Nhamatanda: Mais de 30 trabalhadores do Supermercado do Povo queixam-se de maus-tratos”

Os trabalhadores queixam-se de maus-tratos do patrão chinês do novo Super Mercado do Povo, localizado ao lado do antigo terminal de Nhamatanda, em Sofala.

Hoje, os trabalhadores marcharam em vão até ao Conselho Municipal de Nhamatanda (CMVN) abandonando os postos de trabalho. De lá, tiveram a orientação de voltarem ao Mercado, mas não trabalharem.

Tudo começou no dia 7 de maio em curso, com a mudança de plano do patrão que tinha dado uma hora para os trabalhadores comerem, mas mudou repentinamente para quase a metade do tempo. Na reivindicação desse direito antes acordado entre ambas partes, o patrão puniu algumas meninas (sete dias de pé, das 8 às 20 horas), depois aumentou para 30 dias, faltando agora 23.

Uma delas, é Sara que chegou de ter inchaço dos pés.

Os trabalhadores não tinham férias, quando pediram ao patrão, aceitou apenas um domingo para cada trabalhador num mês. Mas por causa de um dia, passou a cortar o salário de 9.000 para 8.000 meticais que são pagos em físico.

Das várias, está a Suneila Zacarias que não sabe se voltará a trabalhar, depois de se queixar de dores durante a punição de pé. Abandonou o local depois do patrão insistir que permanecesse ali. Dias depois regressou com Atestado Médico para comprovar que estava doente, mesmo assim, o chinês orientou para aguardar pela resposta até próxima segunda-feira.

Os trabalhadores devem se virar para comer nos tais minutos que o patrão decidiu. Alguns preparam a comida nas respectivas residências para comer no almoço.

É um assunto do conhecimento das autoridades do distrito. Segundo contam os queixosos, o administrador de Nhamatanda já esteve ali por duas vezes e viu as meninas de pé.

 

Alguns trabalhadores no almoço

A representante do Sindicato de Trabalhadores em Nhamatanda reconheceu o facto, tendo aconselhado aos queixosos a permanecerem ali.

Em conversa com Profundusmz.com, Sandra Gonçalves Gora disse que ia ao encontro do administrador de Nhamatanda, Adamo Ossumane sobre o problema, garantindo mais detalhes depois da reunião.

Em conversa com Dércio Cavadias, advogado do Supermercado do Povo, garantiu que não sabia o que estava a acontecer em Nhamatanda.

Cavadias está há quase dois meses como advogado naquela “entidade”. “O que posso tentar é apurar com o gestor para saber o que efectivamente está a acontecer”.

Neste momento, os trabalhadores estão do lado de fora do estabelecimento, num sonho de ver os representantes dos direitos de trabalhadores, dirigentes distritais ou mesmo mudança de plano do patrão. Eles querem trabalhar, mas não naquelas condições. Mais detalhes na próxima edição do semanário Profundus (PDF). (Muamine Benjamim).

Nhamatanda: Renamo ausente na Sessão de criação de Postos Administrativos Municipais

Hoje, decorreu a II Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal de Nhamatanda, sem a bancada da Renamo. A Presidência do evento aponta falta enquanto a visada maior oposição no país justifica sua ausência pela insuficiência de comunicação.

O novo presidente da Assembleia Municipal, Moisés Inácio explicou que não soube os motivos da ausência da Renamo. “Não tenho conhecimento”, disse, sublinhando que tem certeza que o convite chegou. É uma “falta” da Renamo “sem nenhuma justificativa”.

Moisés Inácio entende que, através daquele documento já aprovado, os serviços estarão mais ”próximos“ do munícipe, lutando para deixar de ser vila para cidade de Nhamatanda.

Entretanto, em conversa com “Profundusmz.com”, ao telefone, o chefe da bancada da Renamo, Francisco Manuel, a partir de Alto-Molócue (Zambézia) onde vai decorrer o Congresso Nacional do partido, explicou que teve a informação sobre a Sessão no final de ontem para hoje. “Não sei qual é o preparo que nós teríamos”. Questiona-se.

A prontidão da Renamo, segundo disse Francisco está para a semana de 20 deste mês, devido ao Congresso Nacional de dois dias (15-16.05) que vai terminar com a eleição do candidato a Presidência. “Eles decidiram fazer assim” sem a Renamo.

