Pré-candidatos da Frelimo serão conhecidos hoje

A Comissão Política do partido Frelimo reúne hoje, às 9 horas, na Escola Central do Partido, na Matola, com o ponto único de agenda, a divulgação de pelo menos três nomes de pré-candidatos que serão submetidos ao Comité Central. Após esta fase, deverá ser eleito um candidato para dirigir os destinos de moçambicanos pelas eleições de 9 de Outubro próximo.

Pairam informações segundo as quais constam na lista de pré-candidatos e membros da Comissão Política, Celso Ismael Coreia, Amélia Muendane; Filipe Paunde; Fernando Faustino; Tomás Salomão e Aires Ali. E pré-candidatos membros do Comité Central, José Pacheco, Carlos Mesquita, Constantino Bacela, Samora Machel Júnior, General Hama-Thay, Pio Matos, Alberto Vaquina, Sérgio Pantie, Basílio Monteiro e Gabriel Júnior.

Mas também, para a nova geração, há olhares para Samora Machel Júnior; Amélia Muendane, Celso Correia e Gabriel Júnior.

Os presidentes honorários Armando Emílio Guebuza e Joaquim Alberto Chissano não estavam convidados ou era antes de serem convidados ao evento como o fizeram com os outros. Depois da media tornar público o facto, o porta-voz da Comissão Política da Frelimo, Francisco Mucanheia, sentiu-se obrigado a desmentir a informação. Assim, aqueles dois vão participar.

Contudo, os pré-candidatos devem ser na base de critérios de mérito, idoneidade e consenso dentro do partido, independentemente da sua proveniência. Mas também, “não basta querer, devem querer para você se querer”.  (Profundus).

Lideranças comunitárias engajadas na salvação da Serra da Gorongosa

As lideranças do distrito de Gorongosa, Zona de Desenvolvimento Sustentável comprometem-se com a campanha “Salve a Gorongosa” lançada recentemente para um tempo indeterminado.

A “Salvação da Serra da Gorongosa” conta com o regulado de Canda, grupo de povoações e povoados da mesma comunidade, incluindo membros voluntários, denominados facilitadores comunitários e animadores comunitários. Estes actores realizam campanhas de sensibilização em matérias sobre maneio sustentável dos recursos naturais e legislação ambiental, bem como dedicam parte do seu tempo para produção e plantação de mudas de espécies diversas que ocorrem na Serra de Gorongosa.

Para um melhor engajamento dos actores comunitários na sensibilização sobre a protecção da serra da Gorongosa, o PNG entregou recentemente,47 bicicletas a facilitadores comunitários e 40 bicicletas a animadores comunitários da comunidade de Canda, zona da Serra da Gorongosa. Esta é uma parte de um total de 143 bicicletas, telefones, pastas (mochilas) e uniforme de identificação destinados ao mesmo número de voluntários que se dedicarão ao reflorestamento e protecção da Serra da Gorongosa.

Igualmente, houve a entrega de 15 motorizadas a igual número de líderes comunitários de Canda.

Estes meios custaram ao projecto de Desenvolvimento dos Meios de Vida Sustentáveis para as Comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável do PNG (2022 – 2027), um valor de 1.308.000,00 MT (Um milhão, trezentos e oito mil meticais). Este valor é fruto do financiamento do Reino dos Países Baixos através da Embaixada da Holanda em Moçambique.

Em mensagem, os beneficiários das bicicletas e motorizadas representados pelo líder do povoado de Domba em Canda, João Juvêncio Paulo, assumiram em tudo fazer para “Salvar a Serra da Gorongosa”. (Muamine Benjamim).

INCM anuncia redução de tarifas

A partir de amanhã, sábado, (04.05), moçambicanos estarão a se beneficiar de redução de tarifas, fruto de intervenção do INCM que estabeleceu a 19 de fevereiro do presente ano, novas balizas tarifárias no sector das telecomunicações, depois de cada operadora submeter as suas tarifas.

