protagonistas. E não é para menos.

Há dias vi, num canal televisivo, uma reportagem em que se faziam revelações inéditas.

É que em Inhaminga nasceu Daniel Francisco Chapo, o candidato da Frelimo à presidência da República no pleito do próximo dia nove de Outubro. Mal aconteceu a sua eleição começou uma curiosidade inusitada sobre a terra onde nasceu o “futuro Presidente”. Começou-se por devassar a sua casa no Dondo e a esquadrinhar a família. Depois foi-se a Inhaminga para mostrar ao mundo onde foi nascido o Presidente de Moçambique a partir do escrutínio de Outubro, segundo alguns optimistas. Vai daí que, aqui na terra, se organizam marchas de saudação à indicação de Daniel Chapo a candidato da Frelimo. Por ser de Inhaminga a razão ganha mais força. Todos achamos que não vai ser como acontece(u) com Murrupula. Todos pensamos que o candidato da zona Centro vai agir diferente de outros que nunca levaram nada relevante para Chilembene, Maleíce ou Mueda.

E foi com essa convicção ou vontade que, no Sábado, dia 18 de Maio teve lugar uma passeata que partiu do Bairro Paulo Samuel Kankhomba, arredores da vila, mais concretamente saindo da Escola Básica local até à Escola Primária Completa 25 de Setembro, já no centro da vila, desaguando na Praça dos Continuadores.

Diversas individualidades locais e idas da cidade da Beira, a cerca de 190 quilómetros se fizeram presentes.

E porque o facto merece correr o mundo foi chamada a imprensa sedeada na Beira, mais especificamente a televisiva para que a fidelidade do testemunho fosse impecável e comprovasse a entrega e capacidade de organização dos mentores.

Até aqui tudo tranquilo.

É o mais natural em momentos similares, se calhar, por todo o mundo. É o espaço da pré – campanha que é crucial para começar a moldar vontades, desejos e convicções. Em jogos desta natureza a oportunidade conta, a antecipação vale e descobrir o momento, local e a acção correcta pode ser valoroso e influenciar consciências. E diga-se, a capacidade de mobilização foi razoável pois uma moldura humana considerável marcou a sua presença respondendo ao apelo das entidades. Um pequeno porém pode ser o facto de que muitos dos entusiastas que elevavam o número de participantes não sabiam explicar, com exactidão, à nossa reportagem qual era o motivo daquela marcha ou quais eram seus objectivos. Apenas seguravam em hastes com a bandeira do Partido Frelimo na ponta, erguiam-nas e acompanhavam a caravana. Alguns integrantes confessaram que estavam ali para que seus Chefes pudessem testemunhar que eles estiveram na marcha e, com isso, evitar dissabores no futuro. Outros ainda pediam-nos encarecidamente que não os incluíssemos no grupo dos entrevistados. E nós levamos em conta esse desejo. É o mais normal nestes dias em que um certo medo de sermos nós mesmos acomete principalmente aos funcionários públicos que, pelo menos no campo, se comportam (salvo raras excepções) com um conformismo cobarde e letal.

Porém, estas são outras águas. Onde pretendemos chegar é nos permitirmos fazer um reparo na crónica confusão, no nosso País entre actos partidários e de Estado. Vimos no local a utilização de meios do Estado para responder a uma solicitação/actividade partidária. Viaturas protocolares e motorizadas alocadas às Instituições do Governo apareceram para servir a um programa que é partidário.

Em democracias mais enxutas, é condenável esta prática que coloca os outros concorrentes, que muitas vezes não recebem fundos profícuos para toda a actividade de preparação, participação neste tipo de processos numa posição à partida, de desigualdades.

E dizíamos no título, a procissão ainda só vai no adro e já começaram os atropelos à lei. Será que vai existir uma legislação, algures, que possa regular ou vetar estas práticas e permitir que todos partam para a batalha em condições próximas da igualdade de circunstâncias?