A sessão com uma bancada em falta não é normal para a democracia, é o que aconteceu em Nhamatanda. As visões ou ideias diferentes podem resultar em soluções reais para cidadãos ou munícipes – o caso da autarquia. Mas não é novidade, a Renamo, no final de 2023, também não participou uma das sessões, alegadamente, por insuficiência de comunicação.

Mais detalhes no semanário Profundus (PDF). (Muamine Benjamim).

Profissionais da Saúde e da Polícia salvam bebé no acidente de Dondo

Por volta das 9 horas do sábado último, o distrito de Dondo, quase na zona do Fundo de Investimento do Património de Abastecimento de Água (FIPAG), depois da Quinta, em Mutua, registou um acidente de viação, envolvendo um camião e Mini-busy. A situação forçou um parto e graças a intervenção urgente de profissionais da saúde e da polícia, não aconteceu o pior.

Do acidente, não houve óbitos, apenas ferimentos ligeiros. Minutos depois da ocorrência, coincidentemente, o director do Hospital Rural de Nhamatanda (HRN), Joaquim Botão, saindo de Nhamatanda para Dondo deparou-se com a situação. E prontamente, a Polícia da República de Moçambique (PRM) fez-se ao local.

Depois do carro capotar, “de repente, uma mãe grávida começou a ter contracções”. Vendo a situação, Botão e uma policial, foram os destacáveis que prontamente assistiram “a luz” de uma bebé no capim ao lado do carro que capotou, explicou.

A mãe e a bebé estão salvas no Hospital de Mafambisse.

Botão diz que também contou com apoio de mães que estiveram no carro acidentado.

Botão sempre anda com kits de primeiro socorro em cada viagem ou saída de casa. Aplicou o seu conhecimento e o material para salvar a bebé, tal como fez em 2023.

Salvar vidas não é apenas no Hospital, Botão já salvou também na rua a vida de dois pacientes quando “jorravam” sangue depois de um acidente em Nhamatanda.

No mesmo dia, à noite, Nhamatanda registou um acidente com os mesmos tipos de carro, resultando em ferimentos moderados dos passageiros. Dois pacientes estão a ser assistidos com o mesmo Botão no “seu” hospital. (Muamine Benjamim).

Nhamatanda: Cerca de 500 crentes marcham pelos 64 anos da Igreja ADA

Cerca de 500 crentes no distrito de Nhamatanda, em Sofala, marcharam na manhã de ontem domingo, pelos 64 anos de existência da Igreja Assembleia de Deus Africana (ADA).

Os crentes marcharam pelas principais ruas da vila municipal de Nhamatanda, com cânticos e dísticos, dando a conhecer a história da Igreja ADA, fundada no vizinho Zimbabué.

Os crentes concentravam-se em forma meia-lua nos lugares estratégicos para explicar sobre a Igreja, usando megafone.

É um aniversário mundial. ADA expandiu-se a “aproximadamente 169 países que já soube essa igreja” para proliferar a fé, explicou o pastor da Autonomia de Nhamatanda, Araújo Miquicene Cherene.

“A marcha significa recordar a data”, da fundação da Igreja.

“Salvar toda humanidade para conseguir saber como viver em harmonia com todas pessoas e ter o seu respeito, e interceder para o próspero do nosso país” é o foco da ADA, segundo explicou Araújo Cherene.

Profundusmz.com

O pastor da ADA autonomia de Nhamatanda insta a sociedade a evitar conflitos, supostamente em nome de Deus tal como Cabo Delgado. “Termos aquelas orações de intersecção para Deus fazer a sua intervenção, apoiar os irmãos em aflição [e que], haja paz”.

Além de outros convidados, a celebração dos 64 anos contou com a participação do director do Registo Civil e Notariado e administrador de Nhamatanda. Ali, cantaram, dançaram e não faltou a bebida maheu típica da região para momentos marcantes. (Muamine Benjamim).

Muzimu Lodge: Turismo de luxo e Safari já aberto

É “um lugar mais privado e mais exclusivo”, no meio do Parque Nacional da Gorongosa (PNG) “com quartos que oferecem conforto e nível de serviço acima da média”, conta Nuno Cardoso que anda há mais de 10 anos por terras africanas.

Nuno Cardoso é português e veio para África em 2012 para trabalhar em conservação, progredindo aos poucos para a área de turismo sustentável.

Já no Parque Nacional da Gorongosa “a ideia do projecto foi criar uma oferta diferente de turismo de Safari”, algo pouco comum em Moçambique mas uma prática com um número de clientes bastante elevado no mercado internacional.