Segundo o INCM, a intervenção do Regulador permitiu baixar de forma significativa o preço das comunicações telefónica em Moçambique. Assim, nas três operadoras:

O preço médio do serviço de voz nacional baixou de 6.00 MT/Min para 5.00 MT/Min;

O preço médio do serviço de dados baixou de 2.30 MT/MB para 1,08 MT/MB;

O preço médio do serviço de SMS nacional baixou 1,70 MT/SMS para 1,10 MT/SMS;

Estes benefícios serão ainda maiores para os consumidores que aderirem a diferentes pacotes fornecidos pelos operadores.

Em paralelo, o INCM tomou novas medidas que concorrem para inclusão digital, promoção de conteúdo local e universalização do acesso aos conteúdos educacionais através de:

Acesso a custo zero as plataformas de educação a nível nacional (domínio ac.mz);
Redução em 90% do custo de acesso a conteúdos locais hospedados em Moçambique (domínio .mz). (Profundus).

Nyusi exige sedes distritais electrificadas até final de 2024

O Presidente da República de Moçambique, abriu ontem, quinta-feira, na cidade de Maputo, 10.ª edição da Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MMEC, sigla em inglês), sob lema “Parcerias para a Prosperidade: Desbloquear os Recursos de Moçambique para Avançar com o Crescimento Económico Nacional e Regional”. No evento que termina hoje, sexta-feira, Felipe Nyusi disse que no âmbito da iniciativa presidencial Energia Para Todos, a meta é electrificar todas as Sedes distritais e Postos Administrativos restantes até ao final deste ano.

O Chefe do Estado realçou ainda que a meta do Projecto Energia Para Todos, a taxa de cobertura eléctrica alcança 64 por cento, assegurando assim que dez milhões de moçambicanos possam ter energia eléctrica pela primeira vez no país. Até porque “a procura de energia poderá aumentar até 2030”.

Falando na abertura da Conferência, Nyusi disse que, o fórum actualiza o conhecimento e as oportunidades a luz das dinâmicas do mercado global no sector que reconhecidamente desempenha um papel determinante na economia dos países africanos, sobretudo Moçambique.

A MMEC, segundo o estadista, decorre numa altura em que o continente africano depara-se com diversos desafios associados aos recursos minerais e energia.

Moçambique possui um amplo leque de recursos naturais, dos quais se destaca o gás natural, carvão mineral, areias pesadas, rubis, safiras e esmeraldas, cuja exportação, rendeu ao País mais de 12,3 mil milhões de dólares (777,3 mil milhões de meticais) desde 2020.

“É nossa expectativa que a partir da exposição desta conferência haja intenções de negócios e investimentos facto também, reforçado pelas oportunidades de negócios susceptíveis de serem desenvolvidos nos mercados referencial-internacionais incluindo a zona de comércio livre africana e a zona de comércio livre de SADC que conta com mais de 350 milhões de consumidores” explicou.

Refira-se que a 10.ª edição da MMEC, conta com a presença de ministros do governo e representantes ministeriais do Congo, Botswana, Eswatini, Madagáscar, Malawi e dos anfitriões de Moçambique, além de mais de 500 líderes e profissionais do sector público e privado, originários de mais de 20 países do mundo. (Alfredo Armando-Maputo/Profundus PDF).

Eunísio: Jovem universitário com deficiência travado de estudar

Eunísio Januário Cuamba é portador de deficiência de um braço e pé direitos, mas nunca os impediu de sonhar, ir atrás e realizar. Nas últimas duas semanas, o jovem de 27 anos, da Maxixe, viu-se obrigado a abandonar o seu nível superior por falta de condições financeiras ao curso de Zootécnica.

A interpretação social negativa motivada pela deficiência física tem afectado a vida de Eunísio Cuamba. Mas não se deixa levar, já é técnico médio de Agro-pecuária e não pára por ai, quer terminar o curso superior como de engenheiro zootécnico.

Apesar de ter iniciado a estudar tarde e ser descriminado, o jovem já foi o melhor aluno da escola no ensino primário, ainda na cidade de Maxixe, em Inhambane.