Só o tempo o dirá porque não será o Secretário-Geral interino a trazer, pelo menos por enquanto, uma “nova ordem social” aos velhos procedimentos da cinquentenária. De resto, o nosso candidato já separou as águas e nos avisou: “…nós somos a madeira…a Frelimo é o mestre e ela (a Frelimo) faz de nós aquilo que quiser”. (Ricardo Mapoissa-Cheringoma).

Detidos 8 funcionários do Município de Maputo por corrupção

O presidente do Conselho Autárquico de Maputo, Rasaque Manhique, confirmou na última sexta-feira que oito funcionários do município foram detidos sob a acusação de corrupção e falsificação de documentos.

Manhique citado pela AIM, não deu mais detalhes, mas acredita-se que vários dos responsáveis envolvidos trabalham nos departamentos financeiros dos municípios de KaMavota e KaMaxakeni, enquanto outros ocupam cargos de liderança a nível central.

Os oito foram detidos por agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC). Além de corrupção, são acusados de falsificar boletos de depósitos bancários, recibos e alvarás de construção.

Falando numa reunião com vendedores informais, Rasaque Manhique disse que o governo municipal quer acabar com as práticas corruptas e garantir que os funcionários municipais se comportem honestamente.

“Instamos os nossos funcionários a comportarem-se com decência e continuaremos a lutar contra os actos de corrupção”, declarou Manhique. “Nosso pessoal não pode continuar agindo dessa forma”.

Para Rasaque Manhique, acabar com a corrupção faz parte de suas promessas. (Profundus PDF).

Governo recomenda suspensão das novas tarifas de telecomunicações

Até que em fim. O Governo mostrou preocupação a favor do bolso da população. Depois de uma sessão do Conselho de Ministros, hoje, recomendou ao regulador Instituto de Comunicações de Moçambique (INCM) a suspender as novas tarifas de telecomunicações.

“Vamos recuar às antigas tarifas, enquanto o regulador estuda as melhores para o mercado nacional”, disse o vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alissone, na capital moçambicana, Maputo, em conferência de imprensa.

Aguarda-se pela reacção do INCM. Enquanto isso, os gritos sobre as tarifas caras continuam.

Lembre-se que no ano passado, o INCM recusou ter tornado caro esses serviços, mas desde 04 de maio em curso assumiu indirectamente, motivando manifestações pacíficas ao nível do país. (Profundus).

Marracuene acolhe hoje o Festival AZGO

O distrito Municipal de Marracuene, no bairro Kumbeza, província de Maputo, acolhe hoje, sexta-feira a 11a edição do festival Azgo, sob lema ”Afrofuturismo”. O evento realizado pela XHUB- Incubadora de Negócios Culturais e Criativos tem como foco a descoberta de novos artistas que buscam por uma exposição nos principais mercados criativos nacionais e internacionais.

Falando a jornalistas, ontem, quinta-feira, Júlia Novela Directora-Geral do Festival AZGO, além de mudar-se para uma nova casa multidisciplinar de Kumbeza, em Marracuene, pretende manter o orgulho de ser um festival africano, por isso, o lema “ Afrofuturismo”.

“ O segundo dia do festival coincide com o 25 de Maio, Dia de África, amanhã, sábado. No entanto, esse dia será comemorado de várias formas para fazer sentir a África em todas expressões artísticas. E será atribuído um prémio de 50 mil meticais ao melhor “dress” que representar o continente africano”, adiantou.

“O Azgo é e continuará a ser um espaço de vinculação artística e fixação simbólica da aceitação de um modelo particular que une gerações inter-raciais, interétnicas e inter-políticas”, disse.

Segundo Novela, estão instaladas infra-estruturas para acolher igualmente, diversos eventos, como o anfiteatro construído com material reciclado para albergar a questão de gestão e projecção ambiental, balneários bio gradáveis e outras infra-estruturas.