“Utilizámos madeiras locais e sustentáveis na construção, assim como tendas de lona, de modo a causar o mínimo impacto possível no ambiente”. Sendo um empreendimento baseado em material local é susceptível a danos durante a época das chuvas. Mas no Parque Nacional da Gorongosa a preparação é estratégica de modo a minimizar ao máximo tais danos. “O Parque fecha de dezembro a março e é tudo devidamente arrumado. Durante esse período fica uma equipa de piquete que assegura a manutenção do espaço” Entre março e abril, dependendo das chuvas, o local volta a abrir para o público.

O valor da estadia inclui também todas as refeições e bebidas e actividades: safaris de carro, a pé e visita à Serra da Gorongosa. Em 2023 encontrava-se ainda em fase experimental, tanto que certos eventos renomados foram realizados naquele local.

“Contamos com uma equipa quase exclusivamente composta por moçambicanos residentes na zona de desenvolvimento sustentável do Parque, capacitados internamente, e temos planos de continuar a expandir e a recrutar nos próximos anos.”

Nuno Cardoso falava antes da abertura oficial do Muzimu Lodge.

Muzimu Lodge é explorado pela empresa Turismo da Gorongosa associada ao Parque, mas diferente do Projecto de Restauração. (Luísa Franque).

Gaza, Zambézia e Niassa lideram nos crimes informáticos

Um pouco por todo Moçambique, há crimes informáticos, mas as províncias de Gaza, Zambézia e Niassa são as que lideraram. São dados que constam no Informe Anual da Procuradoria-Geral da República (PGR) referente ao período de 2023.

Em 2023, houve registo de 912 processos contra 560 em igual período do ano anterior, o que representa um acréscimo de 352 corresponde a 62,9%.

Foram despachados 683 processos, tendo recaído acusação em 407, 276 arquivados e 538 transitaram para 2024.

As províncias de Gaza, Zambézia e Niassa, com 194, 184 e 168 respectivamente, foram as que registaram maior número de processos, em 2023.

O crime de fraude relativa aos instrumentos e canais de pagamento electrónico apresenta o maior número de processos, com 404, seguido de burla informática e nas comunicações, com 240 e furto de fluido, com 165 processos.

Através da Plataforma de Denúncia de Fraudes com recurso a Redes de Telecomunicações ou meios de Pagamento Electrónico, a Procuradoria recebeu no período em análise, um total de 125 denúncias, dando lugar a 66 processos.

Continua o registo de burlas cujo modus operandi, traduz-se no envio de mensagens, exigindo valores monetários às vítimas; vendas Online fraudulentas; de recolha de dados pessoais da vítima, através do chamado phising; e uso de falsa identidade em redes sociais com objectivo de extorsão.

A título de exemplo, em 2023, o Banco de Moçambique alertou às instituições bancarias e ao público, em geral, sobre o registo de situações de fraudes bancárias Online, com recurso às técnicas do phishing.

Segundo a PGR, para prevenir e combater esta criminalidade, mostra-se pertinente potenciar o Serviço de Investigação Criminal (SERNIC), com meios técnicos e tecnológicos adequados; intensificar a capacitação de magistrados e investigadores criminais em matéria de recolha, análise e tratamento da prova digital; e reforçar a articulação entre sectores público e privados, com destaque para as empresas da área de tecnologia e comunicação. (Muamine Benjamim).

Chega decide processar Presidente português por “traição à Pátria

André Ventura diz que Presidente da República “deixou de representar o interesse nacional e passou a representar o interesse de outros Estados”.

O Chega vai avançar com um processo contra o Presidente da República por “traição à pátria”. André Ventura anunciou a decisão contra Marcelo Rebelo de Sousa “por traição ao seu País e à sua Constituição”.

A queixa-crime contra o chefe de Estado precisa ainda de aprovação parlamentar para ser efectivada, não sendo claro se o Chega tem, para lá dos seus 50 deputados, votos suficientes para fazer a medida passar.

Esta é uma decisão tomada após uma reunião do grupo parlamentar, tendo sido ouvidas as várias opiniões, incluindo jurídicas, sobre a situação.

“O Chega fê-lo a pensar naqueles que se sentiram agredidos pelas palavras do Presidente da República”, disse, referindo-se aos polémicos áudios em que Marcelo Rebelo de Sousa sugeriu que Portugal devia pagar reparações às ex-colónias.