Eunisio incentiva aos outros iguais a ele a terem mais coragem, abraçando escola como arma principal da vida.

“Estudei no Instituto Agrário de Chokwé entre os anos 2021 a 2023. Durante os meus estudos sofri a discriminação pelos colegas e alguns formadores, mas devido ao meu desempenho, consegui ultrapassar as barreiras discriminatórias, tendo concluído com sucesso o curso de Agro-pecuária”, naquela província que o viu a nascer.

Nos finais do ano de 2023, “concorri para o Instituto Superior Politécnico de Gaza, onde admiti e comecei a estudar.

Neste 2024, três meses depois naquele Instituto, viu-se obrigado a abandonar os estudos devido à falta de recursos financeiros. E pior ainda sendo quem vem de uma família com necessidades. “Tive que largar os estudos, há duas semanas, mas isso me põe transtornado por ter parado de prosseguir com o meu sonho”, explica o jovem, clamando por ajuda de quem quiser mesmo em dinheiro ou material escolar.

Se tiver um apoiante, “me comprometo a dar o meu máximo para atingir os resultados e ainda mais fechar as lacunas que tive pela paralisação das aulas pelas duas semanas”.

Eunísio Januário Cuamba precisa de 5,00Mt, 10,00Mt, 20,00Mt de cada ajuda humanitária. O jovem diz não saber exactamente o valor total do curso, mas já avança para mais de 160.000 meticais. A aquisição destes valores é possível em menos de um dia, numa campanha massiva para o futuro licenciado.

Só o internamento no Instituto Superior Politécnico de Gaza custa 1.500 meticais, de inscrição 850, enquanto espera pela bolsa de estudo. Mas ali, há brochuras e precisa de alimentar-se.

Eunísio Januário Cuamba é descrito pelos pais, como o mais inteligente na família.

O jovem mesmo com dificuldades reconhece que a escola é a melhor arma que leva consigo conhecimentos e habilidades de um ser humano dentro da sociedade, principalmente para pessoas como ele que que já sofreu e ainda sofre de descriminação pela sua condição física. Entretanto, Eunísio Cuamba é como qualquer pessoa normal com planos, sonhos, conhecimentos e vontade de aprender para ser exemplar.

O jovem sonha em abrir um colégio para ajudar as pessoas portadoras de qualquer deficiência, como forma de dotá-los de capacidades transformacionais para o seu bem-estar social, combatendo desta forma a descriminação e cumprindo as normas sobre deficiência.

Ainda no primeiro ano, Eunísio Cuamba de família sem necessidades básicas, carece de apoio. Os seus pais, diariamente, vendem verdura e recorrem à pesca para ajudar ao jovem a estudar e mais quatro filhos do casal Cuamba. (Muamine Benjamim/Profundus PDF).

“SALVE A SERRA DA GORONGOSA”: Governo exige boas práticas de agricultura

Autoridades exigem boas práticas de agricultura para “Salvar a Serra da Gorongosa”. Esta exigência foi deixada durante o lançamento da campanha de restauração da Serra da Gorongosa, em Canda, cujo objectivo é reduzir o desmatamento derivado da expansão de actividades antropogénicas, uma acção liderada pelo Parque Nacional da Gorongosa em parceria com o Governo do Distrito de Gorongosa, envolvendo as comunidades da Serra da Gorongosa e da Zona de Desenvolvimento Sustentável, constituída pelos distritos que se situam nas áreas limítrofes do Parque.

O Parque Nacional da Gorongosa (PNG) e parceiros estão focados em mitigar os impactos ambientais derivados do desmatamento, como o caso da redução dos caudais dos rios, cujas nascentes estão localizadas na Serra da Gorongosa. Tais iniciativas envolvem o estabelecimento de viveiros comunitários, promoção de campanhas de reflorestamento em áreas degradadas, incluindo a gestão de remanescentes florestais e campanhas de sensibilização sobre a importância da Serra da Gorongosa para a manutenção da vida de todos os seres vivos.