Os dois dias do festival contarão com a presença de vários artistas nacionais e internacionais que vão actuar ao vivo. Como inovação, Azgo vai oferecer algumas experiências aos participantes “azgoers” como: acampamento, uma zona de bem-estar com serviços de massagens e sessões de yoga, uma transportadora oficial, instalação de um parque de estacionamento, feira gastronómica, um workshop de precursão de judo para defesa pessoal e de reciclagem, além de varias criatividades. (Alfredo Armando -Maputo).

Gorongosa quer criar fórum de diálogo permanente sobre Conservação

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) está a encorajar a criação de um Fórum de Diálogo Distrital em Cheringoma, envolvendo vários actores. Dentre várias finalidades, pretende-se discutir, alcançar consensos e garantias sobre assuntos relacionados ao tráfico de produtos de flora e fauna na Zona de Desenvolvimento Sustentável da Gorongosa, nas comunidades ao redor da Coutada 12 e no respectivo corredor ecológico.

O Fórum irá reunir uma vez ao ano de forma ordinária e extraordinariamente sempre que se justificar.

O evento vai contar com a participação permanente de representantes do governo local, magistrados do Ministério Público, representantes das Organizações da Sociedade Civil que actuam na área do ambiente e afins, representantes do sector privado, representantes do Comando distrital da Polícia da República de Moçambique em Cheringoma, Polícia de Protecção dos Recursos Naturais e Meio Ambiente, AQUA, líderes e suas comunidades locais, membros dos Comités de Gestão de Recursos Naturais e Comités de Desenvolvimento de Mulheres de Cheringoma.

 

Já vai decorrer o primeiro Fórum

Para breve, está prevista a realização do primeiro Fórum de Diálogo Distrital sob liderança do Serviço Provincial do Ambiente e com o apoio do Governo do Distrito de Cheringoma, na Vila de Inhaminga, Distrito de Cheringoma.

No primeiro Fórum, pretende-se fazer uma abordagem e divulgação da legislação ambiental, especificamente a Lei 5/2017 de 11 de Maio (Lei de Protecção, Conservação e Uso sustentável da Diversidade Biológica), a Lei 17/2023 de 29 de Dezembro (Lei de florestas e fauna Bravia) e a Estratégia de Mitigação do Conflito Homem e Fauna Bravia, e conhecer o papel e responsabilidade de cada interveniente na aplicação das mesmas;

Abordar a legislação ambiental, com enfoque para e a Estratégia de mitigação do conflito homem – Fauna Bravia, olhando especificamente para a divulgação, o papel e responsabilidade de cada interveniente na aplicação das mesmas, incluindo discussões sobre a situação actual da caça furtiva e do tráfico de produtos de flora e fauna nas comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável do Parque Nacional da Gorongosa e da Coutada 12 e bem como a necessidade de criação de um Plano de Acção realístico que responda aos desafios do combate a caça furtiva e do tráfico de produtos de flora e fauna provindos daquela área do distrito de Cheringoma;

Partilhar e discutir a situação actual da caça furtiva e do tráfico de produtos de flora e fauna nas comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável do Parque Nacional de Gorongosa e da Coutada 12, e seu corredor ecológico;

Elaborar o Plano de Acção realístico que responda aos desafios do combate a caça furtiva e do tráfico de produtos de flora e fauna provindos daquela área do distrito de Cheringoma é um dos principais resultados esperados para o Fórum, e ao mesmo tempo esclarecer e alcançar consensos sobre os mecanismos de coordenação na implementação o quadro legal sobre a Protecção, Conservação e Uso sustentável da Diversidade Biológica e ecossistemas Florestais e o código penal atinente à caça furtiva e tráfico de produtos de Flora e fauna bravia;

Espera-se que também no fim do Fórum, esteja Discutida a Estratégia Nacional de Mitigação do Conflito Homem – Fauna Bravia, incluindo o fluxograma da informação e responsabilidades;

Esteja definido o papel dos diversos intervenientes na prevenção e mitigação da caca furtiva, tráfico de produtos de flora e fauna e do Conflito Homem – Fauna Bravia;

Mais do que isso, espera-se que no fim do primeiro Fórum, estejam com Harmonizados os mecanismos de funcionamento do Fórum de Diálogo Distrital e fluxograma de informação.