André Ventura entende que “não há paralelo na nossa história” de um caso destes, acusando o Presidente da República de ter promovido a “autorresponsabilização” dos portugueses. “Nunca um chefe de Estado português, em 900 anos de história, decidiu fazer um exercício de autorresponsabilização dos seus cidadãos”, reiterou.

A partir dos Passos Perdidos, o presidente do Chega lembrou as famílias que sofreram com a descolonização, garantindo que recebeu vários contactos que alertavam para essa mesma “traição a Portugal, à nossa memória, à nossa história”.

Explicando a decisão, André Ventura disse que há outras prioridades para o País, mas sublinhou que o partido tinha mesmo de “assinalar a gravidade das palavras” do Presidente da República. “É em nome desses todos, do País e da sua história, que decidimos avançar com um processo inédito na nossa história parlamentar, de acusação ao Presidente da República”, disse.

André Ventura sublinhou que o Presidente da República, seja ele Marcelo Rebelo de Sousa ou outro, deve ser sempre respeitado enquanto figura máxima do Estado, mas também disse que este caso trouxe um problema. “O Presidente da República deixou de representar o interesse nacional e passou a representar o interesse de outros Estados. A gravidade aumenta quando, após as suas palavras, dois Estados, pelo menos, já pediram a reparação a Portugal”, vincou, falando num caso que “vai deixar marcas para as próximas gerações”.

Questionado sobre o respaldo jurídico da situação, André Ventura explicou que houve opiniões contra o processo, enquanto outras pessoas entenderam que podia estar apenas em causa um processo cível, e não criminal. Mas houve também opiniões a favor desta decisão, que tem, segundo o presidente do Chega, o respaldo de todos os 50 deputados do partido. (CNN).

Município de Nhamatanda quer fortificar segurança comunitária

O Conselho Municipal da Vila de Nhamatanda (CMVN) quer fortificar a segurança nos bairros. É a intenção do respectivo edil diante das preocupações apresentadas pelos munícipes.

O presidente do CMVN, António Charumar João, está a ouvir as preocupações de munícipes, de perto a cada bairro dos 12 existentes na autarquia.

Entre as várias preocupações apresentadas por munícipes, está a criminalidade que não é novidade. Por exemplo no 8⁰ Bairro – 4 de Outubro, popularmente, Johane, mulheres queixam-se de assalto e violência sexual por desconhecidos, chegando a temer andar sem companhia, principalmente em longas distâncias.

O presidente do CMVN, popularmente, Charumar pretende promover acções de prevenção e combate ao crime, em particular a violência contra a criança, os adolescentes, a mulher, as pessoas com deficiência, as pessoas idosas e as pessoas com albinismo; criar condições para uma melhor preparação, apetrechamento, operactividade e profissionalização da Polícia Municipal; reforçar a ligação da Polícia da República de Moçambique (PRM) com a Policia Municipal, como complemento das acções para manter a paz, garantir a segurança, tranquilidade e bem-estar dos munícipes; montar Postos de Policia Municipal, em coordenação com o policiamento comunitário, no sentido de garantir a ordem e tranquilidade dos munícipes nos bairros distantes da vila sede municipal, tal como 7° bairro ou Kura, Johane e Mapalanhanga. Aliás, estas pretensões constam no manifesto eleitoral.

A autarquia de Nhamatanda possui uma superfície de 314 Km² e densidade populacional de 161,44hab/ Km² com uma população actual estimada em 77.304 habitantes distribuídos em 12 bairros designadamente, 1⁰ Bairro -Samora Moisés Machel, 2⁰ Bairro – Jossias Tongogara, 3⁰ Bairro – 3 de Fevereiro, 4⁰ Bairro – 25 de Setembro, 5⁰ Bairro – 25 de Junho, 6⁰ Bairro – 1 de Junho, 7⁰ Bairro – Mateus Sansão Mutemba, 8⁰ Bairro – 4 de Outubro, 9⁰ Bairro – Eduardo Mondlane, 10⁰ Bairro – Agostinho Neto, 11 Bairro – Filipe Samuel Magaia e 12 Bairro – Josina Machel.

Lembre-se que os assassinatos de mulheres ainda não esclarecidos apesar da promessa do Governo do distrito em 2023 pelas tais comissões criadas, continuam preocupantes. Entretanto, o “Profundus” apurou que houve uma actuação policial operativa, consequentemente, sem casos nesses dias, pelo menos não como antes Nhamatanda ficou na memória pelo tipo de crime. (Muamine Benjamim).