O director do Serviço Distrital de Actividades Económicas (SDAE) em Gorongosa, António Simão Sacamalua, durante a sua intervenção no lançamento da campanha de restauração da Serra da Gorongosa, na última quinta-feira (18.04) disse que não iria mais prestar assistência técnica aos agricultores com áreas agrícolas acima dos 700 metros de altitude. “Esta campanha não veda as comunidades para desenvolverem as suas actividades agrícolas nas zonas abaixo de 700 metros de altitude”. Sendo agricultura, uma actividade dominante e base de sustento das famílias, é importante que elas “ [comunidades] continuem cultivando a terra, mas de forma sustentável e harmónica com o ambiente”, reiterou.

Segundo Sacamalua, “as mudanças climáticas resultantes da má prática ambiental têm impactado negativamente o sector agrário”, em Gorongosa. “Queremos reafirmar o nosso compromisso com o desenvolvimento de uma agricultura sustentável, que respeita o meio ambiente e, por conseguinte, desencorajamos a prática da actividade agrícola nas áreas acima de 700 metros”, deixou claro o director do SDAE em Gorongosa para quem pretende destruir a Serra da Gorongosa.

“Interessa-nos o sucesso desta campanha [de restauração da Gorongosa que] prevê entre vários aspectos, a criação de capacidade nas comunidades para tomarem a dianteira os processos ambientais; estabelecimentos de viveiros; e produção, manutenção e plantio de mudas. [São] actividades que o SDAE tem colaborado com o Parque Nacional da Gorongosa (PNG)”.

Para a implementação das actividades, o projecto de Desenvolvimento de Meios de Vida Sustentáveis conta com o apoio das lideranças comunitárias do nível de regulado de Canda, grupo de povoações e povoados da mesma comunidade, incluindo membros voluntários da comunidade, denominados facilitadores comunitários e animadores comunitários, que realizam campanhas de sensibilização em matérias do maneio sustentável dos recursos naturais e legislação ambiental, bem como dedicam parte do seu tempo para produção e plantação de mudas de espécies diversas que ocorrem na Serra de Gorongosa.

Para um melhor engajamento dos actores comunitários na sensibilização sobre a protecção da Serra da Gorongosa, o PNG entregou no mesmo dia, 47 bicicletas a facilitadores comunitários e 40 bicicletas a animadores comunitários da comunidade de Canda, zona da Serra da Gorongosa. Esta é uma parte de um total de 143 bicicletas, telefones, pastas (mochilas) e uniforme de identificação destinados ao mesmo número de voluntários que se dedicarão ao reflorestamento e protecção da Serra da Gorongosa. No mesmo dia, houve a entrega de 15 motorizadas a igual número de líderes comunitários de Canda.

Estes meios custaram ao projecto de Desenvolvimento dos Meios de Vida Sustentáveis para as Comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável do PNG (2022 – 2027), um valor de 1.308.000,00 MT (Um milhão, trezentos e oito mil meticais). Este valor é fruto do financiamento do Reino dos Países Baixos através da Embaixada da Holanda em Moçambique.

Entre as actividades no dia de lançamento da campanha de restauração da Serra da Gorongosa, fizeram parte a exposição de produtos, exposição cartográfica sobre as mudanças de cobertura vegetal da Serra da Gorongosa de 1977 a 2024, as acções implementadas pelo PNG para a reversão da situação (produção do café e reflorestamento), declamação de poema e peça teatral sobre a necessidade urgente de se unir esforços para a salvação da Serra da Gorongosa. (Muamine Benjamim/Profundus PDF).

Relatório dos EUA mostra crueldades contra direitos humanos

O Relatório dos Direitos Humanos 2023 publicado na segunda-feira (22.04) apresenta um relato factual e sistemático dos registos dos direitos humanos em quase 200 países e territórios. Cada um segue o mesmo padrão, países desenvolvidos e em desenvolvimento, adversários, bem como aliados e parceiros.