Sendo o primeiro Fórum, vai contar com a presença da administradora de Cheringoma, secretário permanente, directores dos Serviços Distritais de Actividades Económicas (SDAE), Serviços Distritais de Planeamento e Infra-estruturas (SDPI), Saúde Mulher e Acção Social (SDSMAS), Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia (SDEJT), do Chefe do posto Administrativo de Inhamitanga, os chefes das localidades de Mazamba, Maciambosa, Nangue e Josina Machel.

O encontro também vai contar com a Procuradoria Distrital de Cheringoma, Comando distrital da Polícia da República de Moçambique em Cheringoma, Polícia de Proteção dos Recursos Naturais, membros das comunidades de Catemo, Nhabaua, Muanandimai, Maciambosa, Chidanga Guma, Matondo e Chirimadzi, operadores das Concessões Florestais, Operadores das Coutadas e representantes dos Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM- Centro). (PNG/Profundus)

Sentinela: A tribo isolada da Índia que matou um turista a flechas

O mistério que ronda a tribo que vive na Ilha Sentinela do Norte é tamanho que não se sabe que língua seus membros falam, nem quantos são.

O que se sabe é que este é um dos últimos agrupamentos no mundo que não mantém contacto com outros grupos do lado de fora.

A ilha, parte do arquipélago de Andaman e Nicobar, na Baía de Bengala, no Oceano Índico, fica a mais de mil quilómetros de qualquer porto na Índia continental.

Eles são tão desconhecidos que até mesmo na própria Índia pouco se sabe sobre sua existência, explica Ayeshea Perera, editora do serviço hindi da BBC (seção em hindu do serviço mundial), em Delhi.

“A última vez que eles receberam atenção foi depois do tsunami de 2004, quando o governo indiano precisou investigar se eles sobreviveram ao desastre”, diz Perera.

Agora, os moradores da ilha estão de volta aos holofotes depois do incidente em que o turista americano John Chau foi morto a flechadas. Não está claro se ele foi a Sentinela do Norte para pregar o cristianismo ou para viver uma aventura.

 

Perigo de extinção

Estima-se que existam entre 50 e 150 pessoas da tribo na ilha, cuja visita é proibida – devido sobretudo ao risco de que os nativos sejam contaminados com doenças de fora.

“Sem imunidade, qualquer vírus pode matar toda a tribo”, explica a editora

Andaman abriga cinco tribos classificadas como “particularmente vulneráveis”. Além dos sentineleses, estão ali os jarawas, os grandes andamanenses, os onge e os shompen. Os sentineleses e os jarawas não se integraram ao resto da comunidade da ilha.

“Os ‘sentinelas’ são um dos povos mais primitivos e ameaçados da Terra”, disse uma fonte do governo indiano ao jornal Indian Express.

O pouco que se sabe sobre eles é que sua origem está em uma migração originada na África há 60 mil anos, e que hoje eles vivem em uma pequena área de floresta. Trata-se de uma das poucas tribos de caçadores-colectores no mundo.

Os sentineleses também se destacam pelo uso do arco e flecha, item com o qual eles caçam e se defendem – e mostram-se hostis a estrangeiros.

Em 1974, um director de cinema que visitou o local recebeu uma flechada em uma perna. Sua equipa tentava filmar um documentário para a National Geographic.

Após o tsunami de 2004, que afectou a bacia do Oceano Índico, autoridades da Índia usaram helicópteros para verificar a situação da tribo e foram recebidas com flechas.

“A resistência deles a todo contacto com o mundo exterior tornou impossível alguma aproximação”, diz Ayeshea Perera.