Preocupações: “Tenham paciência, não é hoje para hoje” – Charumar

“Tenham paciência, não é hoje para hoje”. Foram palavras do presidente do Conselho Municipal da Vila de Nhamatanda, António Charumar João, diante de preocupações apresentadas pelos munícipes de 9° bairro-Eduardo Mondlane e 4° bairro-25 de Setembro, em Sofala.

As preocupações foram colhidas na última sexta-feira, oportunamente, durante o “agradecimento” aos munícipes ao reelegerem o edil de Nhamatanda, António João, pela primeira vez na história da autarquia.

“Não vamos conseguir atender todas preocupações de hoje para hoje”, mas paulatinamente, frisou o edil, lembrando que pediram por exemplo energia “trouxemos, mas agora pedem para cada casa e poste; pediram asfaltagem, fizemos, mas agora querem que os transportadores não passem com alta velocidade; pediram água, trouxemos, mas agora pedem para todos bairros, não importa a distância de 314 quilómetros da vila municipal.

O caso de energia, na reunião com munícipes do 9° bairro-Eduardo Mondlane, o pedido foi extensivo até para a zona de Mecuzi fora do raio municipal. “Quando chegar tempo de voto, isso vai ajudar” justificam os munícipes, ignorando ou sem saber que aquela zona é da responsabilidade de Administração local, não compete a edilidade, mas a informação chegou.

A água não escapou nas preocupações de munícipes. “Continua a rede de expansão, tenham paciência”, evitando dizer o tempo ou dia exacto para abranger todos, mas o 4° bairro-25 de Setembro já usa como quiser a “água de Charumar, que inicialmente era grátis”.

Igualmente, Charumar, como é popularmente conhecido, deixou claro que estas preocupações são colhidas no âmbito dos 100 dias de governação pós-eleição (auscultação a cada bairro). Ainda não começou a cumprir o manifesto eleitoral no qual consta entre várias promessas, pavimento, biblioteca, pontes, campo de futebol condicionado, expansão da água e energia.

O que mais chamou atenção nos bairros pelas intervenções, foi o pedido de oportunidades ou emprego. Os munícipes alegam que quando existem oportunidades, não se prioriza os locais. Em resposta, Charumar garantiu que tem feito a sua parte no sentido de atenderem as preocupações, permitindo que haja comunicação melhor a partir dos secretários dos bairros. E fruto disso, o “Profundus” soube que residentes do 9° bairro-Eduardo Mondlane receberam mensagens para uma reunião hoje de oportunidade de um projecto. Entre outras profissões, voluntários, pontos focais e matronas sairão daquele bairro. (Muamine Benjamim).

Gorongosa com aumento de 70.837 para 89.125 herbívoros em 5 anos

A contagem aérea de fauna bravia, em 2022, documentou mais de 100.000 animais em 60 por cento do Parque; mais de 1.500 Bois-cavalos (ou Gnus); mais de 1.400 Búfalos; e mais de 900 Hipopótamos, um aumento de 10 por cento comparativamente aos períodos de entre 2018 e 2020. São dados que constam num estudo “Contagem aérea de vida selvagem do Parque Nacional da Gorongosa, Moçambique, Outubro de 2022”.

O estudo, com 35 páginas esclarece que o foco foi o Vale do Rift, na área Sul e central do Parque: Um total de 197.000 hectares foi totalmente coberto por meio de um helicóptero, faixas paralelas sistemáticas com 500 metros de largura foram avaliadas, e todos os animais de grande porte observados foram contados.

A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 24 de Outubro de 2022. Houve um efectivo de 13 dias de contagem (1 para as linhas Leste e Oeste, 11 para os diferentes blocos e 1 para o levantamento de crocodilos e hipopótamos, seguido à tarde pelo levantamento do bloco de conservação).

O ano de 2022 somou a quinta contagem completa da área central, e mais importante, do Vale do Rift do Parque Nacional da Gorongosa. Este ano irá ser novamente feita, já que a contagem é de dois em dois anos, normalmente, em Outubro.

A contagem de 2022 gerou mais de 21.600 observações individuais. Estes registos foram amalgamados no banco de dados juntamente das contagens anteriores. Actualmente, a base de dados contém mais de 115.000 observações georreferenciadas individuais de 17 contagens de fauna bravia desde 1969.

“Considerando que o número total de herbívoros diminuiu entre 2018 e 2020 em mais de 15 por cento”, continua o documento “a contagem de 2022 mostrou um crescimento de 10 por cento”, aponta o recente estudo. Continua: “algumas espécies, incluindo Impalas, Cudos e Inhalas mostraram um crescimento mais forte. Outras espécies declinaram em números. Isso pode ser uma mudança real. Uma contagem mais baixa no entanto, não significa necessariamente um número menor de animais no Parque”.