“Tenho o prazer de estar aqui para lançar o Relatório sobre Direitos Humanos de 2023. No final do ano passado, assinalamos o 75º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, afirmando a ideia fundamental de que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Há 75 anos, essas palavras consagraram uma vasta gama de direitos universais — civis e políticos, económicos, sociais, culturais — o direito de nos expressarmos livremente, de escolhermos nossos líderes, de realizarmos práticas religiosas como quisermos, o direito à educação, a condições de trabalho justas”. Disse o secretário Antony J. Blinken, no edifício Harry S. Truman, durante a apresentação do documento nos EUA, Washington, DC.

A seguir as palavras de Antony J. Blinken:

Defender a liberdade e os direitos humanos é simplesmente a coisa certa a ser feita. Mas defender e promover esses direitos inalienáveis e universais também é profundamente de nosso interesse nacional. Países que respeitam os direitos humanos têm maior probabilidade de serem pacíficos, prósperos e estáveis.

O Relatório apresenta um relato factual e sistemático dos registos dos direitos humanos em quase 200 países e territórios. Cada um segue o mesmo padrão — países desenvolvidos e em desenvolvimento, adversários, bem como aliados e parceiros. Embora o relatório se concentre nos desafios dos direitos humanos no exterior, reconhecemos que os Estados Unidos enfrentam suas próprias deficiências. A força de democracias como a nossa é que abordamos essas deficiências, essas imperfeições abertamente, sem varrê-las para debaixo do tapete.

O Relatório ilustra que há muito trabalho a ser feito para defender os direitos estabelecidos na Declaração Universal. Vemos mais uma vez os direitos humanos e o Estado de Direito sob pressão de mais formas e em mais locais em todo o mundo. Governos continuam a prender cidadãos que desafiam os que estão no poder e apelam a um futuro melhor, de Belarus à Venezuela. Muitos são jovens. Dos cerca de mil presos políticos em Cuba, a idade média é de apenas 32 anos.

Tragicamente, como vimos no caso da prisão injusta de Aleksey Navalny em uma colónia penal russa, o encarceramento pode acarretar condições horríveis — com violações e até mesmo a morte. Governos como a Rússia também detêm arbitrariamente cidadãos estrangeiros para fins políticos, utilizando seres humanos como moeda de troca. Paul Whelan, Evan Gershkovich e todos os indivíduos detidos injustamente merecem ser libertados. Os Estados Unidos e nossos muitos parceiros continuarão trabalhando todos os dias a fim de reuni-los com suas famílias e de responsabilizar governos que se envolvem nessa prática deplorável. Ao mesmo tempo, o Relatório demonstra que governos estão estendendo suas violações para além de suas próprias fronteiras. A Nicarágua — tentando pressionar e punir activistas exilados confiscando seus bens. O Tajiquistão — trabalhando com outros países para devolver à força defensores, advogados e jornalistas que trabalham com direitos humanos que fugiram para o exterior.

O Relatório documenta atrocidades que lembram os momentos mais sombrios da humanidade. No Sudão, tanto as Forças Armadas sudanesas como as Forças de Apoio Rápido têm cometido crimes de guerra. Os rohingyas na Birmânia, os uigures em Xinjiang vítimas de genocídio e crimes contra a humanidade. Os Estados Unidos continuarão manifestando nossas profundas preocupações directamente aos governos responsáveis. O Relatório deste ano também capta violações dos direitos humanos contra membros de comunidades vulneráveis. No Afeganistão, talibãs têm limitado as oportunidades de trabalho para mulheres, fechado instituições que educavam meninas e aumentado as flagelações de mulheres e homens acusados, entre aspas, de “comportamento imoral”. Uganda aprovou uma Lei Anti-Homossexualidade draconiana e discriminatória, ameaçando indivíduos LGBTQI+ com prisão perpétua e até mesmo morte, simplesmente por estarem com a pessoa que amavam.