 

Guloseimas

TN Pandit, um antropólogo indiano que estudou as tribos de Andaman nos anos 70, tentou começar a criar um vínculo com os sentineleses oferecendo-os doces como coco, mas a tribo não deixou de lado sua desconfiança.

Segundo Pandit, os índios se juntavam e davam de costas a esta aproximação, que viam como insulto.

“Eles mostraram repetidas vezes que querem ser deixados sozinhos”, disse a ONG Survivor International em um comunicado.

Pesquisadores que estudaram as línguas de Andaman indicaram que as características físicas dessa tribo se assemelham às da tribo vizinha Jarawa.

Segundo Shailendra Mohan, professor de línguas austro-asiáticas do Departamento de Linguística da Universidade Deccan, em Pune (cidade na Índia), os sentineleses parecem ser um pouco mais altos que membros de tribos próximas.

Mohan fez parte de dois grupos internacionais que estudaram línguas tribais na região entre 2001 e 2002.

A equipa conseguiu interagir com os jarawas, os grande andamanenses e os onges, mas não foi capaz de mapear quais conexões existem entre estas e os sentinelenses.

“Embora essas tribos vivam próximas, nenhuma relatou ter qualquer ideia da existência dos vizinhos sentinelas”, disse Mohan ao portal Livemint.

Ele concluiu que os grupos “são geneticamente diferentes”.

A maior parte das tribos actuais desenvolve algum tipo de actividade agrícola.

“Os sentinelas são importantes porque são um povo puro, não misto, que ainda caça e colecta”, diz o pesquisador.

 

Turismo tribal

O que se sabe e o – tanto – que não se sabe sobre esta tribo faz dela uma fonte de intriga para muitos dos 500 mil turistas que visitam as ilhas de Andaman e Nicobar todos os anos.

Há turistas que viajam para visitar os jarawas – para isso, é preciso pegar um ônibus de Port Blar, a capital de Andaman, e cruzar uma grande reserva florestal.

Para chegar a Sentinela do Norte, porém, não existe rota directa e a área é protegida pela Guarda Costeira e pelo Departamento Florestal da Índia.

Às vezes, barcos com turistas passam perto da ilha, mas costumam ser seguidos pela Guarda Costeira e não fazem paradas, segundo disse à BBC Manish Chandi, da Equipe Ambiental de Andaman e Nicobar.

De acordo com o Departamento de Bem-Estar Tribal, há patrulhas constantes na região para evitar esse contacto – mas, devido ao tamanho da área, “existe a possibilidade de que algum contraventor entre”.

A morte do turista John Chau está sendo considerada pelas autoridades como um “lapso” na segurança. (BB).

Nhamatanda cria postos administrativos municipais

O Conselho Municipal da Vila de Nhamatanda (CMVN) procede com a aplicação do Decreto n°11/2024 de 3 de Abril com Princípios e Normas que definem as Bases Gerais de Criação, Organização e Funcionamento das Autarquias Locais, indicando o seu n° 2 do artigo 23 que nas autarquias locais de cidade de níveis A,B,C, D e vilas as subunidades territoriais são o posto administrativo municipal, o bairro e quarteirão – é o caso especifico da realidade da autarquia de Nhamatanda. É fruto da Revisão Pontual da Constituição da República de Moçambique aprovada pela Lei 1/2018 de 12 de Junho, a qual introduz no capítulo XIV, artigo 267 a Descentralização.

A intenção é levar os serviços básicos para mais perto da população, no âmbito da Descentralização, artigo 267 da Lei 1/2018 de 12 de Junho cujo objectivo é organizar a participação dos cidadãos na solução de problemas próprios da sua comunidade, promover o desenvolvimento local, o aprofundamento e a consolidação da democracia.