A predação pela crescente população de Leões e Mabecos está provavelmente desempenhando um papel significativo na redução dos Oribis e outras populações.

A parte noroeste do Parque, ao norte do rio Vunduzi, actualmente contém grandes números de animais selvagens. As densidades animais também estão aumentando nas áreas de miombo.

 

Particularidades

Um total de 102.346 indivíduos de 23 espécies de animais de grande porte (herbívoros e crocodilos) foi contado em 2020. Estas são contagens reais, não estimativas. Isso representa o número mínimo absoluto de animais de grande porte que ocorrem no Parque dado que apenas 59% do Parque foi contado.

 

 

Inhacosos (ou Pivas) recuperaram do seu declínio após o ciclone Idai em 2020. Um recorde histórico foi registado no geral e na área de contagem. A sua densidade também está aumentando no Leste e Oeste.

Os Bois-cavalos estão a mostrar um forte crescimento. As manadas estão a aumentar de tamanho com a maior delas com 43 indivíduos.

Os Búfalos também estão a crescer bem, mas dispersaram-se, tendo sido observadas três grandes manadas.

Os Hipopótamos também continuaram com a sua forte recuperação. Grandes aglomerações são encontradas no Lago Urema com até 109 animais na maior delas.

As Inhalas estão a ser subestimadas devido à sua preferência por habitats fechados, mas a sua forte tendência ascendente continua.

As Impalas agora pela primeira vez tornaram-se o segundo mais numeroso herbívoro com um crescimento homólogo de 22 por cento.

O número de Cudos está a crescer e ultrapassou os 2.000 pela primeira vez.

Os Elandes são uma espécie altamente móvel. Isso provavelmente explica por sua virtual ausência em 2020, quando as condições eram menos boas.

O número de Elefantes é menor na área de contagem. Isto, no entanto, não reflecte a realidade da população de Elefantes que é crescer fortemente. As manadas reprodutoras foram observadas pela primeira vez no Oeste e no Norte.

O número de Imbabalas parece ter estabilizado. Os Mabecos têm provávelmente um impacto inicial significativo nos seus números, especialmente no sul do Lago Urema.

As Pala-palas diminuíram acentuadamente na área de contagem. Isso pode ser parcialmente compensada por sua propagação para o norte e para o oeste. Por exemplo, uma manada de mais de 20 Pala-palas foi vista perto de Xivulo alguns dias após a contagem em uma área não coberta pela contagem. Uma grande manada de 46 animais foi observada a norte da área de contagem.

Os números de Gondongas (ou Vacas-do-mato) foram mais uma vez menores dentro da área de contagem. No entanto, o número geral em toda contagem foi de 462, que é apenas marginalmente menor do que os 473 contabilizados em 2020.

Os números de Facoceros continuam a sua tendência de queda, que é provavelmente em parte devido à predação.

Os Changos declinaram na área de contagem, provavelmente como uma combinação de competição interespecífica e predação.

Os números de Oribis são apenas 30 por cento do que eram em 2014. A competição interespecífica e a predação estão impactando sobre eles.

Os números de Zebras permanecem estagnados. O seu número total no Parque permanece provavelmente menos de 50. Uma reintrodução da Zebras é necessária para colocar esta espécie numa trajectória ascendente.

Este é um sistema aberto, natural, com níveis crescentes de predação e mudança de padrões de competição interespecífica e intra-específica para pastejo. É “normal” que algumas espécies cresçam em números, enquanto outras vão diminuir. As populações de Changos, Oribi, Pala-palas e Gondongas permanecem significativos e são viáveis.

Esta foi a quinta contagem completa de uma área central, a mais importante, do Vale do Rift do Parque Nacional da Gorongosa.

Vários destaques foram registados, incluindo os números crescentes de Hipopótamos, Búfalos e Bois-cavalos.

A contagem aérea da vida selvagem usando um helicóptero continua a ser um dos mais importantes e críticas Ferramentas de M&E para avaliar o status da recuperação e a eficácia da gestão do Parque.

Dada a dispersão contínua da vida selvagem na direcção Oeste e Norte, é recomendado que a área de contagem actual seja ampliada para contagens futuras. (Muamine Benjamim/Profundus PDF).

Jornal Profundus

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