Em todos os países e regiões, autoridades estão usando cada vez mais a tecnologia visando intimidar, censurar e vigiar. Governos estão implantando inteligência artificial a fim de disseminar a desinformação e até mesmo rastrear pessoas com base em seu DNA. Eles estão cortando e restringindo o acesso à internet, como fez o Irã para reprimir os protestos provocados pela morte de Mahsa “Zhina” Amini. O regime de Assad e outros estão fazendo uso indevido de spyware comercial para atingir jornalistas e activistas.

Os Estados Unidos também estão trabalhando activamente com o intuito de garantir que tecnologias emergentes sejam usadas para reforçar direitos, e não para prejudicá-los; para garantir que a tecnologia seja usada para promover a igualdade de oportunidades, e não para discriminar pessoas. Apenas para citar um exemplo, mobilizamos uma coalizão de governos com ideais semelhantes para combater a proliferação e o uso indevido de spyware comercial. Hoje, como parte de nosso esforço em todo o governo, estamos impondo restrições de visto a mais de uma dúzia de indivíduos que contribuíram para violações dos direitos humanos ao ajudar a desenvolver e vender essas ferramentas.

Os terríveis ataques do Hamas a Israel em 7 de outubro do ano passado e a devastadora perda de vidas civis em Gaza, à medida que Israel exerce seu direito de garantir que esses ataques não voltem a acontecer, também têm levantado preocupações profundamente preocupantes em relação aos direitos humanos. Continuamos a trabalhar todos os dias para pôr fim à luta, garantir a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas e outros grupos, defender o Direito Humanitário Internacional, evitar mais sofrimento e criar um caminho rumo a um futuro mais pacífico e seguro para israelenses e palestinos.

Essas são apenas algumas ilustrações dos muitos países abordados neste Relatório. E o Relatório em si é apenas uma das inúmeras maneiras das quais os Estados Unidos estão trabalhando para promover o respeito aos direitos e à dignidade de todas as pessoas. Também aproveitamos a legislação bipartidária, como a Lei Magnitsky Global, e ferramentas como a Proibição Khashoggi visando responsabilizar aqueles que cometem ou lucram com violações dos direitos humanos.

Graças, em parte, a esforços como esses, especialmente por defensores e cidadãos que estão na linha de frente, 2023 também experimentou alguns desenvolvimentos encorajadores. Apesar da proliferação de leis anti-LGBTI+ em algumas partes do mundo, países como Estónia, Japão e Maurício deram passos importantes no avanço dos direitos dos indivíduos LGBTQI+. Mesmo com activistas trabalhistas sendo alvo, presos e mortos, sindicatos da África do Sul, do México e do Brasil melhoraram as condições de trabalho e fizeram com que os trabalhadores se organizassem — objectivos principais da directriz trabalhista global que o presidente Biden emitiu em novembro passado.

A Jordânia tomou medidas para garantir que crianças com deficiência pudessem frequentar a escola e receber o apoio de que necessitam. Esses pontos positivos são um importante lembrete de que o progresso nos direitos humanos é de fato possível, desde que indivíduos comprometidos em todas as partes do mundo continuem a trabalhar para defender a dignidade fundamental de todas as pessoas.

Por fim, gostaria de agradecer a uma equipe extremamente dedicada de todo este Departamento — aqui neste prédio, em nossos postos em todo o mundo — que passou meses compilando meticulosamente este Relatório. Também quero agradecer a todos que ajudaram a documentar os incidentes que compõem esse importante recurso — jornalistas, defensores dos direitos humanos, cidadãos — muitas vezes incorrendo em grande risco pessoal. Graças a cada um de vocês, temos uma visão mais clara das condições dos direitos humanos, bem como uma determinação renovada de fortalecê-los para o futuro.

Então, com isso, gostaria de responder a algumas perguntas e, em seguida, passarei a palavra ao Bob e ao Matt. (EUA/Profundus).

Por que Salvar a Serra da Gorongosa?

É uma pergunta respondida pela Directora dos Departamento de Desenvolvimento Humano e Meios de Vida no Parque Nacional da Gorongosa (PNG), durante o lançamento da campanha “Salve a Serra da Gorongosa”, na última quinta-feira, em Canda.