O CMVN já definiu três postos administrativos, nomeadamente, posto administrativo municipal 10 de Junho: 1° Bairro – Samora Machel, 5° Bairro – 25 de Junho, 4° Bairro -25 de Setembro e 9° Bairro – Eduardo Mondlane; posto administrativo municipal Nzero: 3° Bairro – 3 de Fevereiro, 6° Bairro Mapalanganga -1 de Junho, 11° Bairro – Samuel Filipe Magaia, 12° Bairro –Josina Machel; posto administrativo municipal de Phiri: 2° Bairro –Jossias Tongara, 7° Bairro Kura- Mateus Sansão Mutemba, 8° Bairro Johane -4 de Outubro , e 10° Bairro Agostinho Neto.

Depois de criados os postos administrativos municipais, proceder-se-á a revitalização das estruturas administrativas dos bairros a serem designados por bairros municipais estruturados por quarteirões.

Os postos administrativos municipais serão chefiados por um chefe de posto administrativo nomeado pelo presidente do Conselho Municipal da Vila de Nhamatanda, António João Charumar.

De forma específica, o Município de Nhamatanda quer por a funcionar e oficializar os postos administrativos até dia 10 de Junho do ano corrente, culminando com a comemoração dos 86 anos da vila. Para tal, é preciso que se cumpra o n° 1 do artigo 124 da Lei 14/2011 de 10 de Agosto (Lei de Procedimento Administrativo, conjugado com o artigo 156 da Lei n° 12/2023 de 25 de Agosto, dando eficácia imediata.

 

Como vão funcionar os postos administrativos municipais?

Cada um dos três postos administrativos municipais da Vila de Nhamatanda terá um respectivo chefe nomeado por e respondente de António João Charumar.

Cada sede do posto administrativo municipal terá uma Secretaria comum que vai realizar todas actividades de carácter técnico – administrativo com uma estrutura de sector Social, Urbano, Económico e Polícia municipal.

 

Quais serão as funções de postos administrativos municipais?

Promover a participação das comunidades e das respectivas autoridades comunitárias nas actividades de desenvolvimento económico, social e culturais locais;

Garantir a realização das actividades descentralizadas no âmbito social, económico, urbanístico e fiscalização pelo Comando da Polícia Municipal;

Realizar o recenseamento anual da população do posto administrativo;

Garantir o cumprimento das tarefas atribuídas às autoridades comunitárias pela legislação em vigor;

Pronunciar-se sobre as propostas de planos de desenvolvimento do posto administrativo e dos respectivos bairros;

Garantir a implementação e cumprimento nos bairros do posto administrativo, os planos e programas de diferentes serviços técnicos e administrativos para o desenvolvimento municipal;

Garantir o cumprimento e implementação, no território do posto administrativo, das deliberações da Assembleia e do Conselho Municipal e as decisões do edil;

Garantir a cobrança de impostos e taxas para receitas do município;

Promover acções de prevenção, protecção e defesa civil da população, sobretudo quando ocorrem calamidades naturais;

Promover acções de recolha, depósito e tratamento de resíduos sólidos;

Criar condições de apoio social a pessoas vulneráveis;

Participar na gestão e fiscalização do uso e aproveitamento do solo urbano;

Proceder a gestão de viveiros locais, produzir árvores ornamentais e de sombra para as vias públicas;

Promover a agricultura urbana, a apicultura, piscicultura e condição de vida de munícipes tradicionalmente camponeses, em zonas de expansão urbana;

Proceder a gestão do estaleiro municipal, manutenção básica de vias, praças e rotundas municipais, a sinalização de vias públicas e colocação de tubagem de água dos pequenos sistemas;

Participar na elaboração de métodos de recolha de receitas resultantes de exercício de actividades económicas do município;

Garantir o cumprimento das leis, postura e regulamentos municipais pelos munícipes residentes nos postos administrativos.

A proposta da criação de postos administrativos municipais foi aprovada por unanimidade durante a II Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal, na terça-feira (14.05), em Nhamatanda. É o primeiro encontro do ano que não provocou o habitual braço-de-ferro com a oposição até apontar a dedo entre membros da Assembleia. (Muamine Benjamim/Profundus PDF).

Nhamatanda: Campanha contra elefantíase vai para 275.550 pessoas

São 275.550 pessoas por serem abrangidas pela campanha contra elefantíase, correspondentes a 80 por cento da população de Nhamatanda, em Sofala. Iniciada na quarta-feira, vai até próximo domingo, desde as crianças dos 5 anos de idade.

A campanha já decorre nos lugares estratégicos de maior concentração de pessoas, incluindo porta-a-porta.

A campanha foi lançada na Escola Secundária Marcelino dos Santos, no famoso bairro de Kura. Na ocasião, o administrador de Nhamatanda, Adamo Ossumane, exortou a “todos a participarem de modo que consigam prevenir-se. São doenças que enfraquecem no individuo”.

Esta oitava ronda de campanha inclui Nhamatanda, Marromeu e Machanga, excluindo Gorongosa que era líder com mais casos até à metade de 2023, porém, desta vez saiu do mapa por ter cumprido a meta de imunizados, em Sofala.

A filariose é uma doença parasitária causada por vermes e transmitida através da picada de insectos (mosquito). É reconhecida como uma doença tropical ou seja típica das regiões tropicais e subtropicais do planeta. E é conhecida por filariose linfática ou elefantíase. Em outras palavras, quando alguém está contaminado, os membros inferiores inchados se assemelham a uma pata de elefante, dai merecer o nome de elefantíase.

“Quanto mais cedo conseguirmos nos prevenir dessa doença, é um ganho para a comunidade, distrito e país”, disse Adamo Ossumane.

Em Moçambique, as zonas costeiras, nomeadamente, Sofala, Zambézia, Nampula e Cabo Delgado, são as que mais registam os casos de filaríase. Em alguns casos a filariose é assintomática, ou seja, não apresenta sintomas. O inchaço na virilha; febre; aumento de tamanho do membro afectado; dores musculares; mal-estar; dor de cabeça; e presença de gordura na urina, são alguns sintomas.

Como os vermes vivem nos vasos linfáticos da pessoa infectada, bloqueiam e afectam a circulação. Tal situação leva ao inchaço dos membros e em casos mais avançados, pode ocorrer deformação. A filariose tem cura e o tratamento consiste no uso de medicamentos prescritos pelo médico. O remédio destrói grande parte das microfilárias presentes no sangue.

Ainda existem casos em que os vermes adultos precisam ser retirados do organismo através de cirurgia. Tratamento gratuito nos hospitais. A melhor forma de prevenir a filariose é interromper a sua transmissão. Assim, deve-se evitar o contacto com o mosquito transmissor da doença, através do uso de mosquiteiros e repelentes, instalação de telas em portas e janelas das casas e evitar a exposição prolongada em áreas de risco de contaminação. O tratamento das pessoas doentes também é fundamental para evitar novas transmissões, interrompendo o ciclo de transmissão da doença. (Muamine Benjamim).

Nhamatanda: Decorrem negociações sobre a manifestação dos trabalhadores do Supermercado do Povo

Os trabalhadores que queixam de maus-tratos do patrão chinês do novo Supermercado do Povo, localizado ao lado do antigo terminal de Nhamatanda, em Sofala, estão aguardando pela chegada do patrão máximo. Foi o consenso alcançado pelo envolvimento do sindicato com a chegada do gerente de Dondo Franque António.

Depois de primeiras tentativas de negociações entre os trabalhadores, gerente e o sindicato, chegaram a conclusão de aguardarem pelo chefe máximo. Neste momento, o chinês acaba de chegar.

está a caminho de Nhamatanda, saindo de Dondo.

Franque queria que quase a metade dos trabalhadores começasse a atender os clientes, uma vez que já tinham reaberto o estabelecimento depois que chegaram quatro raparigas vindo da sucursal de Dondo.

Já amanhã, chegará uma equipa provincial para aferir o caso.

A representante do sindicato em Nhamatanda, Sandra Gonçalves Gora explica aos detalhes, em entrevista. (Muamine Benjamim).

Jornal Profundus

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