No lançamento da campanha “Salve a Serra da Gorongosa”, o PNG entregou 47 bicicletas a facilitadores comunitários e 40 bicicletas a animadores comunitários da comunidade de Canda, zona da Serra da Gorongosa. Esta é uma parte de um total de 143 bicicletas, telefones, pastas (mochilas) e uniforme de identificação destinados ao mesmo número de voluntários que se dedicarão ao reflorestamento e protecção da Serra da Gorongosa.

Na mesma ocasião, o PNG entregou 15 motorizadas a igual número de líderes comunitários de Canda.

Estes meios custaram ao projecto de Desenvolvimento dos Meios de Vida Sustentáveis para as Comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável do PNG (2022 – 2027), um valor de 1.308.000,00 MT (Um milhão, trezentos e oito mil meticais). Este valor é fruto do financiamento do Reino dos Países Baixos através da sua Embaixada em Moçambique.

Elisa Langa explica porquê a necessidade de restaurar a Serra da Gorongosa:

Gorongosa: A capital provincial da Biodiversidade

É a avaliação do Governo do distrito de Gorongosa, através do respectivo administrador, Pedro Mussengue, durante o lançamento da campanha de restauração da Serra da Gorongosa, no posto Administrativo de Nhamadzi-Canda.

No mesmo evento da última quinta-feira, o Parque Nacional da Gorongosa entregou 47 bicicletas a facilitadores comunitários e 40 bicicletas a animadores comunitários da comunidade de Canda, zona da Serra da Gorongosa. Igualmente, 15 motorizadas a igual número de líderes comunitários de Canda.

Estes meios custaram ao projecto de Desenvolvimento dos Meios de Vida Sustentáveis para as Comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável do PNG (2022 – 2027), um valor de 1.308.000,00 MT (Um milhão, trezentos e oito mil meticais). Este valor é fruto do financiamento do Reino dos Países Baixos através da Embaixada da Holanda em Moçambique. (Muamine Benjamim).

Continua preocupante o deslizamento da Serra da Gorongosa

Continua a preocupação do deslizamento da Serra da Gorongosa provocado por acções do Homem contra a Conservação. São dados colhidos durante o lançamento da campanha de Restauração da Serra da Gorongosa, na última quinta-feira.

Para um melhor engajamento dos actores comunitários na sensibilização sobre a protecção da serra da Gorongosa, o PNG entregou na última quinta-feira, 47 bicicletas a facilitadores comunitários e 40 bicicletas a animadores comunitários da comunidade de Canda, zona da Serra da Gorongosa. Esta é uma parte de um total de 143 bicicletas, telefones, pastas (mochilas) e uniforme de identificação destinados ao mesmo número de voluntários que se dedicarão ao reflorestamento e protecção da Serra da Gorongosa.

Igualmente, houve a entrega de 15 motorizadas a igual número de líderes comunitários de Canda.

Estes meios custaram ao projecto de Desenvolvimento dos Meios de Vida Sustentáveis para as Comunidades da Zona de Desenvolvimento Sustentável do PNG (2022 – 2027), um valor de 1.308.000,00 MT (Um milhão, trezentos e oito mil meticais). Este valor é fruto do financiamento do Reino dos Países Baixos através da sua Embaixada em Moçambique.

A vida selvagem do Parque Nacional da Gorongosa foi dizimada durante a guerra civil entre 1976 e 1992 e nos anos subsequentes.

Os conservacionistas estão a devolver a vida ao parque, aumentando as populações de animais e melhorando as condições de vida humanas, melhorando as condições das escolas e centros de saúde e promovendo práticas de agricultura sustentável nas comunidades vizinhas. Mas o deslizamento da Serra da Gorongosa por acções destruidoras do Homem, continua a preocupar, apesar de acontecer há anos.

O administrador do distrito de Gorongosa, Pedro Mussengue exige o abandono de más práticas para restaurar a Serra da Gorongosa. (Muamine Benjamim).

Jornal Profundus